Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Regionalização? Sim ou não?

José Sócrates reconhece que a ideia das cinco regiões "não é completamente unânime" no PS, mas garante que o Estado está preparado para a reforma "indispensável e urgente" da regionalização depois de obtidos "os consensos políticos indispensáveis".

 

 

O PM chama “desenvolvimento e maturidade democrática” à criação das regiões administrativas.

 

E vocês?

 

Começo eu:

Eu concordo!

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 19:05
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30 comentários:
De Socrates a 16 de Dezembro de 2009 às 19:33
Depende.

Se for para tornar mais eficiente e capaz a gestão do país, sim.

Se for para criar cargos para mais gente andar a comer do bolo sem resultados práticos e aumentar a inércia burocrática em vez de dinamizar a estrutura, não.

Acho que a questão infelizmente é mais: qual das situações acham mais provável de ocorrer, a primera ou a segunda?

Assim sendo sou a favor da regionalização, num país onde a maioria da população é honesta, em especial os políticos e a classe dirigente.
De Luís Castro a 16 de Dezembro de 2009 às 19:49
Em Londres?!
LC
De Socrates a 16 de Dezembro de 2009 às 21:09
Pois...

Diga-se que é complicado em alguns casos um casal começar vida conjunta em Portugal com alguma estabilidade. Mesmo que um tenha emprego sem problemas, o outro pode não ter ou apenas ofertas vergonhosas e os habituais recibos verdes. Neste caso diga-se que certa profissão na área da saúde, começada por E e acabada em M, anda numa situação vergonhosa tal é o compadrio e 'cunhas' nas admissões,concursos e gente metida no quadro pela calada sem qualquer fiscalização, apenas porque é filho/familiar/afilhado de X, Y ou Z. Pena que haja muito medo de ver a vida estragada caso se denuncie o que muita gente sabe, mas também se fosse denunciado, como a coisa parece andar, começo a ter sérias dúvidas que alguma coisa mudasse. Os poderosos encobrem-se uns aos outros e mesmo que pessoas honestas batalhassem para que houvesse justiça, o mais provável era vir outro com mais poder desautorizar (daí não admirar que haja gente na Justiça que trabalhe sem dizer nada aos superiores).

Por aqui recebe-se bem, paga-se impostos e no geral as coisas não são mais caras, especialmente tendo em conta os ordenados de cá.

E assim perdem-se temporariamente duas pessoas com formação universitária e, até prova contrária, competentes nas suas áreas.
De Luís Castro a 17 de Dezembro de 2009 às 13:25
Ainda bem que encontraram a vossa realização profissional.
Espero que continuem bem.
Bom Natal.
Ab.
LC
De Holly G. a 16 de Dezembro de 2009 às 19:50
Eu também, garante uma democracia mais activa, dinâmica, e próxima daqueles que devem ser os principais interessados no seu desenvolvimento: os cidadãos. Boa, não maioria!
De Luís Castro a 16 de Dezembro de 2009 às 19:59
É isso: mais npróxima.
Ab.
LC
De Maria a 16 de Dezembro de 2009 às 20:48
Sei que foi mera coincidência, mas a sua dica fez minhas a sua opinião sobre este tema.
Claro que sim!
Razões?
São como as cartas de amor:
-Quem as não tem?
Regionalização...sim!
Para mim, o maior passo para acabar ou pelo menos, esbater / equilibrar as anacrónicas e cruéis assimetrias / injustiças entre as diferentes zonas do País.
Permitam-me que adapte para este tema uma frase muito "batida" e "inventada" para outros fins não menos dignos:
-Todos diferentes...todos iguais!
Se interiorizarem bem, continua a tratar-se, de igualdade de tratamento, oportunidades, etc.
Cidadania, exercida na sua plenitude!
Claro que falta um pequeno (grande pormenor):
Tem que ser bem feita e... melhor aplicada!
Mas naturalmente, teremos de deixar isso para os expert na matéria.
Só precisam agir de boa fé... a pensar no Zé Povinho!
Um abraço.
Maria.
De Luís Castro a 17 de Dezembro de 2009 às 13:23
E que não traga mais burocracia e caciques reginais.
Bjs
LC
De Maria a 17 de Dezembro de 2009 às 19:24
Caciquismo e burocracia?
Dois "cancros" que não combinam em lado algum.
Muito menos na Regionalização!
Como diria "Mi costilla de frontera ":
- De ninguna manera!
Abr.
Maria
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:49
Eheheheh
Bjs
LC
De Rui da Bica a 16 de Dezembro de 2009 às 23:00
Não acrescentaria uma vírgula aos 2 comentários do (comentador) Socrates.
Relativamente às 2 possibilidades que coloca no 1º comentário, não tenho dúvidas que caíriamos na 2ª.
Resumindo: contra a regionalização, pelos motivos por ele apontados.
.
De Luís Castro a 17 de Dezembro de 2009 às 13:26
Há perigos, é verdade, mas também acho que poderão ser controlados.
Ab.
LC
De Pedro Oliveira a 17 de Dezembro de 2009 às 12:14
Acabando com as comissões regionais, os governos civis, acbars com juntas de freguesia "fantasma" e alguns concelhos e sendo eleitos e não nomeados, penso que o país só tem a ganhar com esta reorganização.
De Luís Castro a 17 de Dezembro de 2009 às 13:31
Também sou dessa opinião.
Ab.
LC
De Helder a 17 de Dezembro de 2009 às 13:14
Olá Luís.

