Domingo, 7 de Setembro de 2008

UNITA está cercada

Últimos resultados

MPLA..... 81.72%

UNITA....10.49%

 

Todos os observadores internacionais reconhecem que as eleições em Angola foram livres, justas e transparentes, apesar dos problemas que consideram terem sido de “ordem logística”.

 

O líder da UNITA insiste nas irregularidades e diz que “os factos indicam que os resultados finais não reflectem rigorosamente a vontade expressa nas urnas pelo povo angolano”, embora adiante que “a vida vai continuar” e que o seu partido tem um compromisso para com a paz, a democracia e a reconstrução de uma Angola para todos.

 

Isaías Samakuva é um homem inteligente e sabe que não reconhecer os resultados finais será ainda pior para a UNITA. Os pouco mais de 10% dos votos conseguidos permitem a sobrevivência do partido do Galo Negro como segunda força política, mas exigem uma profunda renovação e, muito provavelmente, terá de ceder o seu lugar.

 

Os resultados que estão a ser conhecidos têm fortes implicações políticas também para o MPLA. Eduardo dos Santos prometeu acabar com a corrupção, a fome e a pobreza. O partido no poder irá, sozinho, elaborar uma nova Constituição, embora melhor seria se as futuras leis do país tivessem sido antecedidas de discussão e negociação política.

 

Daqui a quatro anos, nada será perdoado ao MPLA e muito será exigido à UNITA.

 

Luís Castro

RTP- Luanda

publicado por Luís Castro às 19:53
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89 comentários:
De ek a 7 de Setembro de 2008 às 20:22
Pensei que os observadores da UE apresentanvam o seu relatório na 2ª, mas o iluminado LC leva o frete até às últimas consequências....e antecipa esse relatório com o "Todos". Chega a ser enojante e insultuosa esta forma acrítica e subserviente de "jornalismo". É igualmente deplorável que a RTP aceite que o comentário da eleições angolanas sejam feitas num blog que se chama "cheiro a pólvora". Desculpem mas um título destes não é de atrasado mental?
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 20:33
Calculo que estou a escrever para um "adiantado/a mental".
Pois cá vai:
É surdo?
Não ouviu as declarações de Ana Gomes e de Silva Peneda?
E não ouviu o que eu disse na reportagem?
O "cheiroapolvora" é um blogue pessoal e não da RTP!
LC
De ek a 7 de Setembro de 2008 às 22:15
Seria um grande contributo que respondesse às questões que lhe são colocadas e não se deixasse intimidar pela polémica, nem se comportasse como uma virgem ofendida. Como imagina não o ia procurar ao seu blog, foi a RTP que me encaminhou para lá e comentei num ímpeto de revolta e indignação porque acompanho a situação de Angola (onde nasci) e estudo-a há mais de 20 anos. Sei do que falo.... Podemos discutir o absurdo e os paradoxos de Angola (desde a tx de mortalidade infantil ao consumo percapita de água, passando por todo o rol de doenças e de indecências).
Não valorize os reparos que fiz ao seu estilo (que não gosto), e às suas reportagens (que me parecem vazios insufláveis). Vamos ao que importa. Faça uma reportagem de todo o processo eleitoral: da empresa que organizou as eleições, da cobertura dos media das propostas da oposição (sabe o que aconteceu no último dia de campanha), da intimidação velada na orientação de voto, na desorganização organizada das eleições em Luanda e não só, nas flagrantes violações à lei, no papel de mercenários abjectos tipo Luís Paixão Martins, na impossibilidade dos partidos da oposição acompanharam a contagem dos votos...etc...etc...acha isto decente? Faça eco do que dizem os partidos da oposição e os membros da sociedade civil, investigue porque não chegaram urnas a muitos sítios do Bié e de outras províncias.
Faça jus ao título do seu blog ....porque se fizer essa reportagem sentirá de facto cheiro da pólvora e eu serei o primeiro a cumprimentá-lo! Caso contrário....se não tiver condições de fazer um trabalho desse tipo , pelo menos cale-se em matéria de opinião e não faça espalhafato com o que não sabe ou não pode, mas poupe-nos dessa pólvora seca!

