Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Reféns um ano na selva (6)

***CABINDA - PARTE 6***

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Expulsos de Cabinda 

 

Há que fazer chegar estas imagens rapidamente a Lisboa. Meto-me num pequeno avião que faz voos domésticos e vou para Luanda. Montada a reportagem, volto para Cabinda com mais jornalistas portugueses que tinham acabado de aterrar na capital angolana. Como já lhes conhecia a chegada, aviso Lisboa de que está na altura de começar a pôr as reportagens no ar, antes que a concorrência também consiga furar. Combinara com os meus contactos esperar alguns dias para não lhes revelar as identidades, mas não podemos esperar mais. Reconheço que foi violento para quem chega ver que aquilo que aqui vinha fazer já está feito por nós. Paciência. Num sábado passa a reportagem com a FLEC-Renovada, no domingo vai a da FLEC-FAC. As duas são abertura do Telejornal. Pouco tempo depois de ser emitida a primeira, recebo a visita do general Luís Mendes.

   - Sempre conseguiste!

   - O senhor general sabia que eu não vinha para dar mergulhos na piscina do hotel…

   - E a FLEC-FAC, também conseguiste?

  - Consegui.

  - E quando passa?

  - Passa amanhã.

    O general faz uma careta e põe a mão na testa, fazendo-a deslizar pelos olhos.

  - E tem de ser mesmo amanhã?

  - Tem.

  - Não podes adiar por uns dias?

  - Não. Já foi anunciado que passa amanhã.

  - Tchiiii! Nem imaginas a quantidade de telefonemas de Luanda que eu já recebi depois de passar a tua reportagem de hoje. Agora, com a de amanhã… nem quero imaginar o que vai ser. Até já desliguei os telefones. Bem, logo se verá.

    Fico com pena do general e com uma simpatia ainda maior por este homem que sempre aparentara um ar calmo, descontraído e moderado. Agora, parece nervoso e desorientado, mas até neste momento mostra ser um cavalheiro. Outro qualquer, no mínimo, nem olhava para mim ou agarrava em nós e metia-nos num avião militar para Luanda. Em vez disso, compreendeu que temos missões opostas. Sinto-me triunfante, não pelo embaraço ou pelos problemas que causamos ao general, mas pela certeza de que fomos às duas guerrilhas e ele nunca soube que o fizéramos. Fantástico. Quem não gostou mesmo nada das nossas incursões foram o governador e os Serviços Secretos. O governador manda-nos um recado: «Cuidado com as balas perdidas!» Aviso imediatamente o cônsul em Cabinda e o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Portugal. «Se algo nos acontecer, a culpa foi do governador!» Não é um aviso, é uma ameaça! Uma hora depois, a resistência vem avisar-nos de que a polícia se prepara para nos fazer uma rusga aos nossos quartos. Destruo todos os papéis com nomes e números de telefone, apago o registo das últimas chamadas e escondo o bloco de notas. Quanto às cassetes, não há problema, porque as mais comprometedoras já estão guardadas na delegação da RTP África, em Luanda. Por motivos que desconheço, os homens dos Serviços de Segurança acabam por não aparecer. A fonte é altamente credível e muito bem colocada.

 

Para completar com total sucesso esta nossa vinda a Cabinda só falta mesmo ter imagens dos reféns. O cerco está agora mais apertado do que nunca e é impossível entrar na mata sem ser visto. «Se você fosse preto…» Mas como não sou, é quase impossível ir e voltar sem levar um tiro. Assim sendo, há que encontrar alternativas e uma delas é ensinar um dos elementos da resistência a filmar com a nossa câmara. Como os da FLEC-FAC continuam desconfiados e os da FLEC Renovada já acreditam em nós, a mini-DV segue em direcção aos que foram raptados mais recentemente. O “contacto” leva também um papel com algumas perguntas às quais quero que me respondam. Três dias depois, a câmara chega à cidade transportada por um jovem. Vinha com ela dentro de uma sacola preta, abanando-a na mão como se de nada de importante se tratasse. Levo-a imediatamente para Luanda.

