Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Quem tem razão?

Italiana em coma profundo há 17 anos divide divide a opinião pública e os poderes do país.

 

O Supremo Tribunal autorizou a família a desligar a sonda que a alimenta.

 

Mas o governo proibiu os hospitais públicos de concretizarem esta decisão.

 

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=378371&tema=31

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 00:54
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26 comentários:
De Someonemore a 18 de Dezembro de 2008 às 04:13
Se o supremo tribunal autorizou, têm mais é que desligar.
Desde quando é que um governo se sobrepoem ao Direito?
Não nos podemos esquecer que não são as leis que se têm que adaptar ao governo, mas sim o governo que se tem que adaptar ás leis.
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:11
Só que em Itália há um senhor chamado Berlusconi...
LC
De Pedro Oliveira a 18 de Dezembro de 2008 às 08:56
Nessas situações, acho que nem justiça ,nem politica têm que ver com o assunto, se a familia assim o deseja que se desligue a máquina.às vezes,sei que é pecado..., desejo que politicos e juízes passassem pelas dificuldades e sofrimentos que familias passam para ver se percebem que o mundo real não veste PRADA...!
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:21
Concordo por inteiro.
Ab.
LC
De pine a 18 de Dezembro de 2008 às 09:07
Sem ser totalmente a favor da eutanásia , não sou totalmente contra.
Desliguem a máquina. Ou estão à espera que ela, ainda que artificialmente, acabe por sobreviver ao próprio pai?...
Depois de 17 anos a esperança dá lugar à revolta e à resignação...
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:23
Só quem passa por elas é que pode dizer o terrível que deve ser.
LC
De Virgínia a 18 de Dezembro de 2008 às 09:29
Bom dia Luis.
A eutanásia é um assunto que mexe, e muito, com a sensibilidade das pessoas.
Se eu estivesse na situação desta mulher, quereria que desligassem as máquinas, mas, sem os meus familiares ficarem a saber.
Queria que me deixassem partir em paz.
Se fosse um familiar meu... isso era terrívelmente complicado.
Para quem está em coma, o tempo não conta, a pessoa está 'em suspenso'; agora, os familiares a sofrer durante dezassete anos...
Deus os ajude!
Beijos
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:24
É muito tempo.
Ela vegeta, os familiares vão morrendo aos poucos.
LC
De patti a 18 de Dezembro de 2008 às 10:05
Razão não sei, é um caso pessoal.
Mas em termos do cumprimento da lei se o Supremo autorizou a família, é porque ela fez o pedido e assim está dada a ordem e terá de ser cumprida.

O tribunal é um orgão de soberania, assim como o governo.
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:28
Tribunal primeiro, governo depois.
Claro!
Bjs
LC
De POESIA-NO-POPULAR a 18 de Dezembro de 2008 às 11:36
Amigo Luis
É uma vez mais, os que acreditam em milagres, a quererem sobrepôr-se aos que acreditam na ciência!
A ciência é pragmática, o milagre é lírico!
Abraço
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:31
E a burrice uma epidemia.
Grande abraço para o Alentejo.
LC
De Si a 18 de Dezembro de 2008 às 12:49
Se assim o quiserem, tanto as leis podem ser contornadas, como os governos podem ser mantidos acima da lei, o que não é novidade para ninguém.
Mais do que o mediatismo desta situação, será talvez mais importante avaliar a situação clínica da paciente, dum ponto de vista lógico; Para obter uma autorização do Supremo Tribunal, terá conseguido provar, obviamente, que esta será irreversível. Por outro lado, se for vontade expressa da família decidir sobre a vida de alguém que não tem poder para o fazer, ao fim de 17 anos de sofrimento, se calhar bastará transferi-la para um hospital privado, contornando todas as imposições governamentais.
Quero com isto dizer, que, do meu ponto de vista, nem um nem outro terão razão ou deixará de ter, já que foi além de todas as lutas clássicas sobre a eutanásia, podendo, uma e outra mão de ferro , exercer a sua vontade, sem desrespeitar a razão de nenhuma.

Nota: Vi o vídeo sem som, e se calhar estou a dizer um grande disparate, mas, ainda assim, arrisco a deixar aqui este comentário.
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:36
E fez muito bem.
Não é nada disparate.
Há uma clínica privada que já se ofereceu.
Bjs
LC
De Sónia Pessoa a 18 de Dezembro de 2008 às 14:16
Se o tribunal autorizou, desligue-se a máquina. Isso não é viver... e se a família assim quer... quem somos nós para julgar essa situação!
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:42
Mas parece que há um político que manda mais no destino desta mulher do que os tribunais e a própria família.
Bjs
LC
De Gi a 18 de Dezembro de 2008 às 14:57
A família que lida diariamente com este problema e que sofre, de ccerteza que deverá ter seguido todos os trâmites legais.
O Supremo Tribunal deve ter avaliado e julgado em conformidade.
A partir daqui o Governo não se pode sobrepôr ao poder judicial, suponho eu.
Pelo menos cá, supostamente, é assim.
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:44
O Tribunal nºão terá decidido sem apurar o estado da pessoa em causa.
LC
De Maria Araújo a 18 de Dezembro de 2008 às 17:09
O sofrimento é grande para todos.
É difícil comentar.
São situações muito sensíveis.
Se fosse eu familiar acho que desligava.
Já vi familiares sofrerem muito, fase terminal, e quando já nada há a fazer,por mais que custe, sentimos que o sofrimento tem que acabar.
Dói muito, muito.
Nem sei mais que dizer.
Beijinho a todos.
De Luís Castro a 19 de Dezembro de 2008 às 00:45
A última coisa que eu quereria ser era um peso para a minha família.
Bjs
LC

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Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
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Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
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