
D. Januário Torgal Ferreira reconhece a “ocultação” de casos de Pedofilia na Igreja mas garante desconhecer a existência de casos idênticos em Portugal.
Diz o bispo das Forças Armadas em entrevista à TSF e ao DN:
"A conclusão a que eu cheguei é esta: sem haver objectivos de ocultação houve bispos - que eu tenho que respeitar - que perante determinados crimes olharam para o filho pródigo, que era o sacerdote, e puseram-no em roda livre: Vais para aqui, para este caso não ser conhecido. Entretanto, não é só ocultar: Eu espero que tu te convertas."
Na mesma entrevista D. Januário Torgal defendeu que este não é um problema de fundo da Igreja ao mesmo tempo que se manifestou "altamente escandalizado" com a situação.
Mostrando-se bastante envergonhado com toda esta situação, o bispo português deixou uma pergunta:
"Como é que colegas meus, anos e anos, permitiram estes erros?", e acrescenta:
"Não encontro explicação nenhuma, tenho muita vergonha.”
Se em relação aos casos de ocultação D. Januário mostra certezas, o mesmo já não sucede em relação à existência de uma campanha organizada contra o Papa Bento XVI.
"A minha posição de homem e de bispo é que não há campanha, não há má vontade. E quem entrar por aí - que é uma má vontade contra o Papa, contra a Igreja e uma perseguição - está a dar um tiro no pé".
Mais uma vez, meu caro amigo D. Januário, você marca a diferença.
É por si e por poucos mais que ainda não me afastei definitivamente da Igreja.
BOA PÁSCOA PARA TODOS.
Luís Castro
De nao tem blogue nem terá a 5 de Abril de 2010
1. D. Januário não disse que não havia casos em Portugal, mas que, se os há, desconhece-os. É essa a sua garantia, garantia relativamente a ele.
2.Celibato proibido? E se eu, leigo, não quiser casar? E os casos de pedofilia, tantos, tantos, cometidos por homens e mulheres casados? Ser celibatário não é sinónimo de pedófilo. E os pais que violam filhos e filhas?
De maria moura a 5 de Abril de 2010
Compreendo a sua questão, mas o post é sobre a pedófilia na Igreja. "O celibato corroi a doutrina social e teológica da Igreja e é anti-natural. O celibato na Igreja dá azo a condutas pedófilas".
Eu tb não sou casada, nem ninguém me obrigará a casar. Vivo maritalmente e tenho 2 filhas. Se exagerei no adjectivo vou substitui-lo: o celibato deve ser extinguido, eliminado, repito: é anti-natural. Quanto à pedofilia praticada fora da Igreja, é com certeza do conhecimento de todos, que só um ser perturbado psicológicamente comete abusos sexuais sobre menores. E na minha opinião estas situações acontecem porque na sua maioria não terão tido uma educação/informação natural sobre o tema - relações sexuais -. Sexo tem sido desde há muito tempo, considerado tabu pela maioria das familias. Felizmente começa a haver uma luz a fazer-se brilhar nesse sentido. Claro que haverá situações patológicas, sobre as quais não me compete opinar.
mmoura
De F.SILVA a 5 de Abril de 2010
20 Valores M.Moura . Eu a ser ditador eras o tipo de pessoa que eu gostava de impor. Todas as pessoas teriam de ser como tu, caso contrario seriam desclassificadas da sociedade. Mas como somos democratas temos de tolerar toda a espécie de gentinha.
De maria moura a 5 de Abril de 2010
Exactamente por sermos democratas é que estamos aqui a opinar livremente, não a impôr... E acrescento eu aprendo com todos os comentários que me são dirigidos, mesmo os que maliciosamente vulgares.
mmoura
De Cristina a 5 de Abril de 2010
Concordo consigo Maria Moura. O celibato não faz qualquer sentido, é anti-natural, além de que não resulta da Bíblia. Os padres católicos deveriam ter possibilidade de ter uma vida sexual activa e saudável. Os sacrifícios só fazem sentido se tiverem o objectivo de ajudar os outros. Abdicar da vida sexual em nome de uma função é um sacrifício que, além de ser desumano e cruel, não ajuda ninguém. Sem querer ligar a pedofilia ao celibato, acho que a Igreja católica deveria de uma vez por todas acabar com o celibato. Bastaria seguir mais de perto a Bíblia.
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