Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Americanos não param de me surpreender

.

Já não tomo banho há quatro dias. Não é novidade para mim. Em Angola, em 1999, passei dez dias até poder tomar um duche. Lá, no planalto central, era bem pior do que aqui, lutava-se de dia e de noite, constantemente. Foi a minha primeira experiência enquanto jornalista “embedded”, na altura enquadrado numa ofensiva das Forças Armadas Angolanas contra a UNITA.

 

Queremos sair daqui para editar as reportagens para a RTP e distribuir as imagens por todo o mundo. Não está a ser fácil, pois será necessário montar uma operação de “resgate” da linha da frente. Enquanto isso vamos montando a primeira “peça” e pergunto aos americanos se a posso enviar para Lisboa, embora com embargo até que me permitam a sua exibição. (Para quem não sabe, nestas situações é normal que os comandantes militares peçam para ver as reportagens antes delas serem exibidas. Não sei se já aqui falei, mas em 2003 um jornalista da FoxNews que acompanhava as tropas americanas no deserto e rumo a Bagdade, foi expulso depois de revelar pormenores do que iria acontecer e de fazer desenhos no chão, gravando-os para a câmara e revelando a posição onde se encontravam) O capitão pede que não o faça para já. Digo-lhe que é apenas para fazer um teste, mas na realidade vamos a enviá-la para Lisboa. Se houver censura, a reportagem já estará em Lisboa e depois logo se verá. O José Alberto Carvalho, Director de Informação e pivô de serviço, manda uma mensagem para o meu telemóvel: “Grande equipa! Para já só o cheiro é que chegou aqui… Manda lá a peça para abrirmos o Telejornal!!!” Já não deu. Os americanos não chegaram a tempo e eu não quis arranjar problemas ao capitão.

 

Duas da manhã e aparece uma coluna militar. São autênticas fortalezas rolantes. Fizeram mais de duas horas até chegar à nossa posição. Agora temos outro tanto para nos deslocarmos até outra base. Lá dentro, um dos soldados vai numa cadeira rotativa automática, protegido por uma rede, e com a visão nocturna vasculha tudo à nossa volta. Não descansa um minuto que seja. No vidro de uma das pequeníssimas janelas encontro a marca de um projéctil e entretenho-me a pensar como terá sido. Adormeço.

 

.

Chegámos a Tadji Camp. O major dá-nos as boas-vindas e pergunta-me se quero usar os equipamentos de que dispõem: “Podes mandar pelos nossos satélites para os Estados Unidos, depois é só a tua televisão ligar para lá que eles reenviam para Lisboa.” Agradeço e digo-lhe que temos um videofone. Se eu quiser permitem-me que entre em directo no telejornal e ninguém pede para ver a nossa reportagem. Ainda bem. O oficial mostra-nos onde podemos tomar um duche e leva-nos a almoçar na cantina americana. Foi a melhor refeição que fiz durante estas quase três semanas no Iraque.

 

O coronel quer falar connosco. É o comandante do Regimento de Cavalaria onde estão os rangers e os já famosos strikers. Foi ele quem deu a autorização para nós acompanharmos a ofensiva. Agradeço, falamos das nossas famílias, das saudades e da guerra. Conto-lhe o que se passou em 2003 e mostro-lhe o meu livro para que ele leia o que um major americano nos escreveu na altura, quando se deu conta do que nos estavam a fazer e me libertou: “I am sorry that you all had to endure such bad conditions, but remember that I care and pray you can forgive. (MSG. Anderson, 19th CMMC, Camp Udairi, Kuwait)”. O coronel pede para copiar a identificação do responsável pelo sucedido (1st. LT Shaw Y 527, mp, co.). “Ah, pois, Polícia Militar…”, diz-me. O comandante mostra-se muito interessado em saber se este homem ainda está no exército.

 

O sargento que foi colocado ao nosso dispor mostra-nos a parede onde estão expostas as fotografias dos soldados abatidos desde que chegaram. São vinte e sete em apenas sete meses, As últimas são as dos rangers que morreram durante os dias que estivemos lá à frente. Três, jovens ainda. Dois foram vítimas de sniper, o outro morreu numa explosão. “Só espero não ter que encher a parede”, desabafa. Já há três fileiras com os retratos dos camaradas perdidos em combate.

 

Os americanos não param de me surpreender. Vamos de helicóptero para a Green Zone e, na hora do embarque, dizem-me que não poderei voar de manga curta. Não percebo o porquê, mas também não há tempo para grandes perguntas. “Não tens um par de meias?”, pergunta um dos soldados. Nunca pensara nesta multifuncionalidade das meias. Sempre as vi apenas para os pés. Retiro as peúgas que usei durante os quatro dias e rasgo-as com os dentes… E mais não conto…

 

 

Amanhã há mais!

