Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Crucifixos crucificados

"É uma violação da liberdade religiosa dos estudantes".

 

 

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu:

Escolas com crucifixos na parede “violam o direitos dos pais educarem os seus filhos de acordo com as suas convicções”.

 

Concordo.

Apesar de mais de 80% dos portugueses serem  católicos, Portugal é um Estado laico.

Em 2005 foi aprovada uma lei que proíbe a exibição de símbolos religiosos nas escolas públicas, mas muitas mantêm os crucifixos na parede.

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 14:25
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45 comentários:
De Pedro Oliveira a 4 de Novembro de 2009 às 14:54
Não sei se esses números estarão correctos(80% católicos), mas não tenho dúvidas que os crucifixos estavam a mais nas salas de aula.
O mesmo se passa com as aulas de religião e moral dadas por padres, penso que que hoje em dia (pelo menos com o meu filho é assim) as coisas estão diferentes,mas continuam nada apelativas, vídeos e conversa para entreter que nada estimula as crianças.Já me pediu para o tirar,mas ficava com um furo e sem nada para fazer, ao menos está na sala...
De Luís Castro a 4 de Novembro de 2009 às 15:46
O jornal "I" de hoje diz que são 88,1%, mas não refe a fonte.
Ab.
LC
De Pedro Oliveira a 4 de Novembro de 2009 às 15:52
Não coloco em causa,mas acho muito.
abraço
De Luís Castro a 4 de Novembro de 2009 às 16:01
Por isso eu não fui além dos 80%
Arredondei.
Ab.
LC
De Jorge Soares a 4 de Novembro de 2009 às 16:59
Pedro, a igreja católica conta como católicos todos os baptizados, sem importar se voltaram ou não a entrar na igreja... é de aí que saem os 88% do i.

Quanto ao resto, estou de acordo, as salas de aulas devem estar livres de qualquer símbolo religioso.

Jorge Soares
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:01
Visto.
LC
De Carla Cruz a 4 de Novembro de 2009 às 18:48
Pedro, se tem o seu filho "obrigado" a ir às aulas de religião e moral só para o ter sossegado numa sala, porque é que não levanta o problema na associação de pais da escola do seu filho de colocar essa disciplina ou no início ou no fim do período horário? Assim, o seu filho e todas as crianças que não estão interessadas na disciplina podiam ir mais tarde ou chegar mais cedo a casa...
Até porque acho que numa escola pública de um Estado Laico não devia ter como disciplina Religião e Moral, com matizes altamente cristãs e sobretudo católicos. É que eu acho IMORAL obrigar os miúdos a ir à aula só para estarem "guardados"...
De Pedro Oliveira a 5 de Novembro de 2009 às 09:55
É a sua opinião que respeito e não me lembraria de a adjectivar .
Mas não seja assim tão precepitada em julgamentos em tudo na vida, é que ás vezes somos obrigados a repensar as nossas opiniões, quando passamos por elas...
Para sua informação,a aula é antes da hora almoço.
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:02
Visto.
LC
De Márcia a 4 de Novembro de 2009 às 17:05
Acho que no que às aulas de Religião Moral diz respeito a questão do furo não se coloca, se houver pais em número suficiente a optar por outras confissões, ou por "Desenvolvimento Pessoal e Social" (creio que era assim que se chamava, mas deixei de dar aulas em 2005 e era de outra área), haverá outras aulas pelas quais se poderá optar. Por exemplo, a área de Desenvolvimento Pessoal e Social, acredito que fará muita falta e é muito pertinente, a escola não pode ser só conteúdos, o ensinar "a estar" em sociedade, até porque há infelizmente muitas crianças que só o aprendem através da escola e isto sem qualquer exagero, é também muito importante, mas isto é uma mera opinião. Quanto à decisão de retirar os crucifixos não poderia concordar mais, o estado é laico, a escola também o deve ser. Os símbolos religiosos neste contexto são desnecessários. Tanto os crucifixos, como os véus, etc...etc...
Por acaso eu estou de momento a experimentar uma "deriva religiosa", à qual atribuía antes muito menos importância, com a qual me sinto muito bem. Isto não obsta a que considere justo que os símbolos religiosos não estejam presentes na escola. Também não me sinto minimamente constrangida com a existência de símbolos de outras religiões, mas admito que haja quem sinta e portanto a medida, a efectivar-se é mais que justa.
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:02
Visto.
LC
De josé taveira a 4 de Novembro de 2009 às 19:16
A mim custa-me a entender (meu defeito). Qual é a razão para tal alarido. Eu sempre convivi com o crucifixo na parede ( sendo eu católico), por vezes só dava conta dele quando havia alguma coisa que me fazia virar o olhar para onde ele estava.
Agora o de os tirar das escolas, não percebo a razão (alguns são peças magnificas de arte). Hoje em dia em Portugal só existem em escolas ou em salas em que todos são católicos e ai o porque de os tirar.
Se é para ser laico, vamos se-lo mas em tudo e não só em "coisas pequenas".