egk
De Orlando Castro a 7 de Setembro de 2008 às 22:28
O Luís Castro tem descoberto, o que só revela um aturado trabalho jornalístico, que – entre outras pérolas - “Há muito para contar”, que “Angola está em obras”, que “Maiores bancos portugueses estão em Angola e têm lucros significativos”, que “Milhares de portugueses procuram oportunidades em Angola” e que “Estas são as primeiras eleições em 16 anos”.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo que mais de 68% da população angolana vive em pobreza extrema e que a taxa estimada de analfabetismo é de 58%.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo que mais de 90% da riqueza nacional privada foi subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% da população.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo que o silêncio de muitos, ou omissão, se deve à coação e às ameaças do partido que está no poder há 33 anos.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo que a corrupção política e económica é, hoje como ontem, utilizada contra todos os que querem ser livres.

Certamente por deficiência minha, nunca o vi dizer ao mundo nada de substancialmente diferente do que o apresentado pelo Jornal de Angola, pela TPA ou pela RNA.
De Orlando Pinheiro a 7 de Setembro de 2008 às 23:27
Se não se importa, Orlando Castro, faço minhas as suas fantásticas palavras.
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:28
Então a resposta também é para si.
LC
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:27
Caro Orlando,
realmente é muita deficiência sua!
Já escrevi em várias respostas sobre as reportagens que fiz em dez vindas a Angola, relatando as tais misérias que o senhor tanto gosta de ver sobre este país; como fui expulso por contar verdades inconvenientes e o que por cá passei durante a guerra no planalto central.
Mais: veja a reportagem de ontem onde se fala da imprensa em Angolano e acabe lá com as baboseiras.
Repito: para quem diz que me conhece, tem a memória curta. Muito curta, mesmo!
LC
De Orlando Pinheiro a 7 de Setembro de 2008 às 23:24
Se não se importa, ek, faço minhas as suas fantásticas palavras.
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:46
Ent]ao,
a resposta j[a publicada tamb[em [e para si.
LC
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:17
Ek,
Est[a no seu direito de gostar ou n]ao gostar das minhas reportagens.
N]ao tem [e o direito de recorrer ao insulto. Esse [e o argumento dos in[uteis. Espero que não seja o seu caso.
Depois, não é o senhor nem ninguém que me diz o que devo ou não fazer. Não foi voc~e que insinuou que eu estou aqui a mando de alguém?
E qual é a Angola que o senhor está a estudar?
Será a da guerra? Já reparou que o conflito acabou há seis anos?
Ou será a Angola que gostaria de ver mas que - para grande desgosto de muitos - está a mudar?
Quanto à opinião, se não gosta, ponha na beira do prato.
Eu também não gosto do que escreveu sobre mim e estou a gastar tempo consigo.
É o que nos distingue: elevação e respeito.
LC
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:17
E nem coragem tem de assinar com o seu verdadeiro nome!
LC
De ek a 8 de Setembro de 2008 às 17:16
Meu caro

Comentário final. Há aqui um grande equívoco da sua parte: Eu não escrevi ao cidadão LC que não conheço, mas critiquei o jornalista (figura pública) e tudo que envolve todos os "esquemas" que certamente conhece. Por isso cidadão LC não se sinta insultado, não é meu hábito...., mas as respostas que deu foram ao lado.
Quanto ao convite que lhe fiz...está respondido de forma eloquente: foi expulso quando abordou matérias inconvenientes, quanto ao resto a história encarregar-se-á de esclarecer o que comanda esse pequeno mundo que pulula ao redor do poder angolano (talvez por implosão).

