

Cheguei a casa e acompanhei pelas televisões – tal como milhares de portugueses – o sequestro resultante do assalto falhado à agência do BES.
Estou de férias, mas gostaria de saber a vossa opinião sobre a forma como as televisões generalistas (RTP, SIC e TVI) e os canais de notícias por cabo (RTPN e SICN) cobriram aqueles momentos dramáticos.
Obrigado.
Luís Castro
De
mWm a 8 de Agosto de 2008 às 01:31
Penso que não foi muito intensivo.
Entraram com notícia de última hora na SIC Notícias a partir do jornal das 16 (acho) e depois foram voltando ao tema de abertura em quase todos, sempre que achavam necessário porque havia novas notícias no desenrolar do telejornal.
A seguir ao telejornal fizeram emissão especial em que resumiram o sucedido e mostraram os tiros dos snipers e o GOE a entrar e explicaram o que aconteceu depois.
Infelizmente (?) um dos assaltantes morreu e o outro penso que está gravemente ferido num hospital.
Felizmente todos os reféns saíram ilesos e sem ferimentos.
Situação desagradável, ficar 8h como refém!
O pior é que a seguir a casos destes há revoltas. Familiares, amigos... então com um morto!
Visto.
Obrigado.
Luís Castro
Visto.
Obrigado.
Luís Castro
Visto.
Obrigado.
Luís Castro
Olá Luis
Ainda estou a ver o resumo mas na SIC Noticias porque as outras televisões já terminaram a informação.
Fui fazendo zapping e a RTPN prendeu-me a maior parte do tempo a acompanhar o evoluir dos acontecimentos.
Percebi que as autoridades vedaram muito o acesso á comunicação social e achei compreensivel pois uma acção destas requer o máximo cuidado e atenção com o minimo de distracção.
Achei que as televisões foram fazendo o seu trabalho á medida que as informações lhes chegava e sem grandes aparatos informativos.
A SIC pareceu-me ter sido a última a receber a informação correcta sobre o momento em que os sequestradores foram "abatidos" e a confirmação da morte de 1 deles.
Sempre que passava pela TVI via a transmissão da tourada.
Mais uma vez continuo a preferir as noticias RTP/RTPN
Visto.
Obrigado.
Luís Castro
De
Phil a 8 de Agosto de 2008 às 02:05
Olá Luís...
Estive num zapping entre a RTP e SIC e foi seguramente uma cobertura difícil de gerir, sobretudo na fase de decisiva.
Pareceu-me evidente que havia muito medo de mostrar o pior...afinal, uma refém com uma arma apontada ao pescoço, podia resultar no pior...o que não se verificou...
Entretanto, decidiram cobrir com uma mancha a cara dos intervenientes...o que me pareceu uma atitude correcta...
Portanto, globalmente, notou-se um esforço para mostrar o máximo possível, dentro de determinados limites...
E para terminar...boas férias Luís.
(já na TVI, deve ter sido uma valente tourada...dizem!)
Obrigado.
Visto.
Luís Castro
Eu não vejo TVI, portanto não sei como é que foi a cobertura deles. Sensacionalista, aposto, mas não posso falar de algo que não vi.
Passei para a DIC quando acabou o telejornal da RTP, mas não acompanhei intensamente, foi na altura da odisseia do saco de compras à porta do banco, deviam ser 21h00, à volta disso.
Na altura, provavelmente já o tema estava muito estafado, porque as entrevistas de rua eram feitas a pessoas que nada tinham a ver com o assunto. Senhoras que queriam passar e não podiam e coisas assim.
Achei que era demasiado, demasiado lixo para encher tempo. Bem sei que numa situação destas, que não tem hora para terminar e onde pode acontecer alguma coisa a qualquer momento é difícil, mas achei que havia ali muita coisa que não interessava para nada.
Mas eu não sou a consumidora típica de televisão. Acompanhei o tema online, e a televisão acrescentou pouco ao que eu já sabia.
Olá MJ,
um café um destes dias?
Bjs
LC
Saio hoje para férias.
Setembro? :)
Boas férias.
Daqui a quinze dias saio eu do país e volto em meados de Setembro.
Fica combinado para essa altura.
Ligo eu quando regressar à Tuga!
