Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

O que se passa neste país?

 

 

Bandidos que se trancam nos bancos com reféns e os exibem de arma apontada à cabeça; um banco assaltado a cada quarenta horas; assaltos a multibancos à média de um em cada dois dias; ATM´s levados dos tribunais, polícias baleados; ladrões que levam os filhos para os assaltos; malfeitores que tentam atropelar agentes da autoridade e são perseguidos a tiro; ciganos de armas na mão a disparar em plena rua e à luz do dia; foragidos da cadeia que chegam ao tribunal e enganam o juiz com um BI falso; juízes insultados e agredidos em plena audiência; trezentos e cinquenta casos de carjacking só este ano; pessoas mortas e abandonadas nas matas (caso de Valongo em que uma jovem assassinada tinha a cabeça esmagada e dois tiros nas costas e no pescoço); seguranças da noite que se matam uns aos outros; arrastões na praia em pleno dia; aumento brutal de crimes violentos...

E ainda dizem que Portugal é o segundo país mais seguro da Europa. Será?

Luís Castro

 

publicado por Luís Castro às 23:29
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47 comentários:
De Roberto Ivens a 14 de Agosto de 2008 às 00:07
Caro Luís Castro,

Confesso estranhar a sua admiração, seria de esperar que considerásse isso um paraíso para o actual jornalismo que se vai fazendo no rectângulo...
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:17
Roberto,
se costuma ver o Telejornal, sabe que essa não é a nossa linha editorial.
Ab.
LC
De * * Grilinha * * a 14 de Agosto de 2008 às 00:27
Sou optimista por natureza e continuo a achar que Portugal é um paraíso mas nos últimos tempos este paraíso está a mostrar o seu lado do avesso.

Já tranco a porta do carro quando me sento ao volante em plena luz do dia em Lisboa e fecho os vidros quando me aproximo dos semáforos com pedintes.

As notícias começam a deixar-me preocupada com o aumento de ataques a inocentes.

Será este o preço pagar pelo lado negativo do progresso e da liberdade?

De brunomiguel a 14 de Agosto de 2008 às 00:49
Será este o preço pagar pelo lado negativo do progresso e da liberdade?

Por um progresso apressado e mal pensado, sim.
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:23
Bruno,
mal pensado e ainda pior executado.
Ab.
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:20
Grilinha,
tudo isto é fruto de uma urbanização errada, de políticas erradas ao longo dos últimos anos, da crise, de uma justiça fraca, da imigração, da falta de investimento nas forças da ordem, etc.
LC
De brunomiguel a 14 de Agosto de 2008 às 00:47
Estas situações trazem-me sempre à memória duas músicas uma é de King Britt e chama-se «New World In My View» (pelo ritmo e não pela letra); a outra é de Talamasca e chama-se Illusion World (pelo nome e pelo ritmo).
De brunomiguel a 14 de Agosto de 2008 às 00:47
Faltam os dois pontos a seguir a «duas músicas». ^^'
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:22
Visto.
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:21
Vou inteirar-me...
Ab.
LC
De patti a 14 de Agosto de 2008 às 00:50
Olá Luís,

Acho mesmo que os loucos somos nós. Com o que tenho ouvido e lido em defesa dessa escoria toda, nos últimos dias, já nada me espanta.

Cheguei inclusive a ler opiniões que falavam em "escalada de violência" por parte da polícia!

Os politicamente correctos do costume.
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 02:26
Patti,
na segunda-feira, quando voltei ao Telejornal alertei toda a gente com responsabilidades editoriais para a necessidade de parar com o fluxo de notícias sobre o que se passara no assalto/sequestro ao BES.
A dada altura - e pelo que continuo a ver e ler em outros órgãos de comunicação social - até parece que os maus são os polícias!!!
Bjs
LC
De Daniel Marques a 14 de Agosto de 2008 às 02:58
É de esperar que o número de armas ilegais aumente. As pessoas vão querer proteger as suas casas por conta própria se a segurança deixar de ser garantida.
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:22
Isso só irá piorar.
É preciso municiar as policias com equipamentos e autoridade.
Ab.
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:36
Visto.
LC
De J.C. a 14 de Agosto de 2008 às 09:35
Caro Luis ...

Ao menos já se vê alguma acção por parte das forças de segurança e mais importante algum apoio por parte de superiores e dirigentes politicos. Creio que se não se tomarem medidas semelhantes mais vezes a situação vai piorar bastante, defendo as ultimas intervenções tanto da policia como da gnr , isso sim são meios bem empregues e para a função que foram criados, combater a criminalidade e manter a ordem publica.
Creio também que um dia algum governo vai ter que arranjar coragem para tomar medidas em relação à politica de emigração neste país, bem como ás supostas minorias étnicas. Se querem ser respeitados que respeitem as normas da sociedade onde estão inseridos e as leis que a regem, senão ... temos pena.
A emigração trouxe novos tipos de crime para Portugal e desenvolveu o que já cá existia, as nossas forças de segurança simplesmente vão ter que se adaptar a esta nova realidade e agir de acordo com ela. E para quem diz que a força e a violencia não resolvem nada ... bem 2 tiros certeiros resolveram o que 8 horas de conversa não fizeram.

