Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Os comícios acabaram?

 

Os políticos aderiram às novas ferramentas da comunicação.

Sócrates contratou a empresa que ajudou Obama e Ferreira Leite congratula-se por já ter 700 apoiantes no Facebook, dizendo até que nem os melhores assessores do mundo conseguiriam transformar Sócrates em Obama.

 

Ontem, Ferreira Leite deu "graças a Deus" por já ter passado a época dos comícios.

A líder do PSD chegou a desabafar que se tivesse que fazer neste momento algum comício, seria a maior das violências que lhe poderiam pedir, para acrescentar logo a seguir: "Acho que o jeito que eu tinha para fazer um comício era nulo!"

 

Paulo Rangel alertou-a, dizendo que "Ainda há alguns comícios...", ao que Ferreira Leite respondeu: "Ainda há alguns, mas vamos ver se nos escapamos deles!"

 

Será que os comícios, as bandeiras, os autocolantes, os cartazes colados nas paredes, os pendões nas ruas, os carros com altifalantes e as caravanas vão desaparecer nesta campanha?

 

Duvido.

 

Já agora, agradecia que acabassem também com os tempos de antena nas televisões e nas rádios e com as cartas na minha caixa de correio.

 

Luís Castro

publicado por Luís Castro às 00:59
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21 comentários:
De Sílvia a 22 de Maio de 2009 às 11:13
Por cá existem ainda os famosos jantar-comício (acho que se designa desta forma), os cartazes para as europeias e autárquicas já proliferam nas ruas e os panfletos já são distribuídos em todo o lado.

Mensagens como "A Europa é Vital" (PS) e "Pelo interesse nacional, eu assino por baixo" (e depois surge mesmo a assinatura de Paulo Rangel - PSD) parecem uma melodia fantástica quando pronunciadas e até seriam interessantes se fossem verdadeiras...

Não há dúvida que em ano de eleições os políticos vão todos para a estrada, andam pelos mesmos locais (pelo menos à Ovibeja foram todos os partidos)... nos restantes anos da legislatura ficam confinados aos gabinetes e têm pouca disponibilidade para ouvir os eleitores que lhes deram o emprego.

Se MFL quer escapar aos comícios, também podia evitar a sua presença constante na televisão com discursos desprovidos de interesse.
A verdade é que não é a única uma vez que, não há um único dia em que os nossos políticos não tenham de opiniar sobre um qualquer assunto, de preferência
para as câmaras de televisão.
De Luís Castro a 22 de Maio de 2009 às 11:20
Sílvia,
a culpa também é nossa (dos jornalistas) que em muitos casos somos mais veículos de informação do que repórteres.
Confesso-te que a campanha ainda vai começar e já não tenho paciência para os ouvir.
Bj
LC
De Sílvia a 22 de Maio de 2009 às 14:05
A verdade é que sem os media os políticos não sobrevivem. Os comunicados dos partidos às 20 horas são exemplo disso mesmo.
O canal de televisão que não transmite a conferência do partido perde audiência ou pode perder uma grande notícia, uma boa polémica?...
Nós (espectadores) o que queremos ver? Reclamamos da constante presença dos políticos na televisão mas, depois olhamos para as audiências das entrevistas televisivas dos políticos e vemos que continuam elevadas! Neste caso podemos dizer: “Não gostamos deles mas também não vivemos sem eles”!

Relativamente à campanha que se avizinha resumir-se-á ao mesmo que temos assistido até este momento: troca de acusações entre governo e partidos da oposição, polémicas e promessas pouco passíveis de concretização – porque depois do esforço da campanha quando alcançam os seus cargos é o momento de descansar.


Porque também não tenho muita paciência para os ouvir, sei que na hora decidir em quem votar talvez não tenha muita informação para fazer uma escolha bem acertada.

Porque a minha confiança nos políticos é pouca, não acredito em grandes mudanças independentemente dos vencedores das eleições.

