Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

A Igreja não somos nós?

Andamos neste mundo à procura de duas coisas:

De sobreviver e de sermos felizes.

 

 

Escrevi há dias um post cujo título era

“Sejam felizes e deixem os outros ser também!”

Respeito – embora nem sempre os compreenda – os valores da Igreja, mas não admito que os queiram impor a quem procura a “sua” felicidade. À sua maneira.

 

Hoje, o Papa voltou a defender a família “baseada no casamento entre um homem e uma mulher”. Entendo a mensagem, mas já não aceito a arrogância de dizer que Deus veio ao mundo no seio de uma família e que é nesta instituição que está o caminho seguro para O encontrar e conhecer.

 

Para além do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Vaticano continua a condenar o preservativo, o divórcio e o aborto.

Infelizmente a Igreja só compreende as Épocas depois de elas já terem passado.

 

Mas perdoem-me a pergunta:

A Igreja não somos nós?

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 00:20
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73 comentários:
De Maria a 28 de Dezembro de 2009 às 02:28
O problema com que nos deparamos ao debater estas posições controversas (para muitos milhares...milhões... de entre eles muitíssimos católicos/ cristãos) é que a Igreja continua e continuará a suportar-se em regras que remontam há milhares de anos.
Só por isto (para não ir mais longe), estas e outras questões fracturantes da sociedades que mexam com a chamada moral religiosa, deixa-nos numa situação desigual perante a estrutura mandante da Igreja.
É o que dizem as Escrituras e pronto.
O Mundo evolui nas diversas vertentes mas... Igreja...não se mexe...é tudo imutável.
E se há alguém que se atreva a "esmiuçar" ou tentar "escalpelizar" o tema das directrizes vindas de Roma... é tratado quase como...um satanás!
Mas a Igreja, na minha opinião, sempre me pareceu querer que antes de qualquer "ai" dado pela sociedade, temos, nós, Povo, que lhe pedir parecer ou autorização.
Isto é:
-A igreja pretende ser o poder máximo sobre o Mundo, no qual o ser humano só fará da sua vida o que a Igreja achar correcto e ético.
Bem...
Eu estou para aqui a falar sobre algo de que nada sei, se tiver em conta que não formada em Teologia...ou melhor...pouco sei deste complexo mundo do nosso Deus (que respeito) o que significa que o que me sai da cabeça é fruto daquilo que eu acho ou não errado.
E eu sempre ouvi dizer que a Igreja é uma Instituição religiosa...separada do Estado.
Tem as suas "leis", regras, quem quer ser seguidor é e quem não quer ser...não é!
Até porque....
Onde está determinado que este País, a 100%, é católico, apostólico, romano?
Claro que quem o é, naturalmente não aceitará certas leis ou procedimentos que vão contra aquilo em que acreditam.
Como por exemplo, o aborto, o divórcio, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, preservativo, etc,...
Mas também não é menos verdade que os que não acreditam, têm os mesmos direitos...os do "contra" ou "neutros"!...
Até porque, falando apenas no casamento, o de cariz católico continuará a ser pela igreja...pronto!
O que está em questão agora, é apenas civil, tal como já existem e sempre existiram outros entre homens e mulheres.
Aliás, casamento só é casamento se o for primeiro em termos civis.
Melhor falando, casamento é acima de tudo, uma união entre pessoas...um contrato.
Pois...
Nunca mais saíamos daqui.
Por isso, vou só tentar raciocinar com o Luís na questão última que colocou:
-A Igreja não somos nós?
Talvez o trecho seguinte (há vários), dê alguma indicação sobre o assunto.
A minha opinião é SIM!.
Ou então... de que estão cheias as Igrejas?
Quem são os seus seguidores?
Moscas?
----------------------------------------------

"Igreja (do grego εκκλησία [ekklesia] e latim ecclesia) é uma instituição religiosa cristã separada do Estado. Cabe a igreja administrar o dinheiro do dízimo, construir templos, ordenar sacerdotes e muitas vezes mantê-los e repassar para seus crentes sua interpretação da Bíblia. Igreja também pode signifcar um templo cristão, por exemplo, a "Igreja de São Pedro" (refere-se ao templo dedicado à São Pedro).