ek

PS: Não percebi essa insinuação pidesca da coragem de não usar o meu nome, esse desplante é vergonhoso e completamente despropositado de quem diz conhecer Angola; quando quiser faço-lhe o "boneco" e acredite...não irei mascarado!
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:40
Visto.
LC
De ek a 7 de Setembro de 2008 às 22:56
Ouvi a Ana Gomes na SIC, na Antena 1 e na RTP. Você também viu, não quer comparar? Não sou surdo você é que é cego e devia ter vergonha das "frases feitas" das suas inenarráveis crónicas de Luanda. No fundo a culpa não é sua é de quem acha que você é jornalista. Já que fala em blog pessoal....responda ao que lhe escreve o Orlando e diga-me o que pensa dos 82% do M, nessa democracia transparente..queria-a para si?
Juízo, decência e profissionalismo é o que se pede a um jornalista de serviço público.
ek
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:37
Com todo respeito,
desculpe mas n]ao vou perder mais tempo consigo.
Passe bem.
LC
De minguito a 16 de Setembro de 2008 às 17:46
obrigado luis castro. por teres me feito visitar o meu pais.obrigado e aguardo outras fotos minguito em frança strasbourg.
De Luís Castro a 17 de Setembro de 2008 às 02:56
Abraço desde a tua terra.
Tens de voltar para ver o que mudou.
Ab.
LC
De minguito a 17 de Setembro de 2008 às 18:49
salut luis obrigado pelo conselho proximo ano estou ai.luis tenho uma pergunta pra ti gostaria de saber se nasceste en angola ou visitas regularmente o pais.
De Luís Castro a 18 de Setembro de 2008 às 16:12
Minguito,
não nasci mas julgo que já por cá andei noutra encarnação...
Venho a Angola com frequência desde 1991.
Conheço bem o teu país, o que já passaram e o que estão a passar.
Ao contrário de alguns, sei fazer comparações porque as vivi na primeira pessoa.
Ab.
LC
De fernando a 8 de Setembro de 2008 às 16:22
aqui estão as indicações do aguardado relatório:

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1010462
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:34
Visto.
LC
De JAlves a 7 de Setembro de 2008 às 20:52
A Democracia tem de avançar com a ajuda de todos! Pois se a UNITA perdeu desta vez, terá de fazer tudo para mudar a opinião pública a seu favor! Claro que quem está no poder tem... mais poder! Mas o MPLA e o Governo dos Santos também vão ter de cumprir aquilo que prometeram!
Acontecerão muitos problemas, muitos percalços, claro...mas não é assim em qualquer País?
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 21:15
Quando um partido perde as eleiç]oes,
deve começar a prepara as proximas logo no dia seguinte.
Abraço, amigo.
LC
De Orlando Castro a 7 de Setembro de 2008 às 21:04
A eurodeputada portuguesa Ana Gomes disse dia 6 na capital angolana que são “legítimas” as dúvidas que foram levantadas por partidos políticos e organizações da sociedade civil sobre a votação em Luanda.

Ana Gomes, que integra a missão de observação eleitoral da União Europeia nas segundas eleições multipartidárias de Angola realizadas ontem, e hoje apenas em Luanda, adiantou à Lusa que há situações ocorridas durante a votação em Luanda que permitem “duvidar da desorganização” que o processo teve.

“Luanda destoa claramente do resto do país”, afirmou Ana Gomes, que apontou as restantes 17 províncias como palco de eleições bem organizadas e com uma “forte participação” dos eleitores que “indicia que os angolanos querem a democracia e o desenvolvimento do seu país”.

A eurodeputada portuguesa, que sublinhou falar apenas em seu nome (pudera!, ai o Sócrates!), em função do que observou e das informações que recolheu, que “é lícito que se exija saber o que realmente se passou efectivamente em Luanda”.

Sobre o processo de impugnação das eleições em Luanda iniciado pela UNITA hoje junto da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Ana Gomes afirmou que “pode apenas dizer que a desorganização foi bem organizada”, porque o resto “devem ser os angolanos a analisar em conjunto”.

