Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Um planeta já não chega

 

 A Terra está a demorar um ano e três meses a repor aquilo que usamos num ano.

 

 

 

 Em 2030 a humanidade vai depender dos recursos naturais de dois planetas, algo que será “fisicamente impossível”, segundo o relatório bianual Planeta Vivo 2008 divulgado ontem.

O último relatório Planeta Vivo - da responsabilidade da organização WWF, Sociedade Zoológica de Londres e da Global Footprint Network -, foi publicado há dois anos. Estimava que só precisaríamos de dois planetas no longínquo ano de 2050. Agora estamos prontos para ultrapassar essa fronteira já em 2030, ou seja, quando os nossos bebés recém-nascidos estiverem a entrar para o mercado de trabalho.

As Nações Unidas estão a trabalhar numa “nova ordem verde” mundial, lançada oficialmente a 22 de Outubro em Londres, capaz de reanimar a economia, evitar o colapso dos sistemas ambientais e criar milhares de empregos. O novo conceito inspira-se no “New Deal” de Franklin Roosevelt que pôs fim à Depressão da década de 30 do século XX.

A ONU vai apelar aos líderes mundiais, entre eles o próximo Presidente dos Estados Unidos, para redireccionarem os investimentos na direcção da “energia limpa”, agricultura sustentável, redução da desflorestação e das emissões poluentes e para a construção de cidades e edifícios mais sustentáveis.

 



O que é certo é que a preocupação com o esgotamento dos recursos naturais não é de hoje. O mundo começou a preocupar-se na década de 60, ainda não tinha sido inventado o conceito de pegada ecológica. Em 1972, na véspera da primeira Conferência da ONU sobre Ambiente Humano, em Estocolmo, foi publicado o relatório “Só Há uma Terra”. Quase 40 anos depois continuamos a ser alertados para os nossos limites.

 

 

Saber mais em:

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347961&idCanal=92

 

publicado por Luís Castro às 16:50
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36 comentários:
De filha do administrador a 29 de Outubro de 2008 às 17:55
e vamos continuar a ser avisados e os paises que mandavam no mundo (como os USA) vão continuar a ignorar e a manter o mesmo consumo para que os seus habitantes fiquem "felizes" e não façam barulho, mas continuarão a colocar condições aos paises mais pobres para que sejam eles a defender o planeta e a limpar o "lixo" que os mais ricos fazem.

eu faço o que posso lá por casa, mas não tenho esperança nenhuma, tenho a certeza que o ser humano se vai eliminar em breve
De Luís Castro a 29 de Outubro de 2008 às 22:17
Por este caminho, assim será.
Os meus filhos são os primeiros e recriminarem-me quando não deito o lixo nos recipientes correspondentes.
São muito conscientes. E ainda bem.
Bjs
LC
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:15
Os meus filhos são um exemplo para mim.
Bjs
LC
De Raquel Silva a 29 de Outubro de 2008 às 18:02
Luís,
A situação está realmente complicada. E depois dizem mal dos ecologistas, por andarem sempre atrás das pessoas a avisar acerca do aquecimento global, e a tentar proteger o planeta... :)
No aspecto ambiental, o melhor é deixarmos ouvir as palavras de Al Gore, e é bom que ele transmita as suas preocupações ao novo presidente dos EUA. Há anos que estamos a pôr as nossas vidas em risco, mas só há relativamente pouco tempo demos conta disso. Será tarde demais? Esperemos que não... Talvez se consiga atenuar a situação pela via política; talvez essa seja a única possibilidade. Mas é como se diz por aí: o esforço tem de vir de cada um de nós, individualmente, e o resultado será global.
Também ouvi dizer, há uns dias, que afinal o buraco na camada de ozono tinha diminuído. Será verdade?
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 29 de Outubro de 2008 às 22:19
Sim,
todos temos de agir, mas andam por aí alguns ecologistas que me irritam solenemente.
Aqueles que são contra, apenas porque sim!
Bjs.
LC
De Anónimo a 30 de Outubro de 2008 às 10:19
Já agora, quem são esses ecologistas que o irritam solenemente?
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:27
A resposta está no comentário anterior.
LC
De CN a 29 de Outubro de 2008 às 18:43
Olá Luís.
Sobre este post, digo-lhe o seguinte: acredito que o planeta, através de uma qualquer catástrofe natural, destruirá grande parte da vida nele existente e se auto-regenerará; isto é, fará um "reset" e começará de novo.
O ser humano, com as suas acções, só está a antecipar isso.
Muito pessimista? Nãaaaaaaaa
Um abraço
CN
De Luís Castro a 29 de Outubro de 2008 às 22:20
CN,
concordo em absoluto.
Penso exactamente o mesmo.
LC
De MP a 29 de Outubro de 2008 às 20:16
A natureza e as reservas naturais estão a ser maltratadas à muito tempo; diria que desde o início da Rev. Industrial.

Daí até à 'revolta' da natureza, que temos está a assistir com cada vez maior frequência, foi 'um passo'.

