Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Será desta que se entendem?

“Estou certa de que vamos chegar a uma solução em breve.”

A suspensão iria criar uma agitação ainda maior.”

                                                   Isabel Alçada - Ministra da Educação

 

"Ficamos satisfeitos por o senhor primeiro-ministro ter dito na Assembleia

da República que iríamos ter um modelo de avaliação sério e justo porque

então significa que este vai ser finalmente suspenso e alterado."

                                                   Mário Nogueira - FENPROF

 

 

publicado por Luís Castro às 15:46
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26 comentários:
De Pedro Oliveira a 5 de Novembro de 2009 às 16:14
eheheheh o cartoon está "celente".
Pelo debate não vai ser fácil, o PM está teimoso em manter este modelo.
Para as escolas era imperioso o entendimento, vive-se um clima hostil sem necessidade, pura teimosia.
No inicio pensei que era, só, má vontade dos profs, mas depois e como estou,agora, mais por dentro do que precisam fazer, coitados dos profs, não faziam mais nada senão preencher papeis.Deve haver uma forma mais fácil e eficaz de avaliar pessoas.Mas não deve ser no chile ou na venezuela,digo eu....
De Luís Castro a 5 de Novembro de 2009 às 16:17
Pode ser que seja desta.
Seria bom para todos.
Ab.
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 5 de Novembro de 2009 às 18:01

Penso que a ministra da educação já causou alguma agitação com as declarações que fez. Um dos jornalistas chegou a dizer-lhe que ela não estava a ser clara. Eu também achei e fiquei preocupada. Afinal, ao que veio Isabel Alçada?
Sejamos francos, com este ou outro modelo qualquer, a maior parte dos professores continua a não querer avaliação nenhuma. Aliás, acho que a avaliação não devia abranger apenas competências profissionais mas também as cívicas. Só falo do que sei e garanto-te que há professores que não deviam sequer pisar o recinto escolar.
Quanto a Fernando Nogueira já tenho muita dificuldade em ouvi-lo. Não há pachorra!
Será que estes profissionais ainda não perceberam que ao longo da carreira cada um de nós está em constante avaliação? E o problema é que não existe um modelo para todas as profissões, o que conduz muitas vezes a avaliações erradas e promoções indevidas.
A avaliação é necessária para que cada um de nós evolua e para termos, de facto, o que merecemos. Ganhamos nós em eficiência e contribuímos para o desenvolvimento do país.

Bjs
De Ana Albuquerque Almeida a 6 de Novembro de 2009 às 08:17

Então não é que troquei o nome ao Mário Nogueira? Peço desculpa pelo engano.
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:34
eheheheh
Bj
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 10 de Novembro de 2009 às 10:26
Olá Luís,

Só agora vi a tua risada que contribuíu para melhorar um pouco a minha disposição.
O meu engano deveu-se, com certeza, ao facto de estar cansada daquela figura, sobretudo do bigode. rs
Gosto muito de entrar no teu blog mas provavelmente não entrarei nos próximos dias. Hoje ou amanhã vou ao Porto e não é pelas melhores razões.
Há quem continue a não respeitar os outros e desta vez tocou-me de perto. Vou ao funeral de um tio do meu marido, atropelado em plena passadeira, onde ficou irreconhecível. Que morte horrível e estúpida!

Fica bem e um beijinho,

De Luís Castro a 10 de Novembro de 2009 às 23:37
Cá te esperamos quando voltares.
Bj
LC
De Luís Castro a 6 de Novembro de 2009 às 19:23
Sim, mas seria impossível ter um modelo de avaliação para todas as profissões.
Só lá encontraria um ponto em comum:
respeito peos outros.
Bj
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 6 de Novembro de 2009 às 20:25

Já seria muito bom, Luís!
De Maria Araújo a 8 de Novembro de 2009 às 16:41
Concordo com as suas afirmações, Há professores que nunca deviam ter ido para o ensino, mas na sua maioria, acredite, faz muito pelos alunos.
A avaliaçãi é feita ao longo do percurso do nosso trabalho, Os directores sabem muito bem quem são os bons professores, os competentes, os que trabalham, os que zelam pela educação e acima de tudo pelo saber ESTAR, que falta na nossa sociedade.
Quanto ao senhor Nogueira, nunca me convenceu.
A avaliação, acho-a injusta.
A Ministra, sinceramente, vai ser um "pau mandado". Desculpe-me, mas acho que vai ser uma decepção.
E para finalizar, sou professora, tenho muito orgulho em sê-lo, mas sinto-me cansada de tudo isto.
Um beijinho

PS.:
Luís, desculpe o atrevimento.
Adorei a imagem e vou "roubá-la" para o meu blog.

De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:46
Visto.
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 10 de Novembro de 2009 às 10:15
Bom dia,

