Terça-feira, 8 de Abril de 2008

De volta ao Telejornal

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“Nós estamos bem, mas a situação continua muito perigosa por aqui!” A mensagem chegou-me ontem por mail. É do sargento Morris. O segundo pelotão dos rangers continua em Sadr City e eu gostava de estar lá. Há quem diga que isto vicia. Recordo as palavras da Fernanda Mestrinho, subdirectora de informação em 1999: “Ou é impressão minha ou estás a precisar de um chuto de pólvora!” A Fernanda sabe do que eu sofro. Quero estar lá. Preciso de estar lá. Sou muito transparente e não consigo esconder o que me vai na alma. A minha amiga Margarida Rebelo Pinto, aquando uma das minhas partidas para o Iraque, assinou um artigo no Jornal de Notícias intitulado “Guerra e Paz” e onde escreveu: “A Amizade é regida pelo mesmo mecanismo que o amor, é instantânea e absoluta, afirma António Lobo Antunes, que fez um dos seus melhores amigos na guerra e que apesar de ter voltado de lá ileso, nunca conheceu a paz. Tu também és assim, um guerreiro em missão permanente, disfarçado de jornalista que apanha um avião para o outro lado do mundo como quem vai ao hipermercado ao fim de semana, como se tudo fosse normal, fácil natural e livre de perigo.” A Margarida é uma das minhas melhores amigas e já me conhece bem. Ela sabe que eu preciso de ir à guerra para procurar a minha paz.

 

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Regressei à coordenação do Telejornal. Estou aqui, mas na verdade não estou. Ainda vagueio pelo Iraque. Custa-me a desligar. Só me apetece voltar. Estou viciado naquela gente; sinto-lhes a dor; partilho a angústia e a frustração de xiitas, sunitas, curdos e cristãos. Sou assim. E sou como os árabes: gosto de tocar. É por isso que tenho que estar perto, onde cheira a pólvora. É lá, onde está a morte, que mais vivo me sinto.

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Nesta última ida ao Iraque juntei mais uns quantos amigos: Morris, Aldrige, Finnigan e Kolzoi e McMillan. Alguns são ainda muito novos. No fundo não deixam de ser jovens a tentar sobreviver num mundo que lhes é estranho. McMillan, de vinte e dois anos, confidenciou-me no meio de Sadr City que foi ao Iraque ganhar dinheiro para pagar os estudos da mulher e para também ele poder acabar o curso de medicina quando voltar ao Arkansas. Ele e os outros não querem saber de política, apenas que lhes confiaram uma missão e que a querem levar até ao fim. O paramédico, após sentir alguns projécteis passarem-lhe por cima da cabeça, desabafa: “Ainda faltam onze meses, mas quando isto acabar terei poupado trinta e cinco mil dólares.” McMillan ganha mais cinco mil dólares (4 mil euros por mês) por ter vindo para o Iraque. Se não fosse casado receberia pouco mais de metade. Pensei que ganhassem mais.

 

O Paulo José Oliveira, repórter de imagem da delegação da RTP de Coimbra, acompanhou-me nesta sexta ida ao Iraque. Fiquei teu fã, amigo! Prepara-te que um destes dias faremos as malas para o Afeganistão.

 

publicado por Luís Castro às 03:27
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82 comentários:
De alex a 8 de Abril de 2008 às 08:48
bem vindo de volta ao seu telejornal luis... e k post extraordinario... o texto da margarida que cita define-o melhor do k certamente eu como sua leitora alguma vez o faria, pk não só não tenho a arte e engenho dela como obviamente não tenho esse grau de conhecimento sobre si!

mas permita-me k tb eu lhe faça mais um elogio a sua audacia como profissional esse sentido de missão que o leva atraz da noticia k sem ser a mais obvia será sempre a que faz a diferença...e mais importante como ser humano... k pensa nos k ficaram k faz amigos... k pergunta como estão mesmo kdo já em segurança!
ainda espero o post do bassim...

k previlegio k deve ser ser seu amigo...e isso vê-se em cada post k escreve aparecem sempre uma mão cheia deles k me fazem até pensar se não estarei a invadir esse espaço vosso...

do carinho para com a sua inês nem vou falar....

