Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Regresso da grande rússia?

 

Convidei o general Loureiro dos Santos para vir ao Telejornal comentar o conflito na Geórgia.
Nada como ouvir quem sabe e se expressa de uma forma sucinta e esclarecedora. Em menos de dois minutos ficou tudo dito.
Ao longo da entrevista, fui colocando diversas citações do general para melhor compreensão. 

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=358647&tema=31

 

Luís Castro

Coordenador do telejornal

 

publicado por Luís Castro às 21:57
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39 comentários:
De Daniel Marques a 12 de Agosto de 2008 às 23:08
O Sr. General Loureiro dos Santos tem comentários sempre muito lúcidos e focados nos pontos essenciais. Não há cá rodeios, é aquilo e pronto! Por isso é que dá gosto ouvi-lo. É muito fácil compreende-lo, usa uma linguagem acessível. E como se vê, também não precisa de muito tempo para dizer tudo o que há para dizer.
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 02:29
Daniel,
e é muito comunicativo também!
Por vezes convidamos sumidades que quando se sentam na mesa do Telejornal simplesmente bloqueiam.
Abraço
LC
De Daniel Marques a 15 de Agosto de 2008 às 15:18
Bom, eu não me sentei à mesa do Telejornal. Mas a ideia que fiquei quando vi as gravações da RTP N é que estava demasiado à vontade. Às vezes peca-se por excesso.
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:38
Estavas muito bem!
Ab.
LC
De DD a 12 de Agosto de 2008 às 23:11
O general em vez de dizer que a Rússia tornou-se numa potência imperialista diz que readquiriu capacidade militar para intervir na sua periferia".
A Rússia está a tornar-se numa potência fascista e imperialista dirigida pela dupla oligarcas-polícia secreta ex-KGB ).
A técnica actual de conquista de um país é simples: Influenciam-se minorias étnicas, religiosas ou só políticas para se revoltarem e iniciarem guerras assimétricas e depois intervém-se para manter a Paz. Por vezes nem é preciso influenciar muito porque o desejo de separação é muito da parte de povos que foram incluídos em nações sem que tivessem tido a oportunidade para decidirem em referendo. Recordemos que Lenine dizia que o Império Czarista era uma prisão de nações. Mas, depois dos bolchevistas tomarem o poder, Lenine ordenou a conquista de quase todo aquele império. Com a Geórgia , Lenine assinou em Janeiro de 1921 um Tratado de Paz, dito de Moscovo, e em Fevereiro do mesmo ano ordenou ao 11º Exército Vermelho para invadir a Geórgia e esmagar a sua liberdade.
O mesmo fez com a Ucrânia muitas colónias do Império dos Czares.
Para manter a Ucrânia subjugada, os estalinistas liquidaram milhões de ucranianos a tiro e à fome. Foi há 75 anos e o parlamento ucraniano recordou o evento com tida a dignidade que merecia. Por sua vez a Duma Russa disse que a política de fome estalinista não foi exclusivamente contra a Ucrânia, mas contra todas as populações rurais que não queria o comunismo nem a colectivização das terras numa nação com mais de 25 milhões de km quadrados , estando apenas 10% cultivados. Segundo uma economista da Perestroika , o que foi colectivizado não foi a terra que havia em abundância, foram sim os rurais que, ao longo da ditadura , ficaram amarrados à terra como escravos da gleba, só podendo sair com autorização do Comité dirigente do PCUS do Sovkoze ou do Kolkoze. Mas saiam mais para o Arquipélago Gulag que para as grandes cidades.
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 02:39
DD,
sim senhor, grande bagagem!
É isso que me assusta, uma Rússia Czarista e imperialista.
Foi muito importante ver a solidariedade dos presidentes da Polónia, Lituânia, Estónia, Ucrânia e o primeiro-ministro da Letónia juntos, num claro apoio, durante um acto público na capital da Geórgia, Tiblissi.
Ab.
LC