Para haver regionalização tinha que haver razia total na classe politica. Com estes políticos e com esta justiça (sim, em minúsculas é propositado) é só mais uma cambada de tachos! Ponto final! Infelizmente, claro...
De Luís Castro a 17 de Dezembro de 2009 às 13:32
Helder,
também por isso teremos a ganhar se os poderes de decisão estiverem mais próximos dos cidadãos.
Ab.
LC
De Helder a 18 de Dezembro de 2009 às 09:55
Pois, ś te esqueces é que essa proximidade é na teoria... é a mesma proximidade dos deputados eleitos pelos seus círculos eleitorais e que depois se fores perguntar às pessoas ninguém sabe quem são os seus deputados...
De Helder a 18 de Dezembro de 2009 às 10:01
E nem eles fazem nada pelo seu circulo eleitoral. Simplesmente limitam-se, na melhor das hipóteses, a estarem sentados e a votar de acordo com a vontade do partido e não dos interesses dos seus círculos eleitorais. E não me fales do queijo limiano que isso foi um caso isolado de um deputado que REALMENTE pensou no seu circulo eleitoral (independentemente de acharmos que pensou bem ou mal).
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:58
Claro.
Se não forem pela lógica do partido e optarem por defender os seus, não voltarão a ser colocados nas listas para as próximas eleições.
Ab.
LC
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:55
Pois não.
Quando chegam aos corredores de S. Bento esquecem-se dos que os levaram para lá.
Ab.
LC
De Marta Martins a 17 de Dezembro de 2009 às 17:44
A regionalização volta assim à Agenda Política e é bom q assim seja.Por muitas críticas q possam ser lançadas, devemos olhar para o q está em causa c muita atenção.Portugal não tem identidades regionais muito acentuadas e podem vir afirmar q este processo muito beneficiará alguns políticos,q apenas pretendem mais poder e visibilidade,mas antes, é importante perceber q este argumento não tem grande razão de ser, em primeiro lugar pq aquilo q se preconiza é uma aproximação às preferências das populações,através de uma descentralização, para q haja uma maior eficiência na Administração Pública. Sabemos q, é muitas vezes melhor que algumas decisões sejam propostas por quem passa pela situação e vive os problemas, por quem tem maior conhecimento e interesse, daí q as decisões q daí advierem possam ser melhor adaptadas às necessidades dos cidadãos. Políticos com mais poder?Se resumíssemos a regionalização à ânsia pelo poder de alguns, estaríamos completamente a esquecer-nos q hoje as decisões são tomadas pela Administração Central por pessoas com poder para tal, q não são eleitas para decidir sobre essas regiões directamente, assim sendo, se pela regionalização falamos de uma democracia directa e concretizada por uma eleição com sufrágio universal, onde os representantes responderão directamente perante quem os elegeu e q podem ser substituídos em caso de insatisfação nas eleições seguintes, não me parece sensato estabelecer este ponto como um argumento contra. Esta proximidade aos cidadãos é dos pontos mais fortes, pois esta voz que defenderá os interesses particulares de cada região, servindo como mediador e representante dos interesses regionais, nomeadamente sendo mais sensível na defesa dos projectos e problemas das organizações que trabalham no desenvolvimento local e regional. Claro que não é um “remédio santo”, e que não é a regionalização que vai acabar com as já tão enraizadas disparidades regionais, pois estas dependem em grande medida de factores externos muitas vezes à administração pública. Porém, a regionalização estabelece a possibilidade de atenuar algo, que não podendo ser totalmente contornado, pode ser diminuído, puxando o investimento público para outras zonas. Claro que a prudência deve ser aqui chamada.Em matéria de despesa pública e carga fiscal, para que não seja esquecido que parte das competências e meios que a Administração Central dispõe, devem ser transferidos para as autarquias regionais e que devem ser fixados