obrigada luis por tudo!
bjs
alex
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 14:11
Patti,
até me arrepiei, permita-me que lhe diga.
Acho que não mereço tantos elogios...
Ainda aguardo o texto do Bassim. Ele prometeu. mas anda entretido com uns textos para um jornal japonês.
E não, não inade o meu espaço. Este blog é de todos nós. Eu gosto de partilhar.
Bjs
De alex a 8 de Abril de 2008 às 14:41
k bom k assim é!

e sim merece os elogios.... eu axo k esta resposta seria ao meu comentário...

de kker forma tá escrito e é sentido!

se não se importa de partilhar, fico mais a vontade de continuar a vir a este cantinho!!

bjs grds e até já
alex
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 15:25
desabafoehistórias,
acredita, é mesmo sentido. Só consigo escrever assim. temos que ser genuínos, embora nem sempre compense...
Bjs
LC
De alex a 8 de Abril de 2008 às 18:18
acredito em si luis!

mas por favor não desanime, acaba por compensar ser genuino...
o preço é alto mas há kem não saiba, ou ainda melhor, teimosamente não keira ser diferente!

esses são os k fazem a diferença na vida de gente comum mas verdadeira!
Da minha parte muito obrigada!
bjs
alex
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 21:34
Alex,
sou assim e não é agora aos quarenta que vou mudar.
Apesar de alguns dissabores, acho que ganhei mais do que perdi em ser assim.
Obrigado
LC
De Patti a 8 de Abril de 2008 às 10:23
E perguntava a minha filha (que diz que vai ser jornalista) noutro dia, oh mãe já “falaste” com o Luís?
Ele já fez a “tua” reportagem?

É que este blog, em tão pouco tempo, acabou por ser nosso também.

Já noutro dia num comentário me dizias que é perto da morte que te sentes mais vivo. Não faço ideia de como seja sentir isso, nem quero, tenho medo, confesso.

As coisas que tu nos dizes, meu Deus! Estamos todos a anos luz de realidades como a tua e da deles.

Aqui nos blogs, és (mais o Paulo) o vizinho que nos põe a par de todas as novidades, enquanto tomamos o café da manhã, o Bassim, outro vizinho simpático de que todos gostamos mas que está a passar por dificuldades no momento, os iraquianos, um grupo de famílias sofridas que se estão a adaptar a uma nova vida aqui no bairro e a tentar levá-la para a frente com muito sacrifício, os jovens soldados americanos, um grupo de rapazes que estão ali para fazer o que lhes mandam e os terroristas, os suicidas e os fanáticos religiosos, um bando de marginais que atormentam o bairro a qualquer hora do dia.

Este tipo de post é o que mais me agrada. É o conhecer a notícia pelo outro lado, o lado pessoal, emotivo e mais verdadeiro.
Do teu e de todos.
O mais humano.

Obrigada, mais uma vez.
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 14:14
Patti,
ainda bem que consegui cumprir aquilo a que me tinha prometido.
São essas minhas experi~encias pessoais que eu queria partilhar convosco.
Eu é que agradeço.
Bjs
LC
De Ana Cristina Brizida a 8 de Abril de 2008 às 11:35
Bom dia Luís,

Obrigada pelo seu post desta madrugada.
Não foi à toa que eu lhe perguntei qual era a sua próxima guerra. Mal chegou já quer partir para outra.
Em Lisboa, o Luís sente-se como "um peixe fora de água" apesar de ter aqui um elo muito forte que é a sua familia.
A sua amiga Margarida tem razão e o Luís, felizmente, tem uma "estrelinha" muito grande que o acompanha sempre que vai para uma zona de conflito.
Tenho a certeza de que muitos militares portugueses não têem uma experiência de guerra pura e dura como o Luís.
Espero ansiosamente pelos posts do seu amigo Bassin. Será interessante saber a opinião de um iraquiano acerca do que se está a passar no país dele.