jmack

De Ana Cristina Brizida a 14 de Agosto de 2008 às 12:00
Olá JMack,

Concordo em tudo o que escreveu, excepto nas últimas duas linhas. Só um tiro é que foi certeiro e eficaz... infelizmente!
Bjs
Cris
De J.C. a 14 de Agosto de 2008 às 12:49
tenho a certeza que percebeu o que quis dizer.

abraço

jmack
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:36
Visto.
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:30
Visto.
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:24
jmack,
mas para que a polícia se adapte é necessário vontade e cobertura política.
Ab.
LC
De J.C. a 15 de Agosto de 2008 às 11:46
daí a necessidade de novas politicas e medidas de acordo com a nova realidade do crime em Portugal

abraço

jmack
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:30
Isso mesmo.
Ab.
LC
De bluewater68 a 14 de Agosto de 2008 às 11:07
Bom dia Luis Castro,
a violência tem a capacidade de gerar mais violência, e temo que possamos estar adormecidos e só acordarmos quando já for tarde demais.
Essas situações significam que algo está a mudar no nosso país de brandos costumes e que é preciso inverter essa tendência.
Fiquei estupefacto com todos os comentários que li sobre o assalto ao BES e que me deixaram seriamente preocupado. Entre aqueles que evidenciaram xenofobia pelo facto dos assaltantes serem brasileiros, aos que lamentaram o facto da segunda bala ter falhado o alvo e de se ir gastar dinheiro em tratamento com ‘quem não merece’, houve de tudo um pouco. Pelo meio, ficaram aqueles que rejubilaram com o facto de o ‘animal’ ter sido abatido sem dó nem piedade. Creio que se pudessem, ainda tentariam apedrejar o corpo da besta e talvez lhe ateassem fogo para expulsar o demónio. Li muitos indícios de ódio e de falta de objectividade, e isso não pode ser positivo numa sociedade que se quer evoluída.
Vamos mudar isto à custa de maior repressão ou legislação mais severa? não me parece. Talvez seja boa ideia começar por rever todas as políticas sociais que têm sido implementadas (ou a sua ausência). Depois, seria importante que a população voltasse a acreditar na justiça. E mais ainda, que voltasse a acreditar na polícia. Ou será que a polícia é que tem de voltar a acreditar em si mesmo? A sensação que tenho é que se trata de uma classe profissional que baixou os braços e adoptou a regra do ‘deixa andar’ para a maioria das situações.
Temos uma polícia que dispara sem que existam disparos daqueles que perseguem. Uma polícia que não dispara quando está perante uma ameaça grave à sua integridade física e que não dispões de meios adequados para a sua própria segurança.
Recordo o que aconteceu em 11 de Novembro de 2003 na ponte do Guadiana. Foi montada uma barreira de carros para tentar deter um veículo que vinha em fuga na Via do Infante. Perante o obstáculo, o veículo não se deteve, continuou a sua marcha e atropelou o Chefe da PSP, Armando Lopes. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), António Ramos, lamentou a morte do agente e criticou a "cobardia do poder político", por impedir a utilização de "lagartas de pregos" nas barreiras, pondo em risco a vida dos polícias. Por causa dessas afirmações hereges, António Cartaxo foi reformado compulsivamente.
Ou o que aconteceu em 11 de Dezembro de 2005, em Lagos. O chefe da PSP de Lagos, Sérgio Martins, juntamente com mais quatro elementos da PSP de Lagos, tinha colocado duas viaturas de serviço para bloquear uma estrada junto a Lagos. O objectivo era tentar deter, por curiosidade, uma viatura Ford Transit, a qual tinha como ocupantes, por curiosidade, um grupo de etnia cigana, os quais, por curiosidade, eram suspeitos de terem tentado roubar uma caixa de multibanco. Ao aperceber-se do bloqueio, um dos ocupantes da viatura em fuga, começou a disparar uma arma de fogo, tendo um dos disparos atingido Sérgio Martins na cabeça, de forma mortal. Também neste bloqueio não foram usadas as famosas "lagartas de pregos".
Com estes casos que aqui menciona, é bem provável que o mercado de armas ilegais tenha enormes lucros a curto prazo.
O que eu espero é que neste país de brandos costumes, nunca se verifiquem estes números, causados pelo uso de armas,
«Nos EUA, em 2004, 2852 jovens com idade até aos 19 anos foram vítimas de homicídios, suicídios, ou disparos acidentais, efectuados com armas de fogo, 1 em cada 3 horas. Em 2004, através de armas de fogo, foram assassinadas 5 pessoas na Nova Zelândia, 56 na Austrália, 73 em Inglaterra e 11.344 nos EUA.»
(http://sol.sapo.pt/blogs/bluewater68/archive/2008/02/09/_1C20_Are-we-a-nation-of-gun-nuts-or-are-we-just-nuts_3F001D20_.aspx)
Desculpe se me alonguei.
Cumprimentos
De J.C. a 14 de Agosto de 2008 às 13:02
Pela forma como escreve parece-me uma pessoa inteligente... não queira perceber as coisas de forma errada.

