Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

“Jesus Cristo nasceu em Bagdade!”

Sabem que há quem acredite que Jesus Cristo nasceu em Bagdade e não em Belém?

E sabem o que eles pensaram da presença da nossa GNR no Iraque?

 

   A mesquita xiita tem dez vezes mais indivíduos armados do que a dos Sunitas. Bassim segreda-me que este local deve ser algo mais do que uma simples local de culto, a avaliar pela quantidade e pela diversidade de armas. Enquanto esperamos pelo líder xiita, um dos seus assistentes conta-me a história deste sítio: diz que Jesus Cristo terá nascido aqui, em Bagdade, e não em Belém, na Palestina, e para confirmar a teoria, mostram-nos a «prova»: uma pedra branca com menos de um metro de comprimento e cerca de trinta centímetros de largura sobre a qual – garante – Maria terá dado à luz.

Fico a perceber que os muçulmanos respeitam – e muito – Jesus Cristo e que o consideram um dos maiores profetas de sempre. O jovem xiita garante que há muita gente que vem a este local visitar ou venerar a pedra. Mas a abertura e a tolerância na mesquita de Brathá fica-se por aqui, pois, iniciada a oração, somos avisados de que não poderemos entrar no templo. “Não são muçulmanos!”

 

Acabada a cerimónia, o ayatollah vem ter connosco e faz um ar de espanto quando lhe digo de onde somos. “Estive há menos de dois meses em Lisboa a convite do primeiro-ministro português.” Começa por deixar bem claro que a democracia é a solução para todo o Médio Oriente, mas que os americanos cometeram um grande erro: Não tinham um plano sólido para depois da guerra. “Foi um disparate destruir tudo para recomeçar do zero”. Pergunto-lhe se sabe que há tropas portuguesas no Iraque. “Sei. Estão em Nassíria, a minha terra natal. Sabe, quando estive em Portugal, disse-o ao vosso primeiro-ministro e ao ministro dos Negócios Estrangeiros: Portugal deve ajudar apoiando hospitais, centros de saúde e escolas. Assim, os iraquianos ficarão a saber que fizeram milhares de quilómetros para nos ajudar. Que vieram para reconstruir e não numa missão militar. Estão a gastar dinheiro para nada.”

 

* Retirado do livro “Repórter de Guerra”

 

 

publicado por Luís Castro às 16:27
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47 comentários:
De Cristina Damazio a 21 de Maio de 2008 às 20:06
Olá Luis e restantes amigos do blog

Este senhor ayatollah não deixa de ter razão. Já era tempo de Portugal se demarcar da ajuda militar aos americanos e enviar só missões humanitárias.

Não há noticias novas do Bassim?

Estou um pouco desolada com o desinteresse de quem poderia fazer algo. Já faz duas semanas que enviei duas mensagens ao padre Victor Melicias, para endereços diferentes, e à Dra. Teresa Tito de Morais presidente CPR. Não responderam. Possívelmente apagaram os mails. São pessoas muito ocupadas...

Depois de termos o video e de fazermos a sua divulgação pela net, sugiro que o Daniel Marques, que fez um belo trabalho no seu blog, faça um texto sobre o pedido do Bassim, e que todos os visitantes deste blog enviem individualmente ao Engº Guterres para o ACNUR.

Não vamos desistir!
Beijos

Cristina
De Luís Castro a 21 de Maio de 2008 às 20:25
Cristina,
julgo que será boa ideia.
Falei ontem com o Bassim e os filhos estão mesmo acabar os exames.
Ficou de tratar agora do vídeo.
Bjs
LC
De Daniel Marques a 21 de Maio de 2008 às 23:34
Eu faço o que for necessário para ajudar o amigo Bassim, no que acharem que eu possa ser útil. Mas hoje estou estoirado. O dia valeu pelo abraço que te dei Luís.
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 15:21
Daniel,
tenho novidades para ti sobre o teu site.
Já falei com o Ministério da Economia...
Liga quando te for possível.
Abraço
LC
De Daniel Marques a 22 de Maio de 2008 às 19:30
Obrigado!

Abraço.
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 20:12
Outro.
LC
De Filipe Bastos a 22 de Maio de 2008 às 03:12
Viva!!

É a 1ª vez que comento no seu blog mas já o venho lendo faz algum tempo...

Apenas como breve apresentação, tenho 24 anos, vivo em Aveiro e sou estudante de Eng. Química.

