Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Jornalistas mortos

 

Quando virem um grupo de pessoas correndo para o local de onde todos tentam fugir, são jornalistas.

 

Até ontem, cinco repórteres deram a vida para contar a verdade na Geórgia.

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=358958&tema=31

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=358646&tema=1&pagina=12&palavra=&ver=1

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 22:05
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42 comentários:
De Sónia Pessoa a 15 de Agosto de 2008 às 10:51
Qual é a tua verdade sobre a Geórgia Luis? Eu sou sincera, não consigo avaliar quem tem ou não razão, se bem que perante estes actos atrozes, qualquer razão que pudesse existir perdeu-se no meio das balas e do sangue perdido, mas tu como observas este conflito? (leia-se como observas ao LONGE... estás proibido de correr naquela direcção!!!!)
Bjo
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:28
Infelizmente tive que ficar por cá...
Estou de malas feitas para outra paragem.
Sobre as causas, é um conflito antigo e profundo.
É também uma braço-de-ferro entre russos e americanos e uma forma de Moscovo se reafirmar na que considera ser "a sua região".
Quem tem razão? Ninguém!
Quando há um conflito - seja ele qual for - normalmente a razão não assiste na totalidade a nenhuma das partes. Está no meio, mais próxima de um ou de outro, mas no meio.
Bjs
LC
De Loureiro dos Santos a 15 de Agosto de 2008 às 11:21
Para ser jornalista num cenário de guerra, é necessário ter fibra de verdadeiro heroi. Assim como respeito e saúdo os militares caídos no campo da honra, em combate, curvo-me perante aqueles que se sacrificaram pela verdade, valor sublime que todos devemos procurar e defender.
Loureiro dos Santos
De Daniel Marques a 15 de Agosto de 2008 às 15:25
O Luís acaba por ser um dos homens que entra em combate. As suas armas é que são outras, e diga-se, faz bom uso delas. Não caibo em mim de satisfação por ter conhecido uma pessoa que é grande e um exemplo para todos.

Obrigado Luís. E que tudo corra bem ao «nosso» Zé. É ele quem nos representa naquela guerra. É preciso ter fibra para optar por percorrer quilómetros em montanhas para fugir ao bloqueio Russo. É a fibra que o Sr. General fala, e que não é qualquer um que a tem. Vocês são bravos! Não têm medo de se sujarem e darem o corpo à verdade. É um sofrimento para a família, mas uma honra imensa. E isso não te tira a humildade Luís. És um lutador.
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:39
Obrigado, amigo.
A família é que sofre, sabes como é.
Ab.
LC
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 18:30
Obrigado, meu general.
Somos "soldados" da verdade.
Abraço grande.
Luís Castro
De Raquel Silva a 15 de Agosto de 2008 às 22:44
Luís,
Aposto que, uma vez mais, queria estar lá, no lugar do José Rodrigues dos Santos... mas teve de ficar por cá. Penso que ele está a cobrir bem o conflito... Sempre a ir para os sítios de onde fogem as pessoas... mas isso é que é um verdadeiro jornalista! :D
Li que está de malas feitas para outra viagem...?
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 15 de Agosto de 2008 às 22:58
Sim, estou de partida...
depois conto.
Bjs
LC
De Rosa Veloso a 15 de Agosto de 2008 às 23:08
Para que näo te zangues comigo, deixo-te este comentário, apesar de saberes que sou sempre vitima do que digo e näo do que calo...

Era bom que explicasses que, às vezes, säo mais perigosas as "guerras de bastidores" que travamos, num espaço aparentemente sem risco, como uma redacçäo , do que no terreno onde ocorrem literalmente conflitos.

Eu só posso falar das primeiras. Deixam-nos alguma dignidade mas pouca ou nenhuma glória. Mas, até para estar na guerra certa é preciso ter sorte! Fibra, temos que ter sempre. Jinhos
Rosa Veloso
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 00:46
Para que saibam, a Rosa é uma grande e valiosa amiga.
É verdade, as guerras das redacções também são violentas e "matam".
Mas continua assim: não cales o que sentes! Percebe apenas que por vezes há que dar um passo na rectaguarda para depois dar dois em frente.
Tu sabes do que eu estou a falar!
Bjs com sabor a Madrid.
LC
De vera a 15 de Agosto de 2008 às 23:16
O que move os jornalistas (repórteres?)? O que os faz avançar sabendo que daí a um passo poderão perder a vida? Que valor tem a notícia?


