Ainda não acabou um
e já começa outro.
“Caso Beatriz”
Pivô Telejornal
Os pais de uma menina de 3 anos estão em greve de fome à porta do Tribunal de Menores de Coimbra.
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A pequena Beatriz foi institucionalizada há 1 ano por desavenças familiares.
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O processo entrou em fase de adopção, mas os pais reinvindicam agora o poder paternal.
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Pais-em-greve-da-fome-a-porta-de-tribunal-em-Coimbra.rtp&headline=20&visual=9&tm=8&article=231355
“Caso Martim”
Pivô do Telejornal:
O Tribunal decidiu que os pais biológicos de Martim podem visitar o filho no centro de acolhimento.
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Ana Rita e Paulo não vêem o filho há 7 meses.
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Além das visitas, o Tribunal decidiu agora que Martim deve ser acolhido num centro mais próximo da residência dos pais e não em Faro.
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Pais-biologicos-de-Martim-podem-visitar-o-filho-no-centro-de-acolhimento.rtp&headline=20&visual=9&tm=8&article=231351
Luis Castro
É o problema de criar precedentes, a mim não me estranha nada, depois de toda a publicidade dada ao caso Martim e à aparente vitória da mãe, isto era algo que era de prever.
Em Portugal há 11000 crianças institucionalizadas, até agora os tribunais de família deram sempre a primazia à família biológica e as crianças esperavam anos nas instituições até que quando finalmente iam para adopção tinham 7 ou 8 anos e ficavam condenadas a viver nos centros de acolhimento, porque não há quem adopte crianças com essa idade. Parece que finalmente os juízes estão a mudar o paradigma e as crianças vão para adopção quando ainda podem ser adoptadas...... o problema é que as famílias que até viam com bons olhos que os estado lhes criasse os filhos, agora não acham piada a que as crianças vão para adopção.
Está-se mesmo a ver que vão nascer campos de tendas em frente aos tribunais de família.
Jorge Soares
É.
Como dizem os brasileiros.
pegou moda!
Ab.
LC
De Elsa Silva a 8 de Julho de 2009
O que me ocorreu quando vi a notícia foi: “isto vai virar moda”.
Claro que todos os pais têm os mesmos direitos, mas, cada caso é um caso.
Os pais devem assumir a sua função com idoneidade e responsabilidade. Parece-me que muitos não têm essa capacidade.
No caso Martim a mãe é menor, no caso Beatriz os pais são bem adultos.
É preciso mais consciência... e acompanhamento por parte das entidades competentes.
Bjs.
Mas, ao que dizem, os problemas foram resolvidos entre eles.
Parece-me haver espaço para reflectir sobre a decisão.
Bj
LC
De
ACCB a 8 de Julho de 2009
Há sempre a justiça do caso concreto e também há , a jurisprudência dos afectos. :-)
Que não devem ser separados. Certo?
Bj
LC
De
ACCB a 9 de Julho de 2009
Nestes casos não devem. :-)
De José Carlos Bragança a 9 de Julho de 2009
O amigo Soares diz que "vão nascer tendas na frente dos Tribunais". Ele há tendas com maior conforto do que certos tribunais em Portugal.
Mas falando do caso em questão, devo dizer que cá está o maravilhoso mundo da informação mediatizada a produzir os seus efeitos. Isto é mais uma prova de "agenda-setting". Não admira a ninguém que daqui em diante isto se torne rotina. Só tenho pena é do Anderson da SIC vai ter de se revezar para acudir a todas as mães dos Martins e Beatriz de Portugal.
Contudo, percebe-se que numa altura de silly season estes acampamentos "saibam bem" (no bom sentido) aos editores.
Um abraço
José Carlos Bragança,
no Verão passado, felizmente, a agenda mediática esteve quase sempre preenchida com temas que constutuiram critérios de noticiabilidade suficientemente aceitáveis.
Temo por este Verão.
Ab.
LC
De José Fernandes a 9 de Julho de 2009
Lamento imenso estes casos, e tento compreender sempre ambas as partes, sem fazer juízos de valor.
Estas situações de acampar à porta dos tribunais não me parece a forma mais correcta de resolver os problemas.