De Marco Ribeiro a 13 de Agosto de 2008 às 08:09
Luís, achas que a NATO só ainda não reagiu à situação de uma maneira notória com medo de provocar uma 3ª guerra mundial?
De ricardo nunes a 13 de Agosto de 2008 às 09:33
boas a todos,
@marco ribeiro

respondo ao marco porque me parece que é por aí que toda a conversa está a ir, a suposta culpa da Rússia neste caso.

os russos não são santos nada disso, especialmente o sr Putin e seus apaniguados, mas desta vez é muito provável, quase certo que não tiveram culpa em toda esta situação.

quem começou as hostilidades foi o presidente fantoche da Georgia, mas as hostilidades não começaram hoje.

desde pelo menos o ínicio deste ano que a Georgia tem recebido forte apoio militar dos EUA, NATO e Israel, quer em material militar quer em suporte técnico e especialistas que treinam as tropas da Georgia, as bases que a Georgia tem construido, apesar de ainda não ser um pais da NATO, seguem todas as recomendações da NATO.

todo este apoio e destabilização da zona se deve aos EUA, NATO e Israel, ao início as desculpa norte-americana foi de que existiriam bases da al-qaeda nessa região, a al-qaeda desde o 11set2001 serve para tudo.
a verdade é que não existem bases nenhumas da al-qaeda, nem lá nem provávelmente em sitio algum, uma vez que a al-qaeda por e simplesmente é uma invenção norte-americana, tal como é afirmado por diversos peritos, tal como é afirmado por Zbigniew Brezinski que a começou a criar em 1979, 6 meses antes da entrada de moscovo no afeganistão.

eu não consigo perceber porque é que os meios de informação se se dizem independentes não explicam às pessoas algo tão simples.

'Q eidat il-Maaloomaat', quer dizer qualquer coisa como "ficarás marcado na base de dados".
'Q eidat i-Taaleemaat.' algo como "base de dados decisória ou de decisão"
Q eidat ilmu'ti'aat', que traduzido à letra será "base de dados"
ou na sua forma simplificada Qaida ou "uma base", ou então al-qaida, que significa "a base".

estas diferenças são explicadas no artigo: Al Qaeda -- the Database - http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=BUN20051120&articleId=1291

mas para os norte-americanos o começo do uso dessa palavra deu-se a quando dos 1ºs atentados ao WTC em 1993, quando o ministério público levou a tribunal os supostos autores, e tendo conhecimento da base de dados criada pela CIA sobre os mujahedin do Afeganistão, atribuiu a culpa a essa entidade, que deixou de ser "a base de dados" para passar a ser uma entidade terrorista, a Al-Qaida.

"British Foreign Secretary Robin Cook told the House of Commons that "Al Qaeda" is not really a terrorist group but a database of international mujaheddin and arms smugglers used by the CIA and Saudis to funnel guerrillas, arms, and money into Soviet-occupied Afghanistan."

tudo isto para tentar mostrar que a al-qaida não passa de desinformação, por parte dos EUA e da NATO.
Aliás a NATO é apenas o braço armado dos EUA e por consequência de Israel na Europa, e não são nem santos nem se preocupam minimamente com os cidadãos da Europa, de facto a NATO levou a cabo atentados terroristas na Europa durante a guerra fria, está mais do que documentada essa actividade, era a Operação Gladio, que em diversos países foi levada à justiça, nomeadamente em Itália, nem o nosso país escapou a ela.
se me permitem aconselho a leitura do historiador Suiço, Daniele Ganser, sobre este tema.

Mas ainda hoje a NATO é uma entidade muito pouco recomendada, veja-se o que fizeram no kosovo, se os norte-americanos, o reino unido e a NATO se preocupam tanto com terroristas islâmicos, porque é que a CIA, tropas especiais dos EUA e as SAS britânicas deram apoio e treino ao KLA (kosovo liberation army)?