De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 01:17
Vera,
nenhuma notícia vale uma vida, mas uma notícia pode salvar muitas vidas.
O que os move?
Estar onde a notícia acontece; onde cheira a pólvora, onde se morre sem culpa; onde as vítimas não têm voz, onde se escreve a História e onde nós somos testemunhas activas desses mesmos acontecimentos.
Adrenalina? Também.
Desafio? Também.
Mas, acima de tudo, chegar lá para poder contar!
LC
De Vera a 16 de Agosto de 2008 às 07:49
Obrigada, a si e a todos os que ousam passar a linha!
Gostava de ver uma reportagem sobre este tema. Sobre os que foram "calados" ao tentarem dar voz aos que nunca a tiveram, os que tentaram "abrir os olhos ao mundo",os que continuam diariamente a fazê-lo.
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 13:55
Sabe, Vera,
nessas alturas calamos nós para que a notícia não seja o jornalista, mas sim os outros.
Só em casoso extremos é que o jornalista deve ser notícia.
Bjs
LC
De vera a 16 de Agosto de 2008 às 14:11
Compreendo. Assim uma espécie de soldado desconhecido, mas sem direito a estátua na praça nem coroa de flores no dia de comemoração nacional.
E é lamentável que no caso recente da Geórgia os jornalistas sejam notícia.
Obrigada!
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 17:03
Bjs.
LC
De Sony a 17 de Agosto de 2008 às 15:44
"nenhuma notícia vale uma vida, mas uma notícia pode salvar muitas vidas.
O que os move?
Estar onde a notícia acontece; onde cheira a pólvora, onde se morre sem culpa; onde as vítimas não têm voz, onde se escreve a História e onde nós somos testemunhas activas desses mesmos acontecimentos.
Adrenalina? Também.
Desafio? Também.
Mas, acima de tudo, chegar lá para poder contar!
LC"

olá luís,
não pude deixar de comentar estas suas palavras que me recordam algo que um colega seu ajudou a divulgar, o Miguel Soares no programa Visão Global da Antena 1, ainda hoje ouço repetidamente as minhas palavras, as que o Miguel passou para Portugal, aquelas que eu nunca consegui passar e ainda hoje essas palavras me fazem caminhar, ser fiel a elas, tentar lutar para cumprir o que lhe disse, sonhos concretizados um dia...vim aqui quando soube que a jovem Sara vai a Pequim e graças a divulgação, graças também a vocês que ajudam para que sonhos se tornem realidade, espero um dia vos contactar e comparar a entrevista do passado com uma de um Futuro, e mostrar que podemos tudo!! Obrigada a todos vocês! Que são as nossas palavras!!! Obrigada por darem a conhecer o que sentimos!!
Um abraço,
Sony ( http://eisenmenger.planetaclix.pt)


Vocês são a voz das vitimas, falam por nós!
De Luís Castro a 17 de Agosto de 2008 às 22:18
Sony,
é esta a nossa obrigação: prestar um serviço público.
E promover e divulgar quem merece, acima de tudo.
Ab.
LC
De maripossa a 15 de Agosto de 2008 às 23:31
Amigo Luís. O meu respeito pelos jornalistas de (Guerra)que fazem o seu serviço nela, pois ainda a bem pouco tempo no telejornal, vi e apreciei um colega vosso, José Rodrigues dos Santos, pois é sempre um cenário dantesco perante o fogo cruzado de forças que não se entendem, neste caso a América está a mostrar o braço deles e os Russos a repostar, mas como não sou política nem soldado! Penso assim, o povo sempre o povo e coitado sofre na mão dos grandes senhores. Para o trabalho realizado,bem haja e pela informação.
Abraço bfs Maria Elisa
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 01:19
Maria Elisa,
só vai para estes cenários quem está disposto a arriscar a vida pela verdade.
Não é fácil, mas quando estamos lá temos que desligar do nosso mundo para nos podermos ligar ao que nos rodeia.
Bjs
LC
De maripossa a 16 de Agosto de 2008 às 21:30
Amigo Luís. Pois a minha Guerra foi, e é outra, mas que dependeu muito de mim, em termos familiares e não só, durante muitos anos servi os Bombeiros de Portugal, onde foi voluntária durante 25 anos, hoje estou na reserva porque pedi, não pela idade. Vi coisas dantescas junto dos meus olhos, que era para nós e tínhamos que o fazer, trabalho digno mas pouco apreciado por outros tantos. Partilhamos com a polícia alguns momentos de desentendimento perante eles, a tentar manter a ordem, os tempos são difíceis eu sei, mas a vida que escolhemos foi esta temos de lhe dar um pouco de nós, esta a minha forma de ver claro.
Abraço e bom fim semana Lisa
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 21:42
Lisa,
e são estas nossas escolhas de vida que nos fazem crescer.
Acredito que sim, que tenha passado por muitos e fortes momentos. Alguns que se cravam na nossa memória e que nos acompanharão para a cova.
Bjs
LC
De maripossa a 16 de Agosto de 2008 às 21:54
Luís. É verdade,sempre gostei do que faço,entregome de alma e coração,a família sofre algumas vezes eu sei,mas é a vida. Abraço e boa sorte Lisa
De Luís Castro a 17 de Agosto de 2008 às 00:11
Obrigado e tudo de bom para si.
LC
De patti a 16 de Agosto de 2008 às 16:01
Olá Luís,