 

Edito as imagens de maneira a que fique a dúvida se fui eu a fazê-las ou se elas nos chegaram assim. Mais uma vez, há que proteger quem nos tem ajudado. Abro a peça dizendo que a reportagem começa já no interior da densa e húmida floresta tropical de Cabinda. Os primeiros planos mostram alguns guerrilheiros que retiram água de um poço. As seguintes conduzem-nos para o interior da base, onde se pode ver uma pequena zona sem capim no chão e algumas palhotas. Olhando para cima, percebe-se que do ar ninguém consegue descobrir este local, pois as copas das árvores só deixam entrar alguns raios de luz. Há quem cozinhe em pequenas latas, quem transporte água ou quem desbrave a muita vegetação que se forma à volta das bananeiras. A uma mesa sentam-se seis comandantes da guerrilha à volta de um mapa, rabiscando as próximas emboscadas às tropas do Governo. Fico a saber onde vão acontecer, mas faço por esquecer. Um pouco mais ao lado, um dos soldados comunica com as várias bases da organização.

A objectiva da câmara percorre todos os cantos do acampamento até se fixar no local onde dormem os reféns. Vêem-se estrados feitos de paus entrelaçados e elevados a meio metro do chão por quatro estacas espetadas na terra. Esteiras fazem de colchão, uma lona abriga-os da chuva e os mosquiteiros impedem a entrada de bicharada. Há cobertores dobrados e roupas penduradas nos troncos que suportam a estrutura. É aqui que dormem os cinco portugueses da Soares da Costa e o motorista angolano, já lá vão duas semanas. Pobres desgraçados. Mas, por estranho que pareça, qualquer uma das duas guerrilhas deixa que os reféns andem “livremente” pelas bases. Não estão fechados, muito menos acorrentados. Refém e sequestrador sabem que é impossível sair dali com vida e qualquer fuga tem como destino a morte, não às mãos da FLEC, mas pela incapacidade de sobreviver ou de orientação na densa floresta do Maiombe. É por isso que as imagens mostram os trabalhadores da Soares da Costa jogando à malha, no meio das árvores, e como se nada de anormal tivesse acontecido.

Quatro jogam enquanto o quinto está sentado na “enfermaria” para lhe medirem a tensão.

   - Como se sente?

   - Há sempre aquela preocupação que vem à cabeça, que ocorre, porque nunca estive numa situação destas. Tenho sempre o meu pensamento no outro lado, com a minha família. A minha esposa não é muito saudável. Nunca me senti numa posição assim… Esta posição é muito ingrata.

   Numa das mesas da “enfermaria” há dois pacotes de bolachas e uma garrafa de whisky. Dizem que «é para os portugueses se sentirem em casa.» Seguem-se entrevistas com os reféns. Todos eles vestem camisas novas. Nota-se pelos vincos.

  «O que eu tenho a dizer ao governo português é que faça o que tem a fazer o mais depressa possível, porque não aguentamos muito mais tempo. Quando chega a noite, moralmente estamos afectados e já não há paciência para nos aturarmos uns aos outros.»

  «Que olhem para a nossa situação. Somos inocentes e andamos aqui a trabalhar para ganhar algum dinheiro. Estamos ansiosos por sair daqui para fora.»

   «Peço à minha mulher que aguente um bocadinho, que melhores dias virão e que há-de chegar o dia em que serei libertado. Nessa altura irei abraçá-la, a ela e à minha filha.»

Guardo para o fim a entrevista com o Brigadeiro Mamboma, o mesmo que eu entrevistara três semanas antes. «A FLEC Renovada garante a segurança dos maridos, pais, filhos ou irmãos e assegura-vos que nenhum dano, violência física ou moral lhes serão aplicados.» Dizem que não querem dinheiro, apenas que Portugal não se esqueça deles.