Igreja é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do "povo do deserto", reunida ao apelo de Moisés."

Abraço.
Maria
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 15:05
subscrevo inteiramente o que a maria afirma, existem muitas contradições há longos anos e não é agora que as vão modifica-las. continuemcom as avés-marias e os padres-nossos. estas orações ainda servempara tapar o sol com a peneira....
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:30
Visto.
LC
De Felipa a 28 de Dezembro de 2009 às 10:15
Não sendo uma entendida na matéria (Teologia) pouco poderei adiantar acerca deste assunto, mas como católica apeteceu-me comentar este artigo.
O que penso acerca do "casamento homossexual" é que isso é uma coisa que nunca poderá existir, por muito que lho chamem.
Se alguém faz criação de animais (por exemplo) nunca o faz de dois machos ou de duas fêmeas, mas escolhe um de cada género por uma questão óbvia. "Casa" um com o outro e obtém a tal criação desejada (porcos, galinhas, etc , para o caso não interessa e não estou a chamar nomes a ninguém).
Casamento homossexual é uma coisa ridícula de se dizer. No entanto, eu não sou contra a união entre pessoas do mesmo sexo, nada disso, acho até que lhes deveria ser facultado esse direito mas com uma espécie de contrato de co-habitação, nos termos por eles desejados de salvaguarda de bens e heranças, mas sem lhe chamar casamento, antes uma união de facto, porque, de facto, estariam unidos por um contrato.
Quanto à Igreja e ao Papa, o que penso deles é exactamente igual ao que pensamos acerca dos nossos pais até atingirmos uma certa idade: não os compreendemos e andamos permanentemente em conflito, até conseguirmos discernir e aceitar que o que fazem é para o nosso bem, ainda que nos seja difícil acreditar no que dizem. Aceito a lei da Igreja e obedeço ao Papa, e um dia compreendê-los-ei melhor, quando se me abrir a mente a esse tipo de conhecimento. A Igreja somos todos nós, mas também o nosso país somos nós e nem por isso somos quem o governa...
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 16:26
que mal há haver casamento entre o mesmo sexo???podemos não governar o país, mas contribuimos com o nosso voto para a escolha do governo.
quando á igreja toma a posição contra o casamento, é porque receia que possa vir a descobrir-se muitos homosesuais e/ou lésbicas
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 17:57
no reino animal á peixes que se transformam em femeas depois de serem machos.....há animais que são os machos a criarem os filhotes....na nossa mente temos de pensar que na natureza "nada se perde tudo se cria e se transforma"....a minha benção e votos de bom ano.
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:34
Boa observação.
LC
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:33
Visto.
LC
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:20
Mas alguém votou nos que nos governam.
E deram-lhes a autoridade para governar.
Felipa,
Quanto ao tema do post,
a celebração de uma união (casamento) nãoé exclusividade da Igreja.
Bjs
LC

