Sábado, 6 de Setembro de 2008

2º dia de votos em Luanda

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=362068&tema=31

Repetiram-se os problemas de ontem.

Das 320 mesas em Luanda que deveriam reabrir logo pela manhã, mais de 100 voltaram a não o fazer por falta do “Kit Eleições”.

 

Tem sido interessante a forma como o presidente da Comissão Nacional Eleitoral vai justificando os problemas logísticos verificados aqui em Luanda, embora sem atribuir a responsabilidade pelo sucedido.

 

Igualmente interessante é a reacção dos observadores. Prudência e tempo para avaliar. A chefe da missão da União Europeia só vai reagir oficialmente na Segunda-feira, ao meio-dia.

 

Neste momento há poucas pessoas a votar, mas as urnas vão ficar abertas até ao final da tarde. Ontem, encerraram às dez da noite e a contagem decorreu pela noite dentro.

 

Luís Castro

Luanda

publicado por Luís Castro às 13:49
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13 comentários:
De rui fonseca a 6 de Setembro de 2008 às 14:47
Pois sr. Luís Castro,

Não estou num gabinete,nem estou a ver a banda passar, conheço esse país de lés a lés e por isso é que critico o seu trabalho. É evidente que cumpre ordens superiores, agora não queira é que tenhamos de aceitar tudo o que nos escreve dessa "Finlândia preta", a min ha opinião é muito similar à do nicolau santos no "Expresso" de hoje, porque aquilo que ele fala, sofri eu na pele como empresário. Essa é a diferença total de quem vai para constactar e relatar o "milagre" Angolano e de quem investe ou quer investir e arriscar. Qual é o seu risco? E não me venha com as 17 guerras, só lá esteve porque quis.
De Beta a 8 de Setembro de 2008 às 00:08
Sr Rui Fonseca caso ainda não saiba o Luis Castro é o Mourinho da gerra . Pena não conhecer o sr porque oferecia-lhe o livro repórter de gerra, tal vez o seu comentário fosse outro
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:59
Beta,
como sabes (porque és minha amiga e mulher de um dos meus melhores amigos, nada de confusões, pf), todos os dias deito a cabeça na almofada e durmo tranquilamente.
Sou uma pessoa muito bem resolvida comigo mesmo e tenho uma visão muito realista e pragmática da vida e do mundo.
Os outros, cada um que fale por si.
Bjs
LC
De David Correia Moreno a 6 de Setembro de 2008 às 21:34
As criticas e opiniões que aqui apresento, não se dirigem a CNE , pois as falhas cometidas podem ser justificadas ou não, cada cabeça sua sentença, com a falta de experiência, formação do pessoal, extensão do território, etc.
Como sempre, em Angola tudo é dúbio, até as opiniões dos estrangeiros que lá vão (nada que seja novo se nos lembrarmos de 1992), no entanto se se pretende ser credível (critica para os observadores europeus) tem que se manter uma postura o mais vertical possível e não andar com jogos de afirmações, pois é dessa postura vertical que, infelizmente, dependerá o futuro de todo um povo.
Eu julgava que essas pessoas que vão para outros países como observadores para credibilizar os actos eleitorais perante os seus países (UE, no caso), tivessem consciência de que a sua opinião conta, pelo que deveriam ponderar muito bem antes de dizer seja o que for, para evitar confusões ou qualquer aproveitamento do que dizem.
Digo isto, pois neste jogo de dizeres que se instalou, com meias notícias e outras opiniões válidas como as minhas (para ser democrático), ninguém me garante que a UNITA só formulou a sua pretensão de repetir as eleições (que parece culminou no pedido de impugnação) depois de ouvir as declarações da Sr.ª chefe dos observadores da UE, o que lhes "conferiu legitimidade".
Eu desejava que todos os intervenientes (partidos políticos, igreja, cidadãos, imprensa e observadores) ponderassem no que dizem, pois é só olhar 16 anos para traz (ou olhar à volta para quem estiver em Angola) para se lembrem das consequências de não o fazer.
Obrigado pela oportunidades, bom trabalho
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 00:01
Obrigado eu.
Abraço
LC
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 00:00
Ah... já percebi.
O meu amigo ou é dos que ganhava dinheiro com a guerra ou veio à procura da árvore das patacas e deu-se mal.
Pois, meu caro Rui Fonseca, isso era antigamente.
Agora, quem vem para cá tem de ser estruturante e já não pode levar para fora todos os lucros conseguidos.
Aprenda com as mais de 200 empresas portuguesas (não contando as luso angolanas) que por cá se deram bem e que respeitam as leis e as regras deste país.
Por cá, a "gasosa" tem os dias contados!
Quanto ao facto de insistir que estou cá a mando de alguém, ó meu amigo, já nem lhe respondo.
Sabe, eu sou uma pessoa muito bem resolvido comigo mesmo, o que não parece ser o seu caso.
Apareça sempre.
Luís Castro
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 09:27
Resposta ao primeiro comentário do senhor Rui Fonseca e já publicado noutro post;