 

Foi mais uma bomba! Estamos por um fio. Falta-nos ainda uma reportagem importante sobre a situação em Cabinda: o papel da Igreja na luta pela independência. A missa que quero filmar é a do padre Congo. São centenas de pessoas numa cerimónia que começa com uma procissão onde se cantam letras religiosas, ritmadas com sons africanos. Uma banda e um coro fazem o resto. Vem gente de todo o lado para ouvir o padre que diz em voz alta aquilo que o povo pensa. As missas, mais do que actos de fé, são verdadeiros gritos de liberdade. O Congo não perde a oportunidade de ser, mais uma vez, aquilo que é: um político temido por Luanda. «Será que Jesus é insensível à contestação política? Não faz política séria quem se intromete na privacidade através de escutas telefónicas e outros meios sofisticados para controlar as pessoas e as instituições e eliminar fisicamente os adversários.» Ele sabe do que fala. A meio da homilia, o padre grita «Liberdade sem terra…» e a assistência responde: «É uma ilusão!», repetem mais duas vezes até nova tirada: «E terra sem liberdade?» Novamente o coro: «É escravatura!» O sacerdote conclui: «É ser estrangeiro na própria terra!» E o povo, cada vez mais inflamado, grita: «É ser estrangeiro na própria terra!» Estou arrepiado.

 

A expulsão já não apanha ninguém de surpresa. Eu filmo o Artur enquanto ele vai guardando o material e ele filma-me a mim a arrumar a mala. Estas imagens vão servir de suporte para a notícia sobre a nossa expulsão do enclave. Anuncio-a por telefone satélite no Jornal da Tarde e abandonamos o hotel. Os empregados, emocionados, vêm à rua para se despedirem dos "amigos" jornalistas portugueses. Já em Luanda, no Telejornal, falo sem papas na língua e sem medo das consequências. O Ramiro Mendes, delegado da RTP em Angola, põe as mãos na cabeça.

 

Chego a Lisboa com uma certeza: tenho de voltar lá. Fomos expulsos na altura em que, finalmente, conquistara a confiança da FLEC-FAC. Assim, a visita já autorizada vai ter que ser feita por Ponta Negra, no outro Congo. Desta vez preparo-me tecnicamente para uma operação inédita: emitir em directo da mata e ter os reféns da Mota e Companhia a meu lado. Será uma caminhada de uma semana, carregando o material por cerca de trezentos quilómetros floresta adentro. O ex-refém Sérgio Fidalgo, que perdeu quase quarenta quilos, diz-me que quer ir comigo. Quer voltar. Perante a minha surpresa, afirma: «O que quer, fiquei a gostar daquela gente!» Acredito na sinceridade das suas palavras, mas espanta-me, porque da mata pouco mais trouxe do que pele e osso. Sofre da Síndrome de Estocolmo, que se caracteriza por uma estranha amizade que fica entre refém e sequestrador. No fundo, o raptado vai-se solidarizando com as motivações políticas dos sequestradores. A “Operação Regresso” fica anulada quando a guerrilha liberta os últimos dois, ao fim de quase um ano de cativeiro. Sinto-me frustrado, mas ainda bem para eles.

 

Fim.

*Retirado do livro "Repórter de Guerra"

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 20:00
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23 comentários:
De Ana Cristina Brizida a 14 de Julho de 2008 às 20:54
Olá Luís boa tarde

Espero que esteja tudo bem consigo e que tenha tido umas espantásticas férias.

Ao reler aqui no blog os posts sobre as suas aventuras em Cabinda, veio-me à cabeça o mesmo pensamento quando estava a ler o livro. O Luís adoooora "esticar-se um bocado". Nunca sentiu medo? Ou age por impulso e depois é que pensa no que poderá acontecer? Tem de concordar comigo que esta sua estadia em Cabinda foi uma aventura daquelas dignas de cortar a respiração e só um ganda maluco chamado Luís Castro e já agora o rep. de imagem Artur é que a podiam ter feito.
Mas se assim não fosse, não tinha conseguido algumas reportagens que fez ao longo da sua vida como repórter de guerra e que teve a amabilidade de partilhar connosco através do livro e agora do blog.
O que vale, é que o Luís tem a estrelinha da sorte sempre a brilhar (houve momentos que esteve um pouco baça), mas isso não interessa nada.