Nem sei o que lhe diga, que o Luís já não saiba melhor que ninguém. Um daqueles podia ter sido o Luís.
Só me resta pedir-lhe, visto que está de partida, que tenha muito cuidado, pois não é só uma vida que vai junto consigo nestas viagens.
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 17:05
Sim, mas vou para outras paragens.
Estava para lhe mandar um mail ainda hoje.
Amanhã vai para o "ar" a reportagem com a Sara.
Bjs
LC
De patti a 16 de Agosto de 2008 às 18:39
Então ficamos todos mais descansados com essas novas paragens.

E reportagem da Sara, vai ser o Telejornal da noite?
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 21:38
Patti,
sai no TJ de amanhã, Domingo.
Bjs
LC
De patti a 17 de Agosto de 2008 às 17:54
Óptimo Luís.
Já fiz um post sobre a reportagem de hoje, lá no Ares.
Obrigada, mais uma vez.
De patti a 17 de Agosto de 2008 às 20:46
Foi excelente Luís!
Ela estava toda contente e fartou-se de falar.
Ela vai concorrer a um nível superior ao dela e daí o nervosismo maior, pois os outros atletas são superiores.
Mas ela não receia nada, é uma valente.

Apanharam o Neapollitano, mesmo de partida para a quarentena. Just in time!

Obrigada, foi cinco estrelas!!
De Luís Castro a 17 de Agosto de 2008 às 22:20
Obrigado, Patti.
Foi por "sua causa".
Bjs
LC
De Luís Castro a 17 de Agosto de 2008 às 22:19
Patti,
vou também colocar um link no post dentro de minutos.
Bjs
LC
De bluewater68 a 16 de Agosto de 2008 às 18:49
Boa tarde Luis Castro,
esses jornalistas deram a vida para contar a verdade na Geórgia e foram vítimas de um conflicto.
Outros, são assassinados por cobardes, ao tentarem contar a verdade. Ser jornalista na Rússia é um acto de pura coragem (ou será de loucura?), e a Anna Politkovskaya simboliza para mim todo o heroismo que pode existir no jornalismo.
E o Luis Castro, para onde for, que corra tudo bem.
Cumprimentos
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 21:39
Obrigado.
Vai correr tudo bem.
Depois explico para onde vou.
LC
De Rui a 16 de Agosto de 2008 às 18:51
Para mim jornalismo de guerra é algo de muito nobre, sabemos perfeitamente que muitas vezes quando há mortes de jornalistas em teatro de guerra é tudo menos acidente. A politica tem muita força, e muitas vezes a verdade incomoda muita gente, já para não falar no dano de imagem que alguns países podem sofrer junto da comunidade internacional, assim é mais fácil continuar com as atrocidades... Parabéns a todos os jornalistas pela coragem, e que tenham sempre presente a verdade como objectivo unico. Abraço
De Luís Castro a 16 de Agosto de 2008 às 21:40
Rui,
o problema é quando nós queremos mostrar aquilo que eles escondem...
Abraço
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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