jmack
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:39
Eu?
LC
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:29
bluewater68,
já aqui escrevi: políticas sociais fracas, urbanização à pressa e mal pensada, ladrões com melhores equipamentos do que a polícia, alguns políticos que anadarm a dormir... enfim!
Quando acordam, já e tarde e já morreram uns quantos.
Parece-me, no entanto, que este ministro sabe o que está a fazer.
Esperemos que sim!
Ab.
LC
De Sónia Pessoa a 14 de Agosto de 2008 às 12:04
O que mais me choca é as nossas autoridades e governantes continuarem a dizer, de sorriso nos lábios, que este continua a ser um país de brandos costumes!!!

E essas férias? Correm bem?

Beijinho
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:31
Sónia,
férias? quase nem parei.
Sei que estou em dívida, mas vou pagar! garanto.
Bjs
LC
De Sónia Pessoa a 14 de Agosto de 2008 às 22:29
eu sei que sim, Luis. Obrigada.
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:24
Bjs.
LC
De Ana Cristina Brizida a 14 de Agosto de 2008 às 12:39
Olá Luís boa tarde,

Apesar deste aumento de violência, também devido à elevada taxa de desemprego e consequentes problemas financeiros e sociais, acho que Portugal ainda é um país seguro em relação a alguns países da Europa. Pelo menos eu continuo a fazer mais ou menos as mesmas coisas que fazia há anos atrás. Acho que tenho tido muita sorte. Como a maioria das pessoas ando atenta e não frequento locais chamados de risco.
Amigos que moram no estrangeiro, por ex Paris, e dizem que Portugal é um paraíso.

Tenho amigos que são operacionais nas várias forças de segurança e que me falam das situações que mencionaste no teu Post e de outras. Falam-me também na enorme frustração que sentem no desempenho da sua actividade profissional, principalmente com a aprovação das alterações ao Código do Processo Penal, onde os marginais perceberam que passam a viver num sistema de quase impunidade total onde podem gozar e insultar a policia. De vez em quando assisto a estas situações na praia do Tamariz, mas quando lá estão as carrinhas do SIR.... as ditas ninorias étnicas – para ser politicamente correcta, porque eu chamo “os bois pelos nomes” – as coisas são diferentes... nem lá aparecem!
Também a politica de emigração deveria ser revista. Basta andar por Lisboa nas zonas do Rossio, Mouraria, Rua Augusta para se perceber o que se passa por lá mesmo debaixo dos nossos olhos...
Felizmente existem pessoas das ditas minorias e emigrantes, que estão totalmente integradas na nossa sociedade e que sentem vergonha do comportamento dos seus compatriotas.
Acho que se deve dar mais autoridade e apoio às forças de segurança porque estas, infelizmente, não são respeitadas por muita gente.

Bjs
Cris
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:34
Cris,
a Justiça e o poder político t~em de ser claros:
quem não respeita ou não se integra, deve ser punido severamente!
Sejam portugueses ou estrangeiros.
Sou intolerante com os que não aceitam as regras da sã conviv~encia social.
bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 14 de Agosto de 2008 às 21:51
Luís,
Completamente de acordo contigo. Não se pode facilitar, independentemente da raça, cor, religião e espero que este ministro os tenha no sítio pois, infelizmente, estas coisas vão continuar a acontecer se não se tomar medidas mais duras que não vão agradar a algumas pessoas. Quem não deve não teme... eu até estou admirada de organizações como a SOS Racismo estarem caladinhas....
Eu quero viver no meu país - que adoro - sem medo de sair à rua.
Bjs e bom fim de semana. ESTOU DE FÉRIAS yesssss
Cris
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 22:19
Boas férias.
E não se aproxime dos bancos nem dos multibancos...
Bjs
LC
De Anónimo a 14 de Agosto de 2008 às 12:56
Boa tarde Luís,
Já algum tempo que não escrevia nenhum comentário no seu blogue, mas consulto-o frequentemente. Quanto ao aumento indiscriminado da violência é, de facto, uma realidade. Os especialistas dizem que não há uma relação directa entre criminalidade e os ciclos económicos desfavoráveis. Será então queo crime esta relacionado com o aumento da imigração? Alteração das relações sociais? Crescimento das grandes metrópoles? Más políticas governamentais? Talvez seja um pouco de tudo
Um abraço,
António Sarmento
De Luís Castro a 14 de Agosto de 2008 às 21:38
António,
tenho sempre algum cuidado em aceitar liminarmente os comentários dos especialistas.
Concordo consigo.
É um pouco de tudo.
Ab.
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
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Rádio Nova (Porto)
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- Colaborações em Rádio:
Voz da América
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Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
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Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
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"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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