Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

E tudo deu em nada!

 

E tudo deu em nada!

Para quem não sabe, escrevi um livro sobre o impacto mediático do «Caso Maddie».

Relembro algumas passagens do “Por que Adoptámos Maddie”.

 

 

 (…) Para Alípio Ribeiro, como se já não bastasse a Comunicação Social ter entrado na especulação, os jornalistas decidiram dar mais um salto e passaram para a imaginação: “E porquê? Porque a imaginação concorre com a do vizinho. É o vamos ver quem tem mais imaginação neste caso!” Os investigadores criminais chamam também a atenção dos jornalistas para algo que consideram de extrema importância no relacionamento mútuo: “Embora o «Caso Maddie» seja diferente, porque o tempo mediático se manteve todos estes meses, tal como a investigação criminal - e até talvez mais activo -, a Comunicação Social tem de perceber que o tempo da notícia não é o mesmo tempo da Justiça”, diz Carlos Anjos.

(…)

Alípio Ribeiro é mais optimista. O também magistrado está convencido que o «Caso Maddie» terá um fim, mas não será na imprensa, até porque, diz, “as notícias não nos aproximaram da realidade, mas desviaram-nos dela.” O Director Nacional da Judiciária prevê que daqui a uns anos, “quando se fizer a revisitação dos jornais que se publicaram durante estes meses, perceber-se-á que tudo isto foi muito pobre. Será um fait-diver com pouca importância e com alguns milhares de quilos de inutilidades.” O responsável máximo da PJ pede aos jornalistas que assumam também os seu erros e que não apontem apenas para a Polícia: “O que esteve mal na Comunicação Social é bom que a própria Comunicação Social o assuma por inteiro”. Rui Rangel aponta como única solução corrigir a rota, porque, diz “este caminho vai levar a Comunicação Social ao suicídio.” O magistrado prevê até que surjam “intervenções do poder político para criar mecanismos de regulação que entrem, inclusive, nos conteúdos editoriais. E isso será grave!” Por tudo isto, o juiz desembargador apela à reflexão: “Parem e vejam que estão a fazer coisas que não podem.” O Director Nacional da Polícia Judiciária segue o mesmo raciocínio do seu colega magistrado, mostrando-se ainda mais preocupado com a questão humana dos McCann: “Houve momentos em que a própria Comunicação Social foi excessiva para com os pais, fazendo comentários verdadeiramente desagradáveis, alguns deles tontos, e isso chocou-me. É sobre esses aspectos que os jornalistas devem reflectir. Fizeram-se juízos de valor horríveis sobre os pais, e esses juízos são mais terríveis do que as considerações que os jornais ingleses possam fazer da polícia portuguesa. Isso é que me preocupa.”

(…)

Para os jornalistas, os meios justificaram os fins; para os pais, os fins justificaram os meios. Ou terá sido ao contrário? Ou terão sido as duas coisas? Os jornalistas quiseram contar uma história com final feliz e usaram os pais; os pais desejaram encontrar a filha e usaram os jornalistas. Depois zangaram-se mas continuaram a usar-se. A importância dos fins levou-os a escolher o mesmo meio. Contraditório? Não. É um confronto entre os valores e a necessidade; onde a ética individual nem sempre está de acordo com a colectiva. E quem, no desespero do desaparecimento de um filho, não faria tudo o que estivesse ao seu alcance para o encontrar? Azeredo Lopes considera que o «Caso Maddie» mostra tanto a força dos media como algumas das suas fragilidades e Paquete de Oliveira tem esperança que os jornalistas venham a reconhecer que em muitas situações foram traídos e enganados. D. Januário Torgal Ferreira, sempre pronto a defender os profissionais da comunicação social, garante que se os ouvisse em confissão, não lhes reservava qualquer penitência, mas a alguns mandava-os para casa com um conselho: “Vão e não tornem a pecar!”

