Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Em Najaf

Falei com o nosso amigo Bassim.

Explodiu uma bomba a vinte metros da casa para onde foi morar.

Ele e a família estão bem.

Amanhã vai enviar-me um mail a contar o que aconteceu.

Publicá-lo-ei assim que chegue.

Entretanto continuo o relato de 2003.

Luís Castro

 

 

“Aqui dentro ainda se sente o cheiro das pessoas. E é quase impossível imaginar os horrores aqui passados, ao longo dos últimos anos, por quem não concordava com o regime de Saddam Hussein.Assim começa uma das reportagens que mais me marcaram nesta guerra. É a visita às celas da prisão de Najaf. Começo atrás das grades, passando a mostrar os ficheiros elaborados pela polícia política do regime. A terceira parte da peça é a impressionante visita guiada feita por um dos soldados iraquianos que acabou de chegar. Raiz esteve aqui preso durante dois anos por tentativa de deserção. Após um minucioso plano de fuga que acabou bem sucedido, juntou-se à resistência no exterior. Hoje, voltou com a CIA e relata-me os horrores a que eram submetidos os presos, aqui dentro, até serem enforcados.

 

Desde que reentrámos no Iraque, as reportagens que vamos enviando para Lisboa são consideradas como exclusivos mundiais a meias entre a RTP e a France 2 e, como tal, difundidas para todo o mundo. A própria Euronews coloca no ar as nossas reportagens na íntegra.

 

Acabamos por ficar três dias em Najaf, já que há matéria com fartura para trabalhar em reportagem. São estas histórias, normalmente esquecidas pela frieza da guerra, que faço questão de contar. Sei que para alguns jornalistas é preferível montar as peças com material das agências e dar a falsa imagem de que estiveram lá, no meio da guerra e no meio dos mortos, quando na verdade nem saíram do hotel. É certo que essas reportagens são as que dão maior impacto e maior fama, mas sei também que só se consegue enganar quem está lá em casa, pois as mesmas imagens que acabam por ser usados nessas peças, também chegam às redacções através dos feeds internacionais.

 

 .

Damos uma volta por Najaf e vamos parar a uma bairro onde várias habitações foram destruídas pela aviação americana. Chamam-nos para uma casa onde terão morrido cinquenta e sete pessoas e algumas ainda estão soterradas. Foi há poucas horas e é, claramente, um alvo errado. Numa rua mais à frente, percebo a “razão” de tudo isto: há muito material de guerra destruído. Os aviões da coligação bombardearam uma coluna do exército iraquiano sem se preocuparem com as casas que estavam à volta. Foi tudo a eito, tipo “bombardeamento em tapete”. Um médico conduz-nos ao principal hospital da cidade. Chegamos no momento em que um pai carrega, desesperado, uma criança nos braços. Tem as pernas queimadas, a pele dependurada e soluça porque já gastou todas as forças a chorar.

.

.

*Retirado do livro "Repórter de Guerra"

publicado por Luís Castro às 23:41
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69 comentários:
De Joe Marques a 1 de Maio de 2008 às 01:28
é impressionante, inocentes tratados como se fossem simples pedras no caminho...
Sera que a famosa tecnologia militar Americana é assim tao fabulosa que nao consegue identificar asos militares, das pessoas que estavam escondidas e algumas delas a fugir?
Imagino que para quem viu isso, deu uma enorme sensaçao de revolta e de impunidade. mas o q havia a fazer?.
uma pergunta q deve ser a mais "batida" do mundo. Era mesmo necessaria esta guerra?partindo do principio que nenhuma guerra é necessaria..
um abraço
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 14:09
José,
o Homem luta desde que nasceu.
E luta ainda antes de ver a luz do dia, também.
Se esta guerra era mesmo necessária, depende do ângulo em que é olhada: para a maioria dos árabes não era, para a maioria dos lideres ocidentais foi.
A tecnologia militar é fantástica e terrivelmente poderosa, mas o erro continua a existir, embora mais diminuto.
Essa tecnologia continua a ser manipulada pela mão humana.
Ab
LC
De Diogo Rodrigues a 1 de Maio de 2008 às 02:06
Luís isto nada tem haver com o assunto mas aconselho-te a ires ao fórum do autosport está la assim um numero considerável de pessoas a querer "matar" a rtp por não ter feito referencia a vitória do Álvaro Parente