De Felipa a 28 de Dezembro de 2009 às 10:25
Apenas mais uma questão: sou católica do mais praticante que pode haver, mas sou contra o aborto por opinião própria e não porque a Igreja também é.
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 16:14
aborto não é matar como fizeram na india esterilizaram os homens por exceto de população, respeito queseja contra o aborto, mas ás vezes é necessário por defeito do feto ou outra anomalia. hoje a ciência com segurança através de exames detecta a deformação,mas tem o cuidado de perguntar de mesmo com deformaçãopretendem ter o filho. não vejo onde esteja o mal senão em mentes ainda um pouco retrogadas.
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:32
Visto.
LC
De Felipa a 28 de Dezembro de 2009 às 20:07
A minha vida daria um filme e se eu não desejasse permanecer de algum modo anónima, contaria aqui as circunstâncias que rodearam a minha gestação, nascimento e infância. Sempre fui muito precoce, atingi a idade do conhecimento muito cedo (às vezes acho que cedo demais) e vejo muito para além daquilo que me é mostrado. Chamar-me retrógrada não me ofende, como se calhar era o objectivo de quem mo chamou, pois o termo foi usado com ignorância. Defender a vida é defender o ser-humano enquanto tal, seja na barriga da mãe ou depois de lá ter saído.
Acho hipocrisia que se aprove a lei do aborto e depois se tirem crianças aos pais biológicos só por, alegadamente, haver risco para a criança em permanecer junto de quem a gerou. Mas o governo que a retira aos pais é o mesmo que consentiria que a matassem antes de nascer. E não me venham dizer que "aquilo" na barriga da mãe é apenas um "feijãozinho" porque eu já pari vezes suficientes para saber que não é.
O que se passa na India é lá com os indianos, não me compete ter opinião sobre isso, ainda para mais nem sei se isso é verdade pois nunca li sobre isso.
Afirmei e repito: a união entre pessoas do mesmo sexo nunca poderá ser um casamento, pois contraria o facto em si.
Cada um come do que gosta e não tenho nada contra homossexuais ou lésbicas, embora não compreenda por que o são, e aceito perfeitamente que queiram viver juntos e ser felizes, nunca disse nada contra isso, mas tenho o direito de expressar a minha opinião. Se a minha opinião se baseia na da igreja católica é natural, sou católica e isso diz tudo.
É comum as pessoas olharem para os comportamentos alheios e ocultarem os seus, mas como disse um grande Homem há dois mil anos: por que vês o argueiro no olho do teu irmão e não vês a trave que tens no teu? E além disso: quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra...
De RUI FERREIRA a 29 de Dezembro de 2009 às 10:02
a felipa demonstra uma personalidade muito forte e inteligência, mas é um pouco egoísta não pensar nos outros povos, também devemos ser solidários uns para os outros. ninguém gosta de nascer homossexual ou lésbica. são seres humanos que merecem o nosso respeito, e fazem integrante da nossa sociedade.
quanto casarem ou não como estamos num estado de "direito" reivindicam esse direito.
peço desculpa mas a igreja nestes casos está a analisar mal. o que prevalece é o casamento pelo "registo civil". acho que devia abster-se.....
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 19:07
Visto.
LC
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:20
Também sou católico, Apostólico, Romano.
E fui Seminarista.
Bjs
LC
De RUI FERREIRA a 29 de Dezembro de 2009 às 12:32