Abraço a todos.

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 15:01
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45 comentários:
De Antonio Sarmento a 3 de Abril de 2008 às 15:50
Caro Luís,
Tenho acompanhado as suas reportagens no blogue e dou-lhe desde já os parabéns pelo excelente trabalho que tem feito. Para mim, a melhor peça que fez em Bagdad foi o piquenique das famílias iraquianas. Deu o outro lado, aquele que ninguém espera
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:09
António,
essas são as reportagens tantas vezes esquecidas pelos jornalistas.
Não têm tanto impacto mediático como peças sobre combates, mas são as mais fortes emocionalmente. É uma das vertentes minhas "preferidas".
Gosto de dar estas "estórias" e essas pessoas merecem não ser esquecidas.
Tem sido assim ao longo da minha vida jornalistica.
Abraço
LC
De Anónimo a 5 de Abril de 2008 às 20:47
Caro Luís,
Obrigado por ter respondido. Conciliar o enorme stress do trabalho e, ao mesmo tempo, arranjar tempo para responder a todos os comentário é de louvar. Uma lição de profissionalismo para muitos jornalistas.
Um abraço e já estou fã do seu blogue
António Sarmento
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 00:25
António,
para mim é muito importante interagir com os públicos.
Estamos habituados a falar e não a escutar.
Esta experiência foi muito importante para mim.
Abraço
LC
De Patti a 3 de Abril de 2008 às 16:20
Olá Luís,

Fica-se com a ideia de homens-máquina . . .

E como acabou aquela história dos "passarinhos na rede"?
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:11
Patti,
provavelmente investigaram o meu passado antes de me darem autorização para ir para a linha da frente com os seus soldados.
Mas não são homens-máquina. Lê o de amanhã.
Bjs
LC
De Patti a 3 de Abril de 2008 às 22:36
O post de amanhã deve ser o tal das minhas perguntas, acerca do lado mais pessoal destes homens.

Fico à espera.

Até amanhã.
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:31
Patti,
ainda não será o de amanhã (hoje) será o de sábado.
Hoje será a saída de Bagdade.
Bjs
LC
De alex a 3 de Abril de 2008 às 16:44
sabe luis ontem esforcei-me para ver telejornal na correria do fim do dia e foi estranho voltar a vê-lo de fato e gravata... não é k estivesse mal... pelo contrario mas axo k me tinha habituado as suas outras fardas...
foi bom ver que regressou são e salvo e agora é com prazer redobrado que leio os seus posts... apeasr desta historia não ter tido fim e caso o tenha nunca será um final feliz, a sua missão foi cumprida com exito e muita bravura!
por isso descanse que bem mereçe!
tome bem conta de si!
alex
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:17
Alex,
também é estranho para mim voltar a sentir o pescoço apertado.
É como sentir que me apertram, quando na realidade gosto é que me soltem e deixem ir à procura das "estórias" por esse mundo fora.
Bjs
LC
De Fernando Rocha a 3 de Abril de 2008 às 17:06
Castrinho :

