Sábado, 5 de Abril de 2008

Adeus Bagdade

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“Hillary e Obama vão desfazer-se um ao outro. E ainda bem, porque McCainn será o melhor presidente para a América!” Este oficial do exército (de quem oculto a identidade por razões óbvias) está convencido do que diz. Para ele, uma vitória dos Democratas seria um desastre para o Iraque: “tanto um como outro já anunciaram que retiram daqui, mais cedo ou mais tarde”. E pergunta-me o que acho dos três candidatos. Respondo-lhe que McCainn dificilmente será o vencedor, que Obama não me parece preparado para liderar os Estados Unidos e que gostaria de ver Hillary como Presidente, até porque assim a América ganharia dois Clinton: “Quem votar nela, leva-o a ele também. E mais: seria engraçado ver Bill como Primeira-Dama”. O tenente-coronel não pode estar mais em desacordo comigo e tem uma teoria para o facto de nós, europeus, gostarmos de Bill Clinton: “Como vocês têm muitos governos socialistas, é por isso que gostaram dele enquanto esteve na Casa Branca. Foi uma governação do tipo trabalhista. Escreva o que lhe digo: McCainn vai vencer!”, remata oficial americano.

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A conversa aconteceu dois dias antes de eu sair do Iraque. E, na realidade, o tenente-coronel não deixa de ter alguma razão. O que acontecerá ao Iraque se os cento e cinquenta mil soldados regressarem a casa? De uma coisa tenho a certeza: poderá ser benéfico para o Ocidente mas será uma desgraça para esta gente. As palavras do oficial ecoam-me na cabeça enquanto faço as malas no hotel Palestina. Por cima de mim, lá no topo do décimo oitavo piso, ainda está o desejo de feliz 2004. O Iraque parou naquele ano de 2003.

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O próprio hotel, outrora centro do mundo com centenas de jornalistas correndo dentro e fora; os corredores apinhados de gente e de cabos; os quartos repletos de computadores e de fumo de cigarros; as varandas com tripés e câmaras de filmar; os terraços tomados por geradores e antenas parabólicas; o hall com guias, tradutores e motoristas esperando pelos repórteres e as salas com conferências de imprensa dos novos senhores de Bagdade - daqui se mostrava ao mundo o que acontecia ao segundo -, agora, cinco anos depois, os empregados são os mesmos mas o Palestina parece um fantasma. Sinto uma tristeza enorme.

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Bassim tem insistido para que contratemos uma empresa de segurança. Está desconfiado. “A vossa presença já se tornou muito notada e temo que alguma coisa nos possa acontecer no caminho para o aeroporto”, diz-me o meu guia e amigo sunita. Acho que ele tem razão. Pedimos preços e assusto-me. Vinte e cinco mil dólares foi quanto cobraram aos jornalistas da televisão austríaca à chegada. Uma loucura por trinta quilómetros de deslocação. Mais: os três seguranças que os acompanham para todo o lado cobram duzentos dólares por dia, o guia trezentos e o motorista cem. Acrescente-se o aluguer do carro e quatro quartos para que eles possam pernoitar no hotel. Peço ao Bassim que lhes diga que somos portugueses e que já só nos sobra cerca de quatro mil dólares. Deste dinheiro ainda há que pagar os excessos de bagagem de Bagdade para Amã e de Amã para Lisboa. Teremos que ir por nossa conta e risco.

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Tomamos um caminho diferente. Seguimos em direcção à Green Zone, mas nota-se que a viatura vai muito carregada e somos mandados parar em todos os checkpoints. Temem que o carro vá carregado com explosivos. Logo à saída do Palestina, um soldado vasculha o velhinho Pontiac. Mesmo assim continua desconfiado. Para ele todas aquelas caixas com o material de televisão podem não o ser. Olha os nossos passaportes e diz em árabe para o guia: “Não percebo nada disto. Podem até ser falsos que eu não o vou descobrir, por isso, se são terroristas suicidas, façam-me um favor: arranquem já e façam-se explodir longe daqui! Ah, e não matem ninguém!” Já dentro do carro, Bassim traduz divertido o medo que viu nos olhos daquele soldado. Seguimos para o aeroporto e, felizmente, nada nos acontece. Poupámos vinte e cinco mil dólares aos contribuintes.