estamos só a ver aposição da nossa igreja,mas esquecemo-nos da américa reino-unido, etc...etc...gostaria de saber como a igreja encara esta situação???responda quem souber. obrigado
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 19:15
Visto.
LC
De RUI FERREIRA a 29 de Dezembro de 2009 às 12:13
felipa vou fazer-lhe uma pergunta que gostaria que respondesse com toda a sinceridade. acredita no milagre de fátima? eu não tenho provas de que foi "invenção" da igreja.a pessoa que na época desmascarou "esse milagre" foi um psicólogo que foi exilado para o brasil. ainda nessa altura havia a "concordata", onde a igreja "reinava a seu belo prazer.hoje a igreja está ultrapassada. acreditei em deus milagres...mas até aos doze anos mais pela imposição familiar. desde que li o livro onde "transcreve o "milagre", deixei de acreditar. nessa altura funcionava a "censura".porque tanta falsidade???
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 19:14
Visto.
LC
De Felipa a 29 de Dezembro de 2009 às 19:25
Os meus conhecimentos informáticos vão pouco acima do básico e não sei se vou colocar esta resposta no sitio certo (é para o Rui Ferreira) mas vou tentar.
Ora, meu caro Rui, deixe-me dizer-lhe que não tenho quaisquer dúvidas acerca do milagre de Fátima, nem pouco mais ou menos.
Para mim é tudo verdade e nem sequer perco tempo a pensar nisso. E quanto aos milagres, eu não sou muito de promessas (resquícios de pertencer alguns anos a uma igreja evangélica) mas de vez em quando peço e agradeço. E, quando a irmã Lúcia faleceu, eu precisava de um enorme favor (chamemos-lhe assim) e pedi-lho. Mas era um favor tão grande que eu ao mesmo tempo disse: deixa lá, Irmã, se calhar isto é muito e eu não mereço tanto.
Mas ela quis mostrar-me, ou a Senhora por ela, que Deus me ama, e para meu espanto consegui o que queria.
Dirão alguns: coincidência. Digo eu: milagre.
Não imponho a minha fé a ninguém, sou adepta do ecumenismo, mas não temo dizer em voz alta que tenho fé, nem temo expressar as minhas ideias (que não imponho a ninguém).
Tenho pena de quem perdeu a inocência e não consegue ver Deus no coração, é aos humildes e simples que Ele se manifesta (deixai vir a Mim os pequeninos, conhece a frase?).
Boas Festas, Rui Ferreira, apreciei bastante esta nossa "conversa". Sou a pessoa mais teimosa do mundo (graças a Deus) e uma lutadora, não leve a mal se o ofendi com alguma coisa que tenha dito, não foi com intenção.
De RUI FERREIRA a 29 de Dezembro de 2009 às 19:41
não fiquei nada ofendido. apreciei a sua honestidade,mas há muitos muitos anos, constou que o "milagre" foi inventado. como tal a irmã lúcia foi metida num convento e os irmãos foram mortos. quem relatou estes factos foi exilado para o brasil. não se ofenda com estes pormenores,mas eu li o livro escrito por um psicólogo cujo nome não me recordo.
uma vez desloquei-me a fátima e aí foi-me confirmado esta veracidade. os irmãos muito novos ainda foram supultados num canto da sé e aí permaneciam incógnitos.
não se ofenda com estas afirmações....bfim de ano
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 22:10
Visto.
LC
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 22:09
Visto.
LC
De Rosa a 28 de Dezembro de 2009 às 10:59
Considero que todos nós temos direito a viver segundo as nossas convicções. Mas um casal é, e sempre será um macho e uma fémea. Foi assim que a Mãe Natureza nos criou.
Senão vejamos passaremos a ter um casal de fêmeas, um casal de machos e um casal de macho e femea... ????... não faz sentido.
Todos temos direitos.
Tenho o direito de não crer mudar o meu conceito de "Casal".

