Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

UNITA reconhece a derrota

Uma declaração de um minuto que significa um passo gigante para Angola.

 
“Caros militantes e amigos da UNITA.
Numa altura em que estão escrutinados cerca de 80% da totalidade dos votos validamente expressos, apesar de tudo o que aconteceu, a Direcção da UNITA aceita o resultado das eleições e deseja ao partido vencedor, o MPLA, que governe no interesse de todos os angolanos.
 
A Direcção da UNITA felicita os eleitores angolanos pela elevada participação, civismo e sacrifício demonstrados ao longo desse acto.
 
Agradece em particular aos eleitores angolanos que votaram na UNITA, confiando-lhe a representação das suas aspirações na Assembleia Nacional.
 
Luanda, aos 8 de Setembro de 2008
A Direcção da UNITA”
 
Parabéns Isaías Samakuva!
A UNITA mostrou maturidade política, elevado sentido de Estado e a vontade de participar na construção de uma Angola mais democrática.
 
Boa sorte para todos os angolanos!
 
Luís Castro
publicado por Luís Castro às 23:38
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64 comentários:
De António Cunha a 9 de Setembro de 2008 às 12:19
Caro Luís Castro,

Tenho acompanhado as suas reportagens e dou-lhe desde já os parabéns pelo trabalho efectuado!
Gostaria de deixar também os parabéns ao Povo Angolano por tudo o que se passou durante o passado fim-de-semana! Angola é que sairá a ganhar!
Fiz um investimento privado há alguns meses nesse país e gerei até agora 40 postos de trabalho. Investi em maquinas e dinheiro um total de 200.000 USD. Investi fora de Luanda, no interior. Não posso estar mais de 3 meses em Angola para tomar conta dos meus negócios porque não me dão visto!
Que tal uma reportagem sobre isto? Que tal uma reportagem acerca dos constantes actos de racismo a que os portugueses estão sujeitos? Desde o posto fronteiriço do Aeroporto de Luanda, aos insultos na rua, ao vexame a que estamos sujeitos sempre que é preciso tratar de papelada em instituições publicas, and so on , and so on "!
Eu tenho investimentos em várias partes do mundo, e nunca fui tratado como sou nessa terra!
Tenho, como por todo o lado por que passo, grandes amigos angolanos. sem eles seria impossível "sobreviver" por aí. Isso é a terra da gasosa e dos conhecimentos!
Faça-me lá o favor, e a dezenas de investidores portugueses, de fazer uma reportagem sobre isso e deixe-se de paninhos quentes e de fazer reportagens com o "próximo pedido de obtenção de visto" na cabeça! Os portugueses agradecem...
Desculpe o desabafo, mas só lhe peço para fazer o que eu não posso, sob pena de... (o Senhor sabe bem do que falo)!

Um português que continuará a ser aconteça o que acontecer. É das coisas de que mais me orgulho!
Não interpretem isto como achar-me superior a alguém , agora que sou igual, isso ninguém duvide!
De Ricardo Sandão a 9 de Setembro de 2008 às 19:26
Sr António Cunha,

