Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

A última fotografia...

Foi tirada no dia em que partiu para o Iraque.

  

“A última coisa que o McMillam disse ao telefone foi que me amava. Nunca o vou esquecer!” Elizabeth falou com o marido pouco antes dele morrer.

 

Naquele dia, seguia numa coluna militar quando o striker em que se deslocava foi atingido por uma explosão em Samarra, a Norte de Bagdade.

 

McMillan não resistiu aos ferimentos e morreu no dia em que fazia dezoito meses de casado.

 

Luís Castro

 

publicado por Luís Castro às 19:00
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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

O McMillan morreu...

Ontem chorei. Muito! E como há muito não chorava.

A meio da tarde recebi uma notícia que não esperava: o McMillan tinha morrido numa explosão no Iraque.

Tentei esconder da redacção as lágrimas que me caíam no teclado do computador. Não consegui. Fazer a régie durante o Telejornal tornou-se doloroso. Mais ainda quando os muitos monitores que estavam à minha frente multiplicaram as imagens dos últimos atentados no Iraque.

Para quem não sabe, o McMillan é um amigo que guardarei para sempre. Juntos passámos muitos e intensos momentos durante a batalha por Sadr City, em Março, nos arredores de Bagdade. Este ranger americano era um jovem de vinte e dois anos que foi ao Iraque poupar o dinheiro suficiente para pagar o curso da mulher que deixara na América. Também ele tinha um sonho…

 

Hi Castro,
This is McMillan's wife.  Unfortunately, I have very very sad news.  My husband, Bill McMillan was killed in action on July 8 ,2008 from injuries sustained when his stryker struck an improvised explosive device (IED).  My husband spoke very fondly of you and enjoyed spending time with you.  I am sorry to tell you such sad news.  I hope you reply back, I would love to hear about your time with my beloved husband.

Sincerely,
Elizabeth McMillan

 

 

http://www.defenselink.mil/releases/release.aspx?releaseid=12053

http://www.25idl.army.mil/Deployment/Remembering/Remembering.htm

http://www.diversityinbusiness.com/Military/Casualties/ix_Mil_Cas.htm

 

Transcrevo duas passagens que escrevi sobre ele.

 

Entramos num dos strikers e McMillan, o socorrista, pergunta-nos de imediato: “Se entrarmos em combate, vocês vão lá para fora ou preferem ficar cá dentro?” Respondo-lhe que iremos para onde eles forem; que estamos ali para filmar tudo o que acontecer. Ele sorri e volta a perguntar: “E se ficarem feridos posso dar-vos morfina, ou são alérgicos?” Vejo que estão preparados para tudo.

(...)

Nesta última ida ao Iraque juntei mais uns quantos amigos: Morris, Aldrige, Finnigan e Kolzoi e McMillan. Alguns são ainda muito novos. No fundo não deixam de ser jovens a tentar sobreviver num mundo que lhes é estranho. McMillan, de vinte e dois anos, confidenciou-me no meio de Sadr City que foi ao Iraque ganhar dinheiro para pagar os estudos da mulher e para também ele poder acabar o curso de medicina quando voltar ao Arkansas. Ele e os outros não querem saber de política, apenas que lhes confiaram uma missão e que a querem levar até ao fim. O paramédico, após sentir alguns projécteis passarem-lhe por cima da cabeça, desabafa: “Ainda faltam onze meses, mas quando isto acabar terei poupado trinta e cinco mil dólares.” McMillan ganha mais cinco mil dólares (4 mil euros por mês) por ter vindo para o Iraque. Se não fosse casado receberia pouco mais de metade. Pensei que ganhassem mais.

 

 

Para quem quiser saber mais sobre o McMillan e sobre o que passámos juntos, podem ir aos links:

 

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5079.html?thread=133591

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5157.html

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5402.html?thread=155674

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5829.html?thread=170949

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/6235.html

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/7670.html

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 01:35
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Domingo, 27 de Julho de 2008

Pés, o segundo coração

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=356456&tema=37

 

publicado por Luís Castro às 20:57
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Guiné 73 e Guiné 98

«A bolanha abre-se, despida, enorme sem abrigo. Os páras conhecem o perigo, mas Guidage espera cercada. Avançam, chega a emboscada. Chovem morteiradas e canhoadas, RPGs cruzam os ares, dantesco fogo de artifício...»

 

Discurso do general Hugo Borges, comandante de pelotão - na altura um jovem tenente -  que esteve na emboscada que custou a vida aos três soldados pára-quedistas junto a Guidage, Norte da Guiné, no dia 23 de Maio de 1973.

 

Finalmente, trinta e cinco anos depois, três soldados pára-quedistas descansam em paz.

Outros ainda não voltaram.