Os Homosexuais e quaisquer duas pessoas que queiram(Independentemente das preferências sexuais), têm o direito de viver uma vida em comun com todos os direitos: bens, heranças, saúde, etc. Só teremos para isso de criar a forma juridica correcta para que isso aconteça, ou seja uma nova forma para que essas pessoas possam viver uma vida em comum.

Para dar direitos a uns ... não devemos retirar direitos a outros.

Tenho o direito de dizer aos meus filhos que um casal é um macho e uma fêmea.

Duas pessoas seja de que sexo forem têm o direito de viver em comum com todos os direitos, desde que expressem isso.

Existe casamento com separação de bens... logo terá de haver união com partilha de bens e direitos.

Boas Festas para todos
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:23
Rosa,
claro que tem o direito de não mudar o seu conceito de casal.
E tem todo o direito de educar assim o seus filhos.
O que não temos é o direito de recusar a felicidade a quem a encontrou por outros caminhos que não os nossos.
Bjs
LC
De Márcia a 28 de Dezembro de 2009 às 12:41
Olá Luís:

Espero que o Natal tenha sido bom, o meu foi, mas também não é difícil , desde pequena que adoro esta época do ano.
Indo ao assunto, é óbvio que todos têm o direito de viver com entendem, e "nós" que somos a Igreja também temos algo a dizer numa instituição que é formada por todos, mas que tem naturalmente as suas hierarquias. Aliás ninguém estará convencido, penso eu, que o referendo à legalização do aborto aprovou a lei só com os votos dos não-católicos ", logo aí se viu que os católicos também tiveram uma palavra a dizer, não só as hierarquias. Penso que muitos de nós apesar de serem contra o aborto admitiram a liberdade dos outros de agirem de outra forma. No entanto a questão com o casamento vai um pouco mais longe, como católica não me faz "comichão" nenhuma que os homossexuais o sejam e queiram viver juntos, mas já me faz que queiram impor à sociedade o casamento gay como um direito inalienável e com isso mudar a concepção social do contrato de casamento. Primeiro porque o contrato de casamento vai, mais tarde ou mais cedo abrir caminho à questão da adopção, que é ainda mais polémica e mais difícil de aceitar. Se as pessoas tem o direito de escolha de viver como quiserem também têm de assumir as consequências dessas escolhas, e uma delas é a impossibilidade destes casais procriarem entre si, dito assim parece frio, mas é a verdade. Não digo isto com qualquer maldade, mas fui criada assim, tinha liberdade de escolha, mas tinha também de assumir aquilo que escolhia e respectivas consequências. Já sei que me vão dizer que há muitos casais hetero que também não conseguem, mas ai trata-se de um problema qualquer, que pode, ou não ser resolvido, mas nestes casais trata-se de uma impossibilidade natural. Em segundo lugar, se vão impor à sociedade a mudança da concepção social daquilo que é o casamento com o argumento que é para preservar os direitos dos casais gays, então, teremos também de admitir os direitos dos casais poligâmicos não? É que há também pessoas que não admitem viver em monogamia e assumem que é para eles impossível , teremos também de admitir que o casamento passe a incluir o contrato de casamento entre várias pessoas como preservar os direitos dessas pessoas, etc , etc . Ora parece-me que estaremos assim a esvaziar o próprio conceito de casamento civil, sendo assim será mais útil instituir várias tipologias de contrato civil e acabar de vez com o "casamento" enquanto tal, porque estamos a admitir, por uma questão de direitos, vários tipos de casamentos que mais não seriam do que simples contratos. Quanto ao eventual atraso da igreja face à evolução da sociedade, é muito relativo, também não me parece que seja o seu papel absorver todas as mudanças que a sociedade experimenta, nem todas serão benéficas e se como católica ninguém me verá a condenar o uso do preservativo, também ninguém me verá a aconselhar pessoas a abortar... Não tenho qualquer problema que casais gay se queiram unir entre si, é uma liberdade de escolha deles, e já nem quero entrar aqui com as polémicas surgidas recentemente, em vários países civilizados, em que surgem casos de homossexuais que procuram terapia para deixar de o ser, considero que não tenho competência para entrar por aí, mas é um facto que existem, porquê não sei...não estou na cabeça deles. Só me custa a viver numa sociedade em que se querem impor mudanças por decreto obrigatório, independentemente de as pessoas sentirem ou não essas mudanças como suas.