As pessoas têm que tomar consciência de que têm que respeitar a natureza, porque de outra forma, irão encontrar graves dificuldades pela frente.

Quanto a ser necessário um 2º planeta, isso é uma questão antiga, que já foi considerada à muito tempo; exemplo disso foi o início da Era Espacial (os 'pequenos' seres humanos terrestres, em busca do Espaço). Ora, aqui está um tema que até 'percebo umas coisitas'!
:)
De Luís Castro a 29 de Outubro de 2008 às 22:22
Ai sim?
Então acreditas que vamos construir colónias fora da Terra e ir para lá viver?
Eu acho que sim.
E tu?
Bjs
LC
De MP a 29 de Outubro de 2008 às 23:00
Já há projectos para isso :)

Um exemplo/experiência disso é o Projecto Biosfera - Biosfera 2, que tenta recriar um ambiente propício à vida humana, auto-suficiente - http://www.b2science.org/

As coisas parece não terem corrido como seria desejável! As pessoas, voluntárias, que ficaram lá 'fechadas' durante um ano, deram em "pílulas"!!

Ou seja, o problema não reside propriamente na capacidade de imitar o ambiente terrestre, mas sim conseguir que o sistema psicológico, emocional, etc, das pessoas não dê 'barraca' em situações semelhantes:
a de construção de uma estação/colónia em outros planetas ou satélites naturais (e artificiais também), em si mesma, é uma questão de capacidade material, logística e técnica.
Já o plano emocional ...

Há montes de projectos, e que não estão tão distantes de se concretizarem como isso; o grupo Virgin do Richard Branson, já está a preparar viagens turísticas à órbita terrestre ... este Branson é um achado!!

Havemos de falar nessas coisas se quiseres (eu sou de direito e política espacial)

:)

Bjs
De Luís Castro a 29 de Outubro de 2008 às 23:19
Muito interessante!
Um destes dias temos de conversar.

* Já agora, também foste dos que compraram uns metros quadrados de terra na Lua?
Se sim, alugas um quartinho para mim quando isto acabar cá em baixo?
rs...rs..rs..
Bjs
LC
De MP a 29 de Outubro de 2008 às 23:25
Ahahah :))

Nem pensar!!
Essa da venda de terrenitos na Lua é ilegal!
A Lua é propriedade da Humanidade, 'não há nada para ninguém' :))

Faz lembrar o outro que chegou a uma conservatória predial nos States (como não podia deixar de ser) e registou todos os planetas do nosso sistema solar no nome dele
ihih é para a publicidade, porque aquilo não é válido :))

Bjs
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:22
Há cada "cromo" !!!
Bjs
LC
De CN a 30 de Outubro de 2008 às 08:33
Desculpe a intromissão...
Quer dizer, destruímos o planeta onde evoluímos e que tem as condições ideais para nós e tentamos "adaptarmo-nos" a um outro qualquer...
Muito interessante!
Se a "vida" evoluiu na terra como a conhecemos é porque aqui existiam condições para isso. Noutros planetas, se existir vida, não será igual à nossa e nós não nos conseguiremos lá adaptar. Isso são filmes da NASA- entidade que pertence ao país mais destruidor do mundo!
De MP a 30 de Outubro de 2008 às 12:53
Não há intromissão nenhuma :), é um contributo importante para o debate!

Já agora, é o CN que eu conheço?

Efectivamente estamos a destruir o planeta em que habitamos. Já quanto ao evoluir ... é uma questão muito subjectiva.
Estamos a delapidar os recursos naturais, não apenas como meio de subsistência, mas por pura excentricidade.
Consumimos, estragamos e poluimos, sem cuidado quer pela natureza, quer pelo futuro da nossa e das gerações seguintes.
Destruição pura e simples, sem construir nada. O ser humano parece-se aos gafanhotos - por onde passam destróem tudo! "Terra queimada".

Este planeta tem as condições necessárias à sobrevivência da nossa espécie humana, essa é a realidade; somos seres, cujo organismo, é constituído por 70% de água, ou seja, podemos ser considerados como pertencentes ao 'reino da água'.

Não tentamos "adaptar-nos", teremos necessidade de o fazer. Essa é a questão e ao mesmo tempo o dilema. O ser humano é excepcionalmente adaptável, além do que, vai ter mesmo de adaptar-se, pois dentro em breve será uma necessidade se quiser sobreviver. Seja no fundos dos oceanos, onde poderá construir colónias, ou noutros 'corpos celestes'.

Noutros planetas existe vida.
Não necessariamente como nós a conhecemos neste planeta.
Uma componente transversal a este universo, galáxia e sistema solar, é o carbono e a água.
Já agora se se refere implicitamente a pessoas, sim, elas existem e bem mais evoluídas do que na 'santa terrinha'.
De não esquecer a 'caçada' lançada pela Inquisição, a propriamente dita e a conotada com a primeira, a todos aqueles que não se pautaram ou pautam pela cartilha politicamente aceite ou a atitude aceite para o rebanho. Foi o caso do Galileu, do Copérnico, e de tantos outros, antes e depois deles.

