Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Adeus Angola!

“Só agora estamos a conhecer o nosso próprio país!”

Guardo a frase que ouvi no bar do Hotel Trópico, à conversa com amigos angolanos.

Durante a guerra, poucos ousavam viajar para fora de Luanda. Agora, com a paz e com as estradas que estão a rasgar o país, os angolanos partem à descoberta do interior.

E há tanto para desvendar!

 

Morro da Lua, à saída de Luanda.

 

Praia no Lobito, junto ao Hotel Terminus.

Estrada de Benguela para o Huambo.

Se alguém souber como se chamam estes morros...

Os formigueiros chegam a atingir mais de dois metros de altura.

Aldeia no interior, entre Calussinga e a Quibala.

Maria Jamba, bebé com poucas semanas de vida.

Foto tirada à passagem no Cubal.

São elas o futuro deste país!

São as últimas fotografias da nossa viagem pelo interior de Angola.

Foram quase três mil quilómetros em apenas cinco dias.

Amanhã vou publicar um post do Sérgio Ramos, o repórter de imagem que me acompanhou durante esta aventura.

Vão gostar.

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 03:02
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50 comentários:
De Carlos Melo a 2 de Outubro de 2008 às 08:26
Fascinante!

E ao olhar para o vosso percurso, no mapa, fascina ainda mais constatar quanta Angola ainda resta para passear.

Um dia destes, havendo oportunidade, tempo e kumbu ...
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:31
Há tanto ainda para descobrir!
Durante a guerra fazia a ligação entre as províncias por heli e/ou avião.
Desta vez foi por estrada.
Simplesmente fascinante!
Ab.
LC
De Pedro Oliveira a 2 de Outubro de 2008 às 11:24
Realmente as distâncias são relativas, 3 mil kms em Portugal dava para dar a volta e ainda ficavam uns quantos a crédito.o teu traçado mostra bem a grandez do país.
Aqui vai um tiro para os morros:Têtas da Palanca!
Como são as escolas daqueles miúdos?
abr
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:33
Estãoa construir mil e tal escolas.
Ao que me dizem, faltam professores.
Não percebo porque Angola e Portugal não chegam a um acordo de cooperação nesta área.
Tantos profs no desemprego...
Ab.
LC
De Maria Araújo a 2 de Outubro de 2008 às 11:54
Olá. Já há algum dias que não vinha ao seu blog.
Gostei das fotos que tem neste post.
Meu pai esteve há muitos anos em Angola, conhecia-a muito bem e adorava-a. Visitava os clientes da empresa dele, logo percorria muitas zonas do interior do país. Dizia maravilhas disso, mesmo antes do 25 de Abril de 1974.
Faço a pergunta que o anterior comentador fez: como são/funcionam as escolas nesse país?
Curiosidade, mas sinto que, apesar de pouco terem, deve haver maior empenho por parte de alunos e professores. Os interesses são outros.
Obrigado pelas fotos.
Bom trabalho.
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:35
A educação é agora uma das prioridades em Angola.
Com tão elevado índice de desenvolvimento, faltam quadros.
Há que apanhar esta geração e não a deixar perder.
LC
De zé kahango a 2 de Outubro de 2008 às 11:55
Ficamos ansiosamente a aguardar a publicação de um livro sobre esta viagem...
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:36
Com mais uma ida pelo interior e já terei matéria.
Ab.
LC
De JAlves a 2 de Outubro de 2008 às 12:26
Para quem gosta de música aqui vai uma curiosidade: oiçam o CD "É Dreda ser Angolano". Temas que revelam a actualidade de Angola de maneira muito crítica. Vale mesmo a pena! A Rádio Oxigénio passava muitas vezes o tema de MCK "Atrás do Prejuízo". Estou à espera do DVD!
De Carlos Melo a 2 de Outubro de 2008 às 12:57
O videoclip dessa música está bem à altura das palavras do McK . Dá para ter um vislumbre de Luanda.

Segundo me contou um Kamba , o McK ter-se-ia retirado das lides musicais por algum tempo para acabar a licenciatura em direito.
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:39
Visto.
LC
De Carlos Melo a 2 de Outubro de 2008 às 12:58
ops... esqueci-me do link...
http://www.youtube.com/watch?v=Mt1chVm4PaU
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:40
Visto.
LC
De JAlves a 2 de Outubro de 2008 às 19:59
Sim a música a o vídeo dizem tudo! Angola tem de mudar...
...está a mudar!
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:30
Isso.
E está a mudar!
Ab.
LC
De JAlves a 2 de Outubro de 2008 às 20:00
Sim, a música e o clip dizem tudo!
Angola tem de mudar...
...está a mudar!
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:31
Visto.
LC
De JAlves a 2 de Outubro de 2008 às 20:01
Angola tem de mudar...
...está a mudar!
De JAlves a 2 de Outubro de 2008 às 20:17
Luis apaga sff os posts em duplicado! Tive uma cena malaika com o meu Vaio! Tenho de mudar para um Mac...
abraços
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:35
Ok, ó malaiko!
Ab.
LC
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:32
Visto.
LC
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:37
Eu conheço, mano.
Já estive na bwala...
De dvd a 2 de Outubro de 2008 às 12:29
Fiz esse percurso de Benguela para o Huambo à cerca de 3 anos, essa estrada está irreconhecível, na altura demorei um dia inteiro para fazer os cerca de 300 km (nao tenho a certeza) que distam, algumas covas eram tão fundas que o jipe entrava nelas, também tirei uma foto em frente a esses morros que nao sei o nome, tal como li num outro comentário são bastante sugestivos, e ainda mais quando se está perto deles porque o resto da formação rochosa parece mesmo a continuação de um corpo. (penso que em frente existe uma pequena aldeia)
Foi muito agradável acompanhar as suas reportagens e ver ali e acolá algumas diferenças para bastante melhor da realidade que conheci.