"On Sunday, March 12, Britain's BBC2 television channel ran a documentary by Alan Little entitled "Moral Combat: NATO At War". The program contained damning evidence of how the Clinton administration set out to create a pretext for declaring war against the Milosevic regime in Serbia by sponsoring the separatist Kosovo Liberation Army (KLA), then pressed this decision on its European allies. The revelations in the documentary were reinforced by an accompanying article in the Sunday Times."

tudo isto para tentar fazer perceber às pessoas que vivemos todos num mundo do nunca, numa realidade virtual de desinformação levada a cabo pelos media e criada por forças poderosas que se estão lixando para as pessoas.

a Georgia foi o agressor, a Russia limitou-se a defender a sua integridade.
rjn
De ricardo nunes a 13 de Agosto de 2008 às 09:38
só para completar, o que acima escrevi, e para não ocupar mais espaço ao blog do Luis Castro, tudo o que pretendia dizer sobre este tema está no meu blog, onde peço a saída imediata da NATO de Portugal.

A NATO é cada vez mais uma entidade que não serve os interesses de Portugal, nem da Europa, apenas serve para criar conflitos.

antes que comecem a afirmar que sou de esquerda e por isso afirmo semelhante coisa, digo já que sou um social democrata que pensa pela própria cabeça.
até porque a esquerda não teria moral para afirmar semelhante coisa, uma vez que sempre foram a favor do pacto de Varsóvia.

cumprimentos
rjnunes

P.S. peço desculpa ao LCastro, mas sou alérgico a injustiças e a desinformação.
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:58
Ricardo,
ocupe o espaço que entender!
Este blogue é de todos.
Ab para quem pensa pela sua cabeça.
LC
De Paulo Sousa a 20 de Agosto de 2008 às 11:45
O Anti-americanismo é uma corrente de pensamento curiosa.
Caro Ricardo, de tão odiados que são os EUA com as suas bombas nucleares, acho mesmo que todos os que odeiam os EUA deveriam poder recuar no tempo e alistar-se nas tropas nazis e japonesas. Isso é que era. Ajudariam todo o mundo a livrar-se do grande Satã. Em regimes autoritários e desrespeitadores das liberdades individuais é que os anti-americanos se davam bem.
Mas como sabemos que recuar no tempo não é possível podemos usar um exemplo actual. Os ocidentais anti-americanos, amantes da paz (claro que nenhum americano se inclui neste grupo pois são todos aficionados da guerra e da destruição), cidadãos ocidentais esses que escolhem os seus representantes em eleições livres e que vivem em sociedades onde as mulheres têm direitos iguais e são utilizadores do sistema operativo da Microsoft, se deveriam unir e apoiar o Irão para que este país, desrespeitador das liberdades individuais, consiga a sua bomba nuclear e assim leve a melhor perante o grande Satã. E também a Rússia imperialista que elimina jornalistas incomodos.
Digo isto e considero que a Administração norte-americana do Sr. Bush cometeu diversos e graves erros com imensas implicações geopolíticas indevidamente ponderadas. Mas apesar disso, consigo distinguir que se tivesse de escolher entre um regime democrático, que é o ‘esqueleto’ da cultura norte-americana, e um regime autoritário como o dos Sr. Putin, Sr. Saddam, Hitler, Hirohito, Mussolini, Mao Tse Tung, Estaline, Ahmadinejad, Chavez, Khadafi e até de Salazar, a escolha seria fácil.
A paz mantêm-se sempre que diferentes partes se mantêm em equilíbrio. Isto aplica-se na esfera individual, familiar, social, política ou até entre facções, países ou blocos.
A guerra começa sempre que deixa de existir equilíbrio.
Imagine que os odiados EUA perdiam, ou deixavam de utilizar o seu poder militar.
Quantas horas demoraria a Rússia a anexar a Geórgia, Kazaquistão e demais repúblicas encharcadas em petróleo e gás natural? Quem levantaria um dedo para os impedir?
Quantas horas demoraria a China a anexar Taiwan? Claro que no dia seguinte e não havendo qualquer oposição (quem é que arriscaria o pescoço a enfrentar a China?) anexariam do mesmo modo todos os vizinhos que têm as matérias-primas que a China agora importa. Já todos ouvimos falar do excêntrico sultão do Brunei que nada em petróleo. Pois o Brunei, e já agora os vizinhos Malásia, Indonésia, etc todos têm petróleo e outras matérias primas inexistentes na China, seriam anexados como novas províncias. Como é natural as populações desses países não gostariam de perder a sua independência, mas já sabemos como é o estado chinês lida com manifs.
Sem o poder militar americano todos os países árabes unir-se-iam para destruir Israel, que não hesitaria em usar as suas armas nucleares. Se o mundo Árabe conseguisse vencer (mesmo depois de várias explosões nucleares), de imediato entrariam numa guerra sem fim entre eles. Mas claro que algumas facções árabes quereriam desforrar-se da humilhação da cruzadas e a Europa seria o alvo seguinte.
Na América do Sul o Sr. Chavez entraria de imediato, como ameaça fazer há algum tempo, nos seus países vizinhos e apenas o Brasil o poderia travar, ficando ainda assim toda a América do Sul em guerra.
Restaria África negra que também tem o seu know-how em guerra mas é mais do estilo fraticida. Não sairiam do seu continente, mas seriam ocupados por um qualquer vencedor de cada bloco regional.
Muitos outros cenários se poderiam levantar e isto não passa de ‘What-if’ arrepiante.
Meu caro Ricardo,
O poder militar norte-americano é acima de tudo dissuasor. Fico bem mais descansado que sejam os EUA a fazer contra-ponto com todos as potências regionais autoritárias e assim a assegurar o tal equilíbrio que permite a paz possível.
De Luís Castro a 20 de Agosto de 2008 às 22:20
Dois artigos MUITO INTERESSANTES!
Gostei.
Abraço para os dois.
LC
De ricardo nunes a 21 de Agosto de 2008 às 02:29
boas,

