Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

O que fazer num sismo?

Infografia do Expresso sobre o sismo desta madrugada

 

Segundo a Protecção Civil,

um sismo na região de Lisboa provocaria:

10.000 mortos,

1.600 feridos graves

Mais de 273 mil pessoas desalojadas.

 

Os números de feridos a necessitar de cuidados hospitalares poderiam aumentar em cerca de 107 mil no caso de o sismo se verificar entre as 19h30 da tarde e as 6h30 da manhã, período em que mais pessoas estão em suas casas, segundo o Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes.

 

E se acontecesse, sabem o que deveriam fazer?

 

Algumas dicas dos especialistas:

 

O melhor é mesmo ficar em casa, porque ao sair pode ser atingido por objectos em queda. Se optarem por fugir, escolham ruas abertas e locais desamparados.

Ruas com grande concentração de prédios, e altos, não são uma boa opção.

 

Estar atento aos objectos que possam cair, afastar-se de janelas, vidros, varandas ou chaminés, proteger-se no vão de uma porta ou debaixo de uma mesa e evitar elevadores.

 

Se estiver a conduzir e sentir o tremor de terra, pare num lugar seguro, uma área aberta, e evite pontes, viadutos ou passagens subterrâneas.

 

Depois do abalo é importante ter consciência de que se seguem as réplicas, pelo que os cuidados se devem manter. Em casos de sismos maiores, não fazer chamadas desnecessárias, pois as redes podem entupir. Envie antes uma SMS.

 

Deve afastar-se do mar e ir para uma zona alta, devido à possibilidade de formação de um tsunami. Tem de desligar o gás, a electricidade e a água. Utilize uma lanterna e nunca fósforos ou o interruptor, porque pode ter havido uma fuga.

 

Se puder deixe os seus animais em local seguro ou, em opção, solte-os pois por norma eles sabem cuidar de si.

 

Tenha uma espécie de kit de segurança, com uma lanterna, um estojo de primeiros socorros, cópias de documentos e de chaves e uma muda de roupa.

 

Informar-se sobre riscos de sismos, saber se a sua casa ou o seu local de trabalho estão em boas condições e conversar com os familiares sobre o que fazer são outros dos conselhos que pode começar a colocar em prática desde já.

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 15:52
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12 comentários:
De Tiiago Furtado a 17 de Dezembro de 2009 às 17:33
É assustador o cenário adiantado pela Protecção Civil, de facto temos que ter consciência que qualquer momento a Natureza pode revelar a sua força.
Nós, aqui nos Açores, somos desde pequenos instruídos para cenários de catástrofe. É importante saber o que fazer antes, durante e depois.
Ter estas medidas em mente não é só ajudar-nos e aqueles que nos rodeiam é também ajudar a que as autoridades possam ocorrer aos pedidos de socorro de outras pessoas.
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:39
Tiago,
também sei o que é viver nos Açores.
Vivi mais de um ano na Terceira.
Ab.
LC
De Maria a 17 de Dezembro de 2009 às 17:39
Obrigada por este esclarecedor e muito útil "kit informativo" de medidas essenciais, na eventualidade de um sismo.
É bom que todos tenhamos consciência de que estes fenómenos ocorrem quando menos esperamos e que embora gostemos é de nunca os lembrarmos, temos que estar (minimamente, pelo menos), preparados para os enfrentarmos.
Claro que...bom, bom...era que alguma vez alguém pudesse descobrir uma forma científica de eles serem previstos com a antecedência suficiente.
Mas enquanto isso não for possível (se alguma vez for...), há que "usar as poucas armas de que dispomos".
Um abr.
Maria
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:46
É sempre bom saber.
Ou, mais não seja, relembrar.
Bjs
LC
De RUI FERREIRA a 18 de Dezembro de 2009 às 12:04
obrigado pelas dicas são bastantes úteis a protecção civil devia também informar a população das medidas a tomar.
a tendência é virem para a rua e não abrigarem-se nas umbreiras das portas.
vivi num prédio na mouraria onde diáriamente sentia-se o prédio tremer. era onde nos abrigavamos. nem varandas nem ruas. quando o prédio abanava iamos todos para debaixo das umbreiras.
não tenho receio de tremores porque estou habituado. se o mesmo acontecesse á população não haveria tanto pânico. temos o exemplo doas açores cuja população já sabe o que deve fazer.
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 20:59
pequenas dicas que poderão salvar.
Abraço.
LC
De Pedro Oliveira a 18 de Dezembro de 2009 às 12:38
Umas simulações patrocinadas pelas nossas juntas de freguesia/autarquia em parceria com entidades da protecção civil, provavelment não era má ideia.

Meu caro um Feliz Natal e um ano de 2010 cheio de coisas boas par ti e familia.Estou de Férias há 6 minutos...
abraço
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 21:00
Boas férias!!!
LC
De Joana a 18 de Dezembro de 2009 às 12:53
Não te esquecas das meias anti-derrapantes ! lol
Beijo
De Luís Castro a 18 de Dezembro de 2009 às 21:00
Não me vou esquecer da sugestão da Pipa!!!
Bjs
LC
De Joana a 18 de Dezembro de 2009 às 21:11
A Pipa só tem ideias brilhantes !!
:D
De Luís Castro a 21 de Dezembro de 2009 às 14:03
LOL!
LC

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Luís Castro
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Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

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Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
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Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
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