limites à possibilidade de endividamento regional.Mas quando se argumenta contra em virtude da despesa pública, devemos perguntar-nos se já foi feito um estudo económico com um balanço dos custos comparados e com benefícios. Este argumento não deve ser utilizado de outra forma… A regionalização contribui sim para uma maior concorrência entre regiões e para um maior protagonismo político dos seus representantes legitimamente eleitos num quadro mais transparente e democrático. Poderá causar desunião nacional? Parece bastante absurdo q isto seja posto em causa, uma vez q os portugueses sentem-se portugueses e a regionalização de modo algum porá este sentimento em causa. A desunião cria-se, como Américo Mendes defende: “um Estado será tanto mais soberano quanto mais coeso for internamente e essa coesão interna será tanto maior quanto menos forem as disparidades regionais e as disparidades entre grupos sociais”. Por fim, apenas um apontamento: a regionalização interessa tanto a Lisboa como a qualquer outra parte do país ao contrário do que muitas vezes por aí se diz.Este é um tema que a todos os portugueses diz respeito, não nos isolemos, pq há zonas tão degradantes em Lisboa q provavelmente não são encontradas noutras zonas do país, consequência de excesso de população e de congestionamento, e a falta de segurança q daí advém.Assim, se houver condições de fixação noutros locais, esse será também um dos benefícios para Lisboa.Claro q o PSD só quer falar disso após as Presidenciais porque a crise económica é que agora rege as suas preocupações.Mas até para resolver esta crise não devemos preocupar-nos com situações a longo prazo?A regionalização não abandona questões como a melhoria do sistema de saúde, a aposta na educação, o desemprego.Afinal de contas não é também sobre isso a regionalizaçao?
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:48
"Aproximar" melhora o acto de governar.
Bjs
LC
De JAlves a 17 de Dezembro de 2009 às 20:56
Eu concordo!
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:50
Abraço.
LC
De Feliciano Macedo a 19 de Dezembro de 2009 às 21:42
Amigo Luis,
Não concordo com a Regionalização, pelo facto de não ver assimetrias que a justifiquem: Lingua, religião, cultura etc. existe uma uniformidade em tudo isto. Por outro lado, sabemos que será mais uma oportunidade para criar não postos de trabalho, mas oportunismos políticos, mais assessores, o costume.
Segundo estudos efectuados, verificou-se que o início dos problemas financeiros da nossa vizinha Espanha se deve essencialmente á Regionalização, embora ali se justifique a Regionalização.
Pergunto: Porquê a pressa desta mudança administrativa?
De Luís Castro a 21 de Dezembro de 2009 às 14:16
Amigo Feliciano,
pois eu vejo.
Basta percorrer o eixo Lisboa-Porto-Cabeceiras para ver as diferenças.
E, como sabes, é frequente.
Ab.
LC
De António Correia a 22 de Dezembro de 2009 às 18:00
Olá,
CONCORDOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
E, basta fazer o trajecto Gaia-Cabeceiras (Rio Douro), como faço quinzenalmente. Mas também poderia piorar a situação falando no trajecto Gaia-Resende (Barrô), que faço regularmente. Por isto e muito mais CONCORDOOOOOOOOOOOOO!
Cumprimentos,
António
De Luís Castro a 25 de Dezembro de 2009 às 22:36
António,
é de Cabeceiras?
Ab
LC
De António Correia a 26 de Dezembro de 2009 às 11:31
Olá Luís ,
Sou duriense (Lamego) e de Cabeceiras por adopção. Casei com uma cabeceirense há 33 anos. Entretanto na década de 90 adquiri-mos uma propriedade em Rio Douro, para onde nos deslocamos sempre que possível, para visitar a família e praticar agricultura biológica.
Um abraço,
António
De Luís Castro a 27 de Dezembro de 2009 às 02:12
Os meus pais são da Faia.
Ab.
LC

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Reportagem Angola - 1999



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Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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