Abraço

diogo
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 14:11
Pois...
como te disse a RTP não tinha os direitos sobre essas imagens e quando assim é, nada feito.
Mas vou ver.
Abraço
LC
De filipelobo a 1 de Maio de 2008 às 23:11
Olá,
Infelizmente é a lei de mercado. É pena, mas não posso criticar a RTP. Ela não pode comprar tudo o que é desporto, senão ainda estava pior em termos financeiros. Fico feliz pelo Álvaro.

Filipe lobo
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 23:13
É, Filipelobo.
Os direitos de transmissão ditam as regras.
Depois há que fazer escolhas e como não podemos comprar tudo, algumas coisas ficam fora do ecrã.
Abraço
LC
De filipelobo a 1 de Maio de 2008 às 23:31
Isto é que é eficiência e rapidez.

Obrigado,

Filipe Lobo
De Luís Castro a 2 de Maio de 2008 às 13:56
Sempre alerta!
Ab
LC
De Paulo Maia a 1 de Maio de 2008 às 11:48
Olá Luis,

So para te deixar um abraço, não tenho tido muito tempo para vir aqui, mas alegro-me saber que contribuo para o 1% das visitas de França :-)

Um abraço

Paulo Maia
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 14:13
França...
que andas a fazer?
E a família, está por cá?
Abraço
LC
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 14:26
Paulo,
segui o teu link e vi que estás na Vila de Naterre.
Certo?
Abraço
LC
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 14:27
"Nanterre", assim é que é.
Ab
LC
De Paulo Maia a 2 de Maio de 2008 às 17:47
Olá Luis,

Estou em Paris, Nanterre é mesmo ao lado e deve ser o ponto do servidor onde aceso à Net.

A família esta em Portugal, temos mesmo que tomar um café para por a conversa em dia.

Um abraço

Paulo Maia
De Luís Castro a 2 de Maio de 2008 às 17:59
Pis temos.
E quando voltas a Portugal?
Ab
LC
De Daniel Marques a 1 de Maio de 2008 às 18:02
Amigo Luís,

Continuo a vir aqui todos os dias, inclusivamente para ler os comentários que recebes.

Todas as palavras que aqui possa escrever são poucas para responder ao que escreves. Mas já não há mais nada a dizer. Limito-me a pensar naquilo que dizes e trazes até mim, não é preciso mais.

Aguardo noticias do Bassim. Abraço deste fiel leitor.
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 19:00
Daniel,
será sempre importante que aqui deixes o que sentes, porque, tal como tu, há muitas outras pessoas que também aqui vêm ler o que os outros escrevem.
Depois, as tuas opiniões também levarão a outros comentários.
Quanto ao Bassim, aguardo pelo mail.
Abraço
LC
De Daniel Marques a 2 de Maio de 2008 às 10:28
Luís, retraio-me um bocado porque tu sentes necessidade de responder a todos os comentários, apesar disso te roubar horas de sono. E as horas de sono são essenciais para estares bem no teu dia-a-dia.

Mas dada a tua insistência, continuarei a largar uns "bitaites" quando por cá passar. É aliás um privilégio poder fazê-lo.
De Luís Castro a 2 de Maio de 2008 às 14:04
Daniel,
manda "bitaite"!
E não estou a perder tempo, estou a ganhar em várias frentes: amigos, perceber as pessoas para quem trabalho, partilhar as experiências que vivi, etc.
Estou a enriquecer!
Abraço
LC
De Sara Valério a 1 de Maio de 2008 às 18:11
Boa Tarde,

Tomei conhecimento do seu blog através de uma reportagem do "Só Visto", e desde esse momento fiquei extremamente curiosa por conhecer o seu conteúdo.
Assim que pude, vim espreitar, fiquei realmente impressionada, conseguiu surpreender-me pela positiva.
Ler os seus post, dá-me a sensação que estou em pleno cenário de guerra a viver o momento, é muito bom conseguir transparecer alguns dos momentos mais marcantes da sua carreira.
Tento vir ao "cheiro a polvora" diariamente, acho que o bichinho de saber aquilo que se passa e passou consigo já está entranhado.
Inicialmente questionei-me se deveria ou não comentar, andei a explorar o blog e hoje decidi comentar, acho que é sempre bom ficar a saber o que os outros acham do nosso trabalho.
A cada post que leio, fico ainda com mais curiosidade e com uma opinião ainda mais positiva de si, dos seus trabalho e da sua profissão
Tornou-se um hábito diário, passar por aqui.