Esse investimento que fez em Angola, foi via ANIP (Agência Nacional de Investimento Privado)? Constituiu uma Sociedade de Direito Angolano?Custa-me a entender como faz um investimento e não pode trabalhar cá. Se o investimento não foi feito via ANIP não tem como justificar junto das autoridades Angolanas as razões para lhe ser concedido o visto de permanência ou de trabalho. Durante muito tempo vivemos na desorganização, e agora que as coisas começam a endireitar-se algumas pessoas vindas de outros países, sentem dificuldade em adaptar-se, pois como diz e bem, por estarem habituadas à gasosa. quanto à reportagem...parece-me um pouco exagerado esse seu desejo....existem alguns mentecaptos por cá que julgam que os seus problemas são causados pelos brancos, sejam eles portugueses, brasileiros ou outros, é verdade, mas nada que não aconteça TAMBÉM em Portugal. Atrasados mentais existem cá e lá. Não concordo quando diz "constantes actos de racismo a que os portugueses estão sujeitos? Desde o posto fronteiriço do Aeroporto de Luanda, aos insultos na rua, ao vexame a que estamos sujeitos sempre que é preciso tratar de papelada em instituições publicas, and so on , and so on "! "isso é um pouco de mais. As vezes o que acontece é que alguns Portugueses (não digo que seja o seu caso)tratam os Angolanos como se ainda estivessem no tempo do ultramar e quando isso acontece, vem o tão famoso princípio da reciprocidade que aprendemos a utilizar!!!Sou Angolano e a minha esposa é Portugesa e orgulha-se de dizer que nunca teve "makas" dessas em Angola e nas empresas onde trabalhou, os seus subordinados ficam sempre com saudades dela, pois ela sempre respeitou os Angolanos com quem trabalha.As vezes o tratamento que recebemos é só o reflexo do tratamento que dispensamos aos outros ( não digo que seja o seu caso).Cordiais saudações
De António Cunha a 9 de Setembro de 2008 às 19:59
Sr. Ricardo,
Esse investimento foi feito pela ANIP . Informe-se como decorre o processo de vistos de Investidor Privilegiado (o nome é vosso) e depois fale, ok?
O meu desejo assenta no facto de para mim, UMA atitude racista, ser o bastante para me sentir incomodado. Aí, como em PT, como em Cabo Verde , Brasil ou na Cochinchina ". Mas o Sr. se vive em Angola sabe que não é esporadicamente que isso acontece. Ouvir "vai prá tua terra" frequentemente, a mim incomoda-me. E não se escuse com "brancos". Eu referia-me OBJECTIVAMENTE aos tugas " (outro nome vosso). Nunca vi nenhum brasileiro ou espanhol ser tratado da mesma forma. Historicamente até se poderia compreender, nunca aceitar!
Quanto à relação com os trabalhadores, nem lhe respondo!!! Como já disse tenho investimentos em várias partes do mundo e sou frequentemente convidado por funcionários meus para os seus casamentos, baptizados , etc. e sempre que posso compareço. Em Angola também já aconteceu. por isso... tire as suas conclusões.
Mas é a sua visão. Eu acho que seria melhor, em vez de sacudir a agua do capote e dizer que é esporádico , atacar de vez o problema!
Devia-lhe arrepiar a espinha o meu desabafo, da mesma forma que eu me arrepiei (e estava em Angola na altura) a forma barbara e covarde como os Angolanos foram tratados na África do Sul!
Aqui como lá, o racismo é o acto mais baixo e execrável que o ser humano pode ter!
Não há desculpas possíveis !
De Ricardo Sandão a 9 de Setembro de 2008 às 21:00
Sr António Cunha, não sacudo a água do capote.NUNCA!!!Como lhe disse, aqui e em Portugal situações do género acontecem. Devia-se atacar o problema?Concordo. mas também deve concordar que mudar mentalidades é muito difícil. Já procurou saber o que passam os Angolanos que vão viver para Portugal?O que passam nas escolas,etc? RACISMO.Mas não é pela atitude de uma minoria atrasada mental que vamos julgar todos pela mesma bitola. Portugueses e Angolanos estão "condenados" a viverem e/ou conviverem, quer por razões históricas quer por razões sentimentais.Se me sinto revoltado quando sou vitima de discriminação? Claro.só não se sente quem não é filho de boa gente.
Se lhe puder valer em alguma coisa no processo de obtenção do seu visto, por favor não hesite, terei todo o gosto em ajudá-lo. o meu e-mail é ricardosandao@gmail.com.
Cordiais saudações.
De Luís Castro a 10 de Setembro de 2008 às 01:04
Bonita atitude!
Ob.
Ab.
LC
De Luís Castro a 10 de Setembro de 2008 às 01:00
Visto.
LC
De Luís Castro a 10 de Setembro de 2008 às 00:58
Amigos,
vou informar-me melhor sobre o assunto junto de quem sabe destas coisas.
Quando disse que iria pedir uma reportagem, referia-me apenas à questão dos vistos.
Ab para os dois.
LC
De Luís Castro a 10 de Setembro de 2008 às 00:35
Amigo António,
eu não estou aqui a fazer reportagens a pensar no próximo visto e com medo de ser expulso.
Estou com vistos de curta duração, apenas para cumprir a Lei, uma vez que havia um problema informático no sistema do consulado angolano em Lisboa.
Assim, como o primeiro foi de curta duração, os restantes também terão de ser apenas por 5 dias.
Trata-se de cumprir a Lei e não sobre qualquer outro problema.
Quanto ao resto, agradeço a dica e irei pedir a Luanda uma reportagem sobre o assunto.
Não a poderei fazer eu apenas pelo simples facto de que vou sair de Luanda daqui a quatro horas.
Voltarei na noite antes de partir para Lisboa.
Obrigado.
LC

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Reportagem Iraque - 2005


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Guiné - 2008


Reportagem Afeganistão - 2010

Livros

"Repórter de Guerra" relata alguns dos conflitos por onde andei. Iraque, Afeganistão, Angola, Cabinda, Guiné-Bissau e Timor-Leste. [Comprar]



"Por que Adoptámos Maddie" aborda o fenómeno mediático gerado à volta do desaparecimento de Madeleine McCann. [Comprar]


Sugestões para reportagem



Milhão e meio de portugueses elegem diariamente o Telejornal da RTP.
E porque o fazemos para vós, quero lançar-vos um desafio: proponho que usem o meu blogue para deixarem as vossas sugestões de reportagem.

Luís Castro
Editor Executivo
Informação - RTP

E-mail: cheiroapolvora@sapo.pt

Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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