Em primeiro lugar gostava de deixar o meu apoio ao povo do Iraque que muito tem sofrido com esta guerra, quanto a mim, desnecessária.

Gostava também de mostrar o meu apreço por si, Luís Castro, e também pelo seu "irmão de armas". Acho que é preciso muita coragem para fazer aquilo que vocês fazem, principalmente no meio de uma guerra que não é a nossa.

Posso lhe dizer desde já que vou comprar o seu livro "Repórter de Guerra" (assim que tiver dinheiro :P ), pois adoro a forma como escreve e como transmite, neste blog, a realidade de um povo que todos os dias tem de lutar contra a opressão. Não quero dizer que concorde com os ataques bombistas que alguns deles fazem, mas também não concordo, certamente, com aquilo que os americanos lhes estão a fazer.

Quando li algumas das crónicas que fez (principalmente aquela do massacre), fiquei tão sentido com aquilo que tinha acontecido com aquelas famílias iraquianas que parecia que quase tinha acontecido com a minha.

Finalmente quero deixar uma palavra de força à família do Bassim, apenas para que saiba que não está sozinho.

Até breve e Bem Hajam...
Filipe Bastos
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 15:25
Filipe,
é sempre fantástico descobrir quem nos lê.
Obrigado por fazer parte do clube.
Espero que goste do livro. Sabe, é muito fácil inventar "estórias", o problema é contar História e falar das pessoas que fazem parte dela, especialmente pela parte do sofrimento.
Torna-se doloroso e passamos a partilhar esses dramas.
Abraço
LC
De Patti a 22 de Maio de 2008 às 12:39
Olá Luís,

É bem à americana, essa atitude de invadir e pensar no futuro depois, tipo logo se vê.
O Luís poderá dizer melhor: eles nunca 'conversaram' com os muçulmanos ou só o fizeram agora quando o mal já está feito?
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 15:29
Patti,
foi algo que me irritou logo nos primeiros dias daquela guerra em 2003. Os americanos foram para aquela parte do mundo sem conhecerem as pessoas que iriam conquistar.
Têm poder militar, mas não sabem conquistar.
Esperavam ser recebidos com rosas...
Só bastante mais tarde ( quando começaram a morrer pelos ataques da resistência) é que pensaram em dialogar e a fazer política com as forças políticas e religiosas do Iraque.
Já era demasiado tarde - a asneira estava feita.
Agora há que remediar...
Bjs
LC
De Miguel a 22 de Maio de 2008 às 12:39
Luis, essas gentes têmrazão no que dizem, e o que disseram ai noutro comentário está correcto, Portugal deve enviar ajuda humanoitária, comida, bebida, hospitais de campanha, não deve enviar armas, bombas e outras coisas como essas.
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 15:34
Miguel,
desta forma, iraquianos e afegãos olham para nós como forças ocupantes e não como alguem que vai lá para os ajudar.
LC
De Diogo Rodrigues a 22 de Maio de 2008 às 17:35
A maioria dos Americanos só sabem olhar para o seu umbigo


abraço Luís []
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 18:55
Diogo,
há bons e maus americanos, como há maus e bons portugueses. O problema é a sua política externa...
Ainda estou em dívida contigo: explicar como se faz um Telejornal.
Não me esqueci!
Abraço
LC
De Luís Castro a 22 de Maio de 2008 às 18:55
E a tal visita da tua escola à RTP,
como ficou?
Ab
LC
De Diogo Rodrigues a 22 de Maio de 2008 às 21:13
Luís juntar 23 pessoas para uma visita sem ser pela escola é algo complicado, o que falei com uma amiga minha da turma era juntar um grupo assim mais pequeno para visitar a RTP tipo 10 pessoas ou algo assim
De Daniel Marques a 22 de Maio de 2008 às 23:33
Quando eu andava na escola fiz diversas vezes pressão para visitar a RTP. Acabei por visita-la de uma maneira bem mais agradável e descontraída do que aquela que tinha planeado anos antes.
De Luís Castro a 23 de Maio de 2008 às 20:20
Então, como foi?
De Daniel Marques a 23 de Maio de 2008 às 21:47
Como foi? Foi na passada quarta, bem sabes como foi ;)