Mal estará a justiça que se deixa influenciar pelo circo mediático.
Ab
JF
O problema é que vai resolvendo, como foi o caso.
Respondo com outra pergunta:
Será que só assim os tribunais despertam para as consequ~encias das decisões que tomam?
Ab.
LC
De José Fernandes a 9 de Julho de 2009
É por isso que se diz que a justiça em Portugal é fraca, os juízes tomam as suas decisões influenciados pelo destaque que a comunicação social dá aos casos e também pelo mediatismo que tem alguns advogados.
Ab
JF
Não seria melhor institucionalizar os pais que não são capazes de cuidar dos seus filhos? Metiam-nos, por exemplo, numa quinta e aí seriam vigiados através de câmaras e técnicos especializados...
Os desempregados trabalhariam lá mesmo, os menores iriam à escola e os empregados continuariam a ir para os seus empregos. A par de tudo isto, iam tendo formação pessoal, social...
É só uma ideia, não estou a referir qualquer "concurso".
Se os programadores das televisões a descobrem,
ainda vai ganhar uns trocos!
Rssss
LC
De Ana Paula Albuquerque Almeida a 9 de Julho de 2009
E quando este acabar, possivelmente virá outro a seguir. Este é um dos eternos problemas com que os meios de comunicação se deparam. Deram toda a cobertura ao caso do Martim e antes que sejam devorados pela opinião pública, têm de fazer o mesmo com a Beatriz. E, nestes casos, felizmente que assim é já que, ao que parece, estão a dar voz a quem talvez não conseguisse fazer-se ouvir se assim não fosse. Aliás, o rumo que o caso do Martim está a tomar está a ser bem diferente daquele que lhe estava traçado e estou certa de que a comunicação social teve um papel preponderante.
Claro que "não há bela sem senão", o que me leva a colocar a questão sobre como é que os media vão gerir a situação se começarem a aglomerar-se casos semelhantes.
Bjs
É, também aqui, a Teoria Circular da Informação.
Bj
LC
De Zé da Burra o Alentejano a 10 de Julho de 2009
Acho muito bem!
Ana Rita, a mãe do Martim poderia ser ainda chamada de criança quando nasceu o seu filho e ainda não tem hoje sequer idade pra trabalhar, para se sustentar a si e ao seu filho, por isso irá precisar do apoio do pai do Matim e dos avós.
Nestes casos, que envolvem progenitores crianças, não deveria ser decidida a adopção dos seus filhos tão rapidamentem, mais a mais sabendo nós que há tantas crianças que não chegam sequer a ser adoptadas por falta de candidatos a adoptantes.
Não sei como são as feitas as investigações que determinam a adoptabilidade de uma criança, porém, os avós deverão (ou deveriam) ser sempre ouvidos e, caso queiram (quizessem) assumir a tutela da criança, essa possibilidade deveria ser-lhes sempre permitida. E as condições económicas não deverão ser nunca o motivo de impedimento para ficar com os filhos (ou com os netos), de contrário tornamo-nos numa sociedade perversa que impede os pobres de procriar e educarem os seus filhos. Se assim for, ser pai ou mãe será mais um previlégio para ricos e cidadãos de classe média, porque aos pobres faltarão sempre condições económicas que determinam as restantes condições, excepto as do afeto.
Concordo em absoluto.
Abraço
LC
De taniapereira a 11 de Julho de 2009
Olá Luís,
Acho que fazer greve de fome deve ser difícil. Eu não sei quantas horas aguentaria.
Mas, relativamente ao exposto, na minha opinião, cada caso é um caso. Não concordo que a mãe de Martim, manifestando vontade de ficar com o filho, este seja entregue para adopção. Parece ser uma criança desejada pela família e, para tirar as dúvidas, existem muitos técnicos no terreno. Falta saber se estes técnicos estão a fazer correctamente o seu trabalho. É pena que os cidadãos tenham, por vezes, de chegar a estes extremos para ver a sua situação resolvida. Abraço tânia
No desespero,
eu compreendo as atitudes dos pais.
Mas, cada caso é um caso, claro.
Bj
LC
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