Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Por que não se entendem?

Já ouvi dizer que os pais começam a ter dificuldade em compreender alguns dos argumentos dos professores.

Já disseram que por cada voto perdido de um professor, Sócrates ganha três de outros eleitores.

Já pediram a demissão de Maria de Lurdes, mas Sócrates garante que não será um sindicato a derrubar a ministra.

 

 

Será que a ministra tem condições políticas para continuar?

Será que a ministra tem razão ao não suspender o processo?

 

Devem os professores fazer greve prejudicando a avaliação dos alunos?

Devem os professores voltar à rua para mostrar a sua indignação?

 

Opinem, por favor.

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 00:59
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40 comentários:
De salvoconduto a 20 de Novembro de 2008 às 02:13
Lá vem outra vez o estafado argumento de que a greve prejudica a avaliação, apenas a retarda.

Essa do Sócrates ganhar 3 novos eleitores é de almanaque, por esse jeito já estava com maioria de dois terços...
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 02:53
rs...rs...rs...
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LC
De Ludo Rex a 20 de Novembro de 2008 às 05:33
Moralmente esta ministra já caiu faz tempo... É imperativo que se continue a luta e sem baixar os braços. Não esqueçamos que os alunos, também, estão na rua...
Algo se passa não?
Em defesa da Escola Pública com outro modelo.
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:19
Visto.
LC
De Bia a 20 de Novembro de 2008 às 09:52
Que tal perguntar ao primeiro-ministro se sabe como é feita a avaliaçäo dos professores, no colégio que os filhos dele frequentam?
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:22
Visto.
LC
De José Fernandes a 20 de Novembro de 2008 às 10:06
Bom dia,

Sócrates nunca irá desistir de avaliar os professores nem que seja num domingo à tarde... - já ouvi isto em algum lado...


Abraço
JF
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:22
Visto.
LC
De yes! a 20 de Novembro de 2008 às 10:13


Esta Ministra já fez cair a máscara da líder (?) do maior partido da Oposição (?) e com isso, a própria, e uma parte nada irrelevante do PSD ficar-lhe-á infinitamente agradecido,

e mas muito mais do que isso, fez cair a máscara a uma grande parte dos professores, e sindicatos, e mais grave do que isso,

no imaginário de muitos democratas (?) fez cair a própria Democracia, ainda que por tempo certo ~~ mas seguramente pelo tempo necessário à implementação das reformas necessárias (?!?) calculado, logo à partida, em meia dúzia de meses ~~

Acontece que uma má reforma cai por si ! porque os bloqueios que vêm de dentro, são fatais! com o tempo acabamos encontrando um modelo justo de avaliação, que cumpra os objectivos ~~

é fazendo propostas alternativas e demonstrando os defeitos do que está mal que caminhamos na mesma direcção! as manifestações de puro botábaixismo, só reforçam a posição dos Governos ~~

e este Governo, até ao momento, não podia ter ganho mais com este braço-de-ferro ~~

José Sócrates é sem dúvida o nosso Político mais inteligente, de sempre, e acredito que, o mais corajoso também! e nem os que se imaginavam mais inteligentes, estavam preparados para isso ~~

e o resultado está à vista!

Ah e antes de ir, queria aproveitar para lembrar aquele lema laranja :

" uma maioria, um governo, um presidente "

melhor do que ele,
só mesmo, uma maioria, um governo e um não-presidente!


Para que as reformas passem, não é preciso suspender a Democracia! só é preciso um Governo mais forte, em relação a uma oposição fraca e confusa - até quando aos valores de uma Democracia - e sobretudo mais forte do que a indignação popular provocada pelos seus naturais efeitos!

Mas e se este Governo até se encontra legitimado pelo processo democrático ~~ por que não aproveitar ? esta onda ?

Será que um ditador ou uma ditadora por seis meses faria muito melhor ? com que garantias ? era só esta a pergunta que eu faria a MFL ~~

Finalmente, acho que com este desbafo, MFL acabou explicando ao País por que é que o Governo não pode ceder a pressões, se quer levar a cabo as reformas necessárias ~~

Não ceder a pressões populares, ou à oposição, ou aos sindicatos, não é ser "ditador "

é dar uso a uma maioria legitimadora do Poder, para cumprir um Mandadato Democrático!

Sócrates, não precisa suspender a Democracia, só deve continuar a fazer uso do Poder que uma clara maioria lhe conferiu, para poder cumprir o seu Mandato!

E se o PSD algum dia quiser poder fazer o mesmo! terá de trabalhar para o mesmo, mas em Democracia!

