Abraço
De Luís Castro a 24 de Maio de 2008 às 20:42
Desculpa.
Que disparate.
estava a confundir com o outro Daniel, o Daniel Oliveira.
Abraço
A reportagem do teu site (maisgasolina.com) vai para o ar amanhã, no Telejornal.
Amanhã ligo-te para te dizer a que horas a vou colocar no alinhamento.
Abraço
LC
De Daniel Marques a 24 de Maio de 2008 às 21:48
Sem problema amigo.
Que achas-te do que viste? Segunda-feira poderei sair de casa?
De Luís Castro a 24 de Maio de 2008 às 23:25
Não sei não...
A reportagem está engraçada.
Até amanhã.
Ab.
LC
De Luís Castro a 23 de Maio de 2008 às 20:19
Diogo,
por mim podem vir os 23, mas vocês é que sabem.
Abraço
LC
De Diogo Rodrigues a 25 de Maio de 2008 às 01:37
Olá Luís eu sei, mas é difícil juntar esta gente toda mas vou deixar agora passar a próxima semana de testes e dps começo a pensar em datas, em que não tenhamos testes e que tu possas.


Luís já viste com estes sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis jovens como eu que este ano fazem 18 anos para ter carro fica cada vez mais complicado sem termos um emprego, por exemplo o meu pai tem um carro normal (audi) e cada vez que abastece é a volta de 70€ isto daqui a uns tempos começa tudo a deixar o carro em casa


abraço[]
De Luís Castro a 25 de Maio de 2008 às 02:04
Diogo,
não sei onde isto vai parar, mas não me admiraria se o preço do barril do petróleo se aproximasse dos duzentos dólares lá para o final do ano.
Por mim já mudei de carro. Vendi o meu Alfa Romeo e comprei o novo Fiat 500 Sport.
Passei de um carro que gastava quase dez litros de gasolina por cada cem quilómetros para um que consome cinco de gasóleo.
Para além de tudo, estou encantado com o carro!
Só não te digo é a cor e os extras...
Abraço
LC
De Diogo Rodrigues a 26 de Maio de 2008 às 02:05
Luís só espero que não seja vermelho :/


Sinceramente também não me admirava nada que no final do ano tivesse a volta dos números que disses-te, aumentos atrás de aumentos, tendo Portugal excelentes condições relativas as energias renováveis porque é que os nossos políticos não avançam a todo o gás para elas? assim tipo "choque tecnológico" ahahah

Lembras-te aquela resposta que deste sobre pressões politicas nas estações publicas? gostei de ver aquel programa ou reportagem que passou sobre as estações publicas na rtp, a estações bem más


já agora como vés que um ano depois na Venezuela os jornalistas do antigo canal 2 (acho que era essa a posição) se manifestaram para terem outra vez autorização para renovar a licença televisiva ? aquilo quando fecharam foi somente porque deviam estar a atacar o Chavés muito, não?


abraço

e desculpa lá tanta pergunta
De Luís Castro a 26 de Maio de 2008 às 02:52
Sim, é vermelho. Mas cor fica-lhe bem.
Quanto a energias alternativas, esse é o futuro. Só não o vê quem não quer. E, aqui, verdade seja dita: Portugal tem caminhado muito bem, seja através dos parques eólicos, seja nos campos de captação de energia solar. Mas não chega, temos que evoluir para alternativas nos automóveis. E rapidamente.
Sobre a Venezuela, já lá estive e sei como aquilo funciona. É a América Latina e lá, manda o Chávez! Está tudo dito.
Abraço
LC
De paranoiasnfm a 23 de Maio de 2008 às 10:31
"Bassim segreda-me que este local deve ser algo mais do que uma simples local de culto, a avaliar pela quantidade e pela diversidade de armas."

É triste, que num local em que seria normal ser de culto, verem-se armas a torto e a direito.
Assim é difícil o país avançar para Paz.
Claro, estão aí muitos factores à volta disto tudo.. mas assim será complicado.


"Portugal deve ajudar apoiando hospitais, centros de saúde e escolas. Assim, os iraquianos ficarão a saber que fizeram milhares de quilómetros para nos ajudar. Que vieram para reconstruir e não numa missão militar. Estão a gastar dinheiro para nada.”"

Parece que o ministro não ouviu a sugestão.
Mas claro, Portugal partiu para esta guerra injusta, para estar "colado" aos EUA, para ver se "cheiravam" algum petróleo.
Antes tivesse feito o que Bassim sugeriu, ajuda humanitária, isso sim, é o que o Iraque precisa, não de soldados armados em espertos e que vão mandar para os países dos outros.

