Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Luiz Marins está em Portugal

Ontem assisti a uma conferência (na Universidade Lusófona) que me deu um bom exemplo para ajudar a ultrapassar a crise.

 

O senhor Vitorino tem um bar. O chão está sujo, os copos cheios de dedadas e o serviço ao balcão é uma miséria.

O senhor Geraldo tem um táxi. Tem os estofos rotos, cheira mal e não é lavado há meses.

Mas, tanto o Vitorino como o Geraldes sabem tudo sobre a crise mundial.

Gastam muito dinheiro a comprar jornais e revistas; consultam a Internet e vêm todos os programas de televisão sobre o assunto.

Estão muito preocupados e não sabem o que fazer com os seus negócios e com a falta de clientes.

 

Segundo Luiz Marins, o orador, a solução é o senhor Vitorino agarrar numa vassoura e limpar o bar, lavar melhor os copos e ser mais simpático ao balcão.

Quanto ao senhor Vitorino, que lave o carro por dentro e por fora e que tape os buracos dos estofos.

Os dois devem gastar menos dinheiro a comprar jornais e revistas que só falam de crise e aproveitar esse tempo para melhorar os seus negócios.

 

Se nos deixarmos agarrar pelo pessimismo da crise, vamos todos na enxurrada.

 

  • Luiz Marins é professor universitário, consultor e brilhante orador.
  • Tem dois programas de televisão no Brasil, um dos quais com12 milhões de telespectadores que passa na Globo News.

http://www.anthropos.com.br/

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 11:42
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21 comentários:
De Sónia Pessoa a 9 de Outubro de 2008 às 12:49
este post, apesar de simples, é muito inspirador e faz todo o sentido... portanto bora lá srs. Vitorino e Geraldo deste país a arregaçar as mangas e enganar a crise com um sorriso nos lábios. Beijinhos
De Luís Castro a 9 de Outubro de 2008 às 12:51
Estou a negociar a vinda dele, esta noite, ao Jornal 2.
Bjs
LC
De Sónia Pessoa a 9 de Outubro de 2008 às 12:53
eia, que rapidez! já que estamos em directo, tenho de falar contigo, tens messenger?
De Luís Castro a 9 de Outubro de 2008 às 13:06
Não tenho propositadamente...
O meu dia já não dá para as encomendas.
Bjs
LC
De Luís Castro a 9 de Outubro de 2008 às 13:08
Tens o meu nº de telf.
Liga.
LC
De Sónia Pessoa a 9 de Outubro de 2008 às 13:09
não tenho... mandas por mail?
De Luís Castro a 9 de Outubro de 2008 às 13:22
Não tenho aqui o teu mail.
Manda o teu contacto para o meu que eu ligo.
Bjs
LC
De Helder Magalhães a 10 de Outubro de 2008 às 01:32
... de facto, chega de pessimismo e de paranóias. Anda tudo tão apegado às desgraças que já ninguém olha em frente, é complicado!

cumprimentos.
De Luís Castro a 10 de Outubro de 2008 às 13:16
Para a frente é que é o caminho!
O problema é quando à nossa frente está o abismo... rs..rs..rs..
Ab.
LC
De Marcelo Franck Beu a 10 de Outubro de 2008 às 07:57
De facto, precisamos de ordem e organização para o desenvolvimento em todas as esferas da vida (social, politica, económica …). Um país precisa de ordem e organização para garantir o seu crescimento.
De Luís Castro a 10 de Outubro de 2008 às 13:20
Anda por aí muita balda, principalmente entre os "grandes"...
Ab.
LC
De Fatima a 10 de Outubro de 2008 às 08:06
Bom dia Luís
Nós não queremos pensar muito no assunto, e tentamos "chutar" a bola para a frente, mas que a crise anda aí, anda........
Um bom dia
Abraço
De Luís Castro a 10 de Outubro de 2008 às 13:22
Pois...
mas todos nós - Imprensa - estamos a massacrar com o assunto, não achas?
Não devemos nem podemos esconder o que se passa, mas há que mostrar casos de quem deu a volta por cima para que outros também o façam.
Bjs
LC
De terezadapraia a 11 de Outubro de 2008 às 11:47


há algum tempo atrás eu ouvi esta história numa Missa de Domingo:

num bairro muito pobre, vivia uma família muito pobre: pai e mãe de uma menina com uns lindos olhos azuis sobressaindo num rosto moreno sem cuidados; o cabelo e as roupas igualmente descuidados, contrastando com a delicadeza dela;

o Professor na escola, se encheu de misericórdia e comprou-lhe um belo vestido azul;

ao vê-la chegar a casa, naquele lindo vestido,
os pais notaram que a menina nem parecia mais a sua filha;

olharam-se no espelho e viram como todos estavam sujos e descuidados.