Como exemplos para o que no seu entender “correu bastante mal”, Ana Gomes descreveu a impossibilidade a que foram sujeitos “mais de 300 observadores” da sociedade civil angolana em presenciar o escrutínio.


“Isto, quando, à última da hora, foram credenciados 500 observadores por organizações que se sabe serem muito próximas do MPLA”, afirmou. “Parece que alguém não quis que as eleições fossem observadas por pessoas independentes”, acusou.


Outro dos pontos sublinhados por Ana Gomes é o facto de “as eleições em Luanda terem decorrido sem a presença de cadernos eleitorais nas assembleias de voto”, anotando que “isto - a falta de cadernos eleitorais - não pode ser apenas desorganização”.


Elogiando a participação dos eleitores angolanos, Ana Gomes considerou que isso “constitui uma mensagem claríssima” de que estes querem a democracia e o desenvolvimento.

Preconiza que seja “encontrada a melhor solução” para que se possa salvar a “verdade” eleitoral porque “só Luanda destoa” da forma ordeira e com civismo como decorreram as eleições no restante país.

Colocada em Cabinda durante a votação, Ana Gomes disse ter ali observado “tentativas grosseiras” por parte de elementos do MPLA em “condicionar os eleitores”, mas frisou que “isso não coloca em causa a forma ordeira e bem organizada” com a eleição decorreu no território ocupado por Angola.
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 21:16
Visto.
LC
De fernando a 8 de Setembro de 2008 às 16:23
aqui estão as indicações do aguardado relatório:

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1010462
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:36
Visto.
LC
De jts a 7 de Setembro de 2008 às 21:05
Meu caro Luis, é incrível como há nos tempos de hoje - e em democracia - pessoas tão atrevidas a comentar o trabalho, daqueles que nos trazem as notícias de tudo que acontece em Angola e noutros lugares, onde o jornalismo e só o jornalismo é capás de de nos informar. Eu digo isto, porque tenho família em Luanda há várias décadas e não fora o extraordinário trabalho da RTP, e não saberíamos da maior parte das coisas que se passam nesse grande país.
Parabéns Luis, pelo seu trabalho e um grande abraço do amigo,
Teixeira da Silva
De Luís Castro a 7 de Setembro de 2008 às 21:17
Um grande abraço para si e para Mondim de Basto.
Lu[is Castro
De Maria Elvira Bento a 7 de Setembro de 2008 às 21:27

Parabéns, Luís. Pelo trabalho. Nada fácil de concretizar e extraordinariamente importante de divulgar. Isento, rigoroso. Sinto orgulho na forma ordeira como 8 milhões de pessoas se comportaram. É um exemplo dignificante de extraordinária importância no futuro de Angola.

Um abraço
Maria
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:00
Esse foi o maior feito dos angolanos em todo este processo!
Mostraram uma maturidade que incomodou muita gente.
Bjs
LC
De FOliveira a 7 de Setembro de 2008 às 22:15
ek ... deixa de ser estúpido.
Respeita o trabalho dos outros.
Estou a ponderar emigrar para Angola, e as notícias de estabilidade são bem vindas. Acredito no futuro do país.
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:19
Visto.
LC
De cls a 7 de Setembro de 2008 às 22:55
Parabéns pelo trabalho que tem sido feito sobre Angola. Sou uma jovem portuguesa a trabalhar em Angola e é com agrado que acompanho as reportagens que têm sido feitas e que vão contra a vaga de desinformação que muitas vezes se procura fazer passar em Portugal. Parabéns e obrigada!
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:35
CLS,
esta é uma nova realidade que custa a muita gente que gostaria de continuar a ver este país mergulhado na guerra.
Ajude-os a fazer de Angola um país que seja não apenas bom para os estrangeiros mas também bom para os angolanos.
Obrigado.
LC
De Orlando Pinheiro a 7 de Setembro de 2008 às 23:09
"UNITA ESTÁ CERCADA"

Em 1992 ouvi exactamente o mesmo. Algumas horas depois, a maioria dos dirigentes da UNITA tinham sido assassinados, à minha frente, no Hotel Turismo!
Alguns meses depois o MPLA ganha as eleições... e para comemorar decide assassinar os poucos que restavam...