Bjs
LC
De mrodrigues a 8 de Agosto de 2008 às 10:22
Ontem era dia especial do Festival dos Oceanos/Pavilhão do Conhecimento em Lisboa e depois do trabalho fui com a minha afilhada ao dito, ver a exposição (estavam abertos até à meia-noite), fazer e lançar um foguetão de água e ver Júpiter e 4 dos seus satélitos em telescópio. Sabia que tinha havido o assalto mas só hoje de manhã soube que a parte final tinha inclusivé dado em directo com o ataque aos assaltantes. Não liguei sequer a televisão, por isso não posso comentar a cobertura, mas o que me questiono é a oportunidade sequer de a fazer. Entendo o interesse mediático e a vontade das televisões, mas penso no perigo da coisa correr mal e sobretudo na família e amigos dos 2 reféns, no susto que será vê-los assim na TV, suspensos de decisões que não controlam. Sinceramente acho que nestes casos era preferível darem flashes da situação, mas sem imagens em directo e sem a fase da negociação final à vista de todos (até por uma questão de não ensinar a futuros as técnicas da polícia). Boas férias!
Vou ser sincera, não tive grande tempo para acompanhar esses momentos, mas do puco que vi pareceu-me uma cobertura bastante sóbria, e falo da RTP. Não vi os outros.
Beijinho
Ah! lembrei-me, então de férias... hummmmm! boas férias e não te esqueças de mim! (podes chamar-me chata que eu deixo!)
Sónia
Não vou esquecer.
Apena tenho passado o tempo na praia e não dá para levar o computador.
E em casa, começam logo a resmungar quando venho ao computador...
Mas está prometido!!!
Bjs
LC
De DJCA a 8 de Agosto de 2008 às 10:30
Lastimo dizer isto mas a impressão geral com que fiquei foi de uma grande mediocridade pelas coberturas efectuadas, acho que e até pelas caracteristicas próprias do canal a pior foi mesmo a da sic notícias. Acho que os repórteres no local e sempre que nada de concreto haja para dizer deveriam limitar-se ao silêncio e procurarem sim obter informação fiável em vez de estarem simplesmente a debitar baboseiras e banalidades óbvias só para encher balões.
Digno de registo foi a excelente intervenção dos operacionais do GOE que actuaram de forma rápida e eficaz.
Aproveito para dar os parabéns pelo blogue e pelo também seu excelente profissionalismo como repórter de guerra.
Obrigado.
O blogue é um espaço de partilha e uma forma de vos ouvir. É muito importante para mim.
Visto.
LC
Sabe,
estamos mais habituados a falar do que ouvir...
Ab.
LC
melhor do que as tv em directo, foi ter estado em directo com um amigo (via msn) toda a tarde que tinha uma excelente vista sobre o que estava a acontecer.
quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi ligar a televisão para ver tudo o que conseguia.
ninguém era da minha familia, mas eu estava sempre à espera que os reféns fossem libertados.
quanto aos assaltantes ... pois, temos muita "peninha" mas a vida é dura (esta com o tom mais cinico que consigo).
agora não acho mesmo nada bem que no meio de tantas desgraças que acontecem em hospitais ou com transportes de doentes, o assaltante que está ligado à máquina esteja a recuperar.
Que sorte!
Vista quase directa sobre o acontecimento.
LC
De João Vargues a 8 de Agosto de 2008 às 10:37
Fez-me a espécie do costume, mas compreendo-os muito bem. Falo dos jornalistas, quer no terreno quer em estúdio, a terem que dizer alguma coisa sem terem nada para dizer.
Isto levou a que - também andei a saltar de canal para canal - a TVI anunciasse "dois abatidos" dez minutos antes da SIC anunciar um alvejado.
Achei interessante a RTPN ter logo em estúdio um especialista para entrevistar.
Com mais câmara menos câmara no local, as televisões mostraram basicamente o mesmo, aquilo que puderam, e que para quem vive no país "seguro" que é Portugal, foi muito.
De resto, destaco para quem não viu as imagens vídeo de hoje no Público, a partir de uma posição mais central que as televisões.
João Vargues.
De Marisa Martins a 8 de Agosto de 2008 às 10:42
Bom dia,
Bem sei que a curiosidade das pessoas leva a que as televisões estejam sempre em cima dos acontecimentos e, eu própria, estive alguns minutos a ver a cena em directo (quando apenas passava na SIC Notícias).
No entanto, acho de mau gosto imagens que mostram uma senhora com uma arma apontada ao pescoço, sem nenhum tipo de censura, por causa dos familiares das vítimas. Se já não deve ser fácil saber que alguém nosso está numa situação daquelas, imaginem o que é poder ver a cena na televisão, sem saber que desfecho daí pode advir.
A morte é de lamentar e espero que não haja nenhum tipo de represálias à comunidade brasileira.
MMartins
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