Estão mesmo a gastar dinheiro para nada.

Cumprimentos
De Luís Castro a 23 de Maio de 2008 às 20:25
Paranoianfm,
sabes que as forças militares também t~em que justificar os seus orçamentos... e pedir mais material para se renovarem, para se profissionalizarem, etc.
Mesmo assim, acho que há outras formas mais "simpáticas" de, aos olhos destes povos, os ajudar.
Abraço
LC
De paranoiasnfm a 24 de Maio de 2008 às 10:06
Claro, há sempre formas ditas mais "simpáticas" de ajudar.. mas não, os EUA têm aquela mania de "Super-potência" e que podem fazer tudo aquilo que querem, seja com que país for.
A "ajuda" deles é colocar estes ditos países em maior desordem do que aquilo a que já estão habituados.

Apostassem eles aqueles milhões (biliões) de dólares em ajuda humanitária, sem armas, sem violência e tudo seria melhor. Mas pronto, estamos a sonhar acordados quando pensamos assim, nos dias de hoje.

Cumprimentos,

NF
De Luís Castro a 24 de Maio de 2008 às 20:45
Nuno,
o dinheiro que é derretido no Iraque em duas semanas de guerra, dariam para acabar com todo o analfabetismo no mundo!
Abraço
LC
De paranoiasnfm a 28 de Maio de 2008 às 11:39
É um desperdício de dinheiro.

Não compreendo a mentalidade desses políticos, muito sinceramente. [:S]
De Luís Castro a 28 de Maio de 2008 às 13:00
Políticos que decidem no ar condicionado dos seus gabinetes e no conforto dos seus cadeirões, desconhecendo aquelas realidades.
Depois, muitos dos embaixadores que temos por esse mundo fora também não os informam.
Alguns estão mais preocupados com o golfe...
Ab
LC
De paranoiasnfm a 30 de Maio de 2008 às 10:55
É o nosso mundo, infelizmente.

Ou não conhecem a realidade, ou fingem não conhecer.

Abraço
De Luís Castro a 30 de Maio de 2008 às 19:57
É este o nosso Mundo!!
Ab.
LC
De paranoiasnfm a 1 de Junho de 2008 às 23:50
Pois é, infelizmente.

Abraço,

NF
De Luís Castro a 2 de Junho de 2008 às 18:07
Outro.
LC
De alex a 23 de Maio de 2008 às 12:35
depois de alguns dias em moscovo
(lá a net nos hoteis é cara e mto má) voltei a uma lisboa tão chuvosa como a k deixei...aki no escritorio parece de noite.......

como li o seu livro há pouco tempo recordo-me desta passagem e de como era importante que as pessoas fossem ouvidas... aki, lá ... e não k alguns decidissem em nome de todos mas só em beneficio de alguns...

é notável como são tolerantes os homens de bem... neste caso para com uma religião k seguramente não é a deles... penso k esse respeito é fundamental e faz toda a diferença do fundamentalismo... afinal de uma forma ou de outra... uma religião é sempre a crença num ser superior onde a compaixão e o bem sobressaem...ou deviam...
a forma como se acredita, o nome que se dá essa fé em muitos casos nem é o mais importante....digo eu...

depois o tipo de ajuda k portugal devia prestar...kem
discordará do ayatollah?
claro k a ajuda humanitária devia sempre ser prioritária... não é ... em nome de alianças militares e parceiros estrategicos ou sei lá k mais....
o luis diz não concondar com a politica externa dos usa... como o compreendo... mas e a nossa?

sem tirar desta forma kker merito as nossas tropas lá presentes k merecem todo o meu respeito e admiração... e fazem o k têm de fazer....

pelos comentários k li a este post percebi k o bassim continua bem... pelo menos isso...
é tão frustante este sentimento de impotência...

bjs
alex
De Luís Castro a 23 de Maio de 2008 às 20:44
Alex,
sou um fã incondicional dos nossos soldados que vestem a farda lá fora e nos representam!!!
Eles são verdadeiros heróis e carregam a nossa bandeira!
Agora, acredito que há outras formas de ajudar.
Quanto à religião, paqra uns é de paz, para outros serve de justificação para fazer a guerra...

