Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Estou farto!

Já nem é a goleada.

Nem se Queirós tem ou não capacidade para o cargo.

Estou farto é de tanta palhaçada à volta de Cristiano Ronaldo.

Se é mais bonito do que o Kaká; são as miúdas histéricas a gritar por ele; são as namoradas; a vida intima e as noitadas; são os milhões; é a mãe, a irmã; os puxadores das portas lá de casa que têm o nome dele; os carros; os banhos na piscina…

Arre! Já chega!

 

E jogar futebol?

O que é que Cristiano deu realmente à selecção?

Cada jogo é uma desilusão!

 

Seis golos sofridos!

Já não acontecia desde 1955!

 

Luís Castro

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publicado por Luís Castro às 02:37
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58 comentários:
De XáVerde a 21 de Novembro de 2008
Desculpem se me recuso, mais uma vez, a colar-me há maioria, mesmo sob o risco certo de aqui ser cilindrado. Vamos lá então: Se todos estão assim tão fartos do tema "Cristiano Ronaldo", porque é que este post após o jogo e 80% dos comentários aqui expressos são sobre ele? Neste ambiente, é fácil fugir à ditadura do "jornalismo de merda " que "prefere a forma ao conteúdo". Disse ditadura? Sim. Só um louco seria capaz de omitir (censurando????) a verdadeira histeria que tomou conta dos preparativos do jogo de Brasília . Quem lá estava testemunhou-a e relatou-a, quem cá estava tratou-a, assistiu e, como se prova por todos os comentários, o trabalho foi visto com toda a atenção por todos os que criticam. Seguramente, adivinho que desta vez foi fácil aos jornalistas impor peças granditas aos responsáveis dos jornais para os quais trabalham e não terá sido difícil aos responsáveis pelos mesmos cedê-lo... Nem terá sido preciso que os mesmos "requisitassem o conteúdo" que se impôs por si... Certo?
A culpa do gigantismo a que Ronaldo e a sua questão atingem não é senão do público que o alimenta: nós todos. Se todos os que o afirmam estiverem mesmo fartos dele, ele perde valor comercial. As marcas não lhe dão os milhões, os clubes também não...
No dia 19, a reportagem da RTP sobre a incontornável histeria em redor do Ronaldo, foi incluída no noticiário mais visto do dia, o Telejornal. Foi vista por... um milhão, quatrocentas e setenta e duas pessoas e durou mais de dois minutos. Só se todos os que estão fartos do tema mudassem de canal admitiria ser verdade o que aqui professam... Mas afinal, durante a mesma, "saíram" apenas 50 mil espectadores... quando a peça deixou de falar do Ronaldo e passou a falar da antevisão do jogo propriamente dito. É elucidativo?
Noutro comentário, vi aqui uma análise que subscrevo... Temos que dar mais espaço às outras modalidades.... Só que a crítica está, no meu entendimento, mal direccionada. Diz-se que devem ser feitas mais transmissões... Vou contar-vos uma coisa... Sabem que a RTP faz, num ano, muito mais transmissões de modalidades do que de futebol? Tão esmagador quanto esses números é o ostracismo a que a maioria dos portugueses votam essas mesmas transmissões... Dizem-me as audiências que os portugueses mentem descaradamente quando falam de modalidades: defendem uma coisa nas suas opiniões, praticam outra nas suas atitudes. Venha quem prove que isto é mentira, façam o favor... Ou seja: é na sua atenção e não na sua televisão que os portugueses devem dar "mais espaço às modalidades"...
Em suma, se querem a minha "verdade" para alguma coisa (nem que seja para me enxovalhar nos comentários seguintes): a culpa do que temos é de todos: Mais do que dos jogadores, dos jornalistas, dos seus chefes... É do público. Quer mudar a realidade? Pode começar por ser coerente e praticar o que defende...
Um abraço a todos.
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008
Meus amigos,
este homem sabe do que está a falar!!!
E mais não digo.
Mas, Xáverde, é verdade: somos todos culpados, inclusive os tais "chefes" de quem falas, ou seja, Nós!
sabes que sou dos que defendem - e muito! - o conteúdo, embora também procure a melhor forma de o transmitir.
Houve alturas em que também eu procurei dar no Tejornal essa parte mais "lúdica" do CR, mas foi há tempos!
Tudo tem de ser lido á luz da época em que acontece.
Agora, meu amigo, acho que começa a ser demais.
Ab.
E sê bem-regressado.
Luís Castro
De Luís Castro a 21 de Novembro de 2008
Perdão: "... à luz" e não "á luz".
LC

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Perfil

Jornalista desde 1988
- 8 anos em Rádio:
Rádio Lajes (Açores)
Rádio Nova (Porto)
Rádio Renascença
RDP/Antena 1

- Colaborações em Rádio:
Voz da América
Voz da Alemanha
BBC Rádio
Rádio Caracol (Colômbia)
Diversas - Brasil e na Argentina

- Colaborações Imprensa:
Expresso
Agência Lusa
Revistas diversas
Artigos de Opinião

RTP:
Editor de Política, Economia e Internacional na RTP-Porto (2001/2002)
Coordenador do "Bom-Dia Portugal" (2002/2004)
Coordenador do "Telejornal" (2004/2008)
Editor Executivo de Informação (2008/2010)

Enviado especial:
20 guerras/situações de conflito

Outras:
Formador em cursos relacionados com jornalismo de guerra e com forças especiais
Protagonista do documentário "Em nome de Allah", da televisão Iraniana
ONG "Missão Infinita" - Presidente

Obras publicadas:
"Repórter de Guerra" - autor
"Por que Adoptámos Maddie" - autor
"Curtas Letragens" - co-autor
"Os Dias de Bagdade" - colaboração
"Sonhos Que o Vento Levou" - colaboração
"10 Anos de Microcrédito" - colaboração

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