De Anónimo a 20 de Novembro de 2008 às 11:11
"É o primeiro-ministro mais inteligente de sempre", diz você. Deve estar a referir-se ao facto de ser o único até hoje que acabou uma licenciatura (numa afamada universidade), num fim-de-semana!
De yes! a 20 de Novembro de 2008 às 13:02


não sei como foi que o nosso PM aprendeu o que sabe nem onde nem como, mas que aprendeu e muito, não tenho dúvidas! as provas estão à vista!

muito provavelmente, os que acham que estudaram mais, e com melhores professores, andam redondamente enganados,

se calhar a culpa é toda do sistema de avaliação antigo!

deve andar por aí muita gente com curricula invejáveis que na prática nada fazem nem nada resolvem! a bem da Nação!

( esta discussão também está a fazer-se no Murcon
http://www.murcon.blogspot.com/ )






De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:38
Visto.
LC
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:33
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LC
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:26
Visto.
LC
De António Rodrigues a 20 de Novembro de 2008 às 10:20
Cedo se percebeu ao que vinha Maria de Lurdes Rodrigues: dividir a classe dos professores criando assim condições para dificultar a progressão na carreira e diminuir custos do ministério com os salários.
Pergutar-me-á: mas os professores não necessitam de ser avaliados pelo se desempenho? Sem hesitar respondo-lhe já que sim! Mas não com este modelo! É brurocrático, não é intelectualmente honesto e potencia a trapalhice nas escolas. Só para lhe dar um exemplo: como pode um professor de Educação Física avaliar um professor de História com Mestrado? Como pode este professor (mais antigo na escola) determinar se o desempenho académico do "historiador" é sólido, construtivo para a formação dos alunos, etc. Defender isto é uma aberração. E ha ouros aspectos que nem vale a pena falar.
Quanto ao aspecto político da questão... Ao contrário da maioria, creio que Maria de Lurdes Rodrigues deve ficar e deve levar a reforma do ensino até ao fim. Faz parte do contrato social ao qual chamamos Eleição. Temo, no entanto, que o espírito reformador da ministra continue a manifestar-se de forma trauliteira. Não podemos branquear a realidade: foi Lurdes Rodrigues quem começou por confrontar os professores dizendo que preferia a opinião pública a estes. Hoje tenho dúvidas sobre quem tem ao seu lado...
Sobre as manifestações de professores todos nós sabemos como se constroem mitos nos Media. O Luís é jornalista e sabe que é possível fazer uma reportagem orientado o ponto de vista do espectador para uma determinada ideia. O que passou dessas manifestações foi a de que os professores eram uma cambada de criaturas arrogantes, ignorantes e infléxiveis em relação à avaliação... Triste!
Penso que os profs devem voltar à rua: mostrar com inteligência porque estão contra este modelo, porque razão se queixam das condições em que dão aulas, porque razão dão a cara por programa pedagógicos desadequados etc...
O que está em curso na Educação é uma manobra financeira! Nãos nos iludamos.
A verdadera reforma do ensino está por fazer e passa pela adequação dos conteúdos às necessidades do país. A verdadeira reforma faz-se no apetrechamento de bibliotecas escolares (e não essas anedotas que andam por aí) com material didático que sirva os alunos de hoje. A verdadeira reforma faz-se através da aposta em novas tecnologias e não nessa anedota chamada Magalhães que ainda ninguém percebeu quem irá pagar. Sobre o Magalhães: há alguém no Ministério que seja capaz de me explicar -pai de uma criança de 7 anos- o que é que é suposto ele aprender com aquele brinquedo? Alguém´faz o favor de explicar à professora do meu filho (excelente, por sinal) que actividades tem ela de desenvolver com o Magalhães? É por isso que o Magalhães, perdão Classmate, me parece uma enorme campanha de propaganda na qual os jornalistas caem que nem patos.
Há tanto para dizer ....


De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:28
Visto.
LC
De filha do administrador a 20 de Novembro de 2008 às 11:22
confesso que neste momento faria uma manif contra os professores. não falo nos sindicatos porque continuo a achar que eles querem aparecer nos jornais em vez de pensar realmente no que é correcto para as classes que deviam defender.
De TELMO BÉRTOLO a 20 de Novembro de 2008 às 11:39
A julgar, por alguns comentários, anda muita gente a mamar na teta governamental aquilo que podia ser utilizado para outros fins...
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:34
Visto.
LC
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:33
Visto.
LC
De Si a 20 de Novembro de 2008 às 11:52
Já ouvi muitos lados desta questão, e como mãe, o que me preocupa essencialmente é o seguinte: o facto de o ensino ser obrigatório até ao 9º ano e provavelmente, no futuro, até ao 12º, querendo com isto dizer, que se até ao 9º já é uma palhaçada, de onde saem alunos completamente analfabetos, prolongar até ao 12º, será uma catástrofe para o futuro deste país. Não estou a dizer com isto que a culpa é dos professores. De alguns será, mas não de todos, certamente. A culpa também é dos pais, dos programas, dos decretos que permitem a um aluno, com seis negativas na pauta, transitar para o ano seguinte, dos lobbies das editoras dos livros escolares, enfim, de todo um sistema que está brutalmente viciado e rebola, com cada vez maior velocidade, até um dia encontrar uma parede, onde estoura completamente.
Neste momento, ensino obrigatório é sinónimo de facilitismo, em que bons professores são obrigados a fazer coisas que os repugnam e maus professores se encantam com a permissividade. Tal e qual como acontece com bons e maus pais, bons e maus alunos.
Daí que me pareça que a questão da avaliação é apenas um ponto muito pouco importante nesta história toda, onde, para cumprir estatísticas, o Estado paga para produzir incompetentes, em vez de apostar num ensino digno, exigente e eficaz, cujos resultados, por si só, dispensariam qualquer tipo de avaliações extra. Digo eu, não sei....
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:35
Visto.
LC
De Sócrates a 20 de Novembro de 2008 às 12:27
É preciso cuidado, pois a cada passo desta Ministra fico mais convencido que está a minar a escola pública com todo o facilitismo e burocracia desmedida.