Tomaram banho! Pentearam os cabelos! Escolheram
roupas lavadas e na manhã seguinte, acompanharam a filha até à escola para agradecer ao Professor o lindo vestido!

De regresso a casa, repararam no quintal cheio de lixo e ervas bravas; na pintura descascada; no telhado desdentado; nas janelas e portas rachadas!

Olhando para aquele lindo vestido azul, foram encontrando forças para dar um jeito no jardim e na casa por dentro e por fora.

Os vizinhos reparando neles, começaram a fazer o mesmo, e em pouco tempo, o bairro parecia outro!

Juntaram-se então, e resolveram pedir que fossem feitas melhorias nas ruas do bairro e na própria escola ~~








De Luís Castro a 11 de Outubro de 2008 às 20:45
É isso.
Álguém tem de dar o exemplo e motivar os restantes.
Se ficamos todos os dias a mexer na ferida, sai ainda mais sangue.
Só que alguém tem que o estancar!
Bjs
LC
De Pedro Oliveira a 10 de Outubro de 2008 às 08:45
Braliseiro é chapa no optimismos, só eles para verem sempre o outro lado,deviam estar em todo lado qeu andávamos bem mais "show de bola",basta ir a um café com dois empregados um português e outro brasileiro, para ver como cada um encara a vida e o cliente.
De Luís Castro a 10 de Outubro de 2008 às 13:25
É diferença entre o Fado e o Samba.
Ab.
LC
De umcasoraro a 10 de Outubro de 2008 às 10:13
Os portugueses não conseguem ver o copo meio cheio como os brasileiros, vemos sempre o copo meio vazio. Andamos sempre cabisbaixos, a dizer que isto aqui está muito mau, que lá fora é que se ganha dinheiro, etc., etc., etc.
Somos os pessimistas, os saudosistas.
Se perguntarem "Está tudo bem?" respondemos sempre "Mais ou menos!"
Não é defeito é feitio...
Quanto à crise é claro que há, mas também não é tanto assim, o constante bombardeamento de notícias más a única coisa que traz é que alguns se aproveitam para ganhar mais dinheiro e livrar-se de alguma concorrência que tem menos poder que os que ainda por cá permanecem...
Eu noto a crise de de 6 em 6 meses quando vem o aumento da prestação da casa, é claro que me custa e que me impede de fazer outras coisas na minha casa que também são importantes, de resto vou levando a vida a olhar para a frente com um sorriso e boa-disposição, para ver se atraio coisas boas e não coisas más.
No entanto, aqui na minha aldeia há alguns daqueles que têm casas no valor de 1 milhão de euros, grandes carros e boa vida. Pessoas que gastam tanto dinheiro a fazer um muro quanto custa a minha casa, choca-me, mas se não fossem eles havia muito menos trabalho na aldeia.
Também hà umas quantas sanguessugas sociais que passam a vida na Segurança Social a pedir em vez de ir trabalhar. Curiosamente estas sanguessugas têm carros com matrícula no meio, vão ao café todos os dias, fumam como cavalos e o dinheiro chega para tudo...
Como sempre quem paga é a classe média...
Acho que este é um belo retrato social de Portugal, na minha opinião claro...
De Luís Castro a 10 de Outubro de 2008 às 13:28
Concordo.
Há por aí muita gente a viver do rendimento social, o que lhes dá a boa desculpa para nada fazer.
Há quem gaste muito, mas se isso criar emprego e gerar economia, até nem é muito mau, desde que depois não vá ao fundo...
Enfim, estas crises também servem para apurar...
Ab.
LC
De terezadapraia a 11 de Outubro de 2008 às 11:01

y tem toda a razão :) a "indústria do luxo" tem uma função muito mais eficaz do que qualquer política tributária da riqueza em matéria de redistribuição da mesma ~~

- os ricos devem ser sempre tratados como verdadeiros príncipes, para que gastem como verdadeiros reis :) -

Portugal deveria transformar-se rapidamente num paraíso luxuoso para poder atrair os mais ricos do mundo ~~

o PM acalmava, e começava a dar liberdade de voto ao seu eleitorado natural e nem tanto, mas também~~

a Economia disparava ~~ e em vez de Ministras " marca MFL " podíamos pensar em votar em beldades, assim como, Soraia Chaves, para fazer as honras do Ministério das Finanças ~~

e talvez assim a carga fiscal, e a guilhotina da SS à portuguesa, se tornasse minimamente suportável ~~

trabalho também não faltaria ~~ e vontade de trabalhar também não ~~

e agora vou ali tomar um café bem forte, para acordar, que ainda estou a sonhar ~~

















De Luís Castro a 11 de Outubro de 2008 às 20:41
Duplo!!!
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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