Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Boa sorte!

Comandos portugueses vão regressar ao Afeganistão nos próximos dias.

Será que a opinião pública está preparada para o perigo desta missão?

 

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 03:21
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42 comentários:
De patti a 27 de Janeiro de 2010 às 09:31
Penso que não, Luís. Pouco se tem falado do assunto.
As nossas notícias pecam por modismos e por notícias garridas para satisfazer audiências.
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 18:59
Quando partir o primeiro grupo,
o assunto voltará a ser abordado pelos media.
bjs
LC
De bluewater68 a 27 de Janeiro de 2010 às 09:53
Luis, quando tento ver o vídeo, ele dá [Stream not found]
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:00
Não sei o que se passa.
Eu consigo abrir.
Ab.
LC
De bluewater68 a 27 de Janeiro de 2010 às 10:20
Luis,
através do Site da RTP, o link que obtive foi este
vídeo RTP (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Portugal-vai-enviar-150-comandos-do-Exercito-para-missoes-de-combate-no-Afeganistao.rtp&headline=20&visual=9&article=313917&tm=8)
Pelo que percebi, vão para Cabul e a sua missão consiste no transporte e escolta de altas entidades.
Chega a ser curioso que essa missão surja pouco tempo depois do escândalo na justiça americana, provocado pela não condenação dos 5 operacionais da Blackwater, que estiveram envolvidos no massacre na Praça Nisoor, no centro de Bagdad, em Setembro de 2007, onde morreram 17 civis iraquianos. Se quiseres espreita aqui (http://makejetomosso.wordpress.com/2010/01/05/sem-justia-no-haver-paz/).
Vamos nós agora substituir as empresas de segurança, para evitar que possam causar mais estragos na opinião pública?
A nossa opinião pública não foi devidamente informada. E se morrer um ou mais efectivos, isso fará as delícias dos media e de todos os que estão sempre à espera de uma oportunidade para dizer mal de tudo e colocar tudo em causa.
Ainda por curiosidade, aquilo são as velhinhas G3? Tendo em conta o seu tamanho, aquilo são as armas adequadas para a luta urbana?
Abraço
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:03
São.
Mas os soldados portugueses já têm armamento adequado.
Ab.
LC
De Ilda a 27 de Janeiro de 2010 às 11:50
Olá Luís!
À pergunta eu respondo NÃO, NÃO ESTÃO!
Tenho um grande amigo á 4 meses no Afeganistão tem enviado todas as semanas um mail , para os amigos e família, (já vai em 20) a contar o que lá se passa, como está a decorrer a missão e nós estamos muito cientes da situação deles mas os cidadãos portugueses em geral pensam que estão lá para irem ganhar mais e mais nada. Não é isso o que se passa.
Alguns não se voluntariaram mas foram nomeados.
Estão lá por espírito de missão.
Para honrar os compromissos que Portugal assumiu com a NATO e com o Mundo em geral, para dignificarem a farda que vestem e o País a que pertencem e têm orgulho de pertencer.
Enfrentam perigos e muitos, passam por situações muito complicadas, como o Luís tão bem sabe.
Não estão metidos em nenhuma redoma à prova de tudo quanto é mau.
A sua missão não é única e exclusivamente militar mas, também, humanitária de ajuda à população que tanto precisa.
De quem é a culpa dessa falta de informação? Não sei. Só sei que se fala muito quando parte mais um contingente e depois muito pouco ou nada. É como se deixassem de existir. Depois quando regressam lá vão outra vez para o aeroporto...
Só são notícia quando, infelizmente, sucede qualquer coisa de negativo a algum dos militares que lá estão.
Desculpe o "testamento" mas é uma situação que me toca não só por motivos profissionais como, nesta altura, também pessoais.
Beijinhos.
Ilda
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:04
Ele está onde e a fazer o quê?
Bjs
LC
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2010 às 09:17
Olá Luís!
Tudo bem?
Ele está em Cabul a mentorar um brigadeiro general afegão e a equipa dele tem e missão de mentorar a Kabul Capital Division.
O Luís é capaz de já se ter cruzado com ele nas suas "andanças" por estes sítios. Vou mandar-lhe um mail com mais pormenores
Bom fim-de-semana.
Beijinhos.
Ilda
De Luís Castro a 30 de Janeiro de 2010 às 08:15
Fico à espera desses dados.
E chamo a sua atenção para o post que vou publicar aqui no blog no domingo à meia noite...
Bj
LC
De Socrates a 27 de Janeiro de 2010 às 12:21
Nao sei se estara' preparada, mas estarao a contribuir para que o pais nao caia de novo num sistema feudal/radical islamico que caracterizou o Afeganistao antes da revolucao de 1973 e a tomada do poder pelos Mujahedin (e sabemos todos quem os ajudou...).
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:07
Sem dúvida.
Ab.
LC
De RUI FERREIRA a 27 de Janeiro de 2010 às 12:27
acho que não é pela força que numa região adversa que se consegue atingir os objectivos. era preferivel não intervirem por esse meio,. uma acção mais pedagócica com bons negociadores e com os membros adversários entrarem em diálogo.
falo assim porque a guerra colonial durou 14 ou 16 anos e só no fim se aperceberam que era o caminho mais inteligente. em primeiro lugar quem fornerce o armamento ao adversário??? quem os financia???estas situações teem que serem controlados e podem ser...e nãondarem aos tiros. os sovieticos com todo o seu potencial bélico foi obrigado a retirar....
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:11
A nova estratégia para o Afeganistão mistura a componente civil com a militar, tentando conquistar as populações que têm apoiado os Talibãns mais radicais.
Ab.
LC
De RUI FERREIRA a 28 de Janeiro de 2010 às 19:31
faltam as componentes essencialis: o financiamente e o armamento,sem cortarem essa fonte de nada serve a componente civil/miilitar
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 20:04
A NATO, EUA e Europa, sabem que só há este caminho para sair do enorme buraco que é o Afeganistão.
Ab.
LC
De RUI FERREIRA a 31 de Janeiro de 2010 às 16:20
medida pouco inteligente. são aos talibans que devem procurar pacificar. são eles os "terroristas" e actuam no seu território. o buraco vai continuar a existir. a primeira medida era ainda não tomaram. é irem de encontro ás famílias e perguntar quais as carências. issso desperta a atenção e "passa de boca em boca". continuou a afirmar que não é por meios bélicos. durante longos anos levaram tempo a perceber esta estratégia, e vão correr o mesmo risco. comecem com as crianças e digam-me o mais tardar se ao fim de dois anos não se progrediu.....
De Luís Castro a 3 de Fevereiro de 2010 às 17:41
Essa é agora a estratégia da NATO.
A componente civil é cada vez mais importante
Ab.
LC
De Ana Albuquerque Almeida a 27 de Janeiro de 2010 às 13:36
Olá Luís,