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:26
Márcia,
tudo bem, mas o casamento não é exclusivo da Igreja.
Pessoas do mesmo sexo podem casar sem as bençãos da Igreja.
O que não concordo é que a Igreja venha bradar aos céus porque há pessoas do mesmo sexo a celebrar a sua união e que por isso não irão encontar Deus.
Bjs
LC
De Márcia a 28 de Dezembro de 2009 às 19:48
Sim nesse aspecto dou-lhe razão...Não vejo como ameaçar "com caldeirões do inferno" pode ajudar alguém a decidir o seu caminho. Acho que a religião e as respectivas convicções religiosas são antes de mais assumidas e vividas e enquanto tal tudo o que "cheira a ameaça" parece-me despropositado. Aliás, apesar de católica convicta e praticante(e estas prática é mais recente), continuo a achar que o caminho para encontrar Deus está tão aberto a mim que sou praticante, como a um não crente, ou crente noutras religiões. acho que a questão está mais na forma de estar e de viver....mas isto era assunto para não acabar. Quanto ao casamento tenho essencialmente muitas dúvidas e algumas reticências por motivos que atrás referi, no entnato admito que como em tudo há vários prismas por onde analisar a questão....
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 20:09
A Igreja deveria aceitar todos nas suas diferenças.
Bjs
LC
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 14:40
a igreja em portugal é um luxo,nada tem de verdadeiro.
o milagre de fátima nunca existiu iso visto por um pisocólogo que foi expatriado para o brasil. até hoje mantem-se essa mítica,transformada num milagre . a partir doutrora fátima transformou-se numa riqueza mas não espiritual.quanto aos discursos ou sermões a apelar ao amor e á paz, contradiz-se com o celibáto praticado pelos padres. não acredito que o homem seja de "ferro". temos vários exemplos um deles recente em que o padre encontrou o amor. isto é liberdade que a igreja romana católica apostólica , não telera.
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:29
Os padres são homens.
Quando estive no Seminário, um padre caiu na tentação e saiu.
Foi à sua vida e hoje, pelo que sei, é muito feliz.
Ab.
LC
De Anónimo a 28 de Dezembro de 2009 às 19:38
Ah sim?! E como é que pode ter tantas certezas absolutas? Garanto-lhe que a Igreja em Portugal também sou eu, enquanto crente e leiga,a minha fé e convicção religiosa é bem verdadeira e se para si a Igreja é só luxos e vazia, para muitos como eu não o é, é algo bem real e efectivo.Tenho tanto direito e liberdade eu de pensar assim, como o sr. de pensar o contrário, a tolerância implica a aceitação por parte da igreja e a aceitação por quem nela não crê, logo acusar a Igreja de não tolerar a liberdade e ao mesmo tempo classificar todos os que a formam como vivendo de luxos e mentira parece-me que é um bocado contraditório. Confesso que estou um bocado cansada da pretensa superioridade intelectual de que se auguram os não crentes...Não imponho fé a ninguém e eu própria passei por muitas dúvidas e momentos de descrença, não desconheço a história da Igreja enquanto instituição milenar, e nessa condição de comunidade formada por homens reconheço que cometeu/comete muitos erros, mas teve/tem também muitas virtudes. Agora pesando tudo, aliado a uma crença que não se explica...sente-se, assim como não se explicam muitas outras coisas que sentimos como seres humanos, continuo crente e não me considero intelectualmente inferior por isso. nem reconheço como argumento válido para justificar tudo apontar erros da Igreja...claro que os cometeu nalguns aspectos, isso não implica que não tenha razão noutros aspectos....é assim a vida, ninguém nem nada está certo em tudo, nem por estar errado em determinados aspectos está errado em tudo... Obviamente esta é apenas a minha opinião e forma de sentir, admito que podrei mudar e passar a ter opiniões diferentes...se há coisa que não tenho é certezas absolutas e categóricas.
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 19:59
quem tem certezas absolutas???já basta não terem certezas. somos todos uns fracos que o receio da morte faz evocar muitas vezes DEUS , FAZENDO CRER QUE ELE EXISTE , por vezes torna-se fanatismo. eu não acredito em nenhuma religião, mas não condeno quem tem fé. sim é a fé que nos faz crer na existência dum ser superior, eu nunca o vi nem imagino como seja. só o conheço porque diáriamente ouço falar na sua bondade. bfim de ano
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 20:10
Visto.
LC
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 20:08