É isto que alguns blogues têm de bom. Poder manifestar opiniões e, melhor ainda, trocá-las de forma construtiva.
Gostaria de esclarecer o seguinte: sei que há bons professores, conheço muitos e acredito que seja o seu caso. São os que reúnem competências quer profissionais, quer cívicas para estarem em contacto com crianças e jovens que cada vez mais carecem de bons exemplos para alicerçarem muito bem o seu futuro. Contudo, há outros (e são muitos) que vêem na “arte” de ser professor um emprego, já que não conseguem outra coisa. Das duas uma, ou encaram a profissão com seriedade e passam a vê-la como uma enorme responsabilidade ou, como isto não acontece com grande parte, de facto têm de ser avaliados. É com outro modelo de avaliação? Ele que venha mas que se decidam rapidamente antes que a palhaçada continue entre professores, sindicatos e governo e se arraste indefinidamente.
Quanto a mim, é obrigação dos professores saberem ensinar e serem uma espécie de extensão na educação dos alunos. Infelizmente, e com conhecimento de causa, afirmo que tal não acontece. Como resolver isto? Só vejo mesmo a avaliação, embora reconheça que há professores competentíssimos e sintam alguma indignação. Mas este grupo, onde penso que a senhora se integra, tem motivos para estar cansado com todo o processo mas não tem razões para temer a avaliação. Quem é competente sabe sê-lo em qualquer altura!
Relativamente às empresas onde, como diz há um director que vai avaliando os funcionários, também já não é bem assim e ainda bem. Poucas mas já há empresas onde a avaliação é feita, não por profissões mas sim por objectivos que deverão ser cumpridos num determinado prazo. Acredite que a maior parte sente-se mais confortável a trabalhar desta forma do que sujeitas a um superior hierárquico que é capaz de pôr em risco a carreira de alguém só porque não gosta do nariz ou de outra coisa qualquer dessa pessoa (mesmo estando a exagerar no exemplo).
Espero que tudo se resolva rapidamente mas sem deixar de se fazer o que é preciso, de preferência com o agrado de todas as partes.
Desejo-lhe boa sorte e acredito que esteja a fazer um bom trabalho, pelo que espero que não desista.

Cumprimentos,
De Luís Castro a 10 de Novembro de 2009 às 23:36
Visto.
LC
De José Taveira a 5 de Novembro de 2009 às 23:01
Espero que acabe com esta avaliação. só quem não lida com professores é que defende este tipo de avaliação. EM Resposta a quem diz que os professores não querem a avaliação, posso dizer que conheço muitos e todos eles a querem, mas justa e não escravizante. Já eu gostava de uma avaliação séria dos pais. para depois passar para uma avalição sem show da nossa classe politica.
E pergunto-me do porquê de alguma classe politica "mallhar" nos professores. (Os causadores de todos os males.) Não será uma forma de se deculpabilizarem-se por em tantos anos de democracia não terem resolvido os grandes problemas economicos- sociais da nossa sociedade. Ou será da responsabilidade dos professores fumentarem condições economico-sociais na população portuguesa.
barriga vazia= a boa aprendizagem?
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:31
Ui!!!
Isso são avaliações a mais.
E mto perigosas!!!
Ab.
LC
De Rafael Marcelino a 6 de Novembro de 2009 às 03:08
Caro Luis
As minhas saudações Patrioticas. Não é uma area por mim entendida a do professorado mas como tenho alguns conhecimentos de causas e de vidas de certos contestatários leva-me a duvidar de tudo um pouco. No entanto a revolução acho-a necessária como todos concordam, mas com uma condição; guardar os proveitos conseguidos pela classe, querem eles.
O poder instalado vem de longe e agora é muito dificil gerir. Socrates perdeu a maioria pelos votos do professorado. Pelo menos ajudou e muito.
Bom, mas tenho uma sujestão;Façam como na Canada, a primeira escolha de seleção é logo feita nas Universidades na seleção dos mais notáveis para o Professorado depois os que ficam bem vão ser avaliados durante 2-anos nas escolas tendo os piores mais um. Se reprovarem tem de fazer vida noutra area.
Fim desta avaliação seguem em frente na vida de professores.
Quem os julga; Colegas, Director e comissão de pais.
NB; A primeira escolha de selc. é logo feita com rigor na Univesidade.E esta heim....
Um Abraço
RM
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:32
Rafael,
tenho encontrado professores que eles sim deviam voltar à escola.
Mas há muita gente competente por esse ensino fora.
Ab.
LC
De Helder a 6 de Novembro de 2009 às 11:21
Luís, as vitimas deste combate já existem e vão-se prolongar no tempo ou acham que tudo o que prejudicou os miudos durante estes, vá lá 3 ultimos anos, desaparece quando chegarem a acordo?

De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:35
É tempo de pensar para lá nos nossos interesses.
Os alunos merecem mais!
Ab.
LC
De Diogo Rodrigues a 6 de Novembro de 2009 às 16:53
Concordo inteiramente com a avaliação de professores, já tive de tudo desde uma professora que se colocou em cima da mesa a mandar calar a turma, a professores que não dão aula e não tem qualquer controlo sobre a turma, professores "tarados" com colegas também já tive, enfim já apanhei muita "porcaria" que não sabe dar aulas como também já apanhei excelentes professores que cativam completamente e que sinceramente dá gosto em aprender e estar a ouvir o que dizer.


Luís logo vou aparecer no "teu" telejornal fui colocar o euro milhões ao meu avo e fui entrevistado para a RTP, quando vires um gajo de blusão e capacete já sabes. ahah


Abraço[]
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:42
Não vi.
Estavas bem?
Ab.
LC
De Diogo Rodrigues a 10 de Novembro de 2009 às 22:42
Estava com um bom ângulo. ahahah
De Paulo Morgado a 9 de Novembro de 2009 às 11:19
Caro Luís,

O que aconteceu com o seu ultimo post "Irrita-me! Chateia-me!" sobre escutas!!!!!!
Simplesmente desapareceu.......
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:47
Andavam por lá uns "abelhudos"...
Ab.
LC
De RUI FERREIRA a 9 de Novembro de 2009 às 11:46
deixemos de fantasias, até a oposição é a favor da avaliação. os sindicatos é que lançam a confusão.
o prof marcelo rebelo de sousa já se manifestou a favor. o problema é que a oposição tem receio dos sindicatos. a isto chama-se cobardia.
rui
De Luís Castro a 9 de Novembro de 2009 às 16:59
Por isso é só deixar assentar a poeira.
Ou será que alguém não quer?
Ab.
LC

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E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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