Não acredito muito nesta nossa democracia enfim, sou uma pessimista.
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:31
Não ganham audiência,
mas podem perder a notícia.
Bjs
LC
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:32
A questão está em saber se eles e a sua mensagem merecem o tempo que os media lhes atribuem.
Bj
LC
De RUI FERREIRA a 22 de Maio de 2009 às 11:56
A análise a estas cenas de politiquice, faz-me doer o estomago, por isso quando estou a almoçar ou a jantar a minha tv está off.
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:27
Compreeendo-o...
Ab.
LC
De Loureiro dos Santos a 22 de Maio de 2009 às 16:50
Excelente sugestão! Além do mais, contribui para despoluir o ambiente...
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:35
MEU GENERAL,
seria bom demais...
Abraço
LC
De Sérgio Ramos a 22 de Maio de 2009 às 18:35
Olá amigo.
Cá vamos nós em mais uma campanha eleitoral.
por mim digo:
JÁ NÃO HÁ PACHORRA.
Nem para nós jornalistas sempre á espera de "encontrar" um "sonzinho" que os outros não têm, nem para os protagonistas.....
Que tirando o PSD (porque será que não se vê ninguém dos antigos "tubarões), são sempre os mesmos...
Vamos para Angola????
Por mim é JÁ.
E aquele projecto de lá voltarmos?????
Bora lá....
Grande abraço

De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:37
Comícios,
só os de Angola!!!
Aguardemos.
Ab.
LC
De Ana Paula Albuquerque Almeida a 22 de Maio de 2009 às 18:53
Olá Luís,

Respondendo à tua pergunta:"Será que os comícios, as bandeiras, os autocolantes, os cartazes colados nas paredes, os pendões nas ruas, os carros com altifalantes e as caravanas vão desaparecer nesta campanha?", acho que não vão acabar nesta campanha. Seria impossível um corte desta natureza mas creio que, com o tempo, a tendência será para irem desaparecendo. O descrédito instalou-se no discurso político. As pessoas estão cada vez mais cansadas de ouvir palavras que servem apenas de sustento ao vento. O mesmo se aplica às bandeiras, aos cartazes, etc. que, com as suas curtas mensagens, não conseguem, quanto a mim, convencer ninguém, servindo apenas para poluírem o ambiente. Por isso, sim, acredito que os comícios venham a acabar e que daqui por alguns anos sirvam para avolumar a narrativa histórica de Portugal.

Bjs

PS: Ontem enviei-te 1 e-mail sobre o Prémio Mercúrio Prestige mas imagino que não o tenhas lido. De qualquer forma, como te dizia, fui à entrega dos prémios e esclareci a dúvida que te colocava no mail.
Bom fim-de-semana

De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:38
Como diz o Sérgio,
JÁ NÃO HÁ PACHORRA!!!
Bj
LC
De Carlos Barbosa de Oliveira a 22 de Maio de 2009 às 22:58
O contacto com o povo incomoda muito MFL. A mim também me incomodam os tempos de antena e a publicidade na caixa de correio. Provavelmente estamos quites
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:39
E provavelmente ainda teríamos mais para dizer, mas é melhor ficar por aqui.
Ab.
LC
De José Fernandes a 23 de Maio de 2009 às 00:03
Fizeste-me lembrar um comício do PSD no pavilhão Infante Sagres há muitos anos atrás.
Agora isso já não existe. Temos as novas tecnologias aos serviço dos partidos políticos. Não fico chocado, é o evoluir dos tempos.

Ab
JF
De Luís Castro a 23 de Maio de 2009 às 01:41
Esses é que eram comícios!!!
Verdadeira manifestações de fé e confiança.
Depois foi o que se viu...
Ab.
LC
De RUI FERREIRA a 29 de Maio de 2009 às 11:41
AZAR DESTE PAÍS HAVER TRÊS ELEIÇÕES NUM ANO.
OS NÍVEIS DE DEBATES, COMÍCIOS, BEIJINHOS DE RUA, ETC...ETC...ESTÁ A DESCER DE QUALIDADE.
ACABEM COM AS ACUSAÇÕES PARTIDÁRIAS, E NÃO ESBANJEM TANTO DINHEIRO.
MTO OBRIGADO POR PODER UTILIZAR O SEU BLOG E PELAS RESPOSTAS RECEBIDAS.
CUMPTOS
De Luís Castro a 30 de Maio de 2009 às 12:01
É uma vergonha o que está a acontecer nesta campanha. Falam de tudo e quase nada sobre a Europa.
Para isto era preferível 3 em 1 !!!
Ab.
LC
De tania pereira a 5 de Junho de 2009 às 01:49
E não é que vi o Luis pessoalmente há cerca de treze anos a fazer a reportagem de um comício do PSD na Foz?! Já não vou a um comício há muitos anos mas, creio que nada é já como antes. E tenho só 30 anos!!!!!!!!!!!! Viva a Foz do Douro!
De Luís Castro a 5 de Junho de 2009 às 18:18
Verdade!
E que fazias nessa altura?
Se quiseres manda contacto, que eu devolvo.
LC

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Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

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Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
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RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
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Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
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RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
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