Relativamente aos Professores, tenho lido entradas em blogs bastantes esclarecedoras e não me admirava nada que começassem a pedir horas extraordinárias, para além que este modelo de avaliação possibilita Professores que não sabem nada da matéria ir avaliar outros que a dão.

Relativamente aos alunos, há sempre os que fazem tudo para não ter aulas, agora a ministra só ter vindo um meio ano depois esclarecer um ponto do novo estatuto que logo desde início foi criticado e dizer que a crítica não era fundamentada, é incompetência.

Quanto ao ensino... cada vez mais fácil. Qualquer dia até um chimpanzé acaba o secundário com boa média e vai para Medicina. O ensino deve ser elitista no sentido de formar pessoas competentes. Quem na demonstra competências deve ser mais acompanhado e ajudado para que as possa apreender, não é deixando passá-lo que isso vai acontecer, aliás vai transmitir a ideia que se consegue singrar na vida sem trabalhar nada (isso só acontece a alguns).


O que eu estou a ver é que daqui daquie a 5-10 anos, se isto for tudo para a frente, os pais vão começar a exigir escolas privadas para os filhos. Então dirão que esta Ministra foi a coveira da Escola Pública que tantas pessoas formou e bem.



Querem resolver problemas?
- Os pais que eduquem bem os filhos.
- A Ministra que invista mais na Educação reduzindo o número de alunos por turma para não mais de 15 e contrate mais Professores.
- O Ministério que crie o livro único para cada disciplina e que o forneça aos alunos, recolhendo no final do ano para que possa ser reutilizado por outros.
- Melhorem-se as condições em muitas escolas que funcionam em pavilhões com mais de 20 anos com chãos de madeira todos degradados, óptimos ninhos para toda a bicharada que adora criar alergias.
- Faça-se um programa escolar exigente e sejam dadas aulas de apoio abertas com grupos reduzidos (3-4) alunos que substituam as "explicações" que por fora da escola são dadas.



Não deixem morrer a Escola Pública. Defendam-na e sejam exigentes nela para com os Professores, Alunos e Pais, dentro de esquemas aceitáveis e racionais que contribuam para um melhor ensino, não esquemas burocráticos e facilitistas que esta Ministra está a tentar impor.
De Anónimo a 20 de Novembro de 2008 às 17:21
Deve ser por tudo o que diz que os filhos do primeiro-ministro frequentam o colégio alemäo (privado e estrangeiro). Pelo menos ficamos a saber que o primeiro-ministro só é exigente com os descendentes (se foi ele que teve a ideia?!). Aos outros dá "novas oportunidades", assim näo teräo mais cultura e conhecimentos que ele. E, contam para as estatisticas, como ele fez com a licenciatura " à (de) pressa".
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:43
Visto.
LC
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:36
Lá está tu, outra vez!
Mais um susto!
rs...rs...rs...
LC
De Sócrates a 29 de Novembro de 2008 às 01:50
É o que eu digo quando ouço falarem do outro... Aliás digo também "Ele é José...! Eu sou mesmo Sócrates! ". :)


De Luís Castro a 29 de Novembro de 2008 às 15:24
Abraço e bom fds.
LC
De Tomahock a 20 de Novembro de 2008 às 13:23
O maior problema da luta dos professores são os sindicatos. Já andam à meses em luta e apenas à duas semanas atrás vi uma entrevista onde realmente explicaram o porquê da sua luta. Os professores não quero acabar com a avaliação e é isso que a maior parte da população pensa. Isto é apenas culpa dos sindicados e dos media...
De Luís Castro a 20 de Novembro de 2008 às 20:38
Visto.
LC

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Reportagem Iraque - 2005


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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
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Voz da Alemanha
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Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
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Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
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"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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