De António Manuel Dias a 4 de Novembro de 2009 às 19:39
Não só em coisas pequenas mas também nas coisas pequenas.
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:04
Visto.
LC
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:03
Nisso tem razão:
se é para umas coisas também terá de ser para outras.
Ab.
LC
De Cláudia a 4 de Novembro de 2009 às 22:27
Estado laico, símbolos religiosos fora de todas as escolas públicas. Nada a dizer.
Bj.
C.
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:04
Visto.
LC
De Rosa a 5 de Novembro de 2009 às 09:54
Creio que a nossa preocupação dos crucifixos na parede é exagerada, até porque muitas escolas já não têm. E as que mantém estão a reduzir drasticamente com o encerramento das mesmas pelo reduzido numero de alunos.
Mas rever a Concordata e a igreja passar a pagar os impostos como qualquer outra Entidade fazia sentido num Estado laico.
Atentamente
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:06
Repito o que já aqui escrevi:
Se é para umas coisas, terá de o ser para todas.
Nisso concordo.
bjs
LC
De isa a 5 de Novembro de 2009 às 10:47
Religião é uma opção na vida de cada um, imposta a maioria das vezes pelos nossos pais e alimentada ou não mais tarde, pela pessoa adulta.

Assim, a globalização, deu-nos uma mistura de cidadãos, e nesta mistura há quem goste da cruz outros que não. E se esta "cruz" é uma opção, então não deve constar nesses espaços multi-raciais, onde as várias religiões estão presentes.
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:08
E é de lei.
Bj
LC
De ribeiro a 5 de Novembro de 2009 às 10:51
Vamos ter o resto do ano para falar dos crucifixos e mais, pois os amigos da óstia não estão pelo ajustes para ceder,os previlégios que gozavam no tempo do ditador salazar,em que a igreja católica e o ditador partilhavam o mesmo "espaço".Vivemos num pais que foi libertado também da ditadura desta "igreja "cinzenta e "manholas".
Por fim para dizer que o casal cavaco está inquieto e não vai perder a oportunidade para meter a colherada,sendo amigos da óstia como são.
Luis um abraço .
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:09
Abraço.
LC
De Mia a 5 de Novembro de 2009 às 13:01
Na escolinha dos meus filhotes tiraram o crucifixo. E o qual o objecto que o foi substituir ??? Uma fotografia do Papa (que coisa mais linda)! LOL

Bj
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:14
Tchiiiiiiiii !!!
Enfim...
Bj
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 5 de Novembro de 2009 às 19:24
Também concordo com tal decisão. O crucifixo faz parte da simbologia mas não deve ser considerado um símbolo público, precisamente porque não é comum a todos. Daí que ache que os crucifixos devem ser colocados apenas nos locais de culto, utilizados nas festas religiosas ou até em casa de cada um que assim o deseje.
Quanto à percentagem, é bem possível que não esteja tão longe assim da realidade, se pensar que há pessoas que, como eu, que não vão à missa ao domingo mas que acreditam e praticam o que de bom tem a religião católica e, por essa razão, dizem-se católicos.
Claro que para se praticar o bem também não é imperativo ser-se católico nem tão pouco ter um crucifixo à frente do nosso nariz para nos lembrarmos de que é essa a nossa obrigação.

Bjs
De Luís Castro a 6 de Novembro de 2009 às 19:28
Faço parte desses oitenta e tal por cento.
Sou mas não vou à igreja.
Prefiro praticar os valores que lá aprendi e com os quais me identifico.
Bj
LC
De CN a 5 de Novembro de 2009 às 22:09
Olá Luís.
Já tinha visto este post e escusei-me a comentá-lo mas, hoje estou com outra disposição e...
Em primeiro lugar quero dizer que todos os dias sou confrontado e bombardeado com coisas e pessoas que detesto, repudio, odeio e etc... e o que faço? Sigo em frente, tento respeitar, ainda que me custe.
Em relação aos crucifixos, tenho o seguinte a dizer: pessoalmente não os vejo como uma afronta a quem quer que seja, são um símbolo católico há muitos séculos cá usado. Imposta pela força em tempos, a religião católica ainda está em maioria em Portugal.
O crucifixo pode considerar-se uma "tradição" do nosso país. Não é uma afronta a alguém!! Porque se for insultuoso/afronta, também os símbolos religiosos de outras religiões/culturas o serão para os católicos.
Todos os dias vejo em Portugal mulheres com a cara tapada, homens com turbantes e etc......... e eu RESPEITO-OS!!! Não quer dizer que goste dessas pessoas ou ache correcto o que fazem!
Viver em sociedade implica respeitar os outros!!!!! Dá-me nojo ver por toda a Europa pessoas a rebaixarem-se para não ofenderam as minorias!!!!
Se as minorias não se sentem bem nos países dos outros, que regressem aos seus! Eu quando vou à casa de alguém, tento aceitar o que lá se passa, se não conseguir, saio!
Este assunto dava muitos quilómetros de escrita... enfim...
Quero salientar que não me considero católico, estando entre o ateu e o agnóstico, se isso for possível...
Deixem lá os crucifixos, estudem, trabalhem e façam algo positivo!!!!!!
Grande abraço para o Luís!
De CN a 5 de Novembro de 2009 às 22:20
Para acrescentar:
O crucifixo está quietinho e caladinho numa parede, não incomoda ninguém!
(é diferente das aulas de religião e moral)
De Luís Castro a 6 de Novembro de 2009 às 19:43
Carlos,
e se na parede da escola de um filho seu colocassem um símbolo islâmico, pensaria da mesma forma?
Gd abraço.
LC
De CN a 6 de Novembro de 2009 às 20:52
Luís, se essa situação se verificasse num país islâmico e eu fosse o estrangeiro, aceitaria, obviamente. Não me faria qqer afronta. (pq seria uma "tradição" deles e desde que não me obrigassem a aceitar a religião)
Abraço e bom FDS
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:43
Sim,
mas perguntei se fosse cá.
Ab.
LC
De Luís Castro a 6 de Novembro de 2009 às 19:38
Outro também para si.
Já não o "lia" por cá há uns tempos.
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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