Sábado, 6 de Junho de 2009

Quem merece?

Por mim, ninguém!

 

 

 Diz o ponto 2 do Artigo 10º da Constituição Portuguesa que

“Os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade popular.”

Com estes partidos? Só pode ser para rir.

Com a campanha que vi? Só apetece virar-lhe as costas.

 

Estou indeciso.

Sou dos que defendem a abstenção como expressão de voto.

E quando assim o fiz, foi por não me identificar com os actores ou com o palco.

Desta vez, concordo com esta Europa, mas não lhes perdoo não me terem perguntado.

Bati-me pelo Referendo ao Tratado de Lisboa.

 

Estão a construir uma Europa de costas voltadas para mim.

E recordo as palavras de Robert Schuman, ministro dos negócios estrangeiros francês, em Maio de 1950:

 

«A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto.»

 

Apesar de tudo, estou tentado a votar no menos mau!

 

Luís Castro

 

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publicado por Luís Castro às 15:14
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42 comentários:
De M a 6 de Junho de 2009 às 15:54
Branco?
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:32
Visto.
LC
De Ana a 6 de Junho de 2009 às 16:02
Boa Tarde Luís!

Pois eu também vou votar no menos mau, apesar de tudo eu quero acreditar.
Bjs.
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:33
Visto.
LC
De Fernando Dionísio a 6 de Junho de 2009 às 16:17
Faz falta no boletim de voto, um local onde colocar uma cruz, para quem como nós não partilha do apresentado a eleição.
Sou pela Europa (até por impostos Europeus), mas não vou votar.
O voto em branco não representa a discordância, das propostas a eleição (representa somente, uma não escolha, entre o apresentado a eleição).
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:33
Visto.
LC
De José Fernandes a 6 de Junho de 2009 às 16:33
Boa tarde Luís,

A melhor forma de mostrar desagrado por não ter havido referendo, é não votar em quem decidiu que não se fazia consulta popular.

Esta campanha foi a pior de sempre para as Europeias. Raramente se ouviu falar da Europa.

Ab
JF
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:33
Visto.
LC
De Sérgio Ramos a 6 de Junho de 2009 às 17:31
Convém lembrar que á 40 anos não podiamos votar...
Não convém banalizar o voto.
Votar foi uma conquista que custou a vida a muitas pessoa.
Nem que seja em branco, mas VOTEM
Abraço
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:33
Visto.
LC
De Francisco Costa a 6 de Junho de 2009 às 18:14
Olá Luís!
Permite-me discordar, mas penso que uma percentagem significativa de votos em branco têm mais impacto no descontentamento que uma grande percentagem de abstenção.
Ou seja, quando nos abstemos básicamente passamos a mensagem que não queremos saber e nos estamos a marimbar, ao contrário de quando se vota em branco mostra um desagrado pelo panorama político e inconformismo ou dedicação que incentive à mudança.
Se tivessemos direito a receber 50eur do estado todos exerciam esse direito... porque não exercer o direito ao voto? Não foi para isso que se lutou durante anos?

Cumprimentos!
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:34
Visto.
LC
De Virgínia a 6 de Junho de 2009 às 18:25
Boa tarde Luís
"Venha o Diabo e escolha!"
Primeiro era para não votar, depois votava em branco, com a continuação da campanha... vou votar num candidato que, segundo o meu ponto de vista, deixou algumas propostas e não andou a 'lavar roupa suja' por este Portugal fora.
Penso que é o "meu menos mau".
Bom fds
Beijo
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:34
Visto.
LC
De Sónia Gonçalves a 6 de Junho de 2009 às 18:56
Boa tarde Luís !
Bem confesso que estou cada vez mais preocupada, com a situação do nosso pais e já não me refiro ao futuro mas sim ao presente que se degrada a cada dia que passa . acho que temos confiado o nosso Pais a corruptos. mas temos de acreditar que dias melhores virão mesmo que sejamos nós o povo português a organizar as pequenas mudanças, começando por nos mudar a nós mesmos. Boa Noite
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:34
Visto.
LC
De Sílvia a 6 de Junho de 2009 às 19:07
Exprimir o que foi esta campanha não me parece fácil.
Talvez a melhor palavra seja... desilusão.

Não fiz parte da geração que lutou pelo direito ao voto, contudo, parece-me importante votar. Votar poderá ser, de certo modo, honrar os que no passado lutaram por um futuro democrático, que é afinal o nosso presente.

Os partidos que hoje têm assento parlamentar já não merecem a minha confiança por isso, decidi dar uma oportunidade a um dos novos partidos. Talvez seja o último resquício de esperança que tenho. Talvez algo possa ser um pouco diferente.
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:35
Visto.
LC
De Sócrates a 6 de Junho de 2009 às 20:33
Eu não estou indeciso, votarei naquele que merece o meu voto, isto é, ninguém. Votarei em BRANCO portanto e esse voto devia ser respeitado e contar para a subtracção de mandatos, ou não será o POVO quem mais ordena? Pelos vistos não.

Não percebo a democracia esta em que nos impingem listas ordenadas pelos partidos e não apenas candidatos isolados nos quais poderíamos distribuir X votos. Eu quero poder votar em pessoas individualmente, não em listas que premeiam cunhas e interesses político-partidários de bastidores.

Anseio por uma Europa Federalista, para ver se acabamos com esta pouca vergonha que é a maioria da classe política Portuguesa que em nada dignifica o 25 de Abril e todos os que sacrificaram para vivermos hoje em dia em Liberdade e Democracia (não a melhor, mas a que construímos). Está na altura de mostrar à classe política que não confiamos nela e não a queremos, com esta atitude (que muitas vezes parecem estar a defender interesses de certos grupos económicos e não do Povo). Ou mudam ou acabou-se a papa doce!
De Luís Castro a 7 de Junho de 2009 às 15:35
Visto.
LC

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Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
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Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
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Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
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Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
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