Não deslumbro por aqui muita gente com legitimidade para falar das eleições em Angola.

Como jogador de Poker entendo o Bluff, mas só se pode tirar proveito do Bluff se não o fizermos demasiadas vezes.
Se o fizermos sempre somos simplesmente estúpidos.
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:40
Caro Orlando,
isso foi em 1992.
Acredito que as duas partes aprenderam com a trag[edia que causaram nessa altura.
Ningu[em quer que se repita.
Eu acredito que n]ao vai acontecer.
O tempo dir[a qual de nos tinha raz]ao.
LC
De ALBERTO MENDES a 8 de Setembro de 2008 às 16:07
Caro Luís!
Pode por favor ajudar-me a saber qual a nacionalidade deste seu "amigo" Orlando Pinheiro? Seja qual fôr, parece-me que não vive am Angola.
Se fôr angolano, acho que nasceu por engano aqui.
Eu penso que faria a muita gente um grande favor se conseguisse suportar por mais algum tempo o "amiguinho", por forma a que podessemos melhor o conhecer.
Eu sou do MPLA, votei contra o MPLA à favor do FPD, por culpa da UNITA. Por culpa da UNITA porque se ela não fizesse a guerra em 92, ao MPLA restariam 2 alternativas: governar bem e disputar o mandato seguinte ou goverando conforme o fez estaria simplesmente derrotado por esta altura. Mas, sem a guerra feita pela UNITA em 92. A UNITA estragou o país ao permitir que, com a guerra de 92, o MPLA conseguisse esta vitória esmagadora e se desenha o regresso ao partido único, pois assim será quando se tem mais de 80%.
Se a UNITA quiser fazer qualquer coisa por este país e este povo, por favor, extinga-se para que as pessoas tenham a possibilidade de buscar outro partido que não seja o MPLA, SE ESTE CONTINUAR A GOVERNAR CONFORME O FEZ ATÉ 5 DE SET./2008. Enquanto existir a UNITA, o MPLA será o eterno mandante deste país. E isto deveria começar já com o abandono da liderança da unita (intencionalmente escrita com letra minuscula) pelo seu predidente (Sr. Samakuva).
VIVA ANGOLA!
De Orlando Pinheiro a 8 de Setembro de 2008 às 22:20
Sou Português, nasci em Portugal.
Pergunte tudo o que quiser saber de mim.
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 01:21
Visto.
LC
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:13
Alberto,
a UNITA reconheceu a derrota esta noite.
Agora, falta saber se Samakuva quer ser ele a renovar o partido ou se vai apresentar a demissão.
Pode responder no ´post relativo ao anúncio da derrota.
Ab.
LC
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:13
Alberto,
a UNITA reconheceu a derrota esta noite.
Agora, falta saber se Samakuva quer ser ele a renovar o partido ou se vai apresentar a demissão.
Pode responder no ´post relativo ao anúncio da derrota.
Ab.
LC
De Luís Castro a 9 de Setembro de 2008 às 00:25
Pois não sei qual a nacionalidade.
Sobre o resto, para já a UNITA reconhece a derrota, agora terá que olhar para dentro e perceber as razões de apenas ter conseguido 10%
Ab.
LC
De Augusto Silva a 21 de Setembro de 2008 às 00:23
De Orlando Pinheiro a 7 de Setembro de 2008 às 23:09
"UNITA ESTÁ CERCADA"

Em 1992 ouvi exactamente o mesmo. Algumas horas depois, a maioria dos dirigentes da UNITA tinham sido assassinados, à minha frente, no Hotel Turismo!
Alguns meses depois o MPLA ganha as eleições... e para comemorar decide assassinar os poucos que restavam...

