Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Simplex para a avaliação

Pivô do Telejornal:

 

Maria de Lurdes Rodrigues anunciou um simplex para o modelo de avaliação.

Uma das decisões é que os resultados escolares dos alunos vão deixar de contribuir para a avaliação dos professores.

A Ministra afirma que o objectivo é resolver problemas relacionados com o excesso de burocracia e a sobrecarga de trabalho dos docentes. 

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=374067&tema=27

 

Mas parece que ainda não chega.

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=374069&tema=27

 

Os pais pensam de forma diferente.

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=374072&tema=27

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 21:18
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79 comentários:
De Ludo Rex a 20 de Novembro de 2008 às 22:14
Suspenda-se, isso sim, este modelo avaliação...
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 00:05
O que a ministra fez, não será um passo para que todos voltem a setar-se à mesa?
É uma pergunta apenas.
LC
De Ludo Rex a 21 de Novembro de 2008 às 00:12
E vão sentar-se... Agora ver o sai daí...
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 01:05
Radicalismos, não.
Julgo que cabe agora aos sindicatos dar também um passo.
Ab.
LC
De António Mateus a 20 de Novembro de 2008 às 22:48
Olá mano...pois é....este país é de doidos...tirem-me daqui..
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 00:08
Também nós já fizemos greve e fomos para a rua, recordas?
Mas depois soubemos caminhar para um entendimento.
Não concordo com radicalismos, amigo, mas respeito e defendo que as pessoas lutem quando estão absolutamente certos da sua razão.
Parece-me, no entanto, que colocar como única condição a suspensão do processo, não leve à solução, antes ao afastamento.
Ab.
LC
De anarobalo a 21 de Novembro de 2008 às 00:45
Estou a adorar o teu livro, principalmente por estar numa linguagem "não editada", sem ser bonita, mas fácil e descritica, que nos coloca nos locais, junto das pessoas, que nos faz sentir indefesos. Quero ainda elogiar o teu trabalho, as tuas notícias são muito acessíveis e cativantes, os teus textos simples e esentos, não sei quanto às outras pessoas do mundo, mas eu prefiro o jornalismo que me diz as coisas como são, mais nada, eu farei as intrepretações que considerar necessárias.
Beijos
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 01:07
Muito obrigado, Ana.
Nem sabes como é gratificante saber que conseguimos levar as pessoas para esses locais através das nossas reportagens.
Bjs
LC
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 01:14
E como digo no livro,
"não escolhi palavras bonitas!"
Bjs
LC
De enfermeiro_de_serviço a 21 de Novembro de 2008 às 04:49
Sinceramente acho que os professores estão a abusar...querem tudo como eles entendem.

A ministra está la para mandar ou não?

Reconheceu e alterou os erros e mesmo assim ainda não tão satisfeitos.

O que os professores querem é continuar com a boa vida de vinte e poucas horas de trabalho por semana..continuar com o pretexto de "preparar as aulas"(quem não os conheça) e isto tudo sem ser avaliado.

Por muitas alterações que a ministra faça eles só ficam contentes se a avaliação não avançar...

Sempre ouvi dizer..quem não deve.........
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:51
... não teme.
LC
De Anónimo a 23 de Novembro de 2008 às 13:17
SR ENFERMEIRO DE SERVIÇO
gostava de saber onde é que foi buscar as vinte e poucas horas que os professores trabalham...enfim não fale do que não sabe...
De enfermeiro_de_serviço a 23 de Novembro de 2008 às 14:07
Foi o que três professores do secundário me disseram...e não precisavam de mentir porque são meus amigos...

E como estudante que fui e sabendo as turmas que alguns professores tinham não era muito dificil perceber o tal número de horas.
De Luís Castro a 24 de Novembro de 2008 às 00:34
Visto.
LC
De Luís Castro a 24 de Novembro de 2008 às 00:32
Visto.
LC
De Pedro Oliveira a 21 de Novembro de 2008 às 09:01
Eu como pai, sinceramente começo a ficar farto dos Mários Nogueiras deste país, aministra levou um puxão de orelhas do PR, com humildade,deve ter-lhe custado muito, o que ainda valoriza mais a atitude, ouviu conselhos de Escola, sindicatos, professores,pais, e depois foi de encontro a todos os pontos que estavam menos bem e deu-lhes solução.Os Mários Nogueiras deste país dizem tudo ou nada, como se diz em Coimbra,"bardamerda", desculpa Luís mas teve de ser,para isto tudo.Agora não há dúvida nenhuma que não querem é a avaliação.
Estou à vontade porque todos sabem que nada tenho que ver com o partido socialista.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:52
nem eu...
Ab.
LC
De mrconguito a 21 de Novembro de 2008 às 10:28
Caro Luís,
Por que é que sempre que se fala de pais, se limitam a apresentar a voz da CONFAP? Não é a única organização representativa dos encarregados de educação.