 

Luís Castro

Coordenador do Telejornal e autor do livro "Por que Adoptámos Maddie"

publicado por Luís Castro às 10:00
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39 comentários:
De pedro oliveira a 21 de Julho de 2008 às 11:12
Isto é tudo muito complicado.
Vamos esperar pelas 16H,mas cá para mim sai um: ARQUIVADO!
Paz à sua alma.
De Luís Castro a 21 de Julho de 2008 às 22:08
Visto.
LC
De Ana Cristina Brizida a 21 de Julho de 2008 às 11:48
Olá Luís tudo bem?

Concordo com o Pedro, isto é tudo muito complicado! Vamos lá esperar pelas 16:00h para ver como as coisas vão correr.... se se arquiva ou se farão novas diligências.
E eu estou mortinha por quarta-feira, pois vai sair o livro do Dr. Gonçalo Amaral que foi o primeiro inspector da PJ (agora reformado) a tomar conta do caso e que posteriormente foi afastado, talvez por se ter tornado incómodo para algumas pessoas. Vou voar para a Fnac mais próxima para o comprar.

Para mim houve sempre neste caso coisas muito estranhas. Deixarem 3 crianças sózinhas a dormir num apartamento e irem jantar (e ainda não foram acusados de abandono dos filhos!!!!!).
Quando Kate deu por falta da Madeleine insistiu sempre que a menina tinha sido raptada, ligou em primeiro lugar para Inglaterra em vez de chamar logo as autoridades portuguesas. Acho muito estranho o Clarence Mitchell largar um cargo com o Gordon Brown para assessorar os McCann.
Numa coisa a PJ foi esperta, os cães pisteiros vieram de Inglaterra e foram eles que detectaram o odor a cadáver no apartamento, porque se os canitos fossem tugas, ainda acusavam os pobres animais de incompetentes !!!!!
Ao mandarem as pistas recolhidas para um laboratório inglês, também não foi po acaso. Achei a demora em dar os resultados à PJ muito estranho, nem sei sequer se já sairam todos os resultados. É que isto não é como no CSI MIAMI...
Para mim, (agora vou-me armar em detective) a miúda morreu em casa, foi escondida na igreja e depois ou foi deitada ao mar ou levada para Espanha para ser enterrada ou incenerada.

Os jornalistas portugueses caíram na asneira de querem imitar a imprensa inglesa que é muito sensacionalista, com o objectivo de se vender jornais e ter audiências nas televisões. Mas esta parte deixo para o Luís que é uma pessoa muito mais credenciada para falar sobre este assunto.
A PJ não estava preparada para este mediatismo. A nossa polícia é mais low profile, faz o seu trabalho sem grandes alaridos e com bons resultados. Não devia ter cedido a pressões internas e externas.
Neste ponto de vista concordo inteiramente com o Dr. Francisco Moita Flores, pessoa por quem tenho uma enorme admiração.

Bjs
Cris
De Luís Castro a 21 de Julho de 2008 às 22:24
Cris,
o meu livro é em muito sobre este seu último parágrafo.
Quanto ao facto de chamarem primeiro as televisões inglesas, não é bem assim. O casal telefonou aos amigos mais próximos e estes é que espalharam por contactos importantes.

Os primeiros assessores diplomáticos foram atribuidos ao casal depois de Gordon Brown se ter envolvido no caso. Ele tinha substituido Blair e necessitava de uma bandeira na altura em que os ingleses estavam a rumar para o Algarve e daí a um ano seria sujeito a aleições. Quando viram que Gordon Brown poderia sair chamuscado do caso, então blindaram o casal com Mitchel e outros.

Gonçalo Amaral conhecerá melhor do que ninguém a investigação, mas não podia ter dito aquilo naquela altura e foi demitido apenas e só por isso. Conheço por dentro o que aconteceu naquele dia.