 

Amanhã voltarei com mais.

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 02:50
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90 comentários:
De wednesday a 5 de Abril de 2008 às 11:18
Com este texto parece que tudo vai caindo no esquecimento. Tudo menos o problema em si, que continua a subsistir. E as pessoas vivem para sobreviver a cada dia, com medo. Quando é que as pessoas que são inocentes terão melhor dias?
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 14:48
Wednesday,
tal como diz o meu guia: "quando o petróleo se transformar em água!"
Estas são guerras pelos últimos recursos à face da terra.
Cabe a todos não deixarmos que o problema caia no tal esquecimento.
Eu vou continuar.
LC
De Diogo Rodrigues a 5 de Abril de 2008 às 12:02
Lúis em Bagdad o hotel palestina é o melhor para os jornalistas? não sei mas as vezes nãi será melhor instalarem-se num hotel mais pequeno em que pouca gente sabe que está lá?

O iraque é um pais onde se gasta muito dinheiro?
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 15:11
Diogo,
o hotel Palestina é simbólico para a data que se assinalava, é o dos mais baratos, dos mais seguros e onde está instalada a APTN, agência de notícias com capacidade para enviar por satélite e para fazermos directos para os nossos serviços noticiosos.
Mais: é central e com fácil acesso. Um quarto custa cem dólares, com internet grátis e uma empresa de segurança a guardá-lo. Já o Rashid Hotel, dentro da Green Zone, custa trezentos dólares e para lá chegar é uma dor de cabeça com mais de dez checkpoints e revistas constantes. Os restantes hoteis são mais caros do que o Palestina e não tão seguros.
Abraço
Lc
De Patti a 5 de Abril de 2008 às 12:35
As despedidas, mesmo de cenários tristes como o teu, trazem-nos sempre um amargo de boca.

Também estou com a Hillary, corajosa, ambiciosa e lutadora. Penso que o Clinton foi dos melhores presidentes americanos dos últimos tempos, pena que só seja lembrado pelo seu episódio Lewinsky. Desconfio do Obama e das "celebritices" repentinas.
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 15:13
Patti,
este "Adeus Bagdade" é apenas um até já.
Porque não me esqueço do e de quem ficou e porque espero lá voltar.
Quem sabe um dia com os meus filhos.
Já lhes prometi, só não sei é quando isso acontecerá e se acontecerá...
Bjs
LC
De Patti a 5 de Abril de 2008 às 16:22
É bom poder voltar e regressar quando se quer, apesar de no caso do Iraque ser mais difícil.

Eles, os que lá vivem, não têm outra opção, senão ficar e ir ficando....... e pior a ver os outros partir.

Imagino o que se passa no coração do Bassim sempre que vê o Luís partir.

É inevitável falar novamente dele, porque, de uma certa forma, passou a ser o rosto do povo iraquiano.

É bom saber que há alguém que pensa, se preocupa e lhes sente a falta.
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 18:47
Patti,
o Bassim já me "marcou" o regresso ao Iraque. Quer que eu vá lá às eleições de Novembro.
Ele brevemente irá dar notícias aqui no blog. Ficou muito entusiasmado com os comentários que vocês fizeram sobre ele.
Bjs
LC
De alex a 5 de Abril de 2008 às 15:48
ora ora alm de tudo mais o luis ainda se preocupa em poupar dinheiro publico?

oh luis kker dia destes ainda vai parar a algum museu como espécime raro.... fora de brincadeira é notavel a forma como pensa não da poupança logo eu que não consigo poupar um tostão....

falo sim da nostalgia como fala da cidade que reviu em circunstancias felizmente melhores para si...
é bonito e sensível e isso num reporter de guerra é um feito tão nobre como estar na frente de combate!

curiosamente e pk vim parar a este seu cantinho há pouco tempo só ontem li o relato da situação tão tensa vivida por si anteriormente!