Como o seu amigo disse, se puder veja a reportagem sobre o piloto que se ejectou de um F16... é a ADRENALINA TOTAL.... eu ia entrando pela tv adentro, um dos meus sonhos é dar uma voltinha num F16. A única coisa que tenho receio é de "acender uma velinha ao S. Gregório" eheheh... de resto deve dar uma pica.... nem consigo imaginar. PETACULO! Também gostava de fazer um salto tandem.... já faltou mais...LOL

BOM REGRESSO ao trabalho!

Bjs
Cris
De Luís Castro a 15 de Julho de 2008 às 18:19
Cris,
quem não arrisca também não petisca!
Não dá para cobrir uma guerra da janela do hotel, embora haja quem o faça...
Alguém, algures numa guerra, relatava ao telefone os combates que aconteciam nas ruas de uma determinada cidade e sabe onde ele estava? Deitado na banheira...
É certo que dá mais mediatismo ficar nos terraços do hotel a fazer directos... são cinco ou dez minutos na imagem, enquanto a reportagem não dá essa exposição ao jornalista.
Eu prefiro a reportagem!
Bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 16 de Julho de 2008 às 09:35
Olá,

Não concordo consigo quando diz que dá mais mediatismo ficar nos terraços dos hoteis a fazer reportagens a relatar "a tragédia.... o horror..." (tou a ser tão mázinha...).
Alguns dos espectadores não são parvos e reconhecem que é muito mais perigoso ir "embebed" numa coluna militar, fazer uma reportagem num local onde acabou de acontecer um atentado (e poderá acontecer outro) do que estar no terraço do Hotel a fazer um vivo (se bem que também pode cair lá um missil). Só quem não está com atenção à reportagem é não tem a noção do perigo a que os reporteres se expôem.... ou então não se interessa pela matéria ou então pensam que é "filme" e que não está a acontecer...

Bjs
Cris
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 20:28
Cris,
um directo no terraço de um qualquer hotel dá 4 ou 5 minutos sempre na pantalha; uma reportagem dá apenas 15 ou 20 segundos com o jornalista no ecrã.
E é mais cómodo ficar lá e trabalhar as reportagens com imagens das agências.
Há muita gente a fazer isso...
É muito fácil enganar quem está em casa, mas não os colegas na redacção. É que as mesmas imagens chegam depois pelos envios dessas mesmas agências.
Acontece que quem está desse lado não sabe.
No comentário que motivou esta nossa argumentação, referia-me ao mediatismo e projecção que dão os directos em detrimento das reportagens.
Eu, como nunca tive a intenção de ser conhecido e famoso, prefiro ir à procura da notícia no terreno e trabalhar as minhas imagens.
Bjs
LC
LC
De Ana Cristina Brizida a 16 de Julho de 2008 às 21:58
Luís,
Compreendo o seu ponto de vista mas eu não vejo as coisas assim. Senão eu não tinha comprado o seu livro e o do jornalista Raleiras que esteve sequestrado e também não tinha lido o livro do Mário Rui de Carvalho. Eu gosto de uma boa reportagem, prende-me mais ao écran. Se me perguntar o nome dos jornalistas que vão para o telhado debitar texto no tempo que mencionou.... eu terei de pensar um bocado... e não sei se acerto no nome deles
Está um noite óptima... vou apanhar ar.
Bjs
Cris
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 22:04
Bjs.
E eu vou sair daqui.
Já estou farto de trabalhar!
Vou jantar.
bjs.
LC
De Luís Castro a 15 de Julho de 2008 às 18:30
Prefiro ir onde cheia a polvora... e a morte
É lá que estão os que merecem ser mostrados e a quem devemos dar a voz.
E, s epossível, tornar o mundo um pouco melhor.
Bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 16 de Julho de 2008 às 09:14
Bom dia Luís,

Muito obrigada por falar com o seu colega para ele deixar o testemunho sobre a sensação de voar num F16.

Eu também já cheirei polvora, claro em quantidades muito reduzidas... é que nem há comparação possível, mas essa coisa do cheiro a morte..... para mim é um pouco complicado.
Uma das frases que o Luís escreveu e eu não vou esquecer nunca é "é no meio da morte onde me sinto mais vivo". Ao princípio achei um pouco macabro, mas agora percebo o seu ponto de vista e faz todo o sentido, embora eu não gostasse de estar ao pé da morte.
Live your life, you only got one!