Quanto ao facto de deixarem os filhos, eu passei férias anos a fio no Algarve no meio de ingleses e é um comportamento comum entre eles. Quando eu quase levava os meus filhos por trela, eles deixavam os deles à solta e íam para a praia, para o ténis, para outras actividades enquanto os pais ficavam no bar ou na piscina.
Há aqui diferenças culturais que nunca foram valorizadas. Nós olhámos para aquele casal à luz dos nossos comportamentos, os jornalistas ingleses olharam para a nossa ordem jurídica à luz dos conceitos anglosaxónicos, enquanto o nosso é de inspiração alemã.
Está tudo no livro.
Bjs
LC
De Sónia Pessoa a 22 de Julho de 2008 às 00:07
Concordo contigo, Luís. Sempre achei que para os ingleses é normal deixarem as crianças sozinhas, são culturas, a portuguesa e inglesa, completamente diferentes nessa natéria. Em relação ao circo mediático que se gerou, é o lado mau da comunicação social, que para aproveitar aquele que viram vir a ser um grande furo jornalístico, não de um dia, mas de muitos dias, nem sequer se pegou na balança para pesar entre a ética que rege esta profissão e o objectivo de vender um produto a qualquer preço. O caso Maddie não passou de um produto vendável e pago a peso de ouro, pelo que nos pudemos aperceber.
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:15
Chama-se "estrutura circular da informação", onde os jornalistas se vão alimentando uns dos outros para manter a notícia.
Bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 22 de Julho de 2008 às 09:40
Olá Luís bom dia,

Quando referi que o casal não foi acusado pelo Ministério Público de abandono, era pelo facto de deixarem 3 crianças sózinhas a dormir enquanto os pais foram jantar e para os copos. Eles podiam perfeitamente pedir o serviço de baby sitter ao hotel.
Eu fui baby sitter durante 3 anos de 4 crianças inglesas e eles NUNCA deixaram os miúdos sózinhos à noite quando iam sair.
Uma coisa é esta situação, outra é aquela que o Luís descreve em que o comportamento dos pais ingleses é diferente do dos pais portugueses. Por exemplo, facto dos filhos dos Mc Cann irem para a cama às 19:00h, não me surpreendeu porque convivi de perto com essa realidade, mas confesso que de princípio custava-me imenso ver os miúdos irem dormir ainda com luz do dia. Ao contrário dos miúdos portugueses que vão para os restaurantes, centros comerciais e estão acordados até às quinhentas e depois fazem aquelas birras enormes que não há paciência.
Muitas vezes eu também passava as tardes com os "meus" miúdos e amiguinhos e via essas tais diferenças culturais que o Luís falou. Havia sempre muitas festas (que Portugal importou algumas) tais como o Halloween, Easter Egg Hunting, Valentine's Day, fazíamos bonecos de gengibre, etc. Nestas actividades alguns pais participavam imenso.
As crianças andavam à vontade, eu estava lá a supervisionar mas não interferia muito (só quando as coisas começavam a dar para o torto), o que por um lado acho bem porque torna os miúdos mais independentes.
Os pais portugueses em alguns aspectos são um pouco sufocantes, super protectores o que também não é muito bom.

Bjs e bom trabalho.
Cris
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:20
Cris,
se os pais tivesses deixado os filhos a dormir àmeia-noite e não ás sete da tarde, as pessoas (portugueses) já não achavam estranho.
Quantos já fizeram o mesmo?
Bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 23 de Julho de 2008 às 11:49
Bom dia Luís,

Para mim, os pais deixarem os filhos sózinhos num apartamento a dormir às 7 da tarde ou á meia-noite para irem jantar fora, a atitude irresponsável é rigorosamente igual. Agora se alguns portugueses acham que é tudo uma questão de horários... não sei o que pensar deles.
Aguardemos por novos desenvolvimentos... se os houver.

Bjs
Cris
De Luís Castro a 23 de Julho de 2008 às 20:55
Julgo que vamos que ter de esperar... sentados.
Bjs
LC
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:20
Obrigado.
Bjs
LC
De Mila a 11 de Setembro de 2008 às 18:08
P"ra mim kem matou a Maddie foi a mãe por acidente sim mas foi ela qem a matou e o pai tornou-se kumplice
De Ana Cristina Brizida a 12 de Setembro de 2008 às 09:53
Olá Mila bom dia,