Continuas em grande. E...sem tomar banho! Já devias estar habituado. Então não foi assim em Angola, na Guiné e em Timor?
Como dizia o outro.
-É da vida!
Mesmo com estas privações - tu que até já andaste a rações de combate - continuas em grande e a fazer um excelente trabalho.
Chego a ter "inveja". eu que sempre fugi das guerras.
Continua e cuida-te.
A Silvinha e os meninos que tenham paciência .
Por cá vamos ficando com o teu cheiro a pólvora e o "perfume" dos telejornais feitos pelo Zé Alberto.
Amigo: Um grande abraço
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:21
Grande Rocha,
há algumas pessoas que por muito banho que tomem nunca deixarão de cheirar mal...
Quanto à rações, as americanas são bem melhores que as portuguesas. Continuo a falar de rações de combate!
E um café para um destes dias? Cheguei hoje ao Porto e volto a Lisboa na próxima segunda.
Beijos às tuas meninas.
Abraço
LC
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:24
Rochedo,
a Silvinha manda beijinhos para todos.
LC
De Raquel Silva a 3 de Abril de 2008 às 17:39
Não tinha essa ideia dos americanos, que eram tão acessíveis e preocupados com os vossos interesses. Mas lá está, eles não passam de homens que, tal como todos os que estão de algum modo envolvidos na guerra do Iraque, procuram sobreviver... E muitos não o conseguem, como é o caso desses 27, que o sargento espera serem os últimos.
Deve ser estranho voltar e saber que eles continuam lá, a combater... e ainda mais estranho saber através da televisão que a população iraquiana continua a sofrer ataques, diariamente.
Ao menos já cá está, e a descansar como bem merece... até à próxima vez que a RTP decida enviá-lo noutra missão... :D
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:26
Raquel,
há de tudo. Bons e maus, como em todos países ou profissões.
Amanhã vou entrar em contacto com eles para saber como correu o resto da operação e para saber se as famílias os viram na CNN...
Bjs
LC
De Raquel Silva a 3 de Abril de 2008 às 22:44
Boa ideia...
Sim, de certeza que viram. Só por isso os soldados podem dizer que já valeu a pena levar a RTP para a linha da frente...
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:33
Ontem cheguei a casa, liguei a CNN e lá estavam as nossas imagens.
Pensei de imediato naqueles homens que lá ficaram e que, provavelmente, as famílias os estariam a ver também naquele momento.
Foi muito gratificante.
Bjs
LC
De Raquel Silva a 4 de Abril de 2008 às 14:00
Acredito que sim...
Tal como a Alex dizia, não só em termos de feedback jornalístico, mas principalmente por saber que as famílias os estão a ver, bem...
Acho que é o "pagamento psicológico" por todos aqueles dias que estiveram na linha da frente da guerra... O pagamento mais importante de toda a missão, mais do que as vossas imagens atravessarem o mundo...:D
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 19:56
Raquel,
somos todos iguais.
Quando estamos fora, uma imagem lá em casa já dá para atenuar a saudade.
Bjs
LC
De alex a 4 de Abril de 2008 às 11:35
oh luis eu vou escrever exacatmente o k estou a pensar desta sua resposta....

k espectaculo! claro que existe aí curiosidade de jornalista k ker ter feedback do seu trabalho mas deixe que lhe diga que transparece mais a preocupação de um homem por outros que estão em risco e k podem ter algum conforto nessas grandes pequenas coisas....

gosto de pensar se todos os seres humanos fossem um pouco mais assim, talvez o luis não tivesse mais missões deste genero para onde ir!
especialmente hoje vem-me a cabeça a frase " I have a dream"
bjs
alex
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:53
Alex,
vou revelar-lhe um pouco mais de mim: eu encaro a minha profissão também como uma "missão." Eu e outros que pensam como eu queremos tornar o mundo um pouco melhor.
Denunciando o que de mal acontece, sempre conseguimos alertar algumas consciências mais adormecidas.
Assim, todos juntos talvez consigamos mudar algo.
Bjs
LC
De alex a 4 de Abril de 2008 às 14:22
todos fossemos assim....fazia-se a diferença!

k bom k ainda há pessoas como o luis! muito obrigada por se dar a conhecer pelo k me disse, pela forma como encara a sua profissão e sobretudo pela forma como encara a vida... sem rancor, sem vinganças ( k tem toda a razão se serve fria... gelada)e com uma esperança k mesmo kdo não está escrita se subentende em kuase tudo o k escreve!

não deixe de o fazer... se é k lhe posso pedir alguma coisa...k talvez mesmo aki neste nosso cantinho de " brandos costumes" se possa mais uma vez dar o exemplo
o luis de certeza k o faz... agradeço mais uma vez ( sim sou repetitiva) por o partilhar conosco
bjs e já agora bom fim de semana
alex
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 19:58
Obrigado, Alex.
Um beijinho bem grande para si e bom fds.
LC
De Diogo Rodrigues a 3 de Abril de 2008 às 20:56
Luís que venha o resto da história, descreve tão bem que muitas vezes da para visualizar o que está a acontecer

O lúis sinceramente acha que vai acontecer alguma coisa aos soldados que lhe fizeram isso em 2003? presumo que não sabe nada deles.

Um abraço

Diogo Rodrigues []
De Luís Castro a 3 de Abril de 2008 às 22:29
Diogo,
é isso que pretrendo: levar-vos para dentro da acção e para próximo daquilo que eu vivi.
Quanto aos que me agrediram, pedi ao Coronel que nada lhes aconteça...
Não sou vingativo.
Na altura fizeram uma investigação e eu é que fui considerado culpado. Estava no Iraque sem autorização deles... A guerra estava a começar e eles ainda nem tinham chegadoi a Bagdade. Enfim.
Abraço.
Lc
De filipelobo a 3 de Abril de 2008 às 23:13
Olá Luís,
Gostei de o ver ontem de fato e gravata a comentar aquela notícia para o Telejornal. É sinal que já estava no nosso Portugal.
Será que o Coronel irá mesmo saber se o seu "amigo" ainda está no exército? Esperemos bem que não esteja!
O que deve fazer agora é descansar porque de certeza que foram vários dias de muito stress e pressão. Já devia de ter saudades dos seus pequenos. Foi bonito quando enviou aquela mensagem de no Dia do Pai.
Um abraço e até amanha.