caro paulo sousa, começo por dizer que não sou anti-americano, tenho grande respeito pelo povo dos EUA tal como tenho por qualquer povo de outro país.

eu não sou contra nenhum povo, sou contra políticas levadas a cabo por governos de diversos países, uns que se dizem democráticos e não o são, outros que sendo democráticos só o são nas palavras e não nas acções e ainda outros que não são de todo democráticos e nem sequer o escondem, pelo menos sabemos logo à partida com o que podemos contar ao contrário dos lobos que vestem pele de cordeiro.

eu não sou daqueles que acham que os EUA são o terror e a coreia do norte, china e cuba sejam o paraíso, agora não entro é em real politik, sou alérgico a injustiças e à mentira, para mim tal como uma pessoa, os povos e os países onde esses povos residem também podem e devem ser julgados moralmente, não podemos olhara apenas aos discursos mas principalmente às acções, é assim que deve ser com os homens é assim que se deve
de olhar para os países, afinal são governados por homens.

posto isto, reparo que tal como é habitual, o caro paulo sousa, em vez de rebater os meus argumentos, ou apenas dizer que não concorda com eles, opta pelo mais fácil, a acusação de que sou ant-americano.

nada de novo, afinal quando não se quer debater a sério um tema ou se quer esconder algo acusa-se as
pessoas de anti-qualquer_coisa, o actual presidente dos EUA, Bush assim o fez a seguir aos atentados de
11set2001, dizendo que não se deveria olhar aqueles que criticavam a falta de esclarecimento e os que colocavam em causa as explicações oficiais, por mais falhas e omissões que estas tivessem, porque claro, seria anti-patriótico.

mas já não é nova esta táctica de defesa do indefensável, afinal de contas rendeu sempre bastante às administrações dos EUA, fossem elas democratas ou republicanas, o facto de terem levado para os EUA a seguir à wwII agrande maoria dos cientistas NAZIS, por mais doidos e assassinos que fossem, aprenderam muito com eles, e durante o julgamento de Nuremberga também, e neste caso com Herman Goering quando este afirmou

"Naturalmente, as pessoas comuns não querem a guerra, nem na Rússia nem na Inglaterra nem na América, nem para o caso na Alemanha. Isso é compreensível. Mas, afinal, são os dirigentes do país que determinam apolítica e é sempre uma simples questão de arrastar o povo junto, se se trata de uma democracia ou uma ditadura fascista ou um Parlamento ou uma ditadura comunista. … com voz ou sem voz, o povo pode sempre ser
levado a seguir os seus líderes. Isso é fácil. Tudo que você tem que fazer é dizer-lhes que estão a ser
atacados, e denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e de expor o país ao perigo. Ele funciona da mesma maneira em qualquer país."