como é k se volta depois disso? eu como mulher k sou pensei no k teria sentido a sua esposa k como voce mesmo disse chorou kdo o ouviu pk já tinha desesperado...curioso tenho a tv ligada na rtp e a musica k esta a passar no top + é uma dos irmãos verdade k tem como refrao " ai é amor" ... ora aki está a minha resposta!!!

ah e consegui falar com os soldados como keria? eles foram vistos pelas familias! espero k sim... você bem merece essa recompensa!

luis afinal eu k disse k não lhe devia pedir nada...não deixar de blogar....este já é para kem como eu aprendi a admira-lo um ponto de encontro obrigatorio!

bjs
alex
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 18:32
Alex,
eu nunca me esqueço de onde parti.
Das 17 guerras por onde passei, lá ficaram amigos que eu nunca esqueci e com quem mantenho contacto quase permanente. Alguns já não estão vivos...
Quanto ao regresso, costumo tirar uns dias para ir até ao Minho ouvir passarinhos e regressar à sanidade. Desta vez não vai dar para lá estar muito tempo... só vou amanhã e segunda já regresso a Lisboa.
Voltarei mais tarde a Cabeceiras de Basto, onde tenho muita da minha família.
Bjs
BFS
LC
De alex a 5 de Abril de 2008 às 20:45
concordo mais uma vez... as nossas raizes ajudam-nos a saber kem somos não é....

mas luis não respondeu ao meu pedido... por favor considere... não deixar de blogar....

quando ao seu descanso... muito mais que merecido aproveite bem.... não venha a net ......... ate segunda feira.... depois venha por favor.....

kto a ser um homem do norte.....eu k sou moura lisboeta de 3ª geração... apetece-me usar uma expressão k oiço noutras ocasiões... é um homem do norte carago....

bjs grds luis
e muito obrigada pela atenção de responder a todos os comentários do seu blog
BFS e bom descanso
alex
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 00:24
Obrigado, Alex.
Não, não vou deixar de blogar. Por mim e por vocês.
Bjs e bom fds.
LC
De Paulo a 5 de Abril de 2008 às 16:07
Bom, essa do "vocês têm muitos governos socialistas" não deixa de ser uma tirada engraçada... não estaria ele a falar em social democracia ou algo do género? É que nem o partido trabalhista britânico é socialista, caramba!
Mas os americanos ainda não aprenderam nada de política europeia?!?

Luís, como está a ser o descanso?

Obrigado por estas histórias todas. São deveras importantes para nós percebermos realmente o que se passa no Iraque :)

Abraço!
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 18:35
Paulo,
e, mesmo assim, este foi dos mais esclarecidos que encontrei.
Eles não têm muito conhecimento do que se passa para além das suas fronteiras.
Estou pelo Norte, em Valongo, onde resido, embora trabalhe em Lisboa.
Amanhã vou até ao Minho visitar a família.
Abraço
LC
De Diogo Rodrigues a 5 de Abril de 2008 às 16:08
Luís esta pergunta pode parecer um bocado desapropriada mas no Iraque mais concretamente em Bagdad é possível ser rico?

Existem como temos em Portugal as zonas ricas(isso presumo que sim) mas essas zonas são seguras? ou essas pessoas tentam fazer-se despercebidas no meio de tanta agitação, em Bagdad essas ditas zonas ricas também foram bombardeadas ou consegue-se viver "normalmente" ? ou é o medo constante dos raptos e assaltos?

Tem alguma imagem na cabeça desta sua ultima passagem por la que não lhe esta a custar sair da memoria?

E só mais uma ultima pergunta sendo o Luís português nota muitas diferenças para por exemplo jornalistas da BBC que a partida tem mais meios para trabalhar ou não se nota essa diferença?