Obrigado por partilhar algumas das suas experiências connosco.

Beijos
Sara Valério
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 19:17
Sara,
inicialmente recusei o convite para criar este blogue. Pensei que iria "perder" muito tempo com esse projecto.
Afinal, poucos dias depois de aceitar e arrancar com o projecto, rapidamente me apercebi que não estava a perder tempo, mas sim a ganhar e em várias frentes:
1- entender as pessoas para quem trabalho
2- ouvir, porque normalmente estamos mais habituados a falar
3- saber se ou como estavam a entender e a apreender a minha comunicação
4- receber sugestões, enriquecendo o meu trabalho
5 -partilhar o que já vivi
6- ganhar novos amigos
etc.
Como vê, Sara, vocês tornaram-se muito importantes para mim!
Bjs
Luís Castro
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 19:21
E, já agora,
o objectivo é esse mesmo: que vocês possam "ver" os cenários sem lá terem estado. Se o conseguir, terei alcançado o propósito.
Já leus os post antigos que estão na coluna da direita?
Bjs
LC
De Sara Valério a 3 de Maio de 2008 às 14:41
Sim, já li todos os seus post com um imenso orgulho e prazer.
Prazer porque gosto mito de ler o que escreve (estou bastante curiosa para ler seu livro)
Orgulho porque é sempre bom, agradável e motivador saver que o seu trabalho é reconhecido lá fora.
Garanto-lhe que tem a minha admiração pela coragem que demostra no que faz, pelo espirito de iniciativa ao criar este blog e pela paciencia e gosto que tem em ler e responder a todos os comentários que aqui lhe deixam.

Muitos parabéns
Continue

Beijos
Sara Valério
De Luís Castro a 3 de Maio de 2008 às 22:40
Sara,
há algo que gostava que vocês meditassem e sobre o qual gostaria um dia de escrever: antigamente, os jornalistas eram premiados pelo reconhecimento que ganhavam junto dos públicos, agora são premiados dentro das redacções.
Esta é uma verdade sobre a qual ninguém tem escrito.

Eu -apesar dos meus 41 anos - ainda sou da velha guarda. Prefiro o vosso reconhecimento e é para as pessoas para quem eu trabalho (público) que dedico grande parte do meu esforço.
Bjs
LC
De Diogo Rodrigues a 1 de Maio de 2008 às 20:10
Luís ainda bem que pensas-te bem e crias-te o blogue, porque tu aqui respondes ao pessoal todo, enquanto noutros bloques os "donos" metem os post e simplesmente não ligam uma pessoa nem sabe se viram o que escrevemos, ou se colocam só e já esta, aqui é diferente lemos,escrevemos e respondes o que é fantástico

abraço

diogo
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 22:55
Diogo,
faço questão de responder a toda a gente.
Não por obrigação, mas porque os vossos comentários também são importantes para mim.
Não me considero superior a ninguém.
Abraço
Lc
De Helena Castro a 1 de Maio de 2008 às 20:47
Nem em tempo de descanso páras !!! Eu também não te deixo descansar, não é verdade? Venho visitar o teu blogue várias vezes ao dia, também me conseguiste viciar, a sorte é que agora a net durante a semana aqui em casa está mais livre, durante os fins de semana, a coisa torna-se mais complicada e tu sabes porquê... BJS e descansa
De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 22:57
Olá,
como vai a minha mana?
Falamos mais no blogue do que pessoalmente...
Espero que esteja tudo bem com o André.
Isto é um "vício", mas dos bons!
Bjs
LC
De alex a 1 de Maio de 2008 às 21:02
ola luis