caro paulo sousa, sabe, o problema das pessoas e parece que é também o seu, pelo menos em relação ao que escrevi, é que obtém conhecimento dos diversos assuntos através dos media, e permita-me que lhe diga, estes são muito maus a transmitir o que na realidade se passa no mundo e na história desse mesmo mundo.

quando se quer informação credível e fundamentada, essa não se encontra nas TV's, rádios e jornais, essa
está nos livros e nos documentos históricos.

diz que os tais anti-americanos, nos quais pelos visto me incluiria eu, se deveriam alistar no outro lado, o tal eixo do mal da altura, pelo que afirma, terá sido de toda a justiça os EUA usarem armas nucleares contra os japoneses, saberá o sr paulo sousa que houve muitos americanos que se insurgiram contra essa utilização? saberá o sr paulo sousa que até generais da altura disseram e tinham estudos que provavam que não era necessária a sua utilização?

caro paulo sousa, eu não defendo o irão, apenas defendo que os países devem ser vistos pela mesma bitola e principalmente que as informações que vêm a publico sejam fundamentadas e correctas, e a verdade e mais uma vez dita por esses anti-americanos primários que são a CIA, indica que desde há anos que o Irao não está a desenvolver nenhum programa nuclear.

mais, o presidente do irão nunca afirmou que queria varrer israel do mapa, leia as fontes caro paulo sousa, não fale apenas pelo que as televisões, rádios e jornais debitam.
De ricardo nunes a 21 de Agosto de 2008 às 02:33
o que ele afirmou é que queria ver desaparecer o actual regime politico de israel, o qual apelida de
sionista, e como sabe caro paulo sousa, até grande parte dos israelitas abominam o sionismo, indicando
mesmo que este vai contra os ensinamentos da Tora.

o sr paulo sousa a seguir na sua critica, começa a comparar diversos regimes, ditadores e governantes, e mete tudo no mesmo saco.

caro paulo sousa, mas porque razão é que hugo chavez que ganhou eleições livres, putin que ganhou diversas eleiçoes livres são metidos no mesmo saco que outros que menciona? mas as eleições nos EUA onde são comandadas pelo lobby do armamento e pelo lobby israelita são mais democráticas que as dos outros países?

mais uma vez se calhar o sr paulo sousa deveria ler um pouco mais sabe que existem n provas que as ultimas eleições dos EUA tiveram fraudes monumentais? especialmente na florida? se me permite aconselho a leitura de diversa informação colhida por diversos anti-americanos, ou seja os proprios norte-americanos e ainda pelo jornalista Greg Palast e por esse anti-americano de gema, ROBERT F. KENNEDY JR.

quanto ao resto do seu discurso, apenas afirmo o seguinte, aconselho o caro paulo sousa a ler o livro do criador da invasão da URSS ao afeganistaõ, antigo conselheiro de Carter e Reagan e actual principal conselheiro de Obama, o criador da Al-Qaida (base de dados dos mujaheidin), o sr zbigniew brezinski.

no livro The Grand Chessboard ele define toda a politica militar expansionista e imperialista que os EUA devem levar a efeito, porque ele consider que a Euroasia é a zona mais rica do planeta e a qual os EUA devem dominar, não deixando que nenhuma outra potencia apareça para a reclamar, e nessas potencias que poderiamemergir ele considera, o Irão, a turquia, o uzbeqistão, a china e claro a grande russia.

para que tal não viesse a suceder, ou seja para que os EUA não viessem a perder toda a riqueza e hegemonia nessa zona do mundo deveria para tal desestabilizar paises da periferia da russia e ex-pacto de varsovia bem como o irão.

quanto à periferia da russia já estamos a ver o que está a suceder, começou com o kosovo e bosnia
muçulmana, destruindo assim a servia, parceira da russia, esta´a suceder com a georgia, estão a colocar armas na polonia e anos antes dos acontecimentos do 11set2001, começaram a transportar armas e tropas para bases do kazakistão.


