Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

A última fotografia...

Foi tirada no dia em que partiu para o Iraque.

  

“A última coisa que o McMillam disse ao telefone foi que me amava. Nunca o vou esquecer!” Elizabeth falou com o marido pouco antes dele morrer.

 

Naquele dia, seguia numa coluna militar quando o striker em que se deslocava foi atingido por uma explosão em Samarra, a Norte de Bagdade.

 

McMillan não resistiu aos ferimentos e morreu no dia em que fazia dezoito meses de casado.

 

Luís Castro

 

publicado por Luís Castro às 19:00
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23 comentários:
De Alberto Fernandes a 30 de Julho de 2008 às 19:28
Um abraço Luis.
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 03:27
Obrigado.
Outro também para si.
LC
De Raquel Silva a 30 de Julho de 2008 às 20:13
Parece demasiado irreal para ser verdade. Isto para nós, que nunca lá estivemos, e que não sabemos o que é estar lá na linha da frente.
Envie as suas fotografias com ele para a esposa, mais os links das reportagens. Só lhe resta agarrar as recordações...
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 03:30
Raquel,
já o fiz quando regressei do Iraque.
Ela mandou-me um mail a pedir esses links e vi que várias pessoas entraram nas fotos do sapo para ver as fotos que lá estavam.
Bjs
LC
De Tiago Costa a 30 de Julho de 2008 às 20:37
Realmente, parece outro mundo. Deve ser muito duro. Até a mim, que nunca o conheci, nunca lá estive, parece uma enorme injustiça.

Um abraço,
Tiago Costa
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 03:32
Tiago,
obrigado.
É sempre uma injustiça e uma revolta difícil de superar quando se perde a vida por intersses muito questionáveis, como é o caso.
Ab.
LC
De Rúben M. a 31 de Julho de 2008 às 08:27
Maldita guerra que nunca mais acaba ... quantos mais inocentes terão que morrer ?
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 13:23
Muitos ainda, certamente!
LC
De Afonso Reis Cabral a 31 de Julho de 2008 às 09:57
Um abraço forte.
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 13:23
Outro.
Obrigado.
LC
De Torradaemeiadeleite a 31 de Julho de 2008 às 13:56
Olá, Luís!
Obrigada por partilhar um pouco da vida do soldado McMillam. Este relato representa um abanão de consciências... É fácil esquecer que cada soldado, seja de que lado for, tem uma história e ambições pessoais que tantas vezes chocam com a missão que têm de cumprir num terreno hostil. Lamento que tantos sonhos e esperança de dias bons terminem assim... Lamento a perda do seu amigo...
Cumprimentos.
De Luís Castro a 31 de Julho de 2008 às 15:24
torradaemeiadeleite,
cada soldado tem uma história de vida que não pode ser confundida com a decisão política.
Bjs e obrigado.
LC
De J.C. a 31 de Julho de 2008 às 17:20
Cada soldado tem uma história... acho que isso diz tudo.

Um abraço


jmack
De Luís Castro a 1 de Agosto de 2008 às 01:43
É isso, jmack.
Ab.
LC
De Carla Sousa a 1 de Agosto de 2008 às 02:31
Caro Luís Castro,

Antes de mais, devo dizer que prezo imenso o seu trabalho enquanto jornalista, sobretudo pela humanidade que transmite em cada intervenção, seja escrita seja via televisão.
Hoje chora a morte do seu amigo McMillan, algo que lamento imenso... não se trata de noticiar que morreu mais um soldado na "aparentemente habitual" guerra do Iraque, antes a do seu companheiro, que tinha nome, emoções e uma história que ainda tinha muitas linhas por preencher. Ficam as memórias dos sorrisos que devem ter partilhado, a julgar pela foto que aqui deixou. Termino com uma "coincidência": antes de ler este post, acabara de deixar no meu cantinho as palavras da música "Mad World", na versão de Gary Jules, e que ironicamente vem ao encontro de tudo o que contorna esta perda... o mundo em que vivemos!

Desejo-lhe o melhor!

Cumprimentos.
De Luís Castro a 1 de Agosto de 2008 às 18:40
Obrigado, Carla.
As amizades que nascem debaixo de fogo... são únicas!
Bjs.
LC
De Benjamim Feliz a 5 de Agosto de 2008 às 09:16
No Kosovo, em 2006, conheci um sargento americano com o mesmo ideal do McMillan: dar à sua família o sonho de a ver feliz e próspera!
E nesta procura constante da felicidade para os outros, acredito que todos nós, a maioria dos quais cobertos pelo escudo do anonimato, fazemos também história e contribuímos para a nossa história colectiva.
Nunca um soldado morre em vão, muito menos numa guerra! Todos nós morremos um pouco no dia-a-dia, quando não pomos ao serviço dos outros que nos rodeiam as nossas capacidades e o nosso conhecimento: uns escrevem notícias, outros fazem-nas. Nesta nobre dualidade não poderemos nunca esquecer uns e outros!
À família do McMillan os meus sentimentos. Aos amigos: a coragem para continuar na busca da felicidade! Ele não iria gostar de saber que a sua morte nos fez parar. Temos que continuar a laborar para a história!
De Luís Castro a 5 de Agosto de 2008 às 23:38
Para quem não sabe,
eu e o Feliz já nos encontrámos algures do outo lado do mundo.
Abraço, amigo.
Por onde andas?
LC
De Azoriana a 6 de Agosto de 2008 às 12:25
O meu sentido pesar.

Um abraço para si e toda a família do jovem.
Que Deus o tenha e ajude a esposa.
Não consigo mais palavras para tamanha dor.
Quando virá a paz? Ninguém sabe.
Que o Bom Jesus Milagroso, que se venera na ilha do Pico, lance o Seu Olhar de misericórdia.

Bj
De Luís Castro a 7 de Agosto de 2008 às 02:29
Azoriana,
provavelmente amanhã a mulher do McMillan virá ao blog traduzir para inglês tudo o que aqui está escrito sobre o marido.
Bjs
LC

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RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
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- Colaborações Imprensa:
Expresso
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RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
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