Visto.
LC
De maria moura a 28 de Dezembro de 2009 às 15:35
Para mim politica e religião são temas muito subjectivos de abordar, no entanto é necessário a Igreja Católica perceber que as sociedades evoluiram.
1. preservativo sim, evita gravidezes e DST,
2. casamento entre homossexuais é-me indiferente,
as pessoas devem viver de acordo com a sua vontade
( manifestações gay, não fazem sentido, é irracional)
Daqui a uns anos a luta será por um casamento a 3, diz a minha filha de 14 anos, depois de ter visto na TV um casamento homossexual e ter ficado incomodadada,
3. Divórcios sim, são situações de incompatibilidade seja de que natureza for,
4. Aborto: com tanto contraceptivo hoje em dia e tantos meios de informação, é um caso a ponderar, a educação parte de casa, temos que informar os nossos(as) filhos(as), não sou a favor mas não sou contra,
Vivo maritalmente há 15 anos, tenho 2 filhas, vivemos muito em familia, tenho um cão, 2 chinchilas, um papagaio, peixes e tartarugas, cresci numa familia católica e praticante mas quando entrei na adolescência os sermões nas missas começaram a não fazer sentido, achava que não se aplicavam à realidade. Depois veio a homossexualidade e a pedofilia nas igrejas, os padres com filhos e quase toda a minha fé nesta religião se desvaneceu. Acredito numa força, numa energia divina, se quisermos chegar até Deus (energia), temos que procurar dentro de nós, nós temos um grande poder interior, somos seres espirituais e o despertar espiritual nada tem a vêr com as regras do vaticano (regras essas escritas pelo homem). Deviamos viver em tolerância e respeitar a energia da natureza. Aproveito para sugerir um filme que vi no natal: Avatar em 3D, simplesmente cheio de conteúdo.
bjs
maria moura
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:31
Maria,
também fui ver o "Avatar".
Fantástico.
Também recomendo.
Bjs
LC
De RUI FERREIRA a 28 de Dezembro de 2009 às 16:45
só temos de pensar que vivemos num mundo evoluido e respeitar a liberdade de cada cidadão. a democracia é esse direito. sabemos que há muita coisa errada na nossa sociedade, mas cada um de nós de certeza que é incapaz de melhorar.
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:33
Visto.
LC
De Joao Silva a 28 de Dezembro de 2009 às 19:18
Caro Luis:
Não meu caro , a igreja não somos nós , pelo menos aqueles "nós" que não querem nada com a igreja ou a religião.Como dizia Mao-Tsé-Tung , " a religião é o ópio do povo".Abraço
De Luís Castro a 28 de Dezembro de 2009 às 19:38
João,
sou Católico, Apostólico e Romano por educação.
Não vou à Igreja (por Fé) desde que o padre fez a minha mulher chorar em pleno altar no dia que seria suposto ser o mais feliz das nossas vidas: o casamento.
Entro na Igreja quando ela está em silêncio. É um excelente local para meditar.
Sobre esta Igreja, partilho a sua observação. É cada vez menos a minha.
O meu Deus é a minha almofada. Quando deito a cabeça nela, quero dormir tranquilo.
Ab.
LC
De Diogo Rodrigues a 28 de Dezembro de 2009 às 23:15
Numa aula de sociologia tive uma discussão parecida com o professor e sinceramente eu não concordo com o casamento entre homossexuais mas respeito pois vivemos em democracia e aceito quem se queira casar.
Mas sinceramente não sei até que ponto é benéfico para uma criança ser adoptada por duas pessoas do mesmo sexo como Pai Pai ou Mãe Mãe, certamente que muitos tratariam as crianças melhor que um pai e uma mãe mas não ei até que ponto é benéfico.

abraço

Diogo Rodrigues
De Luís Castro a 29 de Dezembro de 2009 às 19:00
Há estudos que dizem que em nada influencia a futura orientação sexual da criança.
Mas neste tema, prefiro perceber melhor.
Ab.
LC
De Joana a 31 de Dezembro de 2009 às 00:48
Se houvesse algum tipo de influência aqueles que foram criados na dita família tradicional, com pai e mãe homofóbicos também não teriam "mudado" a sua orientação !
A homossexualidade não se escolhe, se pensarem bem, ainda não é nada fácil sê-lo na nossa sociedade, se fosse uma questão de opção seria mais fácil ser hetero.
Sou a favor de tudo o que faz as pessoas felizes, como tal, sou a favor do casamento entre pessoas que se amam, independentemente do sexo !
De Luís Castro a 1 de Janeiro de 2010 às 14:58
Visto.
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
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Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
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Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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