Não deslumbro por aqui muita gente com legitimidade para falar das eleições em Angola.

Como jogador de Poker entendo o Bluff, mas só se pode tirar proveito do Bluff se não o fizermos demasiadas vezes.
Se o fizermos sempre somos simplesmente estúpidos.

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Ó Sr. . Orlando Pinheiro, que confusão!

Então o MPLA ganha as eleições alguns meses depois, ou a confusão foi após as eleições, cujos resultados Savimbi não aceitou?!!! Folheie as páginas dessa memória!

E, quanto à maioria dos dirigentes da Unita, estamos conversados! Como deve saber, deixaram o sobrinho de Savimbi , o general Ben Ben , fugir de Luanda; ferido em combate, Abel Tchivukuvuku foi internado e operado num hospital de Luanda, e, posteriormente enviado à Europa para tratamento.

Todavia, é espantoso que, estando o senhor junto ao Hotel Turismo, não tenha presenciado, visto, ou lido ( eu vi, através das Tvs portuguesas, Salupeto Pena, outro sobrinho de Savimbi e irmão do Ben Ben , a ameaçar os jornalistas que o interrogavam sobre as eleições, todos os jornalistas, angolanos e de outras nacionalidades, mais ou menos neste tom: Vocês estão aqui mas não demorará muito a que vos demos a resposta! ( como disse, mais ou menos nesse tom!)

Ora, como também tera sabido, lido ou visto ( eu vi na Tv) a residência do embaixador português cercada por tropas da Unita, as mesmas tropas que ccontrolavam o Miramar e outras localidades, preparadas para fazzerem em Luanda o que fizeram no Bailundo, Andulo, Kuito, etc.

Reveja essa memória, sr . Monteiro, e não ataque o "bloguista" Luis Castro, pois é nessa qualidade, suponho eu, que o mesmo escreve no seu blogue.

Saudações
De Luís Castro a 21 de Setembro de 2008 às 15:03
Visto.
LC
De Orlando Pinheiro a 21 de Setembro de 2008 às 15:38
...Não vi nada pela TV... vivi lá os acontecimentos.
Não li o que outros escreveram, não vi imagens que outros passaram, vivi lá o momento.

Não tenho qualquer dúvida que essas eleições de 92 foram um absurdo. Trabalhava lá precisamente para as eleições...
Sim existiram duas vezes incidentes em Luanda, não apenas após as eleições.
Não defendo a Unita.
Não defendo o MPLA.
Não descubro grandes diferenças.

Escolher um partido político quando exercemos o direito de voto é como escolher uma marca de champô, custa a acreditar mas é mesmo assim.

Conto e opino apenas o que vi e penso.

Não ataco o Luís, dou luta e sem hipocrisias digo que discordo com algumas coisas que ele escreve. Ele sabe, e bem, defender-se dos meu "ataques".

No meu blogue é livre de fazer o mesmo.

Digo o que penso, aqui e onde puder.

Não me chamo Monteiro.

Saúde e... não acredite em tudo que lê... ou houve, mesmo sendo de pessoas ou organismos tidos como credíveis.