A minha teoria é que as crianças foram sedadas, a Maddie levantou-se e chamou pelos pais. Como se viu sózinha no apartamento quis ir à procura deles. Não deve ter conseguido abrir a porta e subiu para cima do sofá na tentativa de abrir a janela e caíu.
Deve ter visto (deu em todos os canais) as imagens dos cães pisteiros ingleses no apartamento e no parque de estacionamento.
Para mim as coisas ficaram "empancadas" no laboratório, os sucessivos adiamentos na divulgação dos resultados... aí com certeza a polícia portuguesa e pessoas mais atentas viram logo que este caso iria ser arquivado. Só se saberá a verdade quando os Mccann e amigos se zangarem.
Bjs
Cris
De Luís Castro a 13 de Setembro de 2008 às 18:32
Visto.
LC
De Luís Castro a 13 de Setembro de 2008 às 17:44
Pois, não sei.
Nem sei se algum dia se saberá.
LC
De Raquel Silva a 21 de Julho de 2008 às 12:14
Olá Luís,
Está tudo bem? Tenho vindo cá, mas não comento há já um tempo.
Quanto ao caso Maddie, se for arquivado, pouco se pode fazer. Será difícil desvendar o mistério.
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 21 de Julho de 2008 às 22:24
Olá.
Há quanto tempo...
Tudo bem, obrigado. E tu?
Bjs
LC
De Raquel Silva a 22 de Julho de 2008 às 12:05
Também está tudo bem. De férias... :D
Lembrei-me de si quando vi que ia haver um curso de reportagem de guerra no escreverescrever, um sítio onde se tem aulas com um formador e se escreve sobre o assunto em questão. Se quiser dar uma vista de olhos: http://www.escreverescrever.com/verCurso.php?id_curso=34
Vou acompanhando o telejornal, sempre que posso... Ontem o caso Maddie voltou a ocupar grande parte do tempo, só é pena que tenha sido arquivado. Assim sendo, os pais deixam de ser arguidos? E se o caso for reaberto, eles voltam a sê-lo?
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:22
Sim, deixam de ser arguidos, tal como murat.
Se aparecerem outros dados considerados relevantes, o caso será reaberto.
Sobre o curso, o teu pai já me falou.
espero que gostes.
Quem sabe se um dia nos encontraremos algures numa dessas guerras...
Bjs
LC
De Raquel Silva a 23 de Julho de 2008 às 12:43
Preferia que nos encontrásemos fora dessas guerras... :D Mas nunca se sabe.
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 23 de Julho de 2008 às 21:28
Bjs.
LC
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:23
Vou ver.
Bjs
LC
De César Sequeira a 21 de Julho de 2008 às 14:45
Concordo com o resto da malta, mais um que vai ser arquivado.

1 abraço,

César Sequeira
De Luís Castro a 21 de Julho de 2008 às 22:25
E foi!
Mas ninguém pode cantar vitória.
Ab.
LC
De Alberto Fernandes a 21 de Julho de 2008 às 20:22
Olá Luis

A montanha acabou de parir um rato!......
Vamos esperar pacientemente pois tenho cá um palpite que ainda muita água vai correr!. Abraços
De Luís Castro a 21 de Julho de 2008 às 22:26
Alberto,
não sei...
Só se aparecer o corpo da criança ou se alguém revelar algo silenciado até hoje.
Ab.
LC
De Daniel Marques a 22 de Julho de 2008 às 02:48
A única coisa que me apraz dizer é que a Sandra Felgueiras está cada vez mais bonita.
De JAlves a 22 de Julho de 2008 às 16:47
Eh lá!!!!
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:23
tem bom olho...
LC
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:16
Maroto...
mas eu concordo!
Ab.
LC
De Ana Cristina Brizida a 23 de Julho de 2008 às 11:44
Olá,

Até parece que estou a ver a cena.... enquanto o "caso Maddie" estiver na ordem do dia, o meu amigo Daniel vai estar coladinho à televisão esperando ansiosamente que a Sandra Felgueiras apareça, com uma caixa enoooorme de lenços de papel para limpar a baba eheheheheheh
faz muito bem, o que a malta quer é colírio para os olhos.... e mai nada!!!!