Cumprimentos

De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:39
DVD,
metade está em alcatrão, o resto ainda é em terra batida.
Mais uns meses e estará concluída, calculo.
Se não me engano, não chega aos 300 Km de Benguela ao Huambo.
LC
De Sónia Pessoa a 2 de Outubro de 2008 às 14:32
Essa última imagem espelha a felicidade que havia em ti... fantástico! beijo
De Luís Castro a 2 de Outubro de 2008 às 15:41
Agora imagina a saudade que eu já sinto!
Bjs
LC
De anarobalo a 2 de Outubro de 2008 às 16:34
Olá, sou eu outra vez, continuo a procurar o seu livro para o autografar, hei-de conseguir encontrá-lo.
Diz-se que uma palavra vale mais do que mil imagens, eu diria que aqui nos mostrou que uma imagem valem muitas palavras, vê-lo tão descontraído perto desses meninos, feliz e sereno, alegra-me.
Sei que ficou triste em dizer adeus a um país que foi seu, por quantos meses?
Eu também não entendo como é que o nosso governo não faz protocolos nesses sentido - dos professores - digo, mas eu já desisti de tentar perceber como estas coisas funcionam.
Foram muitos km que percorreu, muita coisa que viu e nos mostrou, é com orgulho que volto a dizer-lhe obrigada por nos mostrar a Angola do presente e do futuro, e obrigada por ter tido a coragem de não utilizar o sensacionalismo para se evidenciar.
Actualmente eu posso dizer que conheço o jornalista de guerra que conta um conto sem acrescentar um ponto.
Beijos
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Olá, sou eu outra vez, continuo a procurar o seu livro para o autografar, hei-de conseguir encontrá-lo. <BR>Diz-se que uma palavra vale mais do que mil imagens, eu diria que aqui nos mostrou que uma imagem valem muitas palavras, vê-lo tão descontraído perto desses meninos, feliz e sereno, alegra-me. <BR>Sei que ficou triste em dizer adeus a um país que foi seu, por quantos meses? <BR>Eu também não entendo como é que o nosso governo não faz protocolos nesses sentido - dos professores - digo, mas eu já desisti de tentar perceber como estas coisas funcionam. <BR>Foram muitos km que percorreu, muita coisa que viu e nos mostrou, é com orgulho que volto a dizer-lhe obrigada por nos mostrar a Angola do presente e do futuro, e obrigada por ter tido a coragem de não utilizar o sensacionalismo para se evidenciar. <BR>Actualmente eu posso dizer que conheço o jornalista de guerra que conta um conto sem acrescentar um ponto. <BR>Beijos <BR class=incorrect name="incorrect" <a>ana</A>
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:26
Ana,
se tiver dificuldades em encontrar o livro,
mande o seu contacto para o mail do blog.
Por quantos meses? Poucos...
Eu é que vos agradeço o apoio e o carinho que me t~em dado.
Bjs
LC
De Cristina a 2 de Outubro de 2008 às 16:49
Muitooooo obrigado pelas imagens, pelas palavras....por tudo de bom que nos deu a conhecer. Obrigado por nos ter mostrado uma Angola diferente, e em mudança ( para melhor).
Com o que me mostrou, tenho pensado mais seriamente na hipótese de ir aí ter com o meu marido e aí ficar.
É realmente espantoso o vosso percurso, o vosso trabalho.
Parabéns.... Continue a dar noticias..
Um abraço cristina
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:28
Cristina,
vou, claro!
O blogue nunca pára. Cá ou lá, sempre a abrir...
Pense bem. Lá, em Angola, está o futuro de muitos portugueses.
Bjs
LC
De Fr a 2 de Outubro de 2008 às 20:13
Olá
Obrigada Luís pelas crónicas, pelas impressões. Penso que quem conhece Angola dificilmente fica indiferfente a esse país, às paisagens, mas sobretudo às pessoas...e a diferença que há na vida do dia a dia entre Luanda e todos os outros lugares....
o cheiro, a terra vermelha (conheço da província do Zaire) os imbundeiros, e o sorriso...o sorriso das crianças, os olhos de doçura e acolhimento da população...o país tem muita coisa para mudar, mas Deus queira que estas pequenas/grandes coisas não mudem, pois isso é símbolo desse país...
Observações: os governos de Portugal e Angola fizeram este ano um acordo para o envio de profs para Angola (não serão em nº suficiente é certo, mas deve dar para ajudar, sobretudo na formação dos profs que aí estão e q a maioria das vezes nem a 10º/12.ª classe têm).
Acredito na cooperação, que deveria ser incentivada e alargada não só aos profissionais de educação....Fica a sugestão de reportagens com grupos de ONG´s e não só, tb de voluntariado missionário e não só, que têm projectos em Angola . Fala-se tanto de quem parte para trabalhar, mas há quem vá gratuitamente para ajudar no desenvolvimento da população.
O seu livro tá à venda nas Fnacs pelo menos na área de Lisboa.
Kandandu e bom regresso a Portugal
FR
De Luís Castro a 3 de Outubro de 2008 às 13:35
Fr,
já estou por cá, pelo que a sua sugestão está aceite e fica para a próxima, que deverá ser brevemente...
Mas, no passsado, já fiz muitas reportagens sobre a temática.
Quanto aos profs, foi uma crítica que ouvi constantemente da boca de portugueses e angolanos.
Ainda bem que fizeram o tal acordo.
Abraço
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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