é a alex do costume.... já la vamos...

varias pessoas já me falaram do "so visto" e tenho pena de não ter visto... para a proxima pf avise .... a sara é um bom exemplo de novas comentadores... k bom..

como lhe disse no ultimo feriado trabalhei, e no meu local de trabalho lido diariamente com pessoas de varias nacionalidades e axo k gostaria de lá ter estado e ouvir akelas opinioes de varios países... foi mto interssante o k o seu comentario sobre a liberdade despoletou... e com isso arranjou mais leitores do seu cantinho....

hoje de manha tive curiosidade de ver se havia algum post novo... e havia....li as 1ªlinhas a pressa e arrependo-me de não ter respondido logo ... o bassim esteve comigo o dia todo....

do post retenho essa sensação de " casa de horrores" .... vou começar o seu livro hoje luis e estou a preparar-me para ele ... estas amostras são terriveis... vamos ver....

deve ter reparado ... ou não, k o tenho "aliciado" para outros temas... não deixe de falar do bassim....mas de forma a k tb nós possamos diversificar os comentarios... e as sugestões, opiniões k possamos dar...
sim sim eu estou a pressupor k as ker mas no fundo é o k os amigos fazem....

a tv está ligada no telejornal e ocorrem-me tantas kestoes.... tipo... vamos voltar a maddie? 1 ano depois... justifica-se........?

o jardel no jornal da noite? tive pena dele... tá ali um homem perdido! o ser dependente de uma droga justifica uma entrevista em prime time....

se calhar devia voltar a comentar o iraque.... aí estamos todos de acordo... ou kuase.... mas não paro de ter perguntas para lhe fazer

por favor diga-nos se houver novidades dos bassim...

tb eu hoje me identifico um pouco mais...talvez kem sabe,
... haja mais kem o faça...

bj grd luis
alex





De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 23:04
Alex - julgo que é a tal que trabalha naquele local curioso. É?
Este fds estou de folga e em família.
Quanto ao Bassim, aguardo pelas notícias que me prometeu fazer chegar por mail. Disse-lhe que as vou publicar e que vocês têm perguntado por ele. Volta e meia vejo uma entrada de Bagdade e sigo-lhe o rasto.
É o Bassim a converter o blogue para inglês...
Sobre o livro, bem... espero que goste.
Depois diga-me o que achou.
Abrir o blogue a outros temas, acho que sim. Para breve.
Bjs
LC
De Alexandra Ribeiro a 1 de Maio de 2008 às 21:22
Ola Luis

Mais um relato que mostra o horror da guerra, mas uma aventura para si repleta de emoções e mais uma vez um testemunho sentido, que nos deixa cada vez mais colados a este blog.
Quanto ao Bassim estou ansiosa por saber como ele e a família estão. Não basta ter de mudar de casa. O terror da guerra continua a persegui-los. Quando ele vai encontrar um pouco de paz? Fico com esperança que as notícias que as notícias que mande sirvam para nos tranquilizar.
Bjs
Alexandra Ribeiro

De Luís Castro a 1 de Maio de 2008 às 23:07
Alexandra,
O Bassim e a família estão bem, mas foi um susto tremendo. Mais um, de resto.
Perdi-lhe que envie também uma fotografia dele com a família para publicar juntamente com o próximo post. Aguardo.
Bjs
LC
De filipelobo a 1 de Maio de 2008 às 23:19
Olá Luís,
Primeiro de tudo é bom saber que está tudo bem com o Bassim e com a sua família. Ficamos a aguardar o seu mail e já agora uma foto com a família.
Reparei ao ler os teus (se me permites) comentários que alguns deles foram escritos pouco mais de meia hora antes do Telejornal (ou hoje não trabalhou?). Grande esforço e já agora parabéns pela entrevista do Mário Jardel em directo. Grande jogador só tenha pena do que lhe aconteceu.

Abraço,

Filipe Lobo
De Luís Castro a 2 de Maio de 2008 às 13:55
Não, Filipelobo,
não estou a trabalhar. Estou de família.
Mas mesmo quando estou a coordenar o Telejornal, vou constantemente ao blogue ao longo do dia.
Ab
LC

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"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


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Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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