Só mais uma questão: É fácil trabalhar com videofone?

Filipe Lobo
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:41
Filipelobo,
o coronel mostrou-se mesmo interessado em saber se o tal tenente ainda está ao serviço do exército americano, mas pedi-lhe para que nada lhe aconteça. Não sou vingativo e já passram cinco anos. A minha pequena vingança foi que os mesmos (americanos) que me expulsaram da guerra em 2003, foram os mesmos que no dia em que passavam cinco anos de me terem agredido e humilhado, terem sido eles a levarem-me para a linha da frente.
É preciso ser paciente, pois a vingança serve-sem em prato frio.
Quando falo em vingança, refiro-me a uma pequena satisfação pessoal e não retaliação a terceiros.
Quanto ao videodone, sim, não é difícil. O problema é andar com ele durante aqueles dias. É só abrir as antenas, apontar a Sul, procurar o satélite, ligar o computador , comprimir o sinal, e enviar para Lisboa. É uma operação que dura cerca de trinta minutos para enviar dois ou três de reportagem. Só os dois ou três da peça gastam cerca de 15 minutos de envio.
Abraço
Lc
De Brito Neto a 4 de Abril de 2008 às 03:15
Os combates à que assististes na Banda(Angola), eram muito mais violentos! Daí, se calhar, a razão de teres passado 9 dias sem tomar banho. Com americanos é sempre aquela base: coca-cola, rock ´n´roll, internet em suma o american way of life levado à linha da frente. Mas, a guerra é mesmo verdadeira!

Take care
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:44
Amigo Brito Neto,
é verdade que a guerra em Angola era muitíssimo mais violenta. Mas guerra é sempre guerra!
Aqui, no Iraque, é claro que os americanos têm outras condições para estar na linha da frente. Não faltam comida e líquidos.
No entanto, os dramas são os mesmos!
Abraço
e até breve
LC
De Ana Cristina Brizida a 4 de Abril de 2008 às 10:47
Olá, adorei o seu Post de ontem. Nem descansou... mas está-lhe no sangue. O Luis escreve muito bem (já o tinha demonstrado no livro "Reporter de Guerra", de tal maneira que parece que estamos lá consigo.... seja na selva, deserto, a dormir debaixo dos tanques com oleo a pingar, a rastejar no capim, a dar baile "às fardas"... apesar de eu achar que ainda ficou muito por contar.
Agora a cena das meias......... (eu acendia logo uma velinha ao São Gregório) mas nada a que o Luis já não esteja habituado de outras guerras. By the way, não há fotos desse memorável acontecimento?

Bjs
Cris
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:49
Ana,
ainda bem que vos consigo levar para os locais que descrevo. É mesmo essa a intenção.
Quanto às meis... não, Ana, não há provas desse acontecimento histórico, nem eu quero... Prefiro que fique à vossa imaginação.
Estou a brincar. Estavamos dentro de uma base militar e junto aos helis, pelo que nada de fotos ou câmaras a gravar. Quanto aterrei, as meias foram logo para o caixote do lixo. Adivinha porquê...
Bjs
LC
De Raquel Silva a 4 de Abril de 2008 às 19:02
Ahah que pena não haver fotos, deve ter sido mesmo um momento memorável... E depois podia passar as imagens na RTP e tudo! Estou a imaginar o José Alberto Carvalho a apresentar a reportagem... ahahah! :D Agora já nem tem a prova, deitou-as para o lixo... Mas ainda bem que o fez...! Estou a brincar...
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 20:09
Raquel,
foi até incomodativo... para quem ia ao meu lado...
Bjs
LC
De pedro oliveira a 4 de Abril de 2008 às 11:53
O carácter das pessoas vê-se pelos "piquenos" pormenores:"Os americanos não chegaram a tempo e eu não quis arranjar problemas ao capitão."

Está tudo dito!

um abraço de Porto de Mós(vilaforte)

pedro oliveira
De Luís Castro a 4 de Abril de 2008 às 11:55
Outro abraço também para si, Pedro.
Lc

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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