Bjs
LC
De Ilda Ferreira a 26 de Maio de 2008 às 10:39
Olá Luís!
Estou de volta.
Já sei que o fds foi de loucos! Ainda por cima a chover desalmadamente.
Quanto às nossas tropas, como muito bem sabe, elas quando saem do nosso País é em missões de apoio ou manutenção da Paz. Não vão combater nem defender os interesses de ninguém mas sim, ajudar as populações. É por essa razão que os nossas militares são sempre bem recebidos e as suas missões são sempre um sucesso. O único interesse é o bem-estar das populações e a reposição da Paz. Além disso, muitas companhias que têm ido integradas em missões da ONU têm construído bastantes infra-estruturas como escolas, hospitais, estradas, pontes, etc.
Concerteza se forem atacados têm que se defender.
Claro que este desabafo não é consigo, que sabe tão bem como eu como as coisas funcionam, mas sim para algumas pessoas que criticam sem conhecimento de causa. Como sabe eu sei do que falo.
É claro que nem tudo corre a 100%, mas o que é corre?
Quanto ao Bassim. Não sei o que fazer. Contacto a Drª que me foi indicada ou não? Fico à espera que me diga, sff, o que fazer.
Boa semana e um beijinho.
Ilda
De Luís Castro a 26 de Maio de 2008 às 14:28
Olá, Ilda.
Sim, de todos os contactos, algum poderá dar resultados.
Sobre os militares portugueses que levam a nossa bandeira, são heróis!
Mas os políticos devem olhar para a política externa sem ter que expor constantemente a vida daqueles homens e mulheres.
O Afeganistão é um exemplo. Os soldados portugueses têm participado em missões muito arriscadas. Em 2005, o representante da União Europeia em Cabul - português, por sinal - alertava-me para isso mesmo. A União Europeia estava a financiar projectos de reconstrução e Portugal só pensava em enviar soldados. Ele propunha, por exemplo, que os portugueses fossem para lá ajudar a reconstruir a máquina administrativa afegã, aproveitando os militares portugueses para fazer a protecção a esses civis. Fiz chegar essa informação ao governo português mas ninguém quis saber.
Bjs
LC
De Ilda Ferreira a 28 de Maio de 2008 às 14:00
Olá!
Pois é Luís, é assim, o nosso governo preocupa-se muito com a opinião que a comunidade internacional têm do nosso País mas só quando vão contigentes em operações que têm algum mediatismo porque se for um ou dois militares para qualquer missão ou cargo, no estrangeiro, como já não tem o dito mediatismo, a preocupação é zero. Inclusivamente chegam a ter problemas a nível de serviço que não os podem resolver sem o aval do "patrão" e terem que vir a Portugal, para os resolver, pagando do seu bolso todas as despesas . Já houve adidos que vieram embora porque o subsídio de representação não cobria as despesas e ninguém se preocupou com o assunto.
Os nossos governantes, sejam eles de que "cor" for, vivem de pompa porque a circunstância há muito que se foi.
Desculpe o desabafo mas eu quando começo a escrever "estico-me" um bocadinho!!!
Enviei, na 2ªF, um mail para a Drª e juntei em anexo o pedido do Bassim e o curriculum dele e da esposa. Esperemos que o resultado não seja "delete".
Tem tido notícias do Bassim e da família? As meninas conseguiram passar o ano?
Um beijinho
Ilda


De Luís Castro a 28 de Maio de 2008 às 16:10
Ilda,
não falei com ele nos últimos três dias, mas vi que ele tem ido ao blogue.
Vou ligar-lhe amanhã.
Sobre os militares portugueses que levam a bandeira por esse mundoi fora, já foi pior.
Agora há outra consciência, mas nem sempre a mais correcta...
Bjs
LC
De maria Antonieta a 27 de Maio de 2008 às 18:22
Vim hoje pela primeira vez aqui.
Concordo que a missão de Portugal no Iraque deveria apenas ser de ajuda em hospitais etç.
Acho esta guerra das mais estúpidas.
Logo que ela começou, comecei a escrever um diário desta guerra e como eu a via. Está fechado numa gaveta e sinceramente até penso ser perigoso publicar.
Vi´rei mais vezes quem sabe dando notícias de Porto de Mós
De Luís Castro a 28 de Maio de 2008 às 12:46
Maria,
é bom saber que passou a pertencer a esta "família" que se preocupa com o que vai por esse mundo fora.
Sobre o seu Diário, acho que o devia dar a ler a alguém. Nunca se sabe se uma Editora se interesse pela escrita e pelo conteúdo.
Experimente!
Bjs
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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