Bjs e bom trabalho
Cris
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 20:22
Obrigado.
É lá que nos sentimos vivos e nos damos conta da sorte que temos.
Bjs
LC
De Luís Castro a 15 de Julho de 2008 às 19:13
O Arnando vai responder.
Bjs
LC
De Luís Castro a 15 de Julho de 2008 às 19:13
O Arnando vai responder.
Bjs
LC
De ASF a 16 de Julho de 2008 às 00:39
Fazer esta reportagem foi fantástico. Voar num F16 durante duas horas numa missão é uma oportunidade única que o jornalista não deve desperdiçar quando o objectivo é descrever as sensações de voo dos pilotos. É verdade que sofri bastante quando acelerámos até aos 6G's , mas valeu a pena.
Abraço, Armando
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 01:04
Visto.
LC
De Ana Cristina Brizida a 16 de Julho de 2008 às 09:02
Olá Armando bom dia,

Que sorte.... andou num F16... nem imagina a inveja que eu tive (no bom sentido é claro) quando o vi a subir para o caça... e a voar pela costa... eu também queria estar ali!!!! Eu já nem pedia voar à velocidade que o Armando voou... notei que por vezes falava com uma certa dificuldade, mas mesmo assim deve ter sido uma sensação daquelas que não se esquece.
Talvez um destes F16 que vão para o Afeganistão próximamente dêem boleia ao nosso amigo Luís eheheh ...just joking.
Muito obrigada pelo seu comentário e tudo de bom para si.

Bjs
Cris
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 20:20
Visto.
LC
De Filipa V. Jardim a 14 de Julho de 2008 às 23:32
Luís
De facto, sentados no sofá, com um comando na mão, nem temos a noção do que está por detrás daqueles pequenos minutos de cada notícia. Estes post sobre a sua passagem por Cabinda servem também para isso, para nos dar a dimensão real do trabalho de um reporter nestas situações de conflito.
Bom regresso ao trabalho.

Bjs,

Filipa
De Luís Castro a 15 de Julho de 2008 às 18:32
Obrigado.
Por uma imagem se morre, por uma imagem podemos salvear alguém.
Bjs
LC
De Daniel Marques a 16 de Julho de 2008 às 19:13
Ler estas linhas é uma tentação. Aliás, o livro é todo assim, dá vontade de viver o que descreves na pele. É a adrenalina, a imprevisibilidade, o não saber o que acontece no segundo seguinte, é um espectáculo!
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 20:52
Daniel,
nem imaginas o que até eu sinto ao ler o que lá passei e vivenciei...
Só me apetece voltar!
Ab.
LC
De Sónia Pessoa a 16 de Julho de 2008 às 19:51
Olá Luis, eu ontem deixei um comentário a perguntar se tinhas notícias do Iraque, do teu amigo Bassim, pois vi os atentados no telejornal... mas como não vi aqui o comentário não sei se, por algum motivo, não ficou registado... por isso voltei aqui a escrever. Espero que esteja tudo bem com quem lá deixaste.
Já agora aproveito para perguntar, chegaste a receber os contos por mail?
Espero que o início do trabalho não tenha doído muito!!!

Beijinhos
Sónia
De Luís Castro a 16 de Julho de 2008 às 20:56
Sónia,
chegaram, obg.
O comentário é que julgo que não.
Sobre o Bassim, hoje mesmo o caso dele subiu a uma "muito alta instância"...
vamos ver se dá em alguma coisa.
Bjs
LC
De Inês a 3 de Maio de 2010 às 21:58
Boa noite Luis,
Esteve hoje na E.S.Ermesinde e falou de um episódio que viveu, mas umas amigas minhas perceberam uma coisa e eu percebi outra...
O Luis trocou a vida de um homem por cigarros ou cigarros pelo vida de um homem?
cumprimentos
De Luís Castro a 20 de Maio de 2010 às 22:32
Olá Inês.
Desculpa só agora responder.
Dei cigarros para manter alguém vivo.
Eles queriam matar o prisioneiro e eu dei-lhes cigarros para poder ficar com ele para mim e evitar que o matassem.
Bjs
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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