Como tens passado? Aparentemente, estás muito bem. Espero que interiormente estejas melhor ainda.
Tenho lido os teus posts mas sem tempo para comentá-los, se bem que com tantos que recebes é mais um, menos um.
Gostaria de ver o vídeo em que estás no programa da Rita Ferro Rodrigues mas, infelizmente, a gravação pára no momento em que ela apresenta o Paulo Camacho.
Quanto ao assunto deste post, penso que a maioria dos portugueses não faz a mínima ideia do perigo que representa a missão e muito menos do objectivo dela porque, seja nesta ou noutras missões, (nesta e noutras notícias) não são dados esclarecimentos suficientes para que as pessoas tenham verdadeira consciência dos acontecimentos. Actualmente, a notícia é dada, é repetida algumas vezes, na íntegra, frequentemente muito vaga quanto a esclarecimentos. Pouco tempo depois ninguém mais ouve falar do assunto, a menos que haja alguma fatalidade. Aí sim, a comunicação vai “cair em cima”, não da missão, mas sim da fatalidade, explorando a situação ao máximo. Se não houver nenhuma fatalidade, e espero que não haja, muito provavelmente vamos assistir ao regresso dos comandos, sendo que a maioria continuará sem ter a noção dos perigos por que estes ‘Homens’ passaram durante a missão nem do que ela representou, em termos práticos.
Aproveito para lhes desejar muito boa sorte, pois vão precisar dela.

Um beijinho para ti
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:13
Nunca será "mais um ou menos um".
Bjs
LC
De Isidro Bento a 27 de Janeiro de 2010 às 22:58
Olá Luís,

apesar de passar por aqui mais do que uma vez por dia, só hoje consegui parar e deixar alguns comentários.
Em relação a este tema penso que a opinião pública não está, de facto, minimamente consciente dos perigos da missão dos comandos no Afeganistão. A culpa será em primeiro lugar dos responsáveis governamentais e partidários que não falam nem discutem os prós e contras de uma missão de alto-risco. Logo a seguir, dos responsáveis editoriais dos media que podiam lançar a discussão ou divulgar o assunto e não o fazem, mas que serão os primeiros a querer explorar o caso se "der para o torto".
Embora não haja muita informação disponível, a verdade é que também é mais cómodo para a maioria das pessoas,que este tema lhe passe ao lado. Se as coisas correrem bem, encantados da vida. Se correr mal, cai o Carmo e a Trindade em cima desses malandros dos políticos e dos seus amigos jornalistas, e vai de comprar os jornais ou ver os canais de Tv que mais "sangue" tenham nos seus relatos...
Infelizmente, este filme já é velho, anda aqui tudo embrulhado numa teia de interesses e pseudo-interesses, uns mais legítimos e éticos que outros, mas na hora da verdade o que interessa é apontar o dedo aos outros. Afinal, nós nem sequer vimos, ouvimos ou falámos, por isso não temos nada a ver com o assunto mas reagimos com toda a indignação, claro.
Luís, desculpe o teor algo amargo do comentário mas há coisas que irritam. Como sabe, eu sou extremamente crítico em relação ao modo como muitas vezes se faz jornalismo mas acho que isso me irrita quase tanto como ouvir inúmeras pessoas a criticar os jornalistas e acusá-los de tudo e mais alguma coisa, mas sem nunca sairem do conforto do lar ou da também confortável posição de neutralidade.
Assim, também eu...
Abraço!
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:22
Claro.
Eu também sou crítico da minha própria profissão.
De resto, como devia ser com todos para prestar cada um serviço cada vez melhor.
Ab.
LC
De Jacinta Oliveira a 27 de Janeiro de 2010 às 23:52
Boa noite.,

Desejo muita sorte aos militares, vão para um local muito complicado e se calhar com blindados emprestados pelos Americanos, sim porque nós não temos equipamento para uma operação destas.

Cumprimentos.,
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:40
Julgo que irão bem equipados.
Não somos os americanos, mas tudo irá correr pelo melhor. Esperemos sinceramente que sim.
Bjs
LC
De hernani a 28 de Janeiro de 2010 às 00:48
Que tem a opinião publica a ver com os compromissos assumidos pelo estado Portugues, de certesa que não vão obrigados, comandos são voluntários e preparados para qualquer teatro de guerra.

Hernani
De Luís Castro a 28 de Janeiro de 2010 às 19:52
Um soldado de forças especiais quer ir para missões especiais.
É como um piloto que aprende a pilotar e depois não quer ficar em terra.
Ab.
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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