Pare para pensar se eventualmente vive numa sociedade em que TUDO o que escolhe, mesmo as suas opiniões não são completamente suas mas simplesmente manipuladas em função do que lê, vê e ouve.
Até a sua marca de cerveja preferida, não é você que a escolhe.... ou que o leite, ao contrário do que dizem, faz mal à saúde... mas isso daria pano para mangas...
De Luís Castro a 21 de Setembro de 2008 às 20:09
Bom,
não quero entrar na conversa, apenas para acrescentar algo que pode ser importante para quem gosta de ler os comentários:
Tal como em 1992 (estive lá durante a campanha, mas em serviço para a Rádio e para um jornal econonómico), também agora voltei a ouvir a mesma resposta à minha pergunta, meramente pessoal e não para utilizar em reportagem: Em quem vai votar?
Olhe, na UNITA não! Ao procurar a razão, a explicação era mais ou menos a mesma: "esta UNITA não é credível!" Reparem que nunca utilizei esta informação nas reportagens ou nos directos, pois poderia estar a fazer opinião.
Depois das eleições, perguntei a muitas pessoas o significado de uma diferença tão significativa ao que me disseram: "a Unita foi penalizada por ter levado este país para a guerra nos últimos dezasseis anos".
Resumindo: Em 2008, tal como em 1992, não precisei de formar opinião pela cabeça de alguém, conheço bem a realidade do país, o que pensam os angolanos, como evoluiu a história política e militar de Angola.
A título pessoal, apenas digo: A UNITA tem de olhar para si própria e encontrar as razões de tal humilhação eleitoral. Se o conseguir fazer, então esse será o primeiro passo para que daqui a 4 anos as pessoas possam acreditar no partido do Galo Negro. Caso contrário, arrisca-se a desaparecer do mapa político.
Quanto a quem cometeu mais crimes ou atrocidades, a História encarregar-se-á de fazer o seu julgamento.
Luís Castro
De Orlando Pinheiro a 21 de Setembro de 2008 às 20:30
A primeira coisa que é necessária para se poder ganhar umas eleições, sejam elas quais forem é dinheiro e poder.
Ter poder produz dinheiro.
Ter dinheiro dá poder.

Qualquer empresa de marketing político, em qualquer parte do mundo, desde que disponha de por exemplo:
- 99% do tempo de antena de todos os canais de televisão.
- 99% de antena de todas as estações de rádio.
- 99% de controlo sobre todos os media impressos.
-100 vezes mais plafond para gerir a comunicação de marketing.
Ganha as eleições! Simples, facílimo.

QUALQUER QUE SEJA O PARTIDO.
As ideologias são completamente secundárias.
De Luís Castro a 21 de Setembro de 2008 às 20:58
Visto.
LC
De Al binda a 7 de Setembro de 2008 às 23:11
Que houve irregularidades, quem duvida? Mesmo em Portugal, nos Estados unidos e em França ha irregularidades.

A democracia nos Estados unidos tem mais de 200 anos, a democracia em França vem desde a revoluçao de 1789, com sucessivas melhorias até ao direito à votaçao da mulher em 1947.

Mas mesmo ainda 200 anos depois ha irregularidades. E essa passionaria de Ana, eurodeputada socialista queria que Angola que nao é uma democracia organizasse as suas segundas eleiçoes plurais sem irregularidades?

Esta Europa que està a passar por maus momentos e que nao consegue submeter a voto uma porra duma constituiçao, devia ser mais responsavel e enviar para Angola uma delegaçao mais responsavel Para além da passionaria socialista portuguesa temos a outra histérica da italiana que mandou bocas logo no inicio corrigiu e terminou com desastre. Desastrosa é essa italiana que devia ser corrida de Angola... na civilizaçao e respeito claro! Ela faz-me lembrar a outra passionaria Margareth Anstee (??!!!) das primeiras eleiçoes de 92 que ajudou a UNITA a lançar Angola para a guerra civil. Angola e o povo angolano merecem mais e melhor!

Toda a gente bem informada sabia que o MPLA ia ganhar e que a UNITA perderia!
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:44
Al binda,
para Angola, as últimas eleições foram há muito tempo e tudo isto (processo eleitoral) é novo.
Só se pede que aprendam com os erros e que cumpram o que prometeram.
Se o conseguirem, será mais um exemoplo para os políticos da Europa que passam o tempo a deixar cair o que prometeram.
LC
De SacaDura a 7 de Setembro de 2008 às 23:31
Angola e o povo angolano merecem mais e melhor!
De Luís Castro a 8 de Setembro de 2008 às 03:47
Concordo!
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
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- Colaborações em Rádio:
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RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
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