Desculpa tanta pergunta

um abraço[]

diogo
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 18:45
Diogo,
as zonas "ricas" são as mais seguras porque são fortemente guardadas por empresas de segurança.
Só quem lá vive é que lá pode entrar.
Nas guerras há sempre muita gente que enriquece...
Os que vivem em zonas de classe média ou pobre são normalmente os mais visados pelos atentados, raptos e assassinatos.
A imagem que guardo é a das famílias brincando com os filhos num parque fortementre guardados por homens com kalashnikovs e onde no dia seguinte caiu uma granada de morteiro à mesma hora. Como já era dia da semana não havia lá ninguém. Podia ter sido uma tragédia.
Quanto aos restantes jornalistas, praticamente ninguém sai à rua. Estão nos escritórios também fortemente guardados (BBC, CNN, Reuters, APTN, etc) e só os locais por eles contratados é que vão recolher imagens ou entrevistas. Raramente alguém faz o que nós fazemos: ir para a rua perceber a realidade e contá-la pelos nossos próprios olhos. Nós temos a vantagem de possuir rotos e fisionomia próxima dos árabes. De resto, eles falam sempre em árabe comigo. Dizem que mais pareço iraquiano ou libanês e nunca europeu.
Mas quando pomos a câmara de fora, aí são cinco minutos no máximo em cada local. O Bassim não quer que alguém tenha tempo de planear um rapto ou um ataque contra nós.
Abraço
LC
De Alexandra Ribeiro a 5 de Abril de 2008 às 18:50
ola Luis

Esse "Adeus Bagdade" deve ser mais um até já.

Este relato como todos os outros permitiram acompanhar todos os teus passos, foi uma aventura extraordinária, que assim como tu queremos repetir.
Ouvir as tuas histórias, sentir as tuas preocupações e todos os dias estar aqui à espera de uma notícia, de qualquer novidade foi uma experiência magnífica. Para uma próxima aventura fica aqui o pedido de não te esqueceres de nós e levar-nos "na tua bagagem", volta a contar as histórias que nos emocionam e fazem arrepiar.
bjs
alexandra ribeiro
De Luís Castro a 5 de Abril de 2008 às 18:54
Alexandra,
ainda não acabou!!!
Apesar de já estar cá, ainda tenho mais para contar.
Bjs
LC
De Daniel a 5 de Abril de 2008 às 19:33
Luís, parece-me que essa é uma guerra ainda sem fim há vista. Pobre gente, aquela que por aí fica.
Penso que irás deixar por ai alguma saudade ao Bassim, não?

Cptos
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 00:21
Daniel,
eu vim mas eles ficaram. E não os devemos esquecer.
O Bassim passou a ser para muita gentre que veio partilhar este blog o rosto do Iraque.
Abraço
LC
De Raquel Silva a 5 de Abril de 2008 às 20:21
Um adeus que não será muito duradouro... O Luís tem sempre curosidade de ver como as coisas vão por lá...
E o melhor disto tudo é que traz sempe histórias para contar, não aquelas que davam propriamente notícias, mas as que dão mais gosto ver escritas...
Gostei da parte do fim do post. Depois de toda aquela tristeza de ver o que se tornou o Hotel Palestine e o Iraque, tinha de vir um episódio divertido. São essas pequenas coisas que ficam na nossa memória... de modo a atenuar toda aquela desgraça.
Ficamos à espera de novas histórias e do post do Bassim... :D
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 00:22
Raquel,
Em guerra encontramos do pior e do melhor.
O Bassim foi o melhor.
Bjs
LC
De Sara RM a 5 de Abril de 2008 às 23:40
Luís, é bom saber que está de volta a casa são e salvo. Não sei como é consigo, mas o regresso a casa no início faz-me sempre alguma confusão, voltar ao quotidiano... Quando voltei de 3 semanas num bairro mesmo muito pobre em Cabo Verde, ficava espantada com a água que saía pelas torneiras, com a electricidade que não falhava, etc. Tanta coisa! Imagino que quando se regressa de um cenário de guerra pareça que estamos a acordar de um pesadelo.
Sara
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 00:27
Sara,
na verdade quando regressamos percebemos que nós não tempos problemas. Os outros é que têm problemas.
Assim, a hierarquia das nossas prioridades muda radicalmente depois destas experiências.
Bjs
Bom fds
LC
De Sara RM a 6 de Abril de 2008 às 10:34
É isso, é mesmo isso. E fica tudo muito mais simples por estas bandas... O problema às vezes é lidar com a vontade de lá voltar.
Bjs, bom fds!
Sara
De Luís Castro a 6 de Abril de 2008 às 14:21
Sara,
quando estou a partir já me apetec voltar.
É sempre assim.
Bjs
LC

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
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