"As FTW has documented in previous stories, major deployments of U.S. and British forces had taken place before the attacks. And the U.S. Army and the CIA had been active in Uzbekistan for several years."

termino dizendo que mais uma vez se ler este livro que menciono, verá que o que afirma no final do seu post é completamente ridiculo, o poder militar dos EUA não é nem nunca foi dissuasor e hoje ainda menos o é.

rjnunes




De Luís Castro a 21 de Agosto de 2008 às 19:14
Visto.
LC
De Luís Castro a 21 de Agosto de 2008 às 18:53
Visto.
LC
De Luís Castro a 21 de Agosto de 2008 às 19:13
Visto.
LC

De Luís Castro a 20 de Agosto de 2008 às 22:17
"Somos"...
Ab.
LC
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:56
Ricardo,
não há dúvida que este é um braço-de-ferro entre a Rússia e os EUA.
A Geórgia é só o palco onde os dois se degladiam e tentam impor a sua influ~encia.
Ab.
LC
De Luís Castro a 20 de Agosto de 2008 às 22:16
Visto.
LC
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:50
marco,
acho que os georgianos t~em razão quando dizem que o mundo os abandonou e que a Europa terá que aprender com os erros.
Só os EUA se mostraram firmes.
Ab.
LC
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:50
Visto.
LC
De doceu a 13 de Agosto de 2008 às 14:32
ola luis....boa tarde... eu so venho comentar a foto. nem da para imaginar a dor q a pessoa ta a sentir. a perda de alguem q nos é querido é uma dor mto forte marcante um sentimento q nos coroi por dentro... uma perda q nos mata tb a nos aos poucos... desculpe o desabafo mas tinha q comentar... jinho.sara.
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:59
Nuvem da Régua,
foi por isso que escolhi esta foto.
A tentação é sempre procurar o tanque ou a peça de artilharia.
Nunca se deve esquecer que depois do disparo alguém sofre...
LC
De Anónimo a 13 de Agosto de 2008 às 18:35
O regresso da grande Rússia ?? Não, é só mais um capricho de Putin !! Quer mostrar que tem força nada mais.. Porem, estamos a falar de uma força controlada pelas máfias , e pela sua vontade. Não precisamos de 2 policias no mundo, uma, a Americana, já nos dá agua pelas barbas nos atropelamentos aos direitos humanos e no posso quero e mando. A História ensina-nos que todas as grandes potências um dia tem o seu fim... Tenho pena do povo Georgiano e dos povos das regiões da Ex União Soviética , que vêem o seu desenvolvimento travado pelo colonialismo Russo. Abraço
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 21:01
Visto.
LC
De Rui a 13 de Agosto de 2008 às 18:36
O regresso da grande Rússia ?? Não, é só mais um capricho de Putin !! Quer mostrar que tem força nada mais.. Porem, estamos a falar de uma força controlada pelas máfias , e pela sua vontade. Não precisamos de 2 policias no mundo, uma, a Americana, já nos dá agua pelas barbas nos atropelamentos aos direitos humanos e no posso quero e mando. A História ensina-nos que todas as grandes potências um dia tem o seu fim... Tenho pena do povo Georgiano e dos povos das regiões da Ex União Soviética , que vêem o seu desenvolvimento travado pelo colonialismo Russo. Abraço
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 20:48
Rui,
quando no Iraque e no Afeganistão lhes digo que já tivemos metade do mundo, eles ficam de boca aberta.
Agora somos o que somos...
Ab.
LC
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 21:01
Visto.
LC
De Filipa Jardim a 13 de Agosto de 2008 às 21:43
Luís,
Excelentes os comentários do Sr. General Loureiro dos Santos. Precisos, bem direccionados, e expostos de uma forma simples para as pessoas comuns, não entendidas nestes meandros da guerra perceberem...tão longe da última comunicação ao País acerca de uma lei confusa que alguém achou extremamente importante...
Hoje mais uma explicação brilhante de José Rodrigues dos Santos no terreno, aproveitando cada minuto para esclarecer, dar a notícia, chamar a atenção para os tópicos importantes, no melhor do jornalismo televisivo.
Bj

Filipa
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 23:49
Obrigado, Filipa.
Bjs
LC
De * * Grilinha * * a 13 de Agosto de 2008 às 22:11
Ontem não me foi possível ver o telejornal e este teu link ajudou-me a perceber melhor a origem do conflito, através das palavras do General.