Rui,
estão 150 jornalistas estrangeiros e 600 angolanos a acompanhar as eleições em Angola. Isso diz-lhe alguma coisa?
E, meu amigo, já veio alguma vez a Angola, ou trambém é dos que fala e escreve sentado num gabinete?
Sabe, venho a Angola com grande frequência desde 1991. Já fui expulso, já andei na guerra do planalto central, fiz dezenas de portagens sobre o interior de Angola e sobre as desgraças.
Pergunto: tem andado a dormir?
Sou jornalista há mais de 20 anos, cobri 17 guerras em todo o mundo e convivo muito bem com a diferença de opiniões.
Mas desculpe, o seu comentário é ofensivo e isso não aceito, nem a si nem a ninguém?
Só estou o serviço da RTP!
Sobre não ter saído de Luanda, não consigo estar em todo o lado e apenas tenho um visto de curta duração que me permite estar apenas 5 dias em Angola.
Depois das eleições vou sair e revisitar um país que conheço muito bem, o que não parece ser o seu caso.
Para acabar, os meus pais sempre me ensinaram que conforme assim somos, assim julgamos os outros.
Chega, ou quer mais esclarecimentos?
Obrigado e volte sempre.
Luís Castro
De torpedo a 7 de Setembro de 2008 às 23:56
As criticas quando feitas de forma construtiva e pedagógica são optimas, sendo feitas de forma irracional e sem o minimo conhecimento sobre o percurso longo de um jornalista que sempre pautou a isenção e a correção na informação que faz chegar ao grande publico o sr. rui fonsenca nao teria feito o comentário de forma agressiva, alias bastava ter lido o livro repórter de gerra para dissipar todas as duvidas.Castro a tua resposta ao comentário foi á speciale one
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:54
Abraço, amigo.
LC
De Maria a 7 de Setembro de 2008 às 10:05
Olá LC
Já sou suficientemente antiga para me lembrar que nas nossas primeiras eleições, faltava um pouco de tudo em muitas mesas de voto! Ou eram os boletins de votos, que nãp chegavam ou eram representantes dos que não apareciam, inclusivé alguns fervorosos desacatos, algumas vozes de partidos clamavam por fraudes, etc. Nas há muitas memórias curtas, por aqui!!! Na altura, também se viam filas imensas, nossa "fome" de votar era tanta que nada nos desmotivava. Não me surpreendeu ter havido falhas, pois só em países que vivem processos eleitorais continuados, a "maquina" está suficiente oleada para o processo se dar sem sem falhas.
Afinal temos que ter em conta que foram as primeiras eleições após 16 anos!
Pelo que vi e sei, não havia ninguém a coagir os angolanos junto às mesas de voto, não vi polícia armada junto àqueles que esperaram, com uma paciência de Jó, em filas a perder de vista e durante horas e horas e dali não arredavam pé. ..
Nem nessas filas se viram desacatos, apenas cansaço que não foi o suficiente para os desmotivar. Vi alegria nos olhares, vi-lhes também a determinação de quererem exercer o acto cívico há muito desejado..a "fome" de votar.
Meu caro LC, faz-me confusão as vozes críticas...
Angola, vai-se tornar no país-motor de África com um governo que dê um mínimo de credibilidade à comunidade internacional, com um governo sem prática alguma de ser governo, iria ser muitoo mau para Angola e todos os angolanos ... Lá teríamos de novo falta de bens alimentares, recomeçaríamos com a instabilidade e Angola pararia de novo.
Actualmente, pode-se dizer que, aquele país é um estaleiro de obras por todo o lado.... Estradas, escolas, centros de saúde, deixem que se comece a cultivar aquela terra, etc..etc..
Deixem Angola crescer, deixem as crianças estudarem num clima de Paz!!!
Deixem que o cheiro a pólvora não se espalhe de novo por aquele povo tão sofrido!!!
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 12:42
Maria,
e foi também muito importante ver que os soldados não vieram para as ruas.
Bjs
LC
De Filipa(filha do torpedo) a 8 de Setembro de 2008 às 14:25
ola castro!
Espero que as coisas ai em Angola estejam a correr bem.
Li o comentario de algumas pessoas que te criticam e a uma coisa que me deixou um bocado espantada a qual foi "qual e o teu risco" e o sr.luis castro nao venha com essas 17 guerras que fez pork so foi para la pork quis".
O teu risco e poderes ser atingido por algo(minas balas)etc, e tu fizeste essas 17 guerras pork gostas do teu trabalho e queres mostrar as pessoas como e dificil estar na guerra e que nao e qualquer pessoa (so os grandes jornalistas e que conseguem) ouvir frequemente explosoes e pensar a qualquer hora podes ser tu o alvo . E atraves disso que nos das belas imagens .
Mas tambem sei que quando a muito trabalho da nossa parte (neste quaso da tua parte) as pessoas sentem inveija .
Temos de aceitar a opiniao de cada pessoa.
bjs PARA O MEU JORNALISTA PREFERIDO e continua com o teu belissimo trabalho
PARABENS LUIS CASTRO!
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 20:16
Filipa,
estar onde se faz História e ser testemunha desses mesmos acontecimentos, vale todos os riscos e críticas que venham a fazer sobre o nosso trabalho.
Bjinhos.
LC

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E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
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"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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