Deixe-me dizer que a NASA tem sido a entidade que mais obstáculos e obstrução tem colocado e feito a todo aquilo que pode ser considerado como solução para a existência e sobrevivência dos seres humanos terrestres, tanto no fundos dos oceanos como noutros 'corpos celestes'.
Quem diria, não é? Pois, mas a realidade é bem diferente, muito mesmo, da que é 'vendida' ao público.
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:29
Visto.
LC
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:24
CN,
vamos para outros planetas fazer o mesmo que fizemos com este.
LC
De MP a 29 de Outubro de 2008 às 23:20
Ah, esqueci-me de um outro aspecto, o Mar.

Sim, os oceanos, negligenciados e tão pouco conhecidos!!
Albergam uma capacidade monumental para o ser humano. Ser humano esse que desconhece o que aqui tem, procurando longe aquilo que tem bem debaixo do "nariz"!!

Há outros projectos de Biosfera no fundo dos oceanos. Essa seria uma investigação extraordinária e uma fonte inesgotável de soluções para os problemas que estão a acontecer no mundo actual.
As potencialidades são infinitas.

[Há uma grande ligação entre o direito espacial e o direito marítimo, estão estreitamente interligados, só que o primeiro apresenta um mundo completamente novo :)]

E viva o Mar, essa fonte inesgotável de vida!!
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:21
Visto.
LC
De Eduardo Maio a 30 de Outubro de 2008 às 00:52
Curioso como desenhos animados como o Futurama e o Wall-e tocam nestes assuntos. Ora, se as crianças percebem que têm que proteger o planeta porque é que esta mensagem passa completamente ao lado dos graúdos?
De Anónimo a 30 de Outubro de 2008 às 10:21
Porque os graúdos medem a sua vida por parametros como o CONFORTO, a GANANCIA, a INVEJA e o SUCESSO.
As crianças querem apenas ser felizes a imaginar coisas remotas ...
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:27
Visto.
LC
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:23
Simples:
não estamos formatados.
LC
De Pedro Oliveira a 30 de Outubro de 2008 às 09:20
Segundo ouvi, ontem na antena 1, se todos fossem como os "portugas" eram necessárias duas "terras", o que quer dizer, que vemos o "agreiro" nos olhos dos outros e não vemos a "trave" que os nossos têm.
Concordo que estamos aviver um ciclo e que podemos estar a acelerar o processo,mas se tivermos como referência os anos que estimamos que tem o planeta terra, verificamos que estamos a viver um microsegundo e isso relativiza tudo.

p.s Caro Luís, ontem ao ver o Professor Júlio Pedrosa no Jornal 2, verifiquei quão oprtuna foi a palestra em Porto de Mós.Obrigado pela colaboração,mais uma vez.Um dia destes conversamos, preciso de te "cravar" , é um assunto de blogues.Qualquer dia...
De Sónia Pessoa a 30 de Outubro de 2008 às 14:45
espero que seja no jantarzito que vou organizar (e que assim que haja confirmação de data dou notícias)... hum Pedro?... hum Luis?... era fixe, vamos lá a fazer um esforcito. joquinhas

em relação ao assunto discutido neste post, só tenho uma palavra... assustador o futuro dos nossos filhos!...
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:31
Por mim tudo bem.
Bjs
LC
De corine a 30 de Outubro de 2008 às 18:24
é de lamentar, mais do que isso é de ficar indignado que as potências continuem de forma ininterrupta praticando politicas que sabem à partida ser falidas e terminais.
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:32
Corine,
somos todos culpados.
Fizemos toneladas de disparates nas últimas décadas.
Todos nós!
Bjs
LC
De José Fernandes a 30 de Outubro de 2008 às 18:26
Boa tarde Luís,

Nesta altura não é fácil passarmos ao lado do assunto.
Todos os dias somos influênciados pelo "Marketing Verde" e pelas nossas crianças que estão extremamente sensibilizadas para estas questões.

O que pode acontecer não é termos que ir para outra "Terra", mas talvez voltarmos à terrinha, ao interior do país que na sua maioria ainda é verde e saudável... É sempre uma alternativa...

Abraço
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 01:35
Qualquer dia voltamos à terra... mas sete palmos mais abaixo!
LC
De Raquel Silva a 31 de Outubro de 2008 às 16:24
Luís,
Descobri este artigo hoje, sobre ideias megalómanas para salvar o planeta, impossíveis de realizar no presente. Quem sabe, no futuro...?
Fica aqui o link. Muito interessante :)
http://dn.sapo.pt/2008/10/26/sociedade/ideias_radicais_para_salvar_o_mundo.html
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 31 de Outubro de 2008 às 17:36
vou ver.
Bjs
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
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- Colaborações em Rádio:
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- Colaborações Imprensa:
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RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
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Obras publicadas:
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