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=356342&tema=27

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=356336&tema=27

 

Retirado do livro "Repórter de Guerra"

(antes de ter sido preso e interrogado na Guiné-Bissau, em 1998)

   Passamos por algumas barreiras militares, ainda dentro da cidade, e o Hamed indica uma picada que nos levará até um braço de mar. Lá, duas pirogas fazem a ligação entre as margens. O pior é chegar até elas. Com a maré vazia ficam ainda uns trinta metros de lama por onde vamos ter que passar. O nosso amigo muçulmano vai à frente. Descalço, mete o primeiro pé e enterra-se até ao tornozelo. Mais alguns passos e já tem a lama a meio da coxa. Um guineense oferece-se para nos levar as mochilas. A câmara vai ao ombro do Hélder e eu começo a perceber a técnica: quando dou um passo, tenho de levantar o outro pé para fora da lama e voltar a enterrá-lo até encontrar lá no fundo as raízes das pequenas árvores que cobrem a margem. Dói que se farta. Mais um passo, o pé vem de trás, custa a sair, o joelho sobe ao nível do peito, estico a perna ao nível do tronco e enterro-a de novo até sentir que encontrei outra raiz com a planta do pé. O Hélder vem a seguir, falha a raiz, suja os calções e solta uns impropérios. Os condutores das pirogas riem-se com o esgar de dor que fazemos em cada passo que damos. Vinte minutos depois e a piroga está ao alcance do braço, mas já não há força para subir. Somos puxados e passamos a partilhar a embarcação com um casal de refugiados e dois porcos que não param de guinchar. Acabada a travessia, de novo a lama até pisar terra firme e mais uns cem metros descalços para alcançar um pequeno charco. É dificílimo tirar das pernas esta lama cinzenta, viscosa e peganhenta. Mas o calvário ainda agora começou. Segue-se uma longa caminhada pelo mato. Desconfiado, pergunto ao Hamed se não se enganou no caminho. Sempre a rir, abana a cabeça: “Alá sofreu muito mais”.

     

   Está um calor insuportável e esgotamos a água. No trilho, a vegetação é densa e cobre a altura de um homem. Numa das muitas paragens, entretenho-me a imaginar o que terá sido a Guerra Colonial. Como é fácil emboscar, matar e fugir. Na Guiné, travou-se a guerra mais violenta de todas as colónias. Será que os guerrilheiros continuam duros de vergar?

(...)

   A RTP distribui, diariamente, as nossas imagens para todo o mundo através da Eurovisão. A primeira imagem de Ansumane Mané – no caso, a fotografia – foi um sucesso. O embaixador manda-me um recado: quer falar comigo para saber o que se passa do outro lado e sobre o que os rebeldes pensam de Portugal. Como exemplo, conto-lhe a conversa que um guerrilheiro quisera ter comigo, nessa manhã:

   - O que é que se passa com o vosso governo? Como deixaram o Nino fazer tantas asneiras?

   - Portugal nada podia fazer. Vocês são independentes. Este foi o destino que escolheram.

      Após alguns segundos em silêncio, pede-me um cigarro e começa a contar a vida dele.

   - Sabes, fui guerrilheiro. Lutei e matei muitos portugueses, nem eu sei quantos. Agora sou velho e tenho a certeza que tu e eu somos irmãos. Acredita, queremos que vocês voltem rapidamente para a Guiné.

   - É impossível!

      A minha resposta saíra com um sorriso à mistura.

   - Estás a rir da nossa miséria?

   - Não, claro que não! Só te estou a dizer que o país é vosso.

   - É! Pois é! Só que não o sabemos governar.

   O velho guerrilheiro falara-me com a maior das convicções e o modo

como recordara o passado que ele próprio combatera é a imagem do carinho que os Guineenses continuam a sentir pelo antigo colonizador. O embaixador está na Guiné já há algum tempo e, por isso mesmo, sabe muito bem que pisamos o risco. Pede-me apenas para ter cuidado porque as nossas reportagens estão a ser incómodas. Agradeço a atenção e trocamos números de telefone.

 

Luís Castro

 

 

publicado por Luís Castro às 01:49
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Há mais carecas...

 

 

O número de cheques sem cobertura subiu nos primeiros seis meses do ano.

Aumentou o número de cheques, mas diminuiu o valor.

O não pagamento de dívidas foi mais acentuado a partir de Abril a coincidir com o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis.

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=356203&tema=29

 

E conhecem a máxima do jornalismo que "notícia é quando um homem morde o cão" e não o contrário?

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=356162&tema=31

 

publicado por Luís Castro às 21:27
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Vamos ter saudades dele...

Ainda tem capacidade para nos surpreender.

Fantástico!

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=355919&tema=29

 

 

publicado por Luís Castro às 21:47
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Bin Laden em Miami?

 

Foi detido um dos homens mais procurados do mundo.

Radovan Karadzic, que liderou os sérvios da Bósnia e que ordenou as piores atrocidades praticadas na Europa desde a Segunda Guerra, estava na clandestinidade há doze anos.