Neste momento estou a ver a reportagem de José Rodrigues dos Santos na RTPN que tb explica que o poder politico na Rússia continua a fazer o quer e a satisfazer os seus interesses politicos e económicos.

Uma vez mais o "ouro negro" e o gás natural" mata inocentes em vez de os ajudar numa vida melhor.
De Luís Castro a 13 de Agosto de 2008 às 23:51
Grilinha,
tal como me disse uma vez o meu guia e amigo iraquiano: "quando o petróleo se transformar em água, deixarão de caminhar sobre o ouro."
LC
De C Narciso a 23 de Agosto de 2008 às 07:42
Não li todos os comentários a este post pelo que, corro o risco de repetir.
Na minha opinião, a postura actual da Rússia deve-se a duas causas: 1ª. quer voltar a ser a grande potência que já foi; 2º. está a ser obrigada a isso. Os EUA já há algum tempo que têm vindo a criar um cerco à Russia. Como é sabido, qualquer fera encurralada é obrigada a resistir e a atacar.
Não querendo tomar posição por nenhum dos países, pretendo apenas dizer uma ou duas palavras sobre os EUA.
Quem é este país que se julga o dono do mundo? Com que direito invade outros país a seu belo prazer? ... Guantanamo...tortura... pena de morte... etc.... Como tal, com que direito este país toma tais atitudes?
Algum país terá que lhe fazer frente; se não for a Russia que seja outro qualquer. Caso contrário, qualquer dia invadem Portugal sob o pretexto da ASAE estar a fechar muitos estabelecimentos, ou por outra razão qualquer.
De C Narciso a 23 de Agosto de 2008 às 08:03
Ainda sobre os EUA. Este país tem três séculos de história, com que direito tenta impôr a sua vontade em povos milenares? Os povos da ásia são milenares!!! Têm milhares de anos de costumes e tradições! Não quero dizer que estejam certos na maneira como agem mas, estou a falar segundo a minha maneira de pensar, segundo a cultura onde estou inserido. Aqueles povos agem segundo a sua cultura e para eles somos nós que estamos errados. A ideia que quero deixar é que cada povo deve ser respeitado assim como a sua cultura e tradição (desde que não transponham as suas fronteiras!!!). Jamais poderei aceitar que um país como os EUA se auto-proclame senhor do mundo! Não têm moral para isso!!! Se olharmos para a sua história só vimos barbaridades- assassinaram o próprio Presidente (JFK). etc............
De Luís Castro a 23 de Agosto de 2008 às 15:17
Cnarciso,
remeto resposta para este post

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/tag/massacre+em+al-saydia

Abraço
LC
De Luís Castro a 23 de Agosto de 2008 às 15:14
CNarciso,
é certo que alguém tem de "equilibrar" este mundo, mas será que voltar aos tempos da "Guerra Fria" com a possibilidade de um conflito nuclear a qualquer momentos será a solução?
Mas entendo claramente o que quer dizer com este seu comentário.
Ab.
LC
De C Narciso a 23 de Agosto de 2008 às 15:39
Caro Luís, na sua longa experiência jornalística, viveu de perto muitas realidades e foi "obrigado" a preparar-se para essas reportagens estudando diversas matérias. Eu fui captando por aqui alguma coisa que passou na TV os nas "gordas" dos jornais; por isso, não estou à altura de debater este assunto consigo. Na minha opinião e se me permite, a guerra que se vive hoje no mundo é POR CULPA DOS EUA. Este país não abandonou as ideias "imperialistas" de conquista dos séculos passados. Ao verem a sua atitude arrogante e invasora, alguns países estão a ser forçados a "armarem-se". E muito mais há a dizer contra este país.....
De Luís Castro a 23 de Agosto de 2008 às 20:02
Como já aqui o disse - e citando o próprio Pentágono -, estas guerras e as próximas são e serão pelos últimos recursos à face da Terra.
É dramático!!!
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



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Sugestões para reportagem



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E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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