Bjs

Cris
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 15:17
Ana,
é verdade. A secretária é um local muito perigoso para se olhar o mundo.
O Bassim anda ocupado com os japoneses, mas logo que ele envie eu publicarei o seu relato.
Bjs
e obrigado.
LC
De Raquel Silva a 8 de Abril de 2008 às 14:08
É impressionante essa vontade de regressar... como se fosse casa. Encontra a sua paz interior, mas o povo parece não conseguir encontrar a sua própria paz... O excerto do artigo está muito verdadeiro.
Este é talvez o post menos mediático e mais sentimental que já colocou no blog; o lado pessoal da guerra e dos soldados amercianos. No fundo, tal como todos, eles lutam para sobreviver, e apenas ali estão porque, por qualquer razão, têm de o fazer.
O Luís e o Paulo parecem partilhar o mesmo estilo de aventureiros... gostaríamos de vos ver de novo a trabalhar juntos.
Só uma coisa: como é que o Luís conseguiu estar tantos anos sem ir a um cenário de guerra? Depois volta, e só lhe apetece ter ficado lá... :D
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 15:20
Raquel,
fiz a cobertura de 17 guerras ou situações de conflito desde 1997. No último ano e meio fiquei aqui pela redacção, coordenando o Telejornal. É outra guerra...
Talvez por ter ficado tanto tempo aqui é que me senti renascer durante as últimas semanas.
Bjs
LC
De Raquel Silva a 8 de Abril de 2008 às 15:33
Talvez...
Em relação à entrevista; há perguntas às quais eu já sei as respostas, mas os alunos e professores da minha escola não as sabem, por isso achei importante fazê-las na mesma. Espero que não se importe. E claro que espero ouvir histórias novas...
Bjs
Raquel
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 16:23
Há sempre mais para contar.
Cá vos espero.
Bjs
De FM a 8 de Abril de 2008 às 15:44
Olá, Luís!

Foi com muita alegria que descobri este teu blogue, do qual passarei a ser leitora diária. Como já tive ocasião de te dizer, considero-te um dos melhores jornalistas portugueses e há muito que acompanho a tua carreira. Espero que continues durante muitos e longos anos a brindar-nos com as tuas belas crónicas, sejam estas de guerra ou de paz, sempre polvilhadas de um humanismo que já vai rareando no jornalismo.

Obrigada pelo teu exemplo, Luís!

De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 16:35
Alcochetejamé,
ainda bem que cá veio parar.
E já o disse? Aqui no Blog?
Quanto ao resto, tenho a felicidade de fazer o que gosto e gostar do que faço. E acho que o jornalismo não deve ser cinzento.
Bjs
LC
De FM a 8 de Abril de 2008 às 16:46
Olá, novamente!

Esqueci-me de me identificar no comentário anterior...

Bjs,
Fátima Mariano
(Póvoa de Santa Iria)
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 17:16
Ah, já sei.
E o nosso café?
Bjs
LC
De Rui Germano a 8 de Abril de 2008 às 17:19
Amigo, como eu te entendo...

Tive o mesmo sentimento quando regressei 30 anos depois ao local que me viu nascer - Matala em Angola... sentir dentro de nós o clima, os aromas próprios de certos lugares...

Também senti em 1975 algumas balas a zumbir a cabeça, mas isso foram poucas, em comparação com a quantidade de vezes que viajas de avião...
Penso que isso é um bichinho que tens desde a Força Aérea , viajar onde está a noticia...

Da minha recruta, do qual nos juntamos no dia 5 de Abril em Lisboa, num bonito convívio , o Ismael Marcos (Prata), ele manda-te um abraço, sei que é teu colega na RTP, foi ele que me falou do teu blog...

Um abraço,
Rui Germano


De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 17:55
Rui,
sempre gostei muito de aviões... mas apenas porque nos levam para qualquer lado!
É sempre voltar a locais de que gostamos. Pena é que não vivam em paz para podermos levar os nossos filhos a conhecer esses povos e essas culturas.
Abraço
LC
De Lecas a 8 de Abril de 2008 às 17:32
Olá Luis,

wellcome back!
De certeza que este nosso cantinho á beira mar plantado (e quase esquecido), é bem melhor que um país em guerra, em que a ameaça á nossa própria vida é uma constante no dia-a-dia.

adorei esta citação: "É lá, onde está a morte, que mais vivo me sinto", não consigo imaginar, o que lá viste, viveste e sentiste. Deve sem duvida ser fantástico. Ainda bem que regressas são e salvo.

uma pergunta... o cheiro do Iraque é mesmo a pólvora?