Bjs
Cris
De Luís Castro a 23 de Julho de 2008 às 20:52
Daniel,
a Sandra foi de férias...
mas continua a ver o TJ
Ab.
LC
De eugenio queiros a 22 de Julho de 2008 às 20:51
Tudo isto é muito redutor. Mais uma vez se confundem os meios e se mistura tudo no mesmo saco. Ou será uma novidade o trabalho dos tablóides britânicos? Quanto aos nossos, parece que fizeram o seu trabalho e as televisões até andaram a reboque deles... Era ou não era verdade que Murat era suspeito? E não foram Kate e Gerrie constituídos arguidos? Foram os jornalistas a inventar tudo isto? Começo a ficar farto deste puritanismo e das teses à Felisbela Lopes. Vão trabalhar, malandros! Mas no terreno e não com o cu enterrado nas cadeiras das redacções...
De Luís Castro a 22 de Julho de 2008 às 22:30
Eugenio,
talvez um dos problemas no caso Maddie tenha sido ter tantos jornalistas no terreno.
Não sei qual é a sua profissão, mas acredite que não andamos aqui a brincar às televisões ou aos jornalistas.
Será justo - neste caso como em tantos outros - que alguém esteja tanto tempo como arguido, uma figura que condena socialmente e não reabilita?
Ao que se sabe, contra Murat nada que constitua prova foi encontrado.
Sobre os pais, igualmente...
Fica a supeita mas não a prova.
Se acompanhou o caso Apito Dourado, acha justo que aquele árbitro tenha sido envolvido, quando o próprio juiz lhe disse que não sabia a razão para ele estar ali?
Abraço e volte sempre.
LC
De bluewater68 a 24 de Julho de 2008 às 10:32
O Caso Madie foi arquivado? Então e agora? Uma coisa é certa. Se os Pais da Madie avançarem com um pedido de indemnização ao Estado Português, eu também avanço. Porquê? Andámos a acompanhar durante 14 meses uma das maiores novelas da vida real, com maior interesse do que foi dado ao calceteiro de Barrancos. Tínhamos um tipo com cara de culpado, que bem podia pertencer à lista dos 150 pedófilos ingleses que se passeiam livremente em solo nacional. Havia um russo que se dedicava à informática, o que só poderia indiciar a sua culpa no cartório. Uma mãe inglesa que não lacrimejava em situações onde qualquer mãe lusitana choraria baba e ranho. Um pai inglês com ar pedante, que também não lacrimejava. Uns compinchas ingleses que passavam férias no mesmo local e que emborcavam diversas garrafas de vinho Lagoa ao jantar, sendo por isso, obviamente, suspeitos. Uns técnicos de um laboratório inglês que falsificaram resultados a pedido de um assessor de imprensa de um político importante. Um cão que misturava vestígios de Ketchup com sangue. Uma vila inglesa onde todos tinham ar de lhes terem feito uma lavagem ao cérebro.

Tínhamos isso tudo e agora o caso é arquivado? Então e as revoltas populares e os apedrejamentos? E tudo aquilo que se andou a ler nos jornais, e que nós admitimos como fontes fidedignas da investigação? E a pipa de massa que foi gasta na investigação? Não! Recuso-me a aceitar tal destino. Apresentaram-me culpados e eu acreditei neles. Querem que eu agora esqueça isso de ânimo leve? Nunca!
(...)
Mais em (http://sol.sapo.pt/blogs/bluewater68/archive/2008/07/22/oInimigoMarafado-_5B00_I_5D00_.aspx)
.
E os meus parabéns por este Blogue, que apenas conheci recentemente, mas do qual sou leitor assíduo.
Cumprimentos
De Luís Castro a 24 de Julho de 2008 às 21:43
Bluewater68,
obrigado.
Quanto ao comentário, entendo.
Ab.
LC
De Luís Castro a 24 de Julho de 2008 às 21:43
Bluewater68,
obrigado.
Quanto ao comentário, entendo.
Ab.
LC
De J.C. a 28 de Julho de 2008 às 18:49
vergonha ...

as vantagens de não ser português ...

abraço

jmack
De Luís Castro a 28 de Julho de 2008 às 21:18
Outro.
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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