Aliás, eu cada vez menos os vejo como uma voz verdadeiramente independente. Se mais de 90% do seu financiamento vem do Gabinete da Ministra da Educação, não é de estranhar as posições que tem tomado nos últimos anos.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:53
É a representativa.
Mas obrigado pelo reparo.
Ab.
LC
De Maria Araújo a 21 de Novembro de 2008 às 12:23
Olá.
Eu também não acho que a solução seja a suspensão.
Acho sim, que os sindicatos estão a auto promover-se, aproveitando-se dos professores.
Um beijinho.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:54
Outro.
LC
De Maria Araújo a 21 de Novembro de 2008 às 12:28
Pedro Oliveira, os professores não são contra a avaliação, mas os moldes em como ela vai ser executada, só isso.
Mas volto a dizer o que disse ao Luís. Os sindicatos acomodaram-se neste últimos anos, e agora, como os professsores reagiram, decidiram sair da #escuridão" para fazerem parte da ribalta.
Estou super cheia desse fulanos ,também. Há já anos que deixei de acreditar neles.
Confio mais no meu trabalho, simples , com as minhas competências, com a minha humildade. Por isso, não receio muito a avaliação. Receio sim quem está sempre a protestar...
Cumprimentos para si.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:54
Visto.
LC
De Pedro Oliveira a 21 de Novembro de 2008 às 16:15
Ainda bem que estamos de acordo, pais e professores interessados em ensinar.
cumprimentos muito sinceros para quem se preocupa,de verdade, com os nossos filhos, o resto é palhaçada à moda portuguesa.

Muito honestamente faz-me muita,mas mesmo muita confusão e dor de estômago que vejo o dispensar trabalhadores e depois ver não sei quantos mil funcionários públicos contra uma avaliação e aumentos de 2,9%. Hoje vieram-me as lágrimas aos olhos quando soube, pela minha mulher, que uma mulher de trabalho temporário que a empresa onde ela trabalha teve de a dispensar, falta de trabalho sector automóvel, que essa senhora confessou a uma chefia que não sabia o que fazer à vida pois o marido também tinha ficado sem trabalho a semana passada. Um pouco de pudor aos senhores dos sindicatos não fazia mal nenhum.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 20:53
É verdade, Pedro:
há por aí situações muito dramáticas.
Ab.
LC
De Luciana Cruz a 21 de Novembro de 2008 às 12:35
Ora bem, finalmente abre-se uma brecha para a comunicação. Não defendo atitudes radicais, mas parece-me que este braço-de-ferro seria escusado. Desde logo, como legitimar um modelo de avaliação definido e imposto por agentes externos ao sistema educativo? Claro que teria que redundar num modelo burocratizado cujo enfoque principal é , não a melhoria significativa da qualidade do nosso ensino, mas sim uma aumento significativo do "sucesso" escolar - vulgo aumento significativo de passagens administrativas de um maior número de alunos (quiçá, em muito devido à descoberta do "magalhães" do nosso messiânico Sócrates)... isto sem esquecer, é claro, um propósito fundamental de carácter economicista, ou seja, dificultar um pouco mais a progressão na carreira dos professores, esses "reinvidicadores" barulhentos que continuam a acreditar que vivemos numa democracia em que o a greve e manifestação é um direito que lhes assiste ....


De Luciana Cruz a 21 de Novembro de 2008 às 12:38
acrescento rs... rs (leia-se - riso amarelo de ironia)
afinal estamos mesmo numa democracia!!!

Um abraço
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:58
Cuidado!
Ainda suspendem a ironia por seis meses...
Bjs
LC
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 12:57
mais do que um Simplex,
a solução é encontrar um "Maglhães" para a Educação.
rs,...rs...rs...
LC
De Maria Araújo a 21 de Novembro de 2008 às 23:24
Não é bem assim.
Não reivindicamos dinheiro...mas respeito pela classe e pelo trabalho que desempenhamos na escola com os nossos, e vossos filhos.
Vá ver o filme "Entre les murs". Ponha lá, nesse enredo, os seus olhinhos observadores...É a realidade das nossas escolas, tanto para alunos, como para professores e pais... Sou professora, emocionei-me com o filme, quer do ponto de vista da professora, quer do dos alunos... Ou será que sou demasiado sensível?!
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 23:39
Visto.
LC
De Luciana Cruz a 22 de Novembro de 2008 às 15:28
Parece-me que não me fiz entender... note a ironia subjacente aos meus comentários! Concordo em pleno consigo, curiosamente vou mesmo ver hoje o filme "Entre le Murs", mais... também passei pela experiência do ensino 2º ciclo e secundário... logo...
Um abraço
Luciana Cruz
De Luciana Cruz a 22 de Novembro de 2008 às 15:31
ui.. que confusão! Luís, o meu comentário dirige-se ao cantinhodacasa

um abraço
Luciana Cruz
De Luís Castro a 22 de Novembro de 2008 às 20:29
Bjs
LC
De Luís Castro a 22 de Novembro de 2008 às 20:25
Visto.
LC
De filha do administrador a 21 de Novembro de 2008 às 13:29
qual será agora a desculpa para continuarem a dizer que não querem ser avaliados?
já não podem dizer que têm muito trabalho, ou afinal o problema é que não querem mesmo ser avaliados?
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 20:37
Acredito que há quem não queira ser avaliado e quem acredite que o sistema possa ainda ser melhorado.
LC
De Maria Araújo a 21 de Novembro de 2008 às 23:30
Pode acreditar que a maioria dos professores não se importa ser avaliado.
Mas vamos ver como, e em que circunstâncias, ok?
Lembre-se que somos nós, que educamos, ensinamos, somos crianças, pai e mãe...muitas, muitas vezes, porque os pais, os verdadeiros educadores dos filhos, delegam na escola todos os deveres que lhes pertencem.
Falo com muita experiência, de mulher, acima de tudo.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008 às 23:40
Visto.
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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