O antigo psiquiatra, com longas barbas e cabelos brancos e óculos, trabalhava num consultório médico em Belgrado…

E Bin Laden? Será que está em Miami a fumar uns belos charutos?

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7520306.stm

 

 

 

publicado por Luís Castro às 21:55
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

E tudo deu em nada!

 

E tudo deu em nada!

Para quem não sabe, escrevi um livro sobre o impacto mediático do «Caso Maddie».

Relembro algumas passagens do “Por que Adoptámos Maddie”.

 

 

 (…) Para Alípio Ribeiro, como se já não bastasse a Comunicação Social ter entrado na especulação, os jornalistas decidiram dar mais um salto e passaram para a imaginação: “E porquê? Porque a imaginação concorre com a do vizinho. É o vamos ver quem tem mais imaginação neste caso!” Os investigadores criminais chamam também a atenção dos jornalistas para algo que consideram de extrema importância no relacionamento mútuo: “Embora o «Caso Maddie» seja diferente, porque o tempo mediático se manteve todos estes meses, tal como a investigação criminal - e até talvez mais activo -, a Comunicação Social tem de perceber que o tempo da notícia não é o mesmo tempo da Justiça”, diz Carlos Anjos.

(…)

Alípio Ribeiro é mais optimista. O também magistrado está convencido que o «Caso Maddie» terá um fim, mas não será na imprensa, até porque, diz, “as notícias não nos aproximaram da realidade, mas desviaram-nos dela.” O Director Nacional da Judiciária prevê que daqui a uns anos, “quando se fizer a revisitação dos jornais que se publicaram durante estes meses, perceber-se-á que tudo isto foi muito pobre. Será um fait-diver com pouca importância e com alguns milhares de quilos de inutilidades.” O responsável máximo da PJ pede aos jornalistas que assumam também os seu erros e que não apontem apenas para a Polícia: “O que esteve mal na Comunicação Social é bom que a própria Comunicação Social o assuma por inteiro”. Rui Rangel aponta como única solução corrigir a rota, porque, diz “este caminho vai levar a Comunicação Social ao suicídio.” O magistrado prevê até que surjam “intervenções do poder político para criar mecanismos de regulação que entrem, inclusive, nos conteúdos editoriais. E isso será grave!” Por tudo isto, o juiz desembargador apela à reflexão: “Parem e vejam que estão a fazer coisas que não podem.” O Director Nacional da Polícia Judiciária segue o mesmo raciocínio do seu colega magistrado, mostrando-se ainda mais preocupado com a questão humana dos McCann: “Houve momentos em que a própria Comunicação Social foi excessiva para com os pais, fazendo comentários verdadeiramente desagradáveis, alguns deles tontos, e isso chocou-me. É sobre esses aspectos que os jornalistas devem reflectir. Fizeram-se juízos de valor horríveis sobre os pais, e esses juízos são mais terríveis do que as considerações que os jornais ingleses possam fazer da polícia portuguesa. Isso é que me preocupa.”

(…)

Para os jornalistas, os meios justificaram os fins; para os pais, os fins justificaram os meios. Ou terá sido ao contrário? Ou terão sido as duas coisas? Os jornalistas quiseram contar uma história com final feliz e usaram os pais; os pais desejaram encontrar a filha e usaram os jornalistas. Depois zangaram-se mas continuaram a usar-se. A importância dos fins levou-os a escolher o mesmo meio. Contraditório? Não. É um confronto entre os valores e a necessidade; onde a ética individual nem sempre está de acordo com a colectiva. E quem, no desespero do desaparecimento de um filho, não faria tudo o que estivesse ao seu alcance para o encontrar? Azeredo Lopes considera que o «Caso Maddie» mostra tanto a força dos media como algumas das suas fragilidades e Paquete de Oliveira tem esperança que os jornalistas venham a reconhecer que em muitas situações foram traídos e enganados. D. Januário Torgal Ferreira, sempre pronto a defender os profissionais da comunicação social, garante que se os ouvisse em confissão, não lhes reservava qualquer penitência, mas a alguns mandava-os para casa com um conselho: “Vão e não tornem a pecar!”

 

Luís Castro

Coordenador do Telejornal e autor do livro "Por que Adoptámos Maddie"

publicado por Luís Castro às 10:00
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Sábado, 19 de Julho de 2008

estamos sempre a aprender...

Meus caros,

a última reportagem do Telejornal de hoje deixou a redacção da RTP muito animada...

Bom apetite para todos!

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=355450&tema=31

 

Luís Castro

Coordenador do Telejornal

publicado por Luís Castro às 21:06
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Cuidado!!!

 

 

 

Preservativos com defeito estão à venda no mercado...

 

http://dn.sapo.pt/2008/07/18/sociedade/preservativos_defeito_estao_a_venda_.html

 

Categorias: ,
publicado por Luís Castro às 21:05
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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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