um abraço!
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 21:22
Lecas,
mais do que pólvora. É revolta; é frustração, é grito!
O medo é terrível, para quem não sabe se o carro que está parado ao nosso lado está armadilhado ou se é alguém que nos vai raptar.
Só estando lá!
LC
De Paulo J. Oliveira a 8 de Abril de 2008 às 17:38
Salamalecum Luis.
Foi um privilégio ter tido oportunidade de trabalhar contigo por terras Iraquianas.
Espero que este teu Blog, iniciado nesta ida ao Iraque, continue em grande e possa ser veiculo de transmissão de novas histórias, onde quer que elas possam ocorrer. Vimos como foi importante o feedback de todos aqueles que visitaram estas páginas .
No que respeita a próximas reportagens... sabes que podes contar comigo... No Afganistão ou onde o Cheiro a Pólvora andar no ar.
Um Abraço....
Já deves saber que: " A Sorte Protege os Audazes"
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 21:24
Amigo,
foi bom ter-te ao meu lado.
Obrigado por tudo. Pela tua amizade, pelo teu companheirismo, pela tua personalidade. Enfim, adorei trabalhar contigo.
Um dia repetiremos, acredita!
Abraço
LC
De Eira a 8 de Abril de 2008 às 17:44
Olá camarada ! Isso é que é vida ! Longe vão os tempos da Rádio Lajes e da vida militar não é ? Andas a matar saudades ! Matas três coelhos de uma cajadada : informação, militares e americanos ! lol .
Descobri o teu blog por mero acaso. Continuo a apreciar (como nos tempos da RL ) o teu empenho e profissionalismo. Foi com muito prazer que há uns anos te vi pela primeira vez na RTP (assim como o Alves Mateus). Apesar da enorme vontade, ainda não tivemos oportunidade de nos encontrarmos para uma sã e retrospectiva confraternização. As nossas "guerras" dantes conjuntas, estão bem separadas pela distância e funções. Por aqui continuo em Bruxelas no Concelho de Ministros da U.E. mas sempre interessado em manter o contacto com os "grandes Homens" que tive o prazer de comandar na BA4 e saber que estão bem; pessoal, familiar e profissionalmente. Aqui continuarei a "acompanhar-te" nas tuas missões de "combate" a partir de agora. Um grande abraço.
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 21:27
Amigo,
que surpresa!
Obrigado pelas tuas palavras.
Temos que nos rever.
Ainda tens o meu contacto?
Liga um destes dias.
A Rádio Lajes marcou a minha vida. A Rádio e todos vocês!
Abração.
LC
De * * Grilinha * * a 8 de Abril de 2008 às 19:42
Nestas tuas palavras fica-se a perceber como um jornalista se torna um "guerreiro em missão permanente"

Eu fiquei uma ouvinte/leitora viciada nos teus artigos e nas imagens do Paulo Oliveira.

Parabéns á equipa e que tudo vos corra bem para nos manterem informados.
De Luís Castro a 8 de Abril de 2008 às 21:35
Grilinha,
o problema é agora alimetar este vício, vosso e meu.
Obrigado.
LC
De * * Grilinha * * a 8 de Abril de 2008 às 22:26
Este vício (blogar) é fácil de alimentar. O pior mesmo é abandoná-lo (se é que se consegue!!!)

Nós cá estaremos a acompanhar as viagens e acontecimentos pelos textos e imagens.
De Luís Castro a 9 de Abril de 2008 às 02:00
Grilinha,
assim o espero.
Vocês tornaram-se no meu vício.
Obrigado.
LC
De * * Grilinha * * a 13 de Abril de 2008 às 14:57
Dizes que nós (bloguistas) nos tornámos o teu vício mas eu já não passo sem ficar colada ao ecrã da TV para ouvir noticias e opiniões tuas.

Ainda ontem ás 2 da manhã lá estava eu e o meu filho a ver a RTPN e a ouvir-te no programa "Olhar o Mundo"

Soube-me a pouco aqueles 30 minutos de conversa.

Bom Fim de Semana e um beijinho
De Luís Castro a 13 de Abril de 2008 às 18:32
Grilinha,
fica atenta ao próximo post.
vou precisar da vossa ajuda.
Bjs
LC
De * * Grilinha * * a 13 de Abril de 2008 às 19:32
ok

bj
De Tania Sousa a 28 de Setembro de 2008 às 20:16
Trabalhos como este só poderiam vir de grandes profissionais!!!

São também as palavras escritas e as vozes da experiência que nos despertam para o verdadeiro sentido da vida...
Estar perto, sentir a dor e a angústia desses povos sem nada poder fazer, deve ser o sentimento mais horrível que existe no mundo! Se lhe podermos chamar de mundo! .....

De Luís Castro a 28 de Setembro de 2008 às 21:19
Tânia,
impotência e revolta no momento, mas a certeza de que alguém verá o que estamos a filmar e de que poderemos despertar algumas consciências